No dia 19 de junho, o Brasil celebra o Dia Nacional da Lei Seca, marco da tolerância zero para a mistura de álcool e direção, oficializado pela Lei nº 15.342/2026. No cenário rondoniense, a fiscalização tornou-se um modelo de sucesso, acumulando resultados positivos históricos – como a redução de 19% nas mortes no trânsito logo em 2013, segundo ano de atuação da operação no estado.
Ações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RO) têm sido reforçadas para alertar condutores quanto aos cuidados e respeito no trânsito. Nos dias 12 e 13 de junho, agentes da Diretoria Técnica de Fiscalização e Ações de Trânsito (DTFAT) executaram a “Operação Lei Seca” nos municípios de Ariquemes, Cacoal, Jaru, Rolim de Moura, Porto Velho e Vilhena, com intuito de coibir condutores que insistem em misturar bebida e direção, contrariando o que diz a Lei 11.705/2008, criada para reduzir os sinistros e mortes no trânsito causados por motoristas alcoolizados.
Qualquer concentração de álcool acima de 0,05 mg/L no ar expirado configura infração administrativa, enquanto 0,34 mg/L ou mais caracteriza crime de trânsito.
Dados
Nas duas noites em que a ação foi realizada, 1.199 abordagens foram feitas, 120 condutores foram flagrados alcoolizados, sendo que 56 foram conduzidos à Central da Polícia Civil do Estado de Rondônia (PCRO) por crime de embriaguez ao volante. Classificada como infração gravíssima, os artigos 165 e 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), estabelece penalidade rigorosa para quem dirigir sob a influência de álcool ou drogas, e da recusa em se submeter ao teste para comprovar essa influência:
O valor da multa por dirigir sob influência de álcool é de R$ 2.934,70.
Em caso de reincidência no período de 12 meses, o valor da multa dobra, chegando a R$ 5.869,40.
Além da multa, o condutor flagrado dirigindo alcoolizado está sujeito à suspensão do direito de dirigir por 12 meses, ter sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e veículo recolhidos, e poderá ser responsabilizado criminalmente, com pena de detenção de 6 meses a 3 anos.
Inabilitados
Outro dado importante é o número de condutores que dirigem sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Durante as operações foram flagrados 34 inabilitados.
De acordo com o diretor-geral do Detran-RO, Sandro Rocha, a fiscalização ostensiva impede que a irresponsabilidade de alguns condutores resulte em novos sinistros. O diretor-geral pontua ainda, o impacto socioeconômico da fiscalização, que ao reduzir acidentes, o estado diminui a entrada de vítimas graves nos hospitais, combatendo a superlotação nas unidades de pronto-atendimento.
A taxa de mortes no trânsito relacionadas com o consumo de bebida alcoólica caiu 19,5% no Brasil entre os anos de 2010 e 2024. A análise, divulgada nesta sexta-feira (19), Dia Nacional da Lei Seca, foi feita pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), referência nacional no tema.
Para se ter uma ideia, em 2010, o número era de 15 mil mortes. Em 2024, foram 13.075. No entanto, o estudo pondera que a quantidade voltou a subir a partir de 2020 (quando 11.600 pessoas perderam a vida).
Segundo a coordenadora do Cisa, Mariana Thibes, a Lei Seca não deixou de funcionar e é uma legislação que serve de referência para o mundo ao reduzir os acidentes de trânsito e salvar vidas no Brasil.
“Essa redução foi da ordem de mais de 30%, desde que a lei surgiu (em 2008) até os últimos anos”, afirmou Mariana em entrevista à Agência Brasil. Ela concorda, no entanto, que há uma perda de fôlego em vista de “novos desafios”. A Lei Seca começou a apresentar menos eficiência, conforme revelam os números.
“A gente vinha observando uma curva constante de queda até 2019, e a partir daí a taxa de mortes começou a crescer depois da pandemia”, acrescentou.
Mariana explica que isso ocorreu porque, embora a fiscalização tenha aumentado nos últimos anos, as formas de burlar também ficaram cada vez mais sofisticadas. “As pessoas conseguem se comunicar, usar aplicativos e saber onde estão acontecendo as fiscalizações”.
Impunidades
Além disso, ela lamenta que prevalece na população um senso de que é possível passar impune pela lei seca. Para conter isso, defende a intensificação das ações de fiscalização, o acesso a atendimento de emergência e as ações de prevenção que alcancem especialmente o público masculino (o que mais morre no trânsito).
De acordo com a Cisa, a partir de 2019, o uso de álcool é responsável por 36,6% das ocorrências no trânsito entre os homens e 26,3% entre as mulheres. “O maior perfil de risco afetado pelas mortes são os homens jovens”.
Um problema é que a fiscalização convive com limitações, como o número de operações com uso de bafômetros e o aumento da frota e de acidentes com motocicletas.
Sensibilização
A coordenadora do Cisa recomenda que, para sensibilizar a sociedade a não beber e dirigir, as campanhas precisam ficar mais estratégicas. “É preciso ir além dos anúncios “de choque”.
“A evidência internacional mostra que as mensagens que se baseiam somente no medo têm efeito de curto prazo, mas não conseguem mudar o comportamento de forma sustentada”, disse ela.
O que funcionaria, na sua opinião, seria combinar educação, esclarecimento e percepção de risco real das pessoas.
“A pessoa precisa acreditar que vai ser fiscalizada e que vai ser punida”.
Os dados mostram que a maior parte das infrações acontecem nos finais de semana e durante a madrugada.
Por isso, um caminho seria promover a cultura de alternativas viáveis, como o transporte noturno e acessível, e os aplicativos de carona. “Quando a gente só sensibiliza, mas também não traz alternativa, ficamos com o limite claro”.
Tocantins lidera
De acordo com os dados, 18 estados apresentaram taxa de mortes por 100 mil habitantes superior à média nacional (6,2), como o Tocantins (13,4), Piauí (12,1) e Mato Grosso (11,1). Em relação às internações, 16 estados têm taxa superior. As maiores são no Espírito Santo, Pará e Acre.
“No caso dos estados com maior taxa de morte, a gente pode pensar em questões estruturais, rodovias mais perigosas, por exemplo, menor densidade de fiscalização e de acesso a serviços de emergência nas estradas”, afirmou Mariana Thibes.
Ela ressaltou que o hábito de beber e dirigir pode ser diferente conforme os estados. “São realidades específicas que precisam ser investigadas mais a fundo para que o poder público também possa dar respostas adaptadas”.
O atleta e nutricionista esportivo de Porto Velho, Victor Tavares, conquistou o primeiro lugar na categoria Doubles Men do Hyrox Buenos Aires 2026, competição internacional realizada no dia 13 de junho, na Argentina. Ao lado do atleta paulista Fábio Fonseca, ele completou a prova em 1h04min18s e venceu uma disputa que reuniu 272 atletas na categoria e cerca de 3.500 competidores no evento, que também serviu como classificatório para o Campeonato Mundial.
Apesar de ainda ser pouco conhecido pelo grande público no Brasil, o Hyrox é uma competição que combina corrida e desafios físicos de alta intensidade em um único percurso. A etapa realizada em Buenos Aires teve caráter histórico por reunir competidores de diversos países da América do Sul e de outras partes do mundo, consolidando o crescimento da modalidade na região.
A conquista da dupla brasileira ocorreu em um cenário de crescimento acelerado da modalidade, que nos últimos anos tem atraído praticantes de corrida, musculação e treinamento funcional em diferentes países. Para Victor, o resultado alcançado na Argentina representa a consolidação de uma preparação construída ao longo de meses.
A rotina de treinos envolveu sessões específicas de corrida, força, resistência e estratégia de prova, além de cuidados rigorosos com alimentação e recuperação física. O maior desafio, segundo o atleta, foi conciliar a preparação esportiva com a rotina profissional e familiar, mantendo a disciplina necessária para competir em alto nível. “Grandes resultados são construídos nos dias em que ninguém está vendo”, destacou Tavares.
“Costumo dizer que o título é o pagamento do atleta. Ele simboliza meses de dedicação, disciplina e superação. No esporte, é a confirmação de que estou no caminho certo. Na vida pessoal, reforça a importância da fé, da persistência e da capacidade de acreditar nos próprios sonhos, mesmo diante das dificuldades”, afirmou.
Além da conquista esportiva, Victor acredita que o resultado ajuda a evidenciar o potencial dos atletas rondonienses em competições nacionais e internacionais. Na avaliação dele, o estado possui talentos capazes de alcançar grandes resultados, mesmo enfrentando desafios como a distância dos principais centros esportivos do país e a necessidade de mais incentivos ao esporte.
Ao longo da trajetória até o título, o atleta contou com o apoio da família, do treinador Marco Ferreira e de pessoas que acompanharam sua preparação, além do parceiro de prova Fábio Fonseca que compartilhou não só a vitória, mas também a jornada de preparação. Ele fez questão de dividir a conquista com todos que contribuíram para o resultado.
Representar Porto Velho e Rondônia em uma competição internacional foi um dos aspectos mais marcantes da experiência. Para Victor, a conquista demonstra que atletas da Região Norte podem competir em igualdade de condições com representantes dos principais centros esportivos do mundo.
“Tenho orgulho de representar Porto Velho e Rondônia e mostrar que atletas da nossa região podem competir em alto nível e conquistar resultados expressivos no cenário internacional. Espero que essa conquista também sirva de inspiração para outras pessoas acreditarem em seus sonhos.”
As inscrições para o concurso público do Conselho Regional de Serviço Social da 23ª Região (CRESS-RO) entram na última semana e serão encerradas às 15 horas da próxima quarta-feira (24), horário de Porto Velho.
O certame oferece oportunidades para candidatos de níveis médio e superior, além da formação de cadastro de reserva. As inscrições são realizadas exclusivamente pelo site do Instituto Consulplan.
Estão disponíveis os cargos de Agente Administrativo, destinado a candidatos com ensino médio, e de Agente Fiscal e Técnico Administrativo-Financeiro, ambos para nível superior. Todas as vagas têm lotação na sede do CRESS-RO, em Porto Velho.
Os vencimentos iniciais chegam a R$ 3.007,98, além de benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-transporte e adicionais previstos no plano de cargos da autarquia.
A seleção será conduzida pelo Instituto Consulplan e contará com prova objetiva para todos os cargos. Os candidatos aos cargos de nível superior também serão submetidos à prova discursiva e à avaliação de títulos.
As provas estão previstas para 2 de agosto de 2026 e serão aplicadas nas cidades de Porto Velho e Ji-Paraná.
Quem ainda pretende participar deve consultar o edital e concluir a inscrição dentro do prazo. Após o encerramento do período de cadastro, não serão aceitas novas solicitações.
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