Com a aproximação do período mais crítico de seca na região Amazônica, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), abriu um processo de Chamamento Público para selecionar uma Organização da Sociedade Civil (OSC) que irá atuar em conjunto com o poder público no enfrentamento aos incêndios ambientais.
Conforme o Edital de Chamamento nº 02/2026, a organização que firmar o Termo de Colaboração atuará de julho a dezembro de 2026 em regime ininterrupto, ou seja, 24 horas por dia, todos os dias da semana.
A OSC escolhida será responsável por ações estratégicas nas áreas urbana e distrital de Porto Velho, incluindo:
Prevenção, combate e controle de incêndios ambientais, com prioridade durante o período de estiagem amazônica, incluindo a abertura e manutenção de aceiros (faixas de terra que impedem a propagação do fogo);
Educação ambiental e mobilização comunitária, com foco na prevenção, redução de riscos e uso responsável do fogo;
Apoio técnico e operacional às ações da Sema, em articulação com a Defesa Civil Municipal, Corpo de Bombeiros, Ibama, Prevfogo e demais parceiros;
Monitoramento remoto de áreas de risco por meio da instalação e operação de cinco câmeras com modem de internet.
Desafios ambientais
Porto Velho enfrenta desafios ambientais graves e recorrentes, especialmente entre julho e outubro, período em que as chuvas ficam abaixo de 50 milímetros por mês. Em 2024, o município registrou 2.327 focos de queimadas, o maior número do estado de Rondônia, correspondendo a 32% do total estadual. Estudos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) mostram que 83% desses incêndios ocorrem exatamente nessa janela de quatro meses.
Diante da grande extensão territorial do município e da necessidade de garantir cobertura plena, inclusive em áreas de difícil acesso, a parceria com uma organização qualificada é considerada essencial para salvar vidas, proteger a biodiversidade e contribuir para a melhoria da qualidade do ar.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Arthur Borin, a iniciativa fortalece a capacidade de resposta do município durante o período mais crítico do ano.
“O período de estiagem exige planejamento, atuação rápida e integração entre instituições. Com esse chamamento público, buscamos ampliar nossa capacidade operacional, fortalecendo as ações de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios ambientais, especialmente nas áreas mais vulneráveis do município”.
O prefeito Léo Moraes ressaltou que a medida integra o conjunto de ações preventivas adotadas pela gestão municipal para enfrentar os desafios climáticos.
“Os incêndios ambientais afetam diretamente a saúde da população, o meio ambiente e a qualidade de vida da nossa cidade. Estamos nos antecipando ao período mais crítico do ano para garantir uma atuação mais eficiente, proteger nossas comunidades e preservar os recursos naturais de Porto Velho. Essa parceria reforça o compromisso da gestão com a prevenção e a proteção da vida”, afirmou o prefeito.
Quem pode participar?
Para participar do chamamento, é necessário que a OSC esteja legalmente constituída há pelo menos um ano e atue nas áreas de prevenção e combate a incêndios, educação ambiental, monitoramento de áreas de risco ou áreas correlatas. Também é exigida a comprovação de experiência prévia, ainda que não contínua, superior a um ano na execução do objeto ou de atividades semelhantes.
Como participar e prazos
As entidades interessadas deverão entregar dois envelopes lacrados e distintos. O Envelope 1 deverá conter o Plano de Trabalho com as propostas técnicas, conforme o Termo de Referência e os modelos disponibilizados no edital. Já o Envelope 2 deverá conter toda a documentação de habilitação exigida.
Os envelopes deverão ser entregues até as 14h do dia 15 de junho no protocolo da Sema, localizado na Rua General Osório, nº 81, 3º andar, Centro.
Os resultados de cada etapa serão divulgados no Diário Oficial dos Municípios de Rondônia e no site oficial da Prefeitura de Porto Velho.
Acompanhamento
Após a assinatura do Termo de Colaboração, a Sema realizará acompanhamento permanente das atividades por meio de um gestor específico e de uma comissão de fiscalização, monitoramento e avaliação. Em caso de irregularidades, as medidas cabíveis serão adotadas imediatamente.
A Prefeitura de Porto Velho reforça seu compromisso com a transparência, a sustentabilidade e a proteção da vida e do meio ambiente. Parcerias com a sociedade civil fortalecem a capacidade de resposta do poder público diante dos desafios climáticos e ambientais do município.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (18) o recolhimento de dois medicamentos antibióticos por desvio de qualidade. Os produtos não podem ser vendidos, distribuídos ou utilizados.
A resolução da agência, publicada no Diário Oficial da União, atinge o lote 2519879 do antibiótico Polycid, fabricado pela União Química Farmacêutica Nacional. O medicamento, de uso injetável, é usado para tratar infecções graves.
De acordo com o texto, a Anvisa recebeu comunicado de recolhimento voluntário iniciado pelo próprio fabricante por conta da presença de um pedaço de vidro no interior do frasco do medicamento.
A resolução atinge ainda o lote 24101854 do antibiótico fosfato de clindamicina 150 mg/ml solução injetável (caixa com 50 ampolas), fabricado pela Hypofarma – Instituto de Hypodermia e Farmácia Ltda.
Segundo a publicação, foi confirmado desvio referente à solução de cor amarelada, incluindo a presença de corpos estranhos e precipitados no interior do frasco lacrado do medicamento.
Em nota, a Hypofarma informou que a resolução está sendo tratada em conformidade com os protocolos regulatórios aplicáveis e em alinhamento com a autoridade sanitária.
“A companhia mantém colaboração integral com os órgãos competentes e segue adotando todas as medidas adequadas e cabíveis no âmbito de seus processos internos e regulatórios.”
Soro fisiológico
Outro produto alvo da resolução é a solução fisiológica de cloreto de sódio Equiplex – 9mg/ml, produzida pela Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda. Segundo a Anvisa, o lote 2513588 (validade 30/6/2027) apresentou desvio de qualidade e deve ser recolhido.
“O produto também não pode ser vendido, distribuído ou utilizado”, destacou a agência em nota.
Farmácia de manipulação
A resolução determina ainda o recolhimento de todas as preparações magistrais produzidas pela Farmácia S J do Jabour Ltda.
“Foi comprovada a exposição e a comercialização de produtos manipulados padronizados e não individualizados, sem a devida prescrição por profissional competente”, informou a Anvisa.
“Os medicamentos eram divulgados e comercializados por meio do site da empresa e de redes sociais, inclusive com nome comercial dos produtos nos rótulos”, completou a agência.
A Agência Brasil aguarda retorno da União Química Farmacêutica Nacional. A reportagem não conseguiu contato com a Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda e com a Farmácia S J do Jabour Ltda.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (18) determinar a anulação do processo que absolveu o empresário André de Camargo Aranha da acusação de estupro da influenciadora digital Mariana Ferrer. O crime teria ocorrido em 2018, na boate Café de La Musique, em Florianópolis.
Com a decisão, o processo deverá ser julgado novamente pela Justiça de Santa Catarina, e o juiz e o promotor que atuaram no caso não poderão participar do processo.
O plenário julgou um recurso protocolado pela defesa de Mariana. Ela alegou que as humilhações sofridas durante audiência de instrução do processo, que viralizou nas redes sociais, devem levar à anulação da absolvição.
Durante o depoimento, realizado em 2020, o advogado do acusado questionou as roupas usadas pela influenciadora, sua vida sexual e afirmou que ela posava para fotos em “posições ginecológicas”.
Votos
O voto condutor do julgamento foi proferido pelo relator, ministro Alexandre de Moraes.
O ministro disse que Mariana foi humilhada pelo advogado do acusado e alvo de comentários machistas.
“Não há nenhuma dúvida de que houve total desrespeito aos direitos fundamentais da vítima. Houve revitimização, tratamento cruel e desumano. É vergonhoso a forma como a vítima foi tratada durante a audiência”, afirmou.
Segundo Moraes, o depoimento de Mariana foi cerceado pela postura do advogado e a conduta do juiz e do promotor do caso, que não tomaram providências.
“Não houve o depoimento lícito da vítima. Se uma das provas mais importantes em crimes sexuais é o depoimento da vítima, nós temos um problema. Não tenho nenhuma dúvida de que a audiência é nula”, completou.
Em seguida, Luiz Fux criticou o juiz do caso e disse que ele “não nasceu para a magistratura”.
“Vi uma cena que nunca imaginei na minha vida. Um magistrado assistir passivamente a agressão de uma pessoa que foi vítima”, comentou.
O entendimento do relator também foi seguido pelos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin.
Cármen Lúcia
A ministra Cármen Lúcia, única mulher na Corte, disse que o caso chama atenção pela “conduta imoral e inconstitucional” do juiz do caso.
“Onde o preconceito fala, a Justiça cala. Não tenho dúvida de que, em numerosíssimas situações, nós mulheres somos culpadas e condenadas porque somos o que somos e gostamos de ser”, afirmou.
A ministra também acrescentou que as vítimas de estupro são desencorajadas a denunciar os casos por vergonha.
“O número [alto] de mulheres que sofrem estupro e não denunciam é porque a gente tem vergonha, fica sem saber que comportamento adotar. Para falar com o parceiro, a gente tem medo da reação do outro”, completou.
Defesa
Durante o julgamento, a advogada Dora Cavalcanti, representante do acusado, defendeu a manutenção da absolvição.
“Seria impossível superar os motivos que levaram à absolvição do recorrido em primeiro grau, com pedido de absolvição apresentado pelo Ministério Público, diante de um acervo probatório construído, não só na fase de investigação, mas ao longo de uma instrução probatória profunda e cuidadosa, que deixou impossível sustentar a tese da denúncia”, afirmou.
CNJ
Em 2023, o juiz Rudson Marcos, que atuou no caso, foi punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com pena administrativa de advertência.
Lei Mari Ferrer
Após o episódio, em novembro de 2021, foi publicada a Lei 14.245, que prevê punição para atos contra a dignidade de vítimas de violência sexual e das testemunhas durante interrogatórios.
Em 2024, o STF também fixou a proibição de desqualificação de vítimas de crimes sexuais em audiências na Justiça e interrogatórios policiais.
A pedalada teve como destino final a Trilha Ecológica, um dos espaços de referência para atividades de educação ambiental no município
Com o objetivo de promover a integração comunitária, a conscientização ambiental e a prática esportiva, o governo de Rondônia realizou, no domingo (7), a 5ª edição da Pedalada pela Naturezaem Alta Floresta d’Oeste.
A iniciativa, que marcou um dos maiores eventos ciclísticos já promovidos na cidade, foi organizada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), através do Escritório Regional de Gestão Ambiental (Erga) do município e do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), em parceria com a Prefeitura Municipal e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RO), contando ainda com o apoio do comércio local e de voluntários.
A pedalada teve como destino final a Trilha Ecológica, um dos espaços de referência para atividades de educação ambiental no município.
O evento registrou quase 600 inscritos e mobilizou aproximadamente 800 pessoas entre participantes, equipes de apoio e organização. A expressiva adesão demonstra o fortalecimento da iniciativa ao longo dos anos, consolidando a Pedalada pela Natureza como uma importante ferramenta de sensibilização ambiental e incentivo à participação da comunidade em ações voltadas à preservação dos recursos naturais. Com percurso de 18 quilômetros, os ciclistas percorreram importantes vias urbanas e estradas da região, em um trajeto que uniu atividade física, contato com a natureza e conscientização ambiental.
Pedalada reuniu quase 600 inscritos e mobilizou cerca de 800 pessoas
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o evento é um exemplo de como a união entre o poder público, instituições parceiras e a comunidade pode gerar resultados positivos. “A Pedalada pela Natureza é uma ação que promove conscientização, fortalece o vínculo da população com o meio ambiente e incentiva a adoção de práticas sustentáveis no dia a dia”, evidenciou.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Na chegada, os participantes foram recepcionados com apresentações da fanfarra e da banda da Guarda Mirim, além de um café da manhã especial preparado para acolher os ciclistas. O encerramento foi marcado pelo sorteio de oito bicicletas e diversos brindes, promovendo ainda mais entusiasmo entre os participantes. A realização da 5ª Pedalada pela Natureza reforça o compromisso das instituições envolvidas com a promoção da educação ambiental, da qualidade de vida e da valorização dos espaços naturais, incentivando práticas sustentáveis e a construção de uma sociedade mais consciente e participativa.
O percurso de 18 quilômetros percorreu importantes vias urbanas e estradas da região
Segundo o gerente do Erga de Alta Floresta d’Oeste, Laercio Ribeiro de Oliveira, a programação fortaleceu a integração entre famílias, amigos e instituições parceiras, além de valorizar iniciativas voltadas ao bem-estar da população. “Ver a participação expressiva da comunidade nesta quinta edição demonstra que a mensagem de preservação ambiental está alcançando cada vez mais pessoas. A Pedalada pela Natureza já se consolidou como um evento tradicional no município, promovendo integração, lazer e conscientização sobre a importância da conservação dos nossos recursos naturais”, ressaltou.
O secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, comemorou o sucesso da pedalada. “A educação ambiental é uma ferramenta fundamental para a construção de uma sociedade mais consciente e comprometida com a sustentabilidade. Eventos como a Pedalada pela Natureza mostram que é possível unir esporte, cidadania e preservação ambiental em uma única ação, ampliando o alcance das políticas públicas e fortalecendo o engajamento da população na proteção do meio ambiente”, enfatizou.
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