O furto de energia elétrica, popularmente conhecido como “gato”, provoca prejuízos que vão além da rede de distribuição. Em 2026, Rondônia já deixou de arrecadar mais de R$ 200 milhões em ICMS em razão das perdas relacionadas a essa prática. Segundo dados da Energisa Rondônia, o valor equivale ao custo estimado de aproximadamente 495 ambulâncias ou à construção de mais de 1.400 casas populares, recursos que poderiam beneficiar diretamente a população.
Além do impacto na arrecadação, as ligações clandestinas representam riscos à segurança de quem realiza as intervenções e de pessoas que circulam nas proximidades. Instalações improvisadas e fora dos padrões técnicos podem provocar choques elétricos, curtos-circuitos, incêndios e sobrecargas na rede, comprometendo também o fornecimento de energia para outros consumidores.
Para Daniel Andrade, gerente do Departamento de Combate a Perdas da Energisa Rondônia, o enfrentamento dessas irregularidades é uma questão de interesse coletivo.
“O furto de energia não prejudica apenas a distribuidora. Ele afeta toda a sociedade, tanto pela perda de arrecadação de impostos quanto pelos riscos de acidentes. Por isso, combater essas irregularidades também é uma forma de proteger a população e contribuir para a segurança do fornecimento de energia”, explica Daniel.
Ligações clandestinas em festas e eventos aumentam riscos de acidentes
Em locais com grande circulação de pessoas, como festas, feiras e eventos públicos, os riscos das ligações irregulares são ainda mais preocupantes. Instalações improvisadas podem deixar fios expostos, provocar sobrecargas e criar situações de perigo para trabalhadores, comerciantes e frequentadores.
Para evitar acidentes, ambulantes, vendedores e organizadores que precisam utilizar energia elétrica temporariamente devem solicitar uma ligação provisória regular à Energisa.
O procedimento permite que a distribuidora avalie as condições técnicas necessárias para atender à demanda de energia do evento com segurança.
A Energisa esclarece que as fiscalizações realizadas nesses locais têm como objetivo identificar e retirar ligações clandestinas que possam colocar pessoas em risco. A atuação busca prevenir acidentes e proteger tanto os trabalhadores quanto o público presente.
Saiba como solicitar uma ligação provisória ou denunciar irregularidades
A solicitação de ligação provisória, inspeções e outros serviços pode ser realizada pelos canais oficiais da Energisa Rondônia:
Aplicativo: Energisa On
WhatsApp Gisa: (69) 99358-9673
Central de atendimento: 0800 647 0120
Já as denúncias de furto de energia podem ser feitas de forma anônima pelo 190, da Polícia Militar, ou pelo 0800 647 0120, da Energisa Rondônia.
A distribuidora orienta que a população nunca tente realizar ligações ou intervenções na rede elétrica por conta própria. Além de irregular, a prática pode provocar acidentes graves e colocar em risco a segurança de toda a comunidade.
O vereador Léo Silva foi eleito presidente da Câmara Municipal de Buritis, em Rondônia, para o biênio 2027/2028. A escolha ocorreu na terça-feira (13), durante a 35ª Sessão Ordinária, com a aprovação, em chapa única, da nova Mesa Diretora. O grupo conduzirá os trabalhos administrativos e legislativos da Câmara durante o segundo biênio da atual legislatura.
Após a votação, os vereadores destacaram a importância da continuidade das atividades do Legislativo, com ênfase na transparência, no diálogo institucional e no desenvolvimento de Buritis.
Ao agradecer a confiança dos colegas, Léo Silva afirmou que pretende conduzir a Câmara com responsabilidade e respeito à população. “Assumimos essa responsabilidade com humildade e com a certeza de que o trabalho em conjunto será fundamental para atender às demandas da nossa gente”, declarou o vereador.
Trajetória no Legislativo; Leandro Henrique da Silva, conhecido como Léo Silva, é filiado ao Republicanos e foi eleito vereador em 2024, com 477 votos. Natural de Cacoal, mudou-se para Buritis em 1996. Antes de ingressar na política, trabalhou como locutor de rádio e adquiriu experiência no setor privado e no serviço público estadual.
À frente da Câmara, Léo Silva participou da condução das discussões e votações de interesse municipal, além de coordenar atividades administrativas e relacionadas à fiscalização do Executivo.
A nova composição também deverá coordenar o funcionamento interno da Câmara e garantir o andamento das atividades legislativas, em articulação com os vereadores e setores administrativos.
Durante a sessão, os parlamentares defenderam a continuidade dos trabalhos e o fortalecimento do diálogo institucional. A expectativa é de atenção às demandas da população e às prioridades do município.
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A Justiça de Rondônia condenou 20 réus por participação em organização criminosa armada, com atuação dentro e fora do sistema prisional e ligação com outro grupo criminoso independente. A sentença, proferida pela 1ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho, estabeleceu penas de mais de 8 anos, em processo ajuizadom pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
Dos 20 condenados após investigação da Operação Conúbio, 15 deverão começar a cumprir as penas em regime fechado e cinco no semiaberto. As duas maiores condenações foram de 8 anos, 8 meses e 3 dias de reclusão, além de multa. Outros cinco réus receberam penas de 7 anos, 4 meses e 24 dias.
A denúncia apresentada à Justiça incluía inicialmente 50 pessoas. Nesta sentença, 44 réus tiveram suas acusações analisadas, resultando em 20 condenações.
A decisão reconheceu que a organização criminosa mantinha uma estrutura hierárquica, com divisão de tarefas entre os integrantes. As atividades envolviam coordenação da facção, aplicação de regras internas, controle de armas e munições, tráfico de drogas e movimentação financeira.
Também havia integrantes responsáveis por transmitir ordens, cadastrar membros e prestar apoio a pessoas presas ou em liberdade.
A investigação identificou ainda uma ligação entre duas organizações criminosas independentes. Integrantes dos grupos compartilhavam canais de comunicação utilizados para trocar informações sobre rivais, ameaças, armamentos e comercialização de drogas.
Investigação e operação
O processo teve origem em uma investigação da Polícia Federal, realizada pela Delegacia de Repressão a Drogas da Superintendência Regional em Rondônia e pelo Grupo de Investigações Sensíveis.
A apuração começou após o compartilhamento de provas de outra investigação, autorizado pela Justiça, e também recebeu informações produzidas pela Polícia Civil de Rondônia.
A Operação Conúbio foi deflagrada em 20 de setembro de 2022, com apoio da Polícia Civil. Na ocasião, foram expedidas 104 ordens judiciais, incluindo 50 mandados de prisão preventiva e 54 de busca e apreensão.
As medidas foram cumpridas em Porto Velho, Ariquemes, Cujubim, Cacoal, Espigão do Oeste e Vilhena, além do estado de São Paulo.
Após a apresentação da denúncia, o GAECO passou a atuar no processo e acompanhou a produção das provas até a sentença.
Perda de bens e recurso
A Justiça também determinou a perda dos bens e valores vinculados aos condenados, em favor do Estado, com destinação à Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas.
A sentença prevê a destruição de bens considerados antieconômicos, celulares relacionados aos condenados e drogas eventualmente apreendidas. As armas de fogo deverão ser encaminhadas ao Exército Brasileiro para destruição.
O Ministério Público recorrerá dos pontos da decisão em que a acusação não foi integralmente acolhida, buscando a responsabilização pelos fatos que considera comprovados durante o processo.
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