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A poltrona tem uma característica que poucos móveis possuem: ela muda o ambiente em que está. Uma sala sem poltrona é funcional. Uma sala com a poltrona certa tem personalidade, tem um canto que convida, tem um ponto focal que organiza visualmente o espaço inteiro. O mesmo vale para o quarto, para a varanda, para o escritório em casa e até para o quarto do bebê.
Mas esse potencial de transformação vem acompanhado de uma armadilha comum: a poltrona escolhida sem critério pode ser grande demais para o espaço, incompatível com o uso pretendido, feita com material inadequado para o ambiente ou esteticamente destoante do restante da decoração. Esses erros são frequentes, e a maioria deles pode ser evitada com um pouco mais de informação antes da compra.
Neste guia completo, você vai entender quais critérios definem a escolha certa de poltrona para cada cômodo da casa, quais tipos existem e para que servem, quais materiais funcionam melhor em cada contexto e como combinar a poltrona com o restante da decoração de forma harmoniosa.
Antes de tudo: defina a função da poltrona
Esse é o primeiro passo e o mais ignorado. A poltrona vai ser usada para quê, exatamente? A resposta para essa pergunta determina o tipo de modelo, o nível de conforto necessário, a profundidade ideal do assento e os recursos que farão diferença no uso diário.
A escolha começa pela função pretendida. Para canto de leitura, busque modelos com braço, encosto médio a alto e profundidade entre 80 e 95 cm. Para assento extra ocasional na sala, modelos slim sem braço economizam espaço. Para descanso pesado, televisão e soneca, reclinável ou poltrona do papai oferecem ergonomia mais completa.
Também é importante considerar quem vai usar a poltrona com mais frequência. Uma poltrona para leitura diária exige suporte lombar adequado e profundidade de assento que permita sentar com as costas completamente apoiadas. Uma poltrona decorativa que vai receber visitas ocasionais tem requisitos muito diferentes. Uma poltrona de amamentação precisa de características específicas que nenhum outro tipo de uso exige da mesma forma.
Os principais tipos de poltrona e quando usar cada um
Poltrona decorativa
É o tipo mais versátil e o mais presente nas salas de estar brasileiras. Tem como função principal criar um ponto de assento adicional ao sofá, adicionar cor ou textura ao ambiente e compor visualmente o espaço com personalidade.
Na sala, a poltrona decorativa é uma aliada para criar mais pontos de assento e dar um toque de personalidade. Ela complementa o sofá, adicionando cor ou textura. O segredo é pensar no espaço disponível e no estilo geral do ambiente.
Para criar ponto focal, escolha poltrona em cor ou material que contraste com o sofá: veludo verde em sala neutra, bouclê cru em sala escura, couro caramelo em sala clássica. Combine com mesa lateral próxima para apoiar luminária e copo, criando um canto funcional além do decorativo.
Poltrona reclinável
É a escolha quando o conforto para longos períodos é a prioridade. Mecanismos que inclinam o encosto e elevam o apoio de pés transformam a poltrona em um espaço completo de descanso, adequado para assistir televisão, ler ou relaxar após o trabalho.
Um ponto técnico importante: a poltrona reclinável precisa de 70 a 90 cm de folga atrás para que o mecanismo de reclinação funcione completamente sem encostar na parede. Esse espaço precisa ser planejado antes da compra. Modelos modernos têm mecanismo elétrico com controle integrado, função massagem e suporte para pés.
Poltrona do papai
É uma versão mais robusta da reclinável, com estrutura mais ampla, assento mais fundo e mecanismo de reclinação mais completo, geralmente permitindo posição quase horizontal. É a escolha mais indicada para quem quer o máximo de conforto para uso de televisão e descanso prolongado. Ocupa mais espaço do que os outros tipos e precisa de ambiente com dimensões generosas para não parecer desproporcional.
Poltrona de amamentação e glider
Desenvolvida especificamente para o contexto do quarto do bebê, essa poltrona prioriza o conforto da mãe durante os longos minutos de amamentação e o movimento suave que acalma o bebê. O modelo glider oferece um balanço sutil que é especialmente eficaz para ninar. Muitos modelos combinam balanço com giro de 360°, facilitando o posicionamento sem esforço.
Tecidos macios como suede, linho e veludo são os mais confortáveis para esse uso. Além disso, é importante optar por materiais resistentes e fáceis de limpar, já que pequenos acidentes com leite ou líquidos são comuns nessa fase. A boa notícia é que muitos modelos têm design neutro e elegante o suficiente para continuar sendo usados como poltrona decorativa no quarto, sala de estar ou cantinho de leitura, mesmo após o período de amamentação.
Poltrona giratória
Combina funcionalidade e dinamismo. A base giratória permite alterar a direção do assento sem precisar mover o móvel inteiro, o que é especialmente útil em escritórios onde se alterna entre computador, mesa e interlocutores, e em salas de TV onde a poltrona precisa se adaptar a diferentes ângulos de visão conforme a situação.
Poltrona na sala de estar: como integrar sem comprometer a harmonia
A sala de estar é o ambiente onde a poltrona tem mais possibilidades e também onde os erros de escala e estilo aparecem com mais clareza.
O critério de escala é o mais importante. A poltrona deve ser proporcional ao sofá e ao tamanho da sala. Uma poltrona muito grande em uma sala pequena pode deixar o ambiente apertado, enquanto uma poltrona muito pequena em uma sala grande pode parecer desproporcional e desequilibrada visualmente.
O estilo da poltrona deve estar em sintonia com a decoração da sala. A escolha deve considerar a paleta de cores predominante e os materiais já presentes na sala, como madeira do rack, tecido das cortinas e revestimento do sofá. Poltronas em tecidos como veludo ou linho costumam reforçar a sofisticação em ambientes clássicos.
Para ambientes contemporâneos ou minimalistas, modelos com linhas retas, estrutura mais leve e poucos detalhes ornamentais funcionam melhor. Uma poltrona com design mais leve visualmente, mesmo quando ocupa espaço físico semelhante a modelos mais robustos, tende a transmitir a impressão de um ambiente menos carregado.
Uma peça que contraste sutilmente com o sofá, sem destoar completamente da paleta da sala, costuma criar o efeito mais harmonioso. O contraste intencional, como uma poltrona em veludo verde em uma sala predominantemente neutra, por exemplo, é uma estratégia eficaz para criar ponto focal sem gerar desorganização visual.
Poltrona no quarto: conforto e amplitude em equilíbrio
O quarto é o segundo ambiente mais comum para poltrona, e os critérios aqui são ligeiramente diferentes dos da sala.
Em quartos pequenos, prefira modelos com pés aparentes e estrutura visualmente leve. Cores claras como off-white, bege e cinza claro reforçam a sensação de amplitude. Em quartos amplos, vale uma poltrona grande em veludo ou bouclê como peça de destaque, posicionada na ponta da cama ou em frente à janela, criando uma atmosfera de hotel boutique.
No quarto, a poltrona reclinável serve como espaço adicional de conforto, seja para leitura, amamentação ou simplesmente relaxar antes de dormir. Ao escolher um modelo que harmonize com a decoração do ambiente e que não ocupe muito espaço, é possível manter a funcionalidade e a estética do cômodo ao mesmo tempo.
O posicionamento no quarto mais funcional é geralmente ao lado de uma janela, criando um canto de leitura com luz natural, ou na ponta da cama, onde funciona como espaço de apoio para dobrar roupas e sentar ao se arrumar. Uma mesa lateral pequena e uma luminária de piso completam esse cantinho de forma muito eficaz.
Poltrona na varanda: o que muda quando o ambiente é externo
A varanda é o ambiente que exige o maior cuidado na escolha do material, porque a exposição ao sol, à chuva, ao vento e à variação de temperatura demanda características que poltronas de uso interno simplesmente não têm.
Uma poltrona decorativa para sala dificilmente será feita com material indicado para ficar ao ar livre. No caso de um móvel posicionado na varanda, é ideal investir em materiais mais resistentes aos impactos do clima, como vento, raios solares, chuva e mudanças de temperatura.
Os materiais mais indicados para poltrona de varanda são:
O alumínio é o material mais resistente às ações do vento, chuva e sol, sendo o mais aconselhado para ambientes externos abertos. Leve, anticorrosivo e com vida útil longa, é especialmente indicado para varandas sem cobertura ou com exposição intensa ao tempo.
A fibra plástica, também chamada de fibra sintética ou rattan sintético, é recomendada para uso em ambientes abertos, especialmente por não esquentar excessivamente quando há muito sol. Seu aspecto natural imita o rattan tradicional com muito mais durabilidade e resistência à umidade.
A madeira com tratamento é uma boa opção para varandas cobertas e semi-cobertas. Para prolongar a durabilidade da peça, invista em processos como vitrificação ou aplicação de camada acrílica protetora, que impedem a absorção de umidade e o ressecamento causado pela exposição ao sol.
Tecidos de estofados para varanda devem ter tratamento hidrófugo, que repele água, e proteção anti-UV, que evita o desbotamento causado pela exposição solar. Na ausência dessas características, o estofado deteriora rapidamente mesmo em varandas cobertas.
Poltrona no escritório em casa: equilíbrio entre função e estética
O escritório doméstico ganhou muito mais importância no cotidiano brasileiro com a consolidação do trabalho remoto, e a poltrona tem um papel específico nesse contexto.
Para quem recebe clientes ou parceiros em casa, uma poltrona no escritório cria um espaço de reunião mais informal e acolhedor do que apenas cadeiras de escritório convencionais. Nesse contexto, a poltrona deve ser ergonômica o suficiente para sessões de conversa que podem durar uma ou duas horas, mas também esteticamente alinhada com a identidade visual do escritório.
A poltrona giratória se destaca especialmente nesse contexto. A capacidade de girar sem mover o móvel inteiro é uma vantagem real em espaços compactos e em situações onde você alterna entre computador, papéis e interlocutores com frequência.
Para estilo, se a proposta do escritório é moderna, aposte em estruturas metálicas, linhas retas e tecidos neutros. Já ambientes clássicos pedem madeiras nobres e tecidos com textura ou padronagens sutis.
Materiais: o que cada um entrega e quando faz sentido
A escolha do material do revestimento da poltrona tem impacto direto no conforto, na durabilidade, na facilidade de manutenção e no estilo visual da peça.
O veludo entrega uma textura rica e um visual sofisticado que funciona especialmente bem em ambientes contemporâneos e clássicos. Ressalta muito bem as cores, o que o torna excelente para poltronas que funcionam como ponto focal. A desvantagem é a sensação térmica em dias muito quentes, já que o veludo retém mais calor do que tecidos naturais.
O linho e o algodão são os materiais com melhor desempenho térmico para climas quentes. Respiráveis, naturais e com um aspecto orgânico que combina com estilos escandinavo, boho e contemporâneo, são especialmente recomendados para uso no Brasil. A limpeza exige mais atenção do que o couro, mas a sensação de conforto em dias quentes compensa.
O couro legítimo e o couro sintético oferecem durabilidade superior e facilidade de limpeza, sendo a escolha mais indicada para lares com crianças pequenas e animais de estimação. Poltronas de couro, por exemplo, são populares pela durabilidade e facilidade de manutenção, mas podem requerer cuidados específicos com hidratação periódica no caso do couro legítimo.
O bouclé é uma das apostas mais fortes da decoração contemporânea de 2026. Sua textura irregular e aspecto artesanal criam uma qualidade visual muito valorizada em composições minimalistas e escandinava-inspired, e sua resistência ao desgaste é superior à de muitos tecidos lisos.
O suede é uma alternativa intermediária muito versátil: mais fácil de limpar do que linho e algodão, mais respirável do que veludo e com um aspecto aveludado que funciona bem em diferentes estilos.
Ergonomia: o critério que decide se a poltrona vai ser usada ou decorar
Uma poltrona que parece linda mas causa desconforto depois de 20 minutos não vai ser usada. Ela vai decorar o canto da sala sem cumprir sua função real, que é criar um espaço convidativo para sentar.
Os critérios ergonômicos mais importantes são a altura do assento, a profundidade e o suporte do encosto. Para uso de leitura ou descanso prolongado, verifique se o encosto oferece suporte adequado para a coluna lombar e cervical. Dimensões: meça o espaço disponível para garantir que a poltrona não bloqueie a circulação. Material de Revestimento: escolha tecidos resistentes como linho ou veludo conforme a frequência de uso. Estrutura: prefira madeiras maciças ou metais reforçados para maior vida útil.
Uma boa poltrona não é apenas estética: ela é investimento de longo prazo. Por isso, opte por peças com materiais de alta durabilidade e acabamento artesanal. Esses detalhes são a diferença entre um móvel bonito e um móvel que envelhece bem.
Como não errar no tamanho: o guia de medidas
Esse é o passo prático mais ignorado e o que mais causa arrependimento pós-compra. Antes de comprar qualquer poltrona, meça o espaço disponível no cômodo e considere:
A largura total da poltrona incluindo braços, não apenas o assento. Uma poltrona de 80 cm de largura em uma parede de 100 cm vai parecer espremida e comprometer a circulação ao redor.
O espaço livre à frente da poltrona. Para acesso confortável, mantenha pelo menos 60 a 80 cm de circulação entre a poltrona e o móvel mais próximo à frente.
Para poltronas reclináveis, o espaço necessário atrás do móvel é de 70 a 90 cm para que o mecanismo funcione completamente sem danificar a parede.
A altura do assento em relação à altura dos usuários. Um assento muito baixo dificulta sentar e levantar para pessoas mais altas ou com limitações físicas. Um assento muito alto deixa os pés sem apoio e causa desconforto nas pernas após pouco tempo.
A poltrona certa é a que resolve todas as perguntas certas
Escolher a poltrona ideal para cada ambiente da casa é um processo que começa com as perguntas certas: para que vai ser usada, em qual ambiente vai ficar, quem vai usar com mais frequência, qual espaço está disponível e qual estilo precisa dialogar com a decoração existente.
Com essas respostas em mãos, a navegação entre os tipos, materiais e tamanhos disponíveis fica muito mais direta e as chances de acertar na compra aumentam consideravelmente. Uma poltrona bem escolhida não apenas decora, ela cria um lugar que as pessoas querem ocupar, que tem conforto suficiente para convidar ao descanso e personalidade suficiente para transformar o ambiente em que está.
Via: web tv alternativa
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prevenir a violência contra mulheres exige educação, conscientização e uma rede de proteção – Especiais – WEB TV ALTERNATIVA
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1 dia agoon
outubro 21, 2026By
celio
Por meio de projetos educativos junto às escolas, ações de conscientização e serviços de acolhimento, o Ministério Público de Rondônia atua na prevenção da violência de gênero e no fortalecimento da rede de proteção.
A violência contra meninas e mulheres nem sempre começa com uma agressão física. O controle sobre as roupas, a vigilância do celular, o afastamento de amigos e familiares, a humilhação e o ciúme excessivo também podem indicar comportamentos abusivos. Quando essas atitudes são interpretadas como demonstrações de amor ou cuidado, reconhecer os primeiros sinais de violência se torna mais difícil.
A prevenção passa pela educação, pelo diálogo e pela participação de diferentes setores da sociedade. Família, escola, comunidade e instituições de proteção têm papéis importantes na construção de relações baseadas no respeito, no consentimento e na igualdade de direitos.
Em Rondônia, iniciativas como o projeto Maria da Penha Vai à Escola, do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), levam o debate sobre violência contra meninas e mulheres ao ambiente escolar. Ao mesmo tempo, profissionais da educação e especialistas destacam a necessidade de ações contínuas, formação dos educadores e participação das famílias para que a prevenção não se limite a atividades pontuais.
Como os adolescentes aprendem sobre relacionamentos?
A família costuma ser o primeiro espaço em que crianças observam como as pessoas se relacionam, demonstram afeto e lidam com conflitos. Na adolescência, essas referências se somam às experiências na escola, às amizades e aos conteúdos consumidos nas redes sociais.
Segundo a psicóloga Julyana Pereira Bishop Camata, a necessidade de pertencimento pode levar adolescentes a reproduzir comportamentos e opiniões para serem aceitos por um grupo. As redes sociais também ampliam o acesso à informação, mas podem reforçar estereótipos e padrões irreais de relacionamento.
Essa combinação de referências ajuda a compreender por que alguns jovens interpretam o ciúme excessivo, o controle do celular e as restrições às amizades como demonstrações de amor. Durante as primeiras experiências afetivas, eles ainda estão construindo suas opiniões sobre relacionamentos e aprendendo a diferenciar cuidado de controle.
“Entre os sinais de alerta estão humilhações, ameaças, manipulações emocionais, chantagem, invasão de privacidade e desrespeito à recusa. Essas atitudes podem surgir antes de uma agressão física e, quando são tratadas como naturais, tornam mais difícil reconhecer uma relação abusiva.” Afirma a psicóloga Julyana Camata.
A forma como os meninos aprendem a lidar com as próprias emoções também merece atenção. De acordo com a psicóloga, em determinados contextos eles são ensinados a esconder sentimentos para corresponder a expectativas de masculinidade. Essa dificuldade pode prejudicar a comunicação, a resolução de conflitos e a aceitação de rejeições e limites.
Por isso, prevenir a violência não significa apenas ensinar meninas a identificar situações de risco. Também é necessário ajudar meninos a reconhecer os próprios sentimentos, respeitar os limites de outras pessoas e lidar com frustrações sem recorrer ao controle ou à agressividade.
A escola como espaço de prevenção
A escola pode contribuir para a prevenção da violência ao oferecer espaços de diálogo, estimular o pensamento crítico e discutir comportamentos que muitas vezes são naturalizados nas relações sociais.
Julyana defende que as abordagens sejam adequadas a cada faixa etária. Na infância, é importante ensinar sobre o direito ao próprio corpo e o respeito aos limites. Na pré-adolescência, as conversas podem incluir emoções, privacidade e estereótipos. Já na adolescência, é possível aprofundar temas como consentimento, relacionamentos afetivos, pressão dos grupos, violência e uso responsável das redes sociais.
Quando um adolescente reproduz uma fala machista ou um comportamento de controle, a família e a escola podem intervir.
Diálogo, orientação e reflexão acerca daquele comportamento são boas formas de intervenção, evitando apenas punições ou julgamentos que dificultem a compreensão do problema.
Desde 2021 a legislação brasileira, através da Lei Federal nº 14.164/2021, incluiu conteúdos sobre a prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica e instituiu a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher, realizada anualmente em março.
Para que esse trabalho aconteça ao longo do ano, são necessários planejamento, formação dos profissionais e recursos para desenvolver atividades pedagógicas. Maricélia do Lago, secretária de Assuntos Municipais do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (SINTERO), destaca que a prevenção precisa envolver as equipes pedagógicas e preparar os professores para abordar o tema com os estudantes.
“Em nosso estado, esse é um tema que sempre está em evidência. Há muita violência contra mulheres e meninas, agredidas na família, na rua e também na escola, onde sofrem bullying. Esse é um trabalho que precisa ser desenvolvido nas escolas, por meio das equipes pedagógicas”, afirma Maricélia.
A preocupação ganha ainda mais relevância diante dos dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, segundo os quais Rondônia registrou, em 2025, uma taxa de 2,9 feminicídios por 100 mil mulheres, com 25 vítimas. O cenário reforça a importância de manter a prevenção em evidência durante todo o ano, com ações educativas contínuas, formação dos profissionais e participação das famílias.
A arte como caminho para discutir a violência
Além das palestras e rodas de conversa, professores também recorrem a novas estratégias para aproximar os estudantes do tema e tornar a aprendizagem mais significativa.
Teatro, cinema, redação e outras formas de expressão artística podem aproximar os estudantes de temas complexos por meio da experiência, da criação e do debate. Em vez de apenas receber informações, os jovens têm a oportunidade de questionar comportamentos, interpretar situações e imaginar outras formas de convivência.
Para a professora Taiane Sales, a arte permite abordar questões sociais sem limitar a experiência educativa a discursos moralizantes ou respostas prontas.
As linguagens artísticas podem estimular os estudantes a investigar as causas da violência, reconhecer manifestações que foram naturalizadas e pensar em possibilidades de transformação. Nas artes cênicas, por exemplo, o encontro entre quem cria e quem assiste pode favorecer uma reflexão coletiva sobre experiências e relações sociais.
Durante o mês de agosto, Taiane acompanhou o Projeto Agosto Lilás do MPRO para desenvolver atividades com turmas da educação básica para discutir a violência contra as mulheres. Com estudantes do 9º ano, utilizou o curta-metragem “Contraste”, produzido por meio da Lei Paulo Gustavo, com apoio da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL). O projeto pode ser assistido clicando aqui.
Professora Taiane Sales utilizou o curta-metragem Contraste em atividade sobre violência contra mulheres durante o Agosto Lilás. Captura de tela: YouTube, 2026.
O filme tem como protagonista a Palhaça Firmina, personagem que utiliza humor, ironia e performance para provocar reflexões sobre questões sociais, especialmente a violência contra as mulheres. A obra apresenta estatísticas e referências a casos de feminicídio, contrastando a comicidade da personagem com a gravidade da realidade denunciada.
A atividade foi desenvolvida durante um estudo sobre arte pública e suas possibilidades de intervenção nos espaços urbanos. Segundo Taiane, os estudantes participaram com mais entusiasmo, relacionaram o conteúdo artístico a questões sociais presentes no cotidiano e demonstraram interesse pela obra.
A professora avalia que esse tipo de aproximação pode abrir espaço para conversas sobre assuntos difíceis em um ambiente menos formal. A partir da experiência, é possível discutir violência psicológica, moral e física, além de atitudes machistas que acabam sendo tratadas como normais nas relações cotidianas.
Não basta ensinar meninas a reconhecer a violência. Precisamos também educar meninos para que não a reproduzam. A escola tem um papel importante nessa construção, não apenas ao apresentar informações, mas ao criar espaços seguros de escuta, reflexão e responsabilização. Afinal, reconhecer uma violência também significa compreender que podemos ser instrumentos de proteção, tanto para nós mesmos quanto para outras pessoas.”
O acesso à cultura também faz parte desse debate. Taiane chama atenção para as desigualdades nas oportunidades de participação cultural, especialmente nas periferias e nos municípios do interior de Rondônia. Espetáculos teatrais, oficinas de cinema, dança e circo, projetos de grafite e iniciativas de comunicação escolar são algumas das experiências que podem ampliar o repertório dos jovens.
Para ela, projetos desse tipo permitem exercitar habilidades importantes para a convivência, como escutar, negociar, respeitar limites, acolher diferenças e lidar com frustrações. Embora uma atividade isolada não resolva problemas estruturais como o machismo, experiências coletivas podem criar oportunidades para refletir sobre a maneira como cada pessoa se relaciona com as outras.
A professora também defende a cultura como um direito e uma oportunidade de ampliar perspectivas.
Por isso, defender o acesso à cultura não é defender um privilégio ou uma atividade complementar. É defender um direito e uma possibilidade concreta de ampliar horizontes, fortalecer vínculos e construir outras perspectivas de futuro.
A atuação do MPRO na prevenção e no acolhimento
Além das iniciativas desenvolvidas nas escolas, instituições públicas têm atribuições importantes na conscientização, na prevenção e no atendimento de situações de violência.
O MPRO desenvolve o projeto Maria da Penha Vai à Escola, voltado à discussão dos direitos das mulheres, à desconstrução de comportamentos machistas e à prevenção da violência de gênero. Estudantes têm acesso a palestras, rodas de conversa, oficinas, distribuição de cartilhas, vídeos educativos, dinâmicas para identificar comportamentos abusivos e caixas de perguntas anônimas.

Os conteúdos abordam diferentes formas de violência — física, psicológica, sexual, patrimonial e moral —, além de consentimento, limites nos relacionamentos, violência no namoro e riscos relacionados à exposição de imagens íntimas e a outras formas de violência digital.
Dados do Ministério Público registram atividades em diferentes localidades do estado. Em 2024, mais de 2.235 alunos e participantes foram contabilizados em ações realizadas em mais de 30 instituições de ensino, distribuídas por 14 municípios. Em 2025, aproximadamente 1.100 estudantes e professores foram atendidos diretamente em palestras realizadas em mais de 18 escolas e em 12 comarcas participantes.
Para 2026, o documento informa a adesão de 20 Promotorias de Justiça ao projeto e o envio prévio de 10 mil cartilhas educativas. O ciclo de palestras teve início em março e finaliza em novembro deste ano.

O projeto também utiliza atividades culturais para discutir o tema. Uma das iniciativas citadas pelo MPRO foi o concurso de teatro “Uma Vida sem Violência é Direito de Todas as Mulheres”, realizado na comarca de Alta Floresta d’Oeste, com participação de estudantes da Escola Juscelino Kubitschek de Oliveira. A peça vencedora foi apresentada no auditório da Câmara Municipal.
A iniciativa teve repercussão na comunidade e contribuiu para impulsionar a aprovação da Lei Municipal nº 008/2024, que estabelece restrições à nomeação para cargos públicos municipais de pessoas condenadas com base na Lei Maria da Penha.

Na rede estadual de ensino, a Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (SEDUC-RO) desenvolve o Projeto Educação de Paz (Epaz), implantado em 2023. A iniciativa busca fortalecer a cultura de paz, promover o acolhimento e contribuir para identificar situações de risco no ambiente escolar.
Segundo a Secretaria, o projeto envolve equipes pedagógicas e técnicas, psicólogos, assistentes sociais e profissionais das forças de segurança. Entre as ações estão atividades educativas, acompanhamento de ocorrências, atendimento multiprofissional, capacitação de gestores e articulação com a rede de proteção.
Quando a suspeita chega à rede de proteção
Para o Conselho Tutelar, a escola também tem papel fundamental na identificação de possíveis situações de violência. Professores e equipes pedagógicas podem perceber mudanças de comportamento, isolamento, queda no rendimento escolar ou sinais de sofrimento que merecem atenção. Segundo Ana Paula Lima Brito da Silva, conselheira tutelar, as escolas públicas e privadas podem comunicar suspeitas de violência sem precisar comprovar o ocorrido. A partir do encaminhamento, o Conselho avalia a situação e articula as medidas de proteção necessárias com os serviços de saúde, assistência social e demais órgãos competentes.
A avaliação da conselheira reforça a importância de aproximar as instituições que atuam na proteção de crianças e adolescentes .“A prevenção e o enfrentamento da violência exigem identificação precoce, acolhimento sem julgamento, comunicação adequada e atuação integrada da rede de proteção. O fortalecimento dessas parcerias institucionais permite respostas mais rápidas e efetivas, reduz a possibilidade de agravamento das situações e contribui para garantir os direitos, a segurança e o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.” afirma a Conselheira.
Nesse processo, o Ministério Público de Rondônia (MPRO) também tem papel relevante ao levar o debate sobre a violência contra meninas e mulheres. A continuidade dessas ações, aliada à formação dos educadores e à articulação com a rede de proteção, é fundamental para que a conscientização se transforme em prática cotidiana.
Prevenir é construir caminhos antes da violência
A prevenção da violência contra meninas e mulheres não se limita ao ambiente escolar. Embora a educação seja fundamental para questionar comportamentos abusivos desde cedo, o enfrentamento também depende de informação acessível, acolhimento às vítimas, formação dos profissionais e articulação entre as instituições responsáveis pela proteção.
Em Rondônia, o Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) desenvolve, há anos, iniciativas de conscientização e enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além do projeto Maria da Penha Vai à Escola, que leva o debate sobre violência de gênero ao ambiente escolar, a instituição mantém ações voltadas ao atendimento das vítimas e à ampliação do acesso aos serviços de proteção.

Entre essas iniciativas estão o MP – Mulher Protegida, que aproxima os serviços do Ministério Público e da rede de proteção de mulheres que vivem em comunidades afastadas das sedes das comarcas; a Sala Lilás, voltada ao atendimento humanizado; a Ouvidoria das Mulheres; e o Núcleo de Atendimento às Vítimas (NAVIT), que atua no acolhimento, na orientação e no encaminhamento de vítimas e familiares aos serviços necessários. O Mapa da Violência Doméstica, por sua vez, reúne dados sobre o problema em Rondônia e pode contribuir para dimensionar a situação e subsidiar o planejamento de ações públicas.
Em 2026, quando a Lei Maria da Penha completa 20 anos, a programação do Agosto Lilás inclui iniciativas para ampliar o acesso à informação e aos serviços de proteção. Entre as iniciativas anunciadas pelo MPRO estão o Portal de Proteção, que reúne informações sobre serviços e canais de atendimento, e uma cooperação com a empresa Urbano Norte para facilitar o deslocamento de mulheres em situação de violência até os órgãos da rede de proteção.
A persistência da violência também foi lembrada por Benedita Nascimento, representante da Rede Lilás, durante o evento de abertura do “Agosto Lilás”. Ao refletir sobre o tempo transcorrido desde a criação da Lei Maria da Penha, ela expressou a indignação diante da permanência da violência doméstica e do feminicídio.
“É muito desagradável estar ainda, após 19 anos da Lei Maria da Penha, tentando encontrar uma saída para enfrentar o feminicídio e a violência doméstica.”
A fala evidencia o tamanho do desafio: mesmo com avanços legais e a ampliação dos serviços de proteção, ainda é necessário encontrar caminhos para impedir que a violência continue atravessando a vida de meninas e mulheres.
Prevenir exige mais do que agir depois da agressão. É ensinar, desde cedo, que respeito não combina com controle, que ciúme não justifica humilhação e que nenhuma pessoa tem o direito de decidir sobre a vida de outra. É garantir que a informação chegue a quem precisa, que o acolhimento não culpe a vítima e que a rede de proteção esteja preparada para agir.
Prevenir é abrir caminhos antes que a violência os feche. É permitir que meninas cresçam sem confundir controle com amor, que mulheres façam suas escolhas sem temer represálias e que nenhuma vítima precise enfrentar sozinha aquilo que a sociedade tem o dever de combater.
Porque uma menina livre é aquela que pode imaginar o próprio futuro sem medo. E uma mulher livre é aquela que pode vivê-lo com voz, autonomia e segurança. Construir essa realidade é fazer com que meninas e mulheres possam viver por inteiro, em todos os espaços, sem que a liberdade lhes custe a própria segurança.
* Jéssica de Carvalho Arrais é Acadêmica da Universidade Federal de Rondônia
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Justiça do Trabalho determina filiação de professora ao Sintero após recusa por críticas à gestão – Geral – WEB TV ALTERNATIVA
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1 dia agoon
outubro 21, 2026By
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A 3ª Vara do Trabalho de Porto Velho determinou que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) efetive a filiação de uma professora da rede pública que teve seu pedido negado após participar de manifestações críticas à gestão da entidade. A decisão reconheceu que a recusa teve caráter discriminatório e retaliativo, contrariando o direito à liberdade sindical assegurado pela Constituição Federal e por normas internacionais de proteção ao trabalho. A sentença já transitou em julgado, sem apresentação de recursos pelas partes.
O caso teve origem na negativa de filiação da professora, que alegou ter sofrido retaliação por questionar a atuação do sindicato e participar de protestos contra descontos em contracheques relacionados a honorários advocatícios. Segundo a trabalhadora, seu objetivo ao solicitar a filiação era participar das assembleias, exercer o direito ao voto e acompanhar as decisões que envolviam a categoria.
Em sua defesa, o sindicato argumentou que a recusa estava amparada em sua autonomia institucional e que as manifestações da professora enfraqueciam a entidade, inclusive por questionarem sua representatividade perante a categoria.
Após analisar documentos e ouvir testemunhas, o juiz do Trabalho substituto Douglas Pinheiro Bezerra concluiu que a negativa de filiação foi motivada pelas posições críticas da trabalhadora, o que configurou conduta discriminatória e retaliativa. A sentença destacou que as manifestações ocorreram em um contexto mais amplo de insatisfação de profissionais da educação com descontos salariais e decisões da direção sindical.
Liberdade sindical e participação democrática
Na fundamentação, o magistrado ressaltou que a liberdade sindical, prevista no artigo 8º da Constituição Federal, compreende não apenas o direito de não se associar ou de deixar um sindicato, mas também o direito de ingressar na entidade representativa e participar de suas decisões.
A decisão também utilizou como referências as Convenções nº 87 e nº 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A primeira, embora não ratificada pelo Brasil, foi considerada como orientação interpretativa sobre o direito de trabalhadores e empregadores de se filiarem às organizações de sua escolha, observados os respectivos estatutos. Já a Convenção nº 151 trata da proteção do direito de organização e das relações de trabalho na Administração Pública.
Outro fundamento mencionado foi a Declaração de Filadélfia, anexa à Constituição da OIT, que reconhece a liberdade de expressão e de associação como princípios essenciais ao progresso social.
A sentença destacou ainda que, no sistema brasileiro de unicidade sindical, em que apenas uma entidade pode representar determinada categoria profissional na mesma base territorial, não é admissível condicionar a filiação à concordância política ou ideológica com a direção.
Conforme o entendimento adotado, a autonomia sindical deve coexistir com a pluralidade de opiniões, inclusive com manifestações de oposição e questionamentos à atuação da própria entidade. O direito de participar da vida sindical também envolve a possibilidade de defender mudanças por meio dos mecanismos democráticos internos.
Críticas à gestão não justificam impedimento de filiação
Durante a instrução processual, os depoimentos confirmaram que a recusa ocorreu em razão das manifestações da professora contra a gestão sindical. O Juízo verificou, entretanto, que as críticas estavam inseridas em uma mobilização coletiva de profissionais da educação, motivada principalmente pela insatisfação com descontos salariais.
A decisão também observou que o estatuto do sindicato estabelecia como requisito para admissão o pertencimento à categoria profissional representada, condição preenchida pela professora, servidora pública efetiva da área de educação.
Para o magistrado, impedir a filiação em razão de posicionamentos contrários à direção significaria estabelecer uma exigência de alinhamento ideológico incompatível com a liberdade de associação.
Diante disso, a Justiça do Trabalho determinou a inclusão da professora no quadro de associados do Sintero no prazo de dez dias corridos, contados da ciência da sentença pelo Diário Eletrônico, sob pena de multa diária de R$ 200, limitada a 30 dias.
Pedido de indenização do sindicato foi rejeitado
Na mesma ação, o sindicato solicitou a condenação da professora ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais, sob a alegação de que suas manifestações públicas teriam prejudicado a imagem da entidade e incentivado a saída de associados.
O pedido foi rejeitado. Segundo a sentença, não houve comprovação de que a trabalhadora tivesse feito falsas acusações de crimes contra integrantes da direção ou de que suas publicações fossem responsáveis pelos prejuízos financeiros alegados.
O Juízo considerou que a insatisfação dos profissionais com os descontos salariais foi determinante para o movimento de desfiliação e que as críticas e os protestos analisados integravam o debate democrático próprio da organização sindical.
A decisão foi proferida em 18 de setembro de 2026 e transitou em julgado, sem recursos das partes.
Processo nº 0000332-35.2026.5.14.0003
Via: web tv alternativa
POLITICA
Governo intensifica ações ambientais e registra queda 34,9% no desmatamento – Geral – WEB TV ALTERNATIVA
Published
1 dia agoon
outubro 21, 2026By
celio
Iniciativas desenvolvidas pelo governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), em parceria com as forças de segurança e demais instituições que atuam na proteção dos recursos naturais, resultaram na queda de 34,9% na área desmatada. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e confirmados pela Coordenadoria de Geociências (Cogeo), compreende o período entre agosto de 2025 e julho de 2026. Entre as iniciativas desenvolvidas estão as operações de fiscalização e combate aos ilícitos ambientais, além das operações Hileia e Verde Rondônia e de outras ações integradas voltadas à prevenção do desmatamento.
O trabalho também inclui o monitoramento contínuo de alertas, permitindo identificar áreas sob pressão ambiental e direcionar as equipes para regiões prioritárias. Além da fiscalização, o governo estadual investe em educação ambiental e na mobilização da sociedade, incentivando a participação da população na conservação das florestas. As iniciativas buscam fortalecer a proteção da biodiversidade, promover o uso sustentável dos recursos naturais e contribuir para a redução do desmatamento em Rondônia.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o resultado reforça as ações de preservação ambiental, por meio de atividades integradas de prevenção, fiscalização e conscientização da população. “A redução de 34,9% na área desmatada evidencia a importância do trabalho integrado entre o governo do estado, as forças de segurança e as instituições parceiras. O objetivo é fortalecer as ações de prevenção, fiscalização e conscientização, conciliando o desenvolvimento do estado com a proteção do patrimônio ambiental”, pontuou.
De acordo com o coordenador da Cogeo, Paulo Sergio Mendes dos Santos Junior, o uso de tecnologias e o acompanhamento sistemático dos dados de desmatamento são fundamentais para identificar áreas críticas, orientar ações de fiscalização e subsidiar a tomada de decisões na gestão ambiental. “Os dados do INPE permitem acompanhar a dinâmica do desmatamento a partir de informações geoespaciais e séries históricas de monitoramento. Essas informações, associadas aos alertas de desmatamento e às ferramentas de geoprocessamento, contribuem para direcionar as ações de controle e fiscalização, priorizar áreas com maior pressão ambiental e aprimorar o planejamento das políticas públicas de proteção florestal”, explicou.
O titular da Sedam, Marco Antonio Lagos, destacou que esse resultado reforça a importância do monitoramento ambiental, das operações de fiscalização e das ações preventivas realizadas em parceria com outros órgãos. Os dados apresentados mostram que no período, a área desmatada passou de 229 km² para 149 km², representando uma diminuição de 80 km² em comparação com o ciclo anterior”.
Via: web tv alternativa
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