{"id":995,"date":"2026-04-16T05:04:46","date_gmt":"2026-04-16T05:04:46","guid":{"rendered":"https:\/\/alternativasataluzia.com.br\/ROLIMDEMOURA\/2026\/04\/16\/mprj-pede-suspensao-das-obras-na-via-dutra-apos-risco-de-alagamento-web-tv-alternativa\/"},"modified":"2026-04-16T05:04:46","modified_gmt":"2026-04-16T05:04:46","slug":"mprj-pede-suspensao-das-obras-na-via-dutra-apos-risco-de-alagamento-web-tv-alternativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alternativasataluzia.com.br\/ROLIMDEMOURA\/2026\/04\/16\/mprj-pede-suspensao-das-obras-na-via-dutra-apos-risco-de-alagamento-web-tv-alternativa\/","title":{"rendered":"MPRJ pede suspens\u00e3o das obras na Via Dutra, ap\u00f3s risco de alagamento \u2013 WEB TV ALTERNATIVA"},"content":{"rendered":"<div id=\"post_content\">\n\t\t\t\t\t\t<!-- post->content --><\/p>\n<p>Quando se fala em sert\u00e3o, geralmente se associa a uma regi\u00e3o interiorana, localizada no Nordeste brasileiro, com solo mais raso e pedregoso e chuvas escassas, muito sujeita \u00e0 seca.<\/p>\n<p>Mas uma exposi\u00e7\u00e3o in\u00e9dita, que ser\u00e1 aberta ao p\u00fablico nesta quarta-feira (15), na capital paulista, oferece novo sentido ao sert\u00e3o, j\u00e1 que esse lugar, em verdade, n\u00e3o existe: os mapas oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), por exemplo, n\u00e3o reconhecem sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Chamada de Atl\u00e2ntico Sert\u00e3o, a mostra prop\u00f5e novo significado para a regi\u00e3o, colocando-a como espa\u00e7o ampliado de resist\u00eancia em defesa dos direitos humanos. Aproveitando o sentido da frase de Guimar\u00e3es Rosa, \u201cO sert\u00e3o est\u00e1 em toda parte\u201d, a nova exposi\u00e7\u00e3o explora a palavra como condi\u00e7\u00e3o humana. E discute esse novo sentido por meio da arte.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO sert\u00e3o \u00e9 um termo afetivo, n\u00e3o \u00e9 t\u00e9cnico ou coisa parecida. Caatinga seria o termo mais correto. O sert\u00e3o \u00e9, de fato, uma esp\u00e9cie de constru\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria e imag\u00e9tica\u201d, disse Marcelo Campos, um dos curadores de Atl\u00e2ntico Sert\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo ele, o sert\u00e3o foi um assunto fundamental para o s\u00e9culo 20. \u201cA gente conheceu o sert\u00e3o pela pena e pelas canetas dos escritores Guimar\u00e3es Rosa, Euclides da Cunha e tantas e tantos outros. Mas conhecemos um sert\u00e3o espec\u00edfico, onde o grupo era chamado de povo. Era uma esp\u00e9cie de massa, de representa\u00e7\u00e3o muito coletivizada e pouco de falas individuais\u201d, acrescentou durante a abertura da mostra para convidados.<\/p>\n<p><strong>Pesquisa acad\u00eamica<\/strong><br \/>&#13;<br \/>Atl\u00e2ntico Sert\u00e3o se baseia nas pesquisas acad\u00eamicas de Marina Maciel, respons\u00e1vel pela direc\u0327a\u0303o geral e concepc\u0327a\u0303o do projeto. Seu trabalho teve in\u00edcio com o manifesto \u201cDireitos humanos achados na arte\u201d, que depois deu origem ao Coletivo Atl\u00e2ntico, que se define como um movimento social, art\u00edstico, jur\u00eddico, pol\u00edtico e filos\u00f3fico na defesa dos direitos humanos por meio da arte.<\/p>\n<p>Baseado na ideia de que o Oceano Atl\u00e2ntico foi o caminho do massacre colonial, o coletivo criou a primeira exposi\u00e7\u00e3o, chamada de Atl\u00e2ntico Vermelho, para ser exibida em Genebra, na sede da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), em 2024. Depois veio Atl\u00e2ntico Floresta, que ocorreu durante as reuni\u00f5es do G20, no Rio de Janeiro. Agora, em S\u00e3o Paulo, o coletivo criou Atl\u00e2ntico Sert\u00e3o como forma de dar visibilidade \u00e0s pessoas que sempre ficaram \u00e0 margem da estrutura colonial e que lutam, \u201ccom bravura sertaneja\u201d, para romper as formas de opress\u00e3o por meio da arte.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cL\u00e1 na ONU, a primeira ideia foi pensar o Atl\u00e2ntico das di\u00e1sporas, dos sequestros e das travessias. E logo depois, a gente foi atualizando o projeto, pensando a floresta e os povos origin\u00e1rios\u201d, explicou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Agora, falamos sobre o sert\u00e3o, acrescentou. Campos lembrou que s\u00e3o dois biomas que constituem muitas hist\u00f3rias brasileiras, muitas narrativas, muitas f\u00e1bulas, muitos romances, muitos livros, mas que ao mesmo tempo s\u00e3o dois lugares de estigmatiza\u00e7\u00e3o. \u201cE essa exposi\u00e7\u00e3o, agora vendo ela montada, tem um compromisso de tirar esses lugares das suas pr\u00f3prias estigmatiza\u00e7\u00f5es\u201d..<\/p>\n<p>Al\u00e9m das exposi\u00e7\u00f5es, o Coletivo Atl\u00e2ntico tem proposto um projeto de lei, em discuss\u00e3o no Congresso desde 2024, que pretende regulamentar a profiss\u00e3o de artista visual no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 hoje, artistas n\u00e3o t\u00eam a profiss\u00e3o reconhecida. O artista sempre \u00e9 colocado em outro tipo de categoria, porque a categoria artista pl\u00e1stico ou artista visual n\u00e3o existe na carteira de trabalho. S\u00e3o lutas muito b\u00e1sicas, direitos muito b\u00e1sicos que n\u00f3s ainda n\u00e3o conseguimos conquistar\u201d, disse o curador.<\/p>\n<p><strong>A exposi\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>&#13;<br \/>A mostra pode ser vista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), localizado no centro de S\u00e3o Paulo, e re\u00fane trabalhos de mais de 70 artistas de diversas regi\u00f5es do pa\u00eds. O projeto ocupa todos os andares do edif\u00edcio com pinturas, esculturas, fotografias e instala\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de Marcelo Campos, a curadoria da exposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 assinada por Ariana Nuala, Amanda Rezende, Jean Carlos Azuos, Rita V\u00eanus e Thayn\u00e1 Trindade.<\/p>\n<p>\u201cPara essa mostra, a gente quer que o sert\u00e3o diga quem ele \u00e9. Ent\u00e3o, s\u00e3o artistas de diversas regi\u00f5es do pa\u00eds que lidam, muitas vezes, com as realidades que os romances regionalistas trouxeram, mas que lidam de outro modo. O sert\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a terra rachada, o gado seco ou a morte. Muito ao contr\u00e1rio, \u00e9 sin\u00f4nimo de tecnologia, tecnologias que fazem com que as pessoas permane\u00e7am vivendo em Juazeiro do Norte ou no Cariri\u201d, ressaltou o curador.<\/p>\n<p>Estruturada em seis eixos, a visita tem in\u00edcio em uma sala que reproduz o verde profundo das vegeta\u00e7\u00f5es, que significam a resist\u00eancia e as veredas sertanejas ou a vida que teima em florescer. No andar seguinte, o visitante se depara com uma sala azul, que mostra a imensid\u00e3o do c\u00e9u, refletindo sobre a liberdade e tamb\u00e9m sobre a coletividade, cosmologias e pr\u00e1ticas espirituais. A jornada prossegue por salas em tons laranja, vermelho e amarelo que mostram o p\u00f4r do sol e as tonalidades que banham o sert\u00e3o ao fim do dia, significando o fogo das lutas.<\/p>\n<p>Durante o percurso, o visitante vai perpassar por discuss\u00f5es sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a terra e o mar, as heran\u00e7as ind\u00edgenas, africanas e populares, as pr\u00e1ticas espirituais, a organiza\u00e7\u00e3o da vida, o conhecimento ancestral, os modos de vida, a mem\u00f3ria e as conex\u00f5es entre o Brasil e a \u00c1frica. Nesse \u00faltimo n\u00facleo, dedicado \u00e0 liga\u00e7\u00e3o com a \u00c1frica, s\u00e3o destacados os fluxos de pessoas e os saberes que atravessam o Atl\u00e2ntico, refor\u00e7ando a ideia de que o sert\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um territ\u00f3rio de circula\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, onde diferentes tempos e geografias seguem em di\u00e1logo.<\/p>\n<p>No andar t\u00e9rreo, est\u00e1 sendo apresentada uma instala\u00e7\u00e3o in\u00e9dita da premiada artista multim\u00eddia biarritzzz, que foi toda projetada para essa \u00e1rea do CCBB. A obra re\u00fane m\u00faltiplas telas digitais, em uma estrutura triangular que dialoga com o imagin\u00e1rio do sert\u00e3o, em refer\u00eancia ao tri\u00e2ngulo, instrumento ic\u00f4nico dos trios de forr\u00f3. \u201cO tri\u00e2ngulo \u00e9 um dos instrumentos musicais para os trios de forr\u00f3 e sertanejos. Mas \u00e9 tamb\u00e9m um tri\u00e2ngulo que junta a gente \u00e0s sonoridades do deserto africano\u201d, destacou Campos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o, a programa\u00e7\u00e3o do CCBB tamb\u00e9m prop\u00f5e a realiza\u00e7\u00e3o de debates com artistas e atividades educativas focadas no direito ao sonho, na repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e no papel da arte na defesa dos direitos humanos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a temporada paulista, a exposi\u00e7\u00e3o seguir\u00e1 para o CCBB Salvador, em setembro, e para o CCBB Bras\u00edlia, no in\u00edcio de 2027. Mais informa\u00e7\u00f5es sobre a mostra podem ser obtidas no site da mostra.<\/p>\n<\/div>\n<p><script>\n  window.fbAsyncInit = function() {\n\tFB.init({\n\t  appId      : '2605444092830264',\n\t  cookie     : true,\n\t  xfbml      : true,\n\t  version    : 'v6.0'\n\t});\n\tFB.AppEvents.logPageView();   \n  };\n  (function(d, s, id){\n\t var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0];\n\t if (d.getElementById(id)) {return;}\n\t js = d.createElement(s); js.id = id;\n\t js.src = \"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/sdk.js\";\n\t fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);\n   }(document, 'script', 'facebook-jssdk'));\n   function logSearchEvent(contentType, contentData, contentId, searchString, success) {\n\t\tvar params = {};\n\t\tparams[FB.AppEvents.ParameterNames.CONTENT_TYPE] = contentType;\n\t\tparams[FB.AppEvents.ParameterNames.CONTENT] = contentData;\n\t\tparams[FB.AppEvents.ParameterNames.CONTENT_ID] = contentId;\n\t\tparams[FB.AppEvents.ParameterNames.SEARCH_STRING] = searchString;\n\t\tparams[FB.AppEvents.ParameterNames.SUCCESS] = success ? 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