Faltam poucos dias para o fim das inscrições nos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO). O Processo Seletivo Unificado (PSU) 2027/1 oferece 2 mil vagas para estes cursos em dez campi. O prazo para se inscrever termina às 23h59 de 25 de outubro. A inscrição é gratuita e deve ser feita pela internet, no Portal de Seleção do IFRO.
Já as inscrições para os cursos técnicos subsequentes e de graduação também ofertados no PSU 2027/1 seguem abertas até 13 de dezembro de 2026.
Os cursos técnicos integrados são destinados a quem já concluiu o Ensino Fundamental ou aos estudantes do 9º ano que estão terminando essa etapa. Nessa modalidade, o estudante cursa o Ensino Médio e a formação técnica ao mesmo tempo. A seleção será feita sem prova, com base nas notas ou nos conceitos escolares do candidato, conforme as regras do edital.
O processo seletivo oferece cursos em diferentes áreas, como agropecuária, tecnologia, indústria, meio ambiente, gestão e produção de alimentos. Confira as opções por unidade:
– Campus Ariquemes: Agropecuária, Alimentos e Informática.
– Campus Cacoal: Agroecologia, Agropecuária e Informática.
– Campus Colorado do Oeste: Agropecuária.
– Campus Guajará-Mirim: Biotecnologia, Informática e Administração (EJA).
– Campus Jaru: Alimentos, Comércio e Zootecnia.
– Campus Ji-Paraná: Florestas, Informática e Química.
– Campus Porto Velho Calama: Edificações, Eletrotécnica, Informática e Química.
– Campus Porto Velho Zona Norte: Administração e Informática.
– Campus São Miguel do Guaporé: Agricultura.
– Campus Vilhena: Edificações, Eletromecânica e Informática.
A quantidade de vagas e os turnos variam conforme o curso e o campus. Por isso, antes de se inscrever, o candidato deve consultar o quadro de vagas atualizado no edital.
Quem pode participar?
Para concorrer às vagas dos cursos técnicos integrados regulares, é necessário ter concluído o Ensino Fundamental até a data da matrícula.
No curso de Administração integrado ao Ensino Médio na modalidade de educação de jovens e adultos (EJA), ofertado pelo Campus Guajará-Mirim, o candidato deve ter pelo menos 18 anos completos até a data da matrícula.
O edital também prevê reserva de vagas para candidatos que tenham estudado o Ensino Fundamental em escolas públicas, pessoas de baixa renda, pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Cada candidato deve verificar os requisitos e os documentos exigidos para a modalidade escolhida.
Como fazer a inscrição
A inscrição deve ser feita exclusivamente pela internet. Antes de começar, o candidato deve separar o CPF, um documento oficial de identificação e o Histórico Escolar do Ensino Fundamental, boletim escolar ou outro documento equivalente.
Localize o PSU 2027/1 para os cursos técnicos integrados ao Ensino Médio.
Escolha o campus, o curso e o turno desejados. Depois, clique em “Inscreva-se”.
Informe o CPF e a data de nascimento do candidato.
Preencha os dados solicitados e responda ao questionário socioeconômico.
Informe as notas ou os conceitos escolares do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental.
Selecione a modalidade de concorrência, confira os dados e confirme a inscrição no sistema.
A seleção será feita em etapa única, por análise do desempenho escolar nas áreas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História e Geografia, considerando as notas ou os conceitos do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental. Não haverá aplicação de prova.
Prazo e acompanhamento
As inscrições para os cursos técnicos integrados terminam às 23h59 de 25 de outubro. O resultado preliminar está previsto para 26 de outubro. Já o resultado final deve ser publicado em 30 de outubro. A primeira chamada para matrícula está prevista para 3 de novembro de 2026.
Os candidatos devem acompanhar as publicações e possíveis alterações no Portal de Seleção do IFRO.
A entrada na residência médica muda a relação com o conhecimento. Diante de um paciente, não basta reconhecer uma doença: é necessário organizar informações incompletas, definir prioridades, comunicar decisões e acompanhar a resposta ao cuidado. Tudo isso acontece em serviços com rotinas, recursos e equipes diferentes.
A preparação para essa etapa combina estudo, prática supervisionada e compreensão dos processos assistenciais. O objetivo não é eliminar toda dúvida antes do primeiro plantão, mas desenvolver condições para reconhecer limites, procurar apoio e transformar experiências clínicas em aprendizado consistente.
Como funciona a autonomia supervisionada na residência
A residência articula assistência e aprendizagem. A responsabilidade aumenta conforme as competências demonstradas, mas essa progressão não deve ser confundida com atuação sem apoio. Conhecer a organização da supervisão é tão importante quanto revisar os temas da especialidade.
Antes de uma rotação, cabe esclarecer quem responde pelas decisões, como acionar a preceptoria e quais atividades exigem acompanhamento direto. Procedimentos ainda não dominados, deterioração clínica e incertezas relevantes pedem avaliação do profissional responsável.
Os requisitos do ACGME, entidade que acredita programas de residência nos Estados Unidos, destacam supervisão proporcional às capacidades do residente. No Brasil, essa referência não substitui as regras do programa, as atribuições da preceptoria ou os protocolos institucionais.
Como desenvolver o raciocínio clínico diante de incertezas
Na prática, os casos raramente chegam com todos os elementos de uma questão de prova. História, exame físico e exames complementares podem apresentar lacunas ou resultados discordantes. A preparação precisa incluir discussão de casos, justificativa das hipóteses e revisão das decisões com supervisão.
Uma síntese útil reúne o problema principal, os achados que sustentam as hipóteses e as informações ainda necessárias. Também diferencia a explicação mais provável das possibilidades graves que precisam ser consideradas. Essa organização ajuda a evitar que uma impressão inicial encerre prematuramente a investigação.
Na discussão com o preceptor, explicitar a dúvida permite uma orientação mais precisa. Depois, comparar a hipótese inicial com a evolução observada ajuda a identificar quais informações foram valorizadas ou negligenciadas.
Como organizar o estudo a partir dos casos atendidos
O contato com pacientes revela necessidades de aprendizagem específicas. Uma dificuldade na interpretação de um exame pode exigir revisão de fundamentos; uma dúvida sobre tratamento pede consulta a recomendações atualizadas e ao protocolo local. São demandas diferentes, que não precisam receber a mesma abordagem.
A seleção do material deve considerar autoria especializada, edição, referências, profundidade e adequação à etapa de formação. Para estudantes e residentes que precisam consolidar fundamentos e compreender decisões clínicas, oslivros de medicina podem integrar uma trilha temática de estudo. Formatos digitais ou impressos atendem a rotinas distintas, enquanto recursos multimídia, quando disponíveis, complementam a compreensão de procedimentos e conceitos.
Uma revisão sistemática de Trumble e colaboradores encontrou benefícios da prática distribuída e da recuperação ativa para o desempenho acadêmico em profissões da saúde. Retomar conteúdos em sessões separadas e tentar explicá-los sem consulta pode apoiar a aprendizagem, mas melhores notas não equivalem, automaticamente, a competência assistencial.
Passagem de plantão e comunicação com a equipe
Uma passagem de plantão precisa transmitir mais do que diagnósticos. A equipe que assume necessita conhecer a condição atual, as tarefas pendentes, os riscos previstos e as situações que exigem reavaliação. Registros claros e comunicação verbal estruturada cumprem funções complementares.
O estudo de Starmer e colaboradores associou a implementação do programa I-PASS à redução de erros médicos e eventos adversos evitáveis. A intervenção combinou padronização, treinamento e acompanhamento; portanto, o resultado não deve ser atribuído apenas a uma sigla.
Na preparação, exercícios de passagem de caso podem receber feedback da preceptoria. Na assistência, cabe utilizar o modelo institucional e confirmar a compreensão das informações críticas, inclusive quando houver mudança de conduta.
Segurança do paciente na rotina dos plantões
Segurança do paciente envolve identificação correta, prevenção de infecções, uso seguro de medicamentos e comunicação efetiva. O Programa Nacional de Segurança do Paciente reúne diretrizes para reduzir riscos assistenciais, enquanto o guia curricular da OMS incorpora essas dimensões à formação em saúde.
Antes dos plantões, é importante conhecer os fluxos de prescrição, os sistemas de registro e os procedimentos de notificação de incidentes. A conferência de alergias e a identificação de informações contraditórias não devem depender exclusivamente da memória.
Dúvidas sobre medicamentos, procedimentos ou protocolos exigem consulta às referências institucionais e à equipe responsável. Materiais educacionais apoiam o entendimento, mas não substituem avaliação individual, supervisão ou recomendações atualizadas para cada situação.
Feedback, fadiga e limites na residência
A avaliação formativa é mais útil quando descreve comportamentos observáveis. Em vez de comentários vagos, a discussão pode apontar uma informação ausente na anamnese, uma justificativa incompleta ou uma falha na comunicação. A correção deve resultar em uma meta concreta para os próximos atendimentos.
A fadiga também merece atenção. O ACGME inclui medidas de reconhecimento e mitigação desse risco nos requisitos de formação. Sonolência importante ou dificuldade para manter a atenção justificam comunicação à supervisão e acionamento dos mecanismos de apoio do serviço.
O que significa estar preparado para a residência
Preparação consistente não significa resistência ilimitada. Significa aprender com acompanhamento, reconhecer limites e proteger as condições necessárias ao cuidado.
A maturidade clínica se constrói quando conhecimento, supervisão e reflexão orientam a prática. A confiança profissional ganha fundamento na capacidade de decidir e também de pedir ajuda.
Referências
ACCREDITATION COUNCIL FOR GRADUATE MEDICAL EDUCATION. Common program requirements: Residency. 2026. Disponível em: https://www.acgme.org/globalassets/pfassets/programrequirements/2026-prs/cprresidency_2026.pdf.
BRASIL. Ministério da Saúde. Segurança do paciente. [s.d.]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Guia curricular de segurança do paciente: Edição multiprofissional. [s.d.]. Disponível em: https://www.who.int/docs/default-source/patient-safety/9788555268502-por.pdf?sfvrsn=9e58a092_1.
STARMER, A. J. et al. Changes in medical errors after implementation of a handoff program. New England Journal of Medicine, 2014. Disponível em: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMsa1405556.
TRUMBLE, E. et al. Systematic review of distributed practice and retrieval practice in health professions education. 2023. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11078833/.
O sorteio vai contemplar 14 participantes cadastrados que solicitaram a inclusão do CPF na nota fiscal em suas compras
O sorteio tem como objetivo incentivar a cidadania fiscal e ampliar a conscientização da população sobre a importância da emissão de documentos fiscais. Ao solicitar a nota, o consumidor fortalece a transparência nas relações comerciais, garante seus direitos e contribui para os investimentos realizados pelo governo de Rondônia em áreas essenciais à população.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que o programa fortalece a cidadania e a participação ativa da sociedade no desenvolvimento do estado. “O Nota Legal é uma iniciativa que beneficia toda a população. Quando o cidadão pede a nota fiscal, ele contribui para a transparência, exerce seu papel de cidadão e ajuda o governo a continuar investindo em serviços e ações que melhoram a qualidade de vida dos rondonienses”, ressaltou.
INCENTIVO À CIDADANIA FISCAL
Nesta edição serão distribuídos cinco prêmios de R$ 5 mil, três de R$ 10 mil, três de R$ 15 mil e três de R$ 20 mil, totalizando R$ 160 mil em premiações. Os valores divulgados são brutos e estão sujeitos ao desconto de 30% de Imposto de Renda, conforme previsto na legislação federal.
Criado para estimular a participação ativa dos consumidores no controle social da arrecadação tributária, o Nota Legal Rondoniense também oferece prêmios instantâneos por meio das raspadinhas virtuais disponíveis no aplicativo. Os participantes ainda podem destinar créditos para entidades sociais sem fins lucrativos cadastradas no programa.
O programa é coordenado pela Secretaria de Estado de Finanças (Sefin) e conta com a participação dos consumidores cadastrados em todo o estado. As informações sobre o regulamento, sorteios e acompanhamento dos bilhetes podem ser consultadas diretamente no aplicativo Nota Legal Rondoniense.
Para o secretário de Estado de Finanças, Franco Maegaki Ono, o crescimento do programa demonstra o interesse da população em participar das iniciativas promovidas pelo estado. “O Nota Legal reúne benefícios que alcançam diferentes públicos. O cidadão concorre a prêmios, as entidades sociais recebem apoio e o estado fortalece ações de educação fiscal. É uma iniciativa que gera resultados positivos em várias frentes”, enfatizou.
COMO PARTICIPAR
Para concorrer, o consumidor deve estar cadastrado no Nota Legal Rondoniense, disponível no Sefin App, aplicativo da Secretaria de Estado de Finanças (Sefin). Além de permitir o acesso ao programa, a plataforma reúne diversos serviços digitais da Secretaria, como emissão de certidões, consulta a débitos e geração de documentos fiscais.
Após realizar o cadastro, basta solicitar a inclusão do CPF na nota fiscal durante as compras realizadas em estabelecimentos participantes. A cada R$ 50 acumulados em compras com CPF na nota, o sistema gera um bilhete para concorrer aos sorteios. O consumidor pode acompanhar a quantidade de bilhetes gerados, os valores acumulados e as informações sobre os sorteios diretamente no aplicativo, na aba “Sorteio”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu parcialmente o pedido apresentado por Valdenice de Oliveira Meliga, conhecida como Val Meliga, contra o candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva e a coligação Brasil Pronto Pra Mais, liderada pelo Partido dos Trabalhadores (PT). A decisão prevê o desfoque da imagem da autora em propaganda eleitoral gratuita.
O pedido foi motivado pela exibição de uma fotografia em que Val Meliga aparece ao lado de outras pessoas, após a veiculação da frase “Flávio é amigo de bandido, amigo de meliante”. A autora alegou que a associação entre a declaração e a imagem atingiu sua honra, por dar margem à interpretação de que ela estaria incluída, nas acusações mencionadas na propaganda, como suposta integrante de grupos de “bandidos e meliantes”, amigos do candidato Flávio Bolsonaro.
O relator do processo, ministro André Mendonça, ajustou o voto durante o julgamento para acolher parcialmente a proposta apresentada pelo ministro Sebastião Reis Júnior, pedindo que, na decisão de se conceder direito de resposta a Val Meliga, fosse incluída a medida de se borrar a foto em que ela aparece. A medida buscou impedir a identificação da autora na fotografia exibida na propaganda eleitoral petista.
Durante a análise do caso, os ministros também discutiram a legitimidade de terceiros, que não são candidatos nem integram partidos ou coligações, para solicitarem direito de resposta à Justiça Eleitoral em razão de conteúdo veiculado no horário eleitoral gratuito.
Dois ministros saíram vencidos
O Tribunal decidiu então, por maioria, conhecer do pedido, mas foram vencidos os ministros Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha, contrários ao direito de resposta. Estela, inclusive, disse que ficava satisfeita apenas com o borrão da imagem. Ela lembrou que essa propaganda questionada foi ao ar no último dia 10 de outubro, em apenas uma única exibição, e que os próprios responsáveis pela campanha de Lula decidiram não voltar a exibir a imagem polêmica. No mérito, o Colegiado deferiu parcialmente a solicitação, também por maioria, vencida a ministra Estela Aranha, nos termos do voto ajustado do relator André Mendonça.
Contagem regressiva
Ao encerrar a sessão de julgamento, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, pediu a exibição de um vídeo produzido pela Secretaria de Comunicação com a contagem regressiva para o 2º turno das Eleições 2026, que ocorre neste domingo (25). O filme destaca que a votação será das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, e que milhões de eleitoras e eleitores voltarão às urnas, em todo o país, para eleger o presidente e o vice-presidente da República e, em cinco estados e no Distrito Federal, o governador. A peça pede ainda que o eleitorado confira o local de votação no aplicativo e-Título ou no Portal do TSE antes de sair de casa.
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