Rondônia tem um novo milionário. Uma aposta feita em Alvorada do Oeste acertou sozinha as 6 dezenas da Mega-Sena sorteadas na noite desta terça-feira (11) e faturou R$ 3.077.413,08.
O jogo vencedor foi uma aposta simples, registrada na Lotérica Alvorada, no município. O apostador foi o único a acertar todos os números do concurso 3.043 e, por isso, ficará com o prêmio principal integral.
As dezenas sorteadas foram 10, 11, 16, 37, 42 e 53.
Além do novo milionário de Rondônia, 48 apostas acertaram 5 dezenas e receberão R$ 20.836,65 cada. Outras 3.746 fizeram a quadra e terão direito a R$ 440,09 cada.
O ex-prefeito de Porto Velho e candidato a governador pela Federação União Progressistas, Hildon Chaves, fez uma avaliação bastante preocupante sobre os índices de violência contra as mulheres e da criminalidade em Rondônia. Com mais de vinte anos de experiência no combate ao crime, como ex-promotor de Justiça, Hildon afirmou que o grave problema de segurança pública em Rondônia é resultado “da mais completa inoperância por parte do Governo do Estado”.
Hildon afirmou que o relatório do Tribunal de Contas do Estado, divulgado na semana passada, “não deixa dúvidas sobre o desafio que o próximo governador terá na questão da segurança pública”. Rondônia ocupa o 1º lugar no ranking nacional de feminicídios (43,8% dos homicídios femininos). O Estado também é o segundo no país em violência doméstica, com 520 casos registrados a cada 100 mil mulheres; o segundo em medidas protetivas de urgência, com 973 casos por 100 mil habitantes. Rondônia ostenta ainda o segundo lugar nacional em estupro e em estupro de vulneráveis, com 107 casos por 100 mil mulheres.
“Nos últimos anos, as disputas entre facções criminosas locais e nacionais alavancaram os índices de Mortes Violentas Intencionais (MVI) na região Norte”, denunciou Hildon. “Estamos no momento mais perigoso de nossa história, eu diria que o Acre já está completamente tomado pelo crime, mas Rondônia ainda tem como enfrentar, mas não vamos a lugar nenhum com a paralisia completa que tomou conta do Governo do Estado”, disparou.
Hildon Chaves conhece a realidade do combate à criminalidade de perto. Durante mais de duas décadas, como promotor de Justiça, enfrentou o crime organizado, atuando em centenas de julgamentos, ajudando a colocar criminosos atrás das grades e atuando sempre ao lado da sociedade. “Rondônia está na rota do tráfico internacional de drogas, devido à sua proximidade com as fronteiras de outros países, como Bolívia e Peru, e a abundância de rios navegáveis e de áreas de floresta, condições que favorecem o narcotráfico e o crime organizado”, alertou.
NA LINHA DE FRENTE
“Segurança pública exige comando, planejamento e decisão. Exige integração entre as polícias, inteligência, tecnologia, investimento permanente e valorização de quem arrisca a própria vida para proteger a nossa”, detalhou. “Hoje, muitos policiais seguem na linha de frente enfrentando o perigo todos os dias, muitas vezes com estrutura insuficiente. Eles merecem respeito e valorização. Necessitam ter condições para cumprir a sua missão”.
A verdade é que temos um apagão de soldados em nossa Polícia Militar, precisamos voltar a valorizar a base da nossa corporação”, afirmou Hildon. “A situação é a mesma na Polícia Civil. Não se faz concurso público há mais de doze anos. Vamos trabalhar para corrigir as defasagens salariais e valorizar nossos investigadores de polícia, agentes penitenciários, bombeiros e todas as carreiras que compõem a nossa segurança pública”, avisou.
“Isso é o resultado de anos de falhas e da falta de prioridade com a segurança pública”, ressaltou Hildon. “Falta investimento em tecnologia. Falta inteligência policial. Faltam equipamentos. Faltam viaturas nas ruas. E, acima de tudo, faltam policiais para proteger a população”, disparou. “Sem efetivo suficiente, sem estrutura e sem valorização das forças de segurança, quem ganha espaço é a criminalidade. E quem perde é o cidadão de bem, que vive com medo”, completou.
Polícia Civil de Rondônia deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Marco 155 contra um grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O Departamento de Narcóticos (Denarc), com apoio do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decco), cumpre 20 medidas cautelares, entre mandados de busca e apreensão e ordens judiciais de quebra de sigilo bancário.
A investigação começou após a prisão em flagrante de dois suspeitos apontados como integrantes do grupo criminoso. Na ocasião, policiais da 2ª Delegacia de Repressão a Narcóticos (2ª DRN) apreenderam cerca de 155 kg de cocaína e skunk, além de armas de fogo, munições e aparelhos celulares.
A partir dessa apreensão, a Polícia Civil identificou outros suspeitos de ligação com o grupo e avançou sobre a movimentação financeira relacionada às atividades investigadas.
A apuração aponta que os investigados teriam movimentado recursos para ocultar e dissimular valores provenientes de atividades ilícitas. O dinheiro também teria sido utilizado para financiar e manter a estrutura criminosa.
O nome Marco 155 faz referência aos aproximadamente 155 kg de drogas apreendidos no flagrante que desencadeou a investigação e marcou o início da apuração sobre o grupo.
Uma pistola calibre .40 municiada foi apreendida pelo Departamento de Narcóticos (Denarc) nesta quarta-feira (12), em uma oficina de motos no bairro Escola de Polícia, zona leste de Porto Velho. O proprietário do estabelecimento, Luandre C. S., 25 anos, foi preso em flagrante, no âmbito da Operação Desarme.
Os agentes seguiram ao endereço após denúncia de que o proprietário da oficina estaria efetuando disparos de arma de fogo no local.
Durante as buscas no estabelecimento, os policiais encontraram a pistola sobre uma caixa de som. A arma estava exposta e municiada, pronta para uso.
Questionado sobre o armamento, Luandre afirmou ser o proprietário da pistola e recebeu voz de prisão por posse de arma de fogo.
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