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Campanhas eleitorais em Rondônia já receberam R$ 110,5 milhões e gastaram R$ 26 milhões – Eleições
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1 mês agoon
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As campanhas das eleições de 2026 em Rondônia já receberam R$ 110.545.096,23, conforme levantamento atualizado até este sábado (12). Os recursos alcançaram 293 campanhas, com 1.192 doadores identificados, segundo dados financeiros informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e disponíveis no sistema de compilação do RONDONIAGORA.
Desse montante, R$ 100.258.494,08 foram repassados somente por direções partidárias, concentrando a maior parcela do dinheiro que entrou nas campanhas até agora.
Dos candidatos ao Governo, Adailton Fúria foi o candidato que mais recebeu: R$ 5 milhões, do PSD.
PL
A direção nacional do PL ocupa o primeiro lugar, com R$ 22.009.999,88 destinados a 28 campanhas. O maior beneficiado é Marcos Rogério, candidato ao Governo, com R$ 3.726.000. Depois aparecem Fernando Máximo, candidato ao Senado, com R$ 1.676.000; Coronel Chrisóstomo e Lucio Mosquini, candidatos a deputado federal, com R$ 1.649.000 cada.
União
A segunda maior fonte partidária é a direção nacional do União, com R$ 14.438.993,17 para 16 campanhas. Hildon Chaves, candidato ao Governo, recebeu a maior quantia, R$ 3 milhões. Thiago Flores aparece com R$ 2 milhões; Ellis Regina do Sindeprof, com R$ 1,92 milhão
PSD
Na terceira posição entre as direções partidárias está o PSD, com R$ 11,1 milhões distribuídos entre 11 campanhas. Adailton Furia recebeu R$ 5 milhões, maior repasse no estado. A esposa dele, Joliane Furia aparece na segunda posição com R$ 1,5 milhão. Luis Fernando e Jaqueline Cassol receberam R$ 1 milhão cada.
Republicanos
A direção nacional do Republicanos aparece em quarto, com R$ 9.615.009 destinados a 25 campanhas. Missionária Mônica recebeu R$ 1,5 milhão, seguida por Mariana Carvalho, com R$ 1.003.016. Anderson Pereira recebeu R$ 985.047.
PP
Em quinto lugar está o PP, com R$ 8.926.572,53 distribuídos a 10 campanhas. Sílvia Cristina recebeu R$ 3.176.572,53, Jesualdo Pires R$ 1.695.000 e Ismael Crispin R$ 1.102.000.
Podemos
A direção nacional do Podemos aparece depois, com R$ 7,65 milhões para nove campanhas. Cristiane Lopes recebeu R$ 1,9 milhão, Juíza Euma Tourinho R$ 1,2 milhão e Tânia Sena R$ 1,15 milhão.
PDT
O PDT destinou R$ 7,55 milhões a nove campanhas. Acir Gurgacz, candidato ao Senado, recebeu R$ 3 milhões; Airton Gurgacz, candidato a deputado federal, R$ 1,5 milhão; e Dra. Cordélia Santana e Vera Marcia aparecem empatadas com R$ 700 mil cada.
PT
No PT, os repasses da direção nacional somaram R$ 6.623.539,48, distribuídos a 18 campanhas. Expedito Netto, candidato a governador, recebeu R$ 1.867.824,65; Luciana Oliveira, candidata ao Senado, R$ 1.588.286,27; e Anselmo de Jesus, candidato a deputado federal, R$ 714 mil.
MDB
A direção nacional do MDB repassou R$ 3.734.000 para 18 campanhas. Pedro Abib, candidato ao Governo, recebeu R$ 1 milhão. Entre os demais beneficiados, Galdiana Silva recebeu R$ 400 mil, enquanto Luciana Bezerra, Fabricio Donizeti, Dr. Pedraça, Isac Wayuru e Ronilson Pelegrine aparecem empatados com R$ 300 mil.
PRD
A direção estadual do PRD em Rondônia destinou R$ 2.597.900 para seis campanhas. Coronel Jefferson recebeu R$ 599,9 mil. Juscélia Dallapicola, Angelo Lebrinho, Márcia de Oliveira e Ada Dantas Boabaid aparecem empatados com R$ 400 mil, enquanto Dr. Lucas Donadon recebeu R$ 398 mil.
Solidariedade
O Solidariedade repassou R$ 2.076.255 para cinco campanhas. Welison Nunes recebeu R$ 785 mil, Carlos Magno R$ 475 mil e Claudio Santos R$ 470 mil.
Avante
A direção nacional do Avante destinou R$ 1.038.500 a nove campanhas. Jair Montes recebeu R$ 290 mil, Vanessa Lucena R$ 190 mil e Najara Leandra e Elina Damasio aparecem empatadas com R$ 125 mil cada.
Novo
O Novo repassou R$ 800 mil para 10 campanhas. Cleuda da Estética, Adriana Martins e Cleviane Moreira receberam R$ 150 mil cada, formando empate entre os maiores valores do partido.
PV
A direção nacional do PV destinou R$ 365 mil a quatro campanhas. Aires Mota, candidato ao Senado, recebeu R$ 300 mil, Graça Rocha R$ 35 mil, enquanto Adriana Bandeira e Simone receberam R$ 15 mil cada.
PSOL
A nacional do PSOL destinou R$ 223.630,09 para 13 campanhas. Expedito Netto recebeu R$ 72 mil, Lili Rodrigues R$ 24.067,31 e Danny Paixão R$ 22.974,27.
Missão
A direção nacional do Missão repassou R$ 39.338,34 para quatro campanhas. Engenheiro Thulio, candidato ao Senado, recebeu R$ 25 mil; Alzenir Oliveira, candidata a deputada federal, R$ 6.988,78; e Jhonata Oliveira e Rogério Krause, candidatos a deputado federal, aparecem empatados com R$ 3.674,78 cada.
PC do B
A direção nacional do PC do B repassou R$ 25 mil para duas campanhas. Geani Cleide e Professor Willian, candidatos a deputado estadual, receberam R$ 12,5 mil cada.
Direçoes estaduais
A direção estadual do Republicanos em Rondônia destinou R$ 600 mil para quatro campanhas. Dr. Mauro Nazif e Anderson Pereira receberam R$ 200 mil cada; Fernando Silva e Pastor Ivanildo dos Santos, R$ 100 mil cada.
A direção estadual do União em Rondônia repassou R$ 572.845,67 para quatro campanhas. Noeli do Cirone recebeu R$ 279.045,67, Maurício Carvalho R$ 148,8 mil e Dr. Santana R$ 143 mil.
Já a direção estadual do MDB em Rondônia repassou R$ 234.425 para 20 campanhas. Ayel Muniz recebeu R$ 13,7 mil. Dr. Caio Machado, Galdiana Silva, Fabricio Donizeti, Dr. Pedraça e Isac Wayuru aparecem na sequência, todos com R$ 12,35 mil.
A direção estadual do PDT em Rondônia destinou R$ 33.405,92 a cinco campanhas. Ricardo Frota recebeu R$ 10.695; Nilton Maranhão, R$ 6.635,92; e Professora Elessandra Reis e Tito Paz aparecem empatados com R$ 6.045 cada.
Por fim, a direção estadual do PCdoB em Rondônia destinou R$ 4.080 para duas campanhas. Geani Cleide recebeu R$ 2.080 e Professor Willian, R$ 2 mil.
R$ 26 milhões em serviços contratados
Do outro lado das prestações de contas, as campanhas já registram R$ 26.042.396,89 em serviços contratados.
O Facebook ocupa a primeira posição entre os fornecedores informados, com R$ 839.998,01 contratados por 87 campanhas. A Persona Publica aparece em seguida, com R$ 800 mil provenientes de uma campanha, e a Campanari, Gerhardt & Silva Andrade – Advogados Associados recebeu R$ 625 mil. Clique aqui e veja a lista completa de fornecedores.
Quem mais recebeu recursos dos partidos em Rondônia
Veja as direções partidárias que financiaram as campanhas e os três maiores beneficiados de cada uma.
Direções partidárias
22
Total repassado
R$ 100.258.494,08
Campanhas beneficiadas
200
Direções nacionais
PL Direção Nacional · 28 campanhas
R$ 22.009.999,88
| 1 |
Marcos Rogério Governador |
R$ 3.726.000,00 |
| 2 |
Dr. Fernando Máximo Senado |
R$ 1.676.000,00 |
| 3 |
Coronel Chrisóstomo Deputado Federal Empatado com Lucio Mosquini |
R$ 1.649.000,00 |
UNIÃO Direção Nacional · 16 campanhas
R$ 14.438.993,17
| 1 | Hildon Chaves Governador | R$ 3.000.000,00 |
| 2 | Thiago Flores Deputado Federal | R$ 2.000.000,00 |
| 3 | Ellis Regina do Sindeprof Deputado Federal | R$ 1.920.000,00 |
PSD Direção Nacional · 11 campanhas
R$ 11.100.000,00
| 1 | Adailton Furia Governador | R$ 5.000.000,00 |
| 2 | Joliane Furia Deputado Federal | R$ 1.500.000,00 |
| 3 |
Luis Fernando Senado Empatado com Jaqueline Cassol |
R$ 1.000.000,00 |
REPUBLICANOS Direção Nacional · 25 campanhas
R$ 9.615.009,00
| 1 | Missionária Mônica Deputado Federal | R$ 1.500.000,00 |
| 2 | Mariana Carvalho Senado | R$ 1.003.016,00 |
| 3 | Anderson Pereira Deputado Federal | R$ 985.047,00 |
PP Direção Nacional · 10 campanhas
R$ 8.926.572,53
| 1 | Sílvia Cristina Senado | R$ 3.176.572,53 |
| 2 | Jesualdo Pires Deputado Federal | R$ 1.695.000,00 |
| 3 | Ismael Crispin Deputado Estadual | R$ 1.102.000,00 |
PODE Direção Nacional · 9 campanhas
R$ 7.650.000,00
| 1 | Cristiane Lopes Deputado Federal | R$ 1.900.000,00 |
| 2 | Juíza Euma Tourinho Deputado Federal | R$ 1.200.000,00 |
| 3 | Tânia Sena Deputado Federal | R$ 1.150.000,00 |
PDT Direção Nacional · 9 campanhas
R$ 7.550.000,00
| 1 | Acir Gurgacz Senado | R$ 3.000.000,00 |
| 2 | Airton Gurgacz Deputado Federal | R$ 1.500.000,00 |
| 3 |
Dra. Cordélia Santana Deputado Federal Empatada com Vera Marcia |
R$ 700.000,00 |
PT Direção Nacional · 18 campanhas
R$ 6.623.539,48
| 1 | Expedito Netto Governador | R$ 1.867.824,65 |
| 2 | Luciana Oliveira Senado | R$ 1.588.286,27 |
| 3 | Anselmo de Jesus Deputado Federal | R$ 714.000,00 |
MDB Direção Nacional · 18 campanhas
R$ 3.734.000,00
| 1 | Pedro Abib Governador | R$ 1.000.000,00 |
| 2 | Galdiana Silva Deputado Federal | R$ 400.000,00 |
| 3 |
Luciana Bezerra Deputado Federal Mesmo valor de Fabricio Donizeti, Dr. Pedraça, Isac Wayuru e Ronilson Pelegrine |
R$ 300.000,00 |
SOLIDARIEDADE Direção Nacional · 5 campanhas
R$ 2.076.255,00
| 1 | Welison Nunes Deputado Federal | R$ 785.000,00 |
| 2 | Carlos Magno Deputado Estadual | R$ 475.000,00 |
| 3 | Claudio Santos Deputado Federal | R$ 470.000,00 |
AVANTE Direção Nacional · 9 campanhas
R$ 1.038.500,00
| 1 | Jair Montes Deputado Federal | R$ 290.000,00 |
| 2 | Vanessa Lucena Deputado Federal | R$ 190.000,00 |
| 3 |
Najara Leandra Deputado Federal Empatada com Elina Damasio |
R$ 125.000,00 |
NOVO Direção Nacional · 10 campanhas
R$ 800.000,00
| 1 | Cleuda da Estética Deputado Federal | R$ 150.000,00 |
| 2 | Adriana Martins Deputado Federal | R$ 150.000,00 |
| 3 | Cleviane Moreira Deputado Federal | R$ 150.000,00 |
PV Direção Nacional · 4 campanhas
R$ 365.000,00
| 1 | Aires Mota Senado | R$ 300.000,00 |
| 2 | Graça Rocha Deputado Federal | R$ 35.000,00 |
| 3 |
Adriana Bandeira Deputado Estadual Empatada com Simone |
R$ 15.000,00 |
PSOL Direção Nacional · 13 campanhas
R$ 223.630,09
| 1 | Expedito Netto Governador | R$ 72.000,00 |
| 2 | Lili Rodrigues Deputado Federal | R$ 24.067,31 |
| 3 | Danny Paixão Deputado Federal | R$ 22.974,27 |
MISSÃO Direção Nacional · 4 campanhas
R$ 39.338,34
| 1 | Engenheiro Thulio Senado | R$ 25.000,00 |
| 2 | Alzenir Oliveira Deputado Federal | R$ 6.988,78 |
| 3 |
Jhonata Oliveira Deputado Federal Empatado com Rogério Krause |
R$ 3.674,78 |
PCdoB Direção Nacional · 2 campanhas
R$ 25.000,00
| 1 | Geani Cleide Deputado Estadual | R$ 12.500,00 |
| 2 | Professor Willian Deputado Estadual | R$ 12.500,00 |
Recursos destinados pelas direções estaduais em Rondônia
PRD – Rondônia Direção Estadual · 6 campanhas
R$ 2.597.900,00
| 1 | Coronel Jefferson Deputado Federal | R$ 599.900,00 |
| 2 |
Juscélia Dallapicola Deputado Federal Mesmo valor de Angelo Lebrinho, Márcia de Oliveira e Ada Dantas Boabaid |
R$ 400.000,00 |
| 3 | Dr. Lucas Donadon Deputado Federal | R$ 398.000,00 |
REPUBLICANOS – Rondônia Direção Estadual · 4 campanhas
R$ 600.000,00
| 1 | Dr. Mauro Nazif Deputado Federal | R$ 200.000,00 |
| 2 | Anderson Pereira Deputado Federal | R$ 200.000,00 |
| 3 |
Fernando Silva Deputado Estadual Empatado com Pastor Ivanildo dos Santos |
R$ 100.000,00 |
UNIÃO – Rondônia Direção Estadual · 4 campanhas
R$ 572.845,67
| 1 | Noeli do Cirone Deputado Estadual | R$ 279.045,67 |
| 2 | Maurício Carvalho Deputado Federal | R$ 148.800,00 |
| 3 | Dr Santana Deputado Estadual | R$ 143.000,00 |
MDB – Rondônia Direção Estadual · 20 campanhas
R$ 234.425,00
| 1 | Pedro Abib Governador | R$ 47.500,00 |
| 2 | Ayel Muniz Deputado Federal | R$ 13.700,00 |
| 3 |
Dr. Caio Machado Deputado Federal Mesmo valor de Galdiana Silva, Fabricio Donizeti, Dr. Pedraça e Isac Wayuru |
R$ 12.350,00 |
PDT – Rondônia Direção Estadual · 5 campanhas
R$ 33.405,92
| 1 | Ricardo Frota Deputado Federal | R$ 10.695,00 |
| 2 | Nilton Maranhão Deputado Federal | R$ 6.635,92 |
| 3 |
Professora Elessandra Reis Deputado Federal Empatada com Tito Paz |
R$ 6.045,00 |
PCdoB – Rondônia Direção Estadual · 2 campanhas
R$ 4.080,00
| 1 | Geani Cleide Deputado Estadual | R$ 2.080,00 |
| 2 | Professor Willian Deputado Estadual | R$ 2.000,00 |
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dados financeiros disponíveis no sistema de compilação do RONDONIAGORA.
FonteVia: rondoniagora
Via: web tv alternativa
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prevenir a violência contra mulheres exige educação, conscientização e uma rede de proteção – Especiais – WEB TV ALTERNATIVA
Published
10 horas agoon
outubro 21, 2026By
celio
Por meio de projetos educativos junto às escolas, ações de conscientização e serviços de acolhimento, o Ministério Público de Rondônia atua na prevenção da violência de gênero e no fortalecimento da rede de proteção.
A violência contra meninas e mulheres nem sempre começa com uma agressão física. O controle sobre as roupas, a vigilância do celular, o afastamento de amigos e familiares, a humilhação e o ciúme excessivo também podem indicar comportamentos abusivos. Quando essas atitudes são interpretadas como demonstrações de amor ou cuidado, reconhecer os primeiros sinais de violência se torna mais difícil.
A prevenção passa pela educação, pelo diálogo e pela participação de diferentes setores da sociedade. Família, escola, comunidade e instituições de proteção têm papéis importantes na construção de relações baseadas no respeito, no consentimento e na igualdade de direitos.
Em Rondônia, iniciativas como o projeto Maria da Penha Vai à Escola, do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), levam o debate sobre violência contra meninas e mulheres ao ambiente escolar. Ao mesmo tempo, profissionais da educação e especialistas destacam a necessidade de ações contínuas, formação dos educadores e participação das famílias para que a prevenção não se limite a atividades pontuais.
Como os adolescentes aprendem sobre relacionamentos?
A família costuma ser o primeiro espaço em que crianças observam como as pessoas se relacionam, demonstram afeto e lidam com conflitos. Na adolescência, essas referências se somam às experiências na escola, às amizades e aos conteúdos consumidos nas redes sociais.
Segundo a psicóloga Julyana Pereira Bishop Camata, a necessidade de pertencimento pode levar adolescentes a reproduzir comportamentos e opiniões para serem aceitos por um grupo. As redes sociais também ampliam o acesso à informação, mas podem reforçar estereótipos e padrões irreais de relacionamento.
Essa combinação de referências ajuda a compreender por que alguns jovens interpretam o ciúme excessivo, o controle do celular e as restrições às amizades como demonstrações de amor. Durante as primeiras experiências afetivas, eles ainda estão construindo suas opiniões sobre relacionamentos e aprendendo a diferenciar cuidado de controle.
“Entre os sinais de alerta estão humilhações, ameaças, manipulações emocionais, chantagem, invasão de privacidade e desrespeito à recusa. Essas atitudes podem surgir antes de uma agressão física e, quando são tratadas como naturais, tornam mais difícil reconhecer uma relação abusiva.” Afirma a psicóloga Julyana Camata.
A forma como os meninos aprendem a lidar com as próprias emoções também merece atenção. De acordo com a psicóloga, em determinados contextos eles são ensinados a esconder sentimentos para corresponder a expectativas de masculinidade. Essa dificuldade pode prejudicar a comunicação, a resolução de conflitos e a aceitação de rejeições e limites.
Por isso, prevenir a violência não significa apenas ensinar meninas a identificar situações de risco. Também é necessário ajudar meninos a reconhecer os próprios sentimentos, respeitar os limites de outras pessoas e lidar com frustrações sem recorrer ao controle ou à agressividade.
A escola como espaço de prevenção
A escola pode contribuir para a prevenção da violência ao oferecer espaços de diálogo, estimular o pensamento crítico e discutir comportamentos que muitas vezes são naturalizados nas relações sociais.
Julyana defende que as abordagens sejam adequadas a cada faixa etária. Na infância, é importante ensinar sobre o direito ao próprio corpo e o respeito aos limites. Na pré-adolescência, as conversas podem incluir emoções, privacidade e estereótipos. Já na adolescência, é possível aprofundar temas como consentimento, relacionamentos afetivos, pressão dos grupos, violência e uso responsável das redes sociais.
Quando um adolescente reproduz uma fala machista ou um comportamento de controle, a família e a escola podem intervir.
Diálogo, orientação e reflexão acerca daquele comportamento são boas formas de intervenção, evitando apenas punições ou julgamentos que dificultem a compreensão do problema.
Desde 2021 a legislação brasileira, através da Lei Federal nº 14.164/2021, incluiu conteúdos sobre a prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica e instituiu a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher, realizada anualmente em março.
Para que esse trabalho aconteça ao longo do ano, são necessários planejamento, formação dos profissionais e recursos para desenvolver atividades pedagógicas. Maricélia do Lago, secretária de Assuntos Municipais do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (SINTERO), destaca que a prevenção precisa envolver as equipes pedagógicas e preparar os professores para abordar o tema com os estudantes.
“Em nosso estado, esse é um tema que sempre está em evidência. Há muita violência contra mulheres e meninas, agredidas na família, na rua e também na escola, onde sofrem bullying. Esse é um trabalho que precisa ser desenvolvido nas escolas, por meio das equipes pedagógicas”, afirma Maricélia.
A preocupação ganha ainda mais relevância diante dos dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, segundo os quais Rondônia registrou, em 2025, uma taxa de 2,9 feminicídios por 100 mil mulheres, com 25 vítimas. O cenário reforça a importância de manter a prevenção em evidência durante todo o ano, com ações educativas contínuas, formação dos profissionais e participação das famílias.
A arte como caminho para discutir a violência
Além das palestras e rodas de conversa, professores também recorrem a novas estratégias para aproximar os estudantes do tema e tornar a aprendizagem mais significativa.
Teatro, cinema, redação e outras formas de expressão artística podem aproximar os estudantes de temas complexos por meio da experiência, da criação e do debate. Em vez de apenas receber informações, os jovens têm a oportunidade de questionar comportamentos, interpretar situações e imaginar outras formas de convivência.
Para a professora Taiane Sales, a arte permite abordar questões sociais sem limitar a experiência educativa a discursos moralizantes ou respostas prontas.
As linguagens artísticas podem estimular os estudantes a investigar as causas da violência, reconhecer manifestações que foram naturalizadas e pensar em possibilidades de transformação. Nas artes cênicas, por exemplo, o encontro entre quem cria e quem assiste pode favorecer uma reflexão coletiva sobre experiências e relações sociais.
Durante o mês de agosto, Taiane acompanhou o Projeto Agosto Lilás do MPRO para desenvolver atividades com turmas da educação básica para discutir a violência contra as mulheres. Com estudantes do 9º ano, utilizou o curta-metragem “Contraste”, produzido por meio da Lei Paulo Gustavo, com apoio da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL). O projeto pode ser assistido clicando aqui.
Professora Taiane Sales utilizou o curta-metragem Contraste em atividade sobre violência contra mulheres durante o Agosto Lilás. Captura de tela: YouTube, 2026.
O filme tem como protagonista a Palhaça Firmina, personagem que utiliza humor, ironia e performance para provocar reflexões sobre questões sociais, especialmente a violência contra as mulheres. A obra apresenta estatísticas e referências a casos de feminicídio, contrastando a comicidade da personagem com a gravidade da realidade denunciada.
A atividade foi desenvolvida durante um estudo sobre arte pública e suas possibilidades de intervenção nos espaços urbanos. Segundo Taiane, os estudantes participaram com mais entusiasmo, relacionaram o conteúdo artístico a questões sociais presentes no cotidiano e demonstraram interesse pela obra.
A professora avalia que esse tipo de aproximação pode abrir espaço para conversas sobre assuntos difíceis em um ambiente menos formal. A partir da experiência, é possível discutir violência psicológica, moral e física, além de atitudes machistas que acabam sendo tratadas como normais nas relações cotidianas.
Não basta ensinar meninas a reconhecer a violência. Precisamos também educar meninos para que não a reproduzam. A escola tem um papel importante nessa construção, não apenas ao apresentar informações, mas ao criar espaços seguros de escuta, reflexão e responsabilização. Afinal, reconhecer uma violência também significa compreender que podemos ser instrumentos de proteção, tanto para nós mesmos quanto para outras pessoas.”
O acesso à cultura também faz parte desse debate. Taiane chama atenção para as desigualdades nas oportunidades de participação cultural, especialmente nas periferias e nos municípios do interior de Rondônia. Espetáculos teatrais, oficinas de cinema, dança e circo, projetos de grafite e iniciativas de comunicação escolar são algumas das experiências que podem ampliar o repertório dos jovens.
Para ela, projetos desse tipo permitem exercitar habilidades importantes para a convivência, como escutar, negociar, respeitar limites, acolher diferenças e lidar com frustrações. Embora uma atividade isolada não resolva problemas estruturais como o machismo, experiências coletivas podem criar oportunidades para refletir sobre a maneira como cada pessoa se relaciona com as outras.
A professora também defende a cultura como um direito e uma oportunidade de ampliar perspectivas.
Por isso, defender o acesso à cultura não é defender um privilégio ou uma atividade complementar. É defender um direito e uma possibilidade concreta de ampliar horizontes, fortalecer vínculos e construir outras perspectivas de futuro.
A atuação do MPRO na prevenção e no acolhimento
Além das iniciativas desenvolvidas nas escolas, instituições públicas têm atribuições importantes na conscientização, na prevenção e no atendimento de situações de violência.
O MPRO desenvolve o projeto Maria da Penha Vai à Escola, voltado à discussão dos direitos das mulheres, à desconstrução de comportamentos machistas e à prevenção da violência de gênero. Estudantes têm acesso a palestras, rodas de conversa, oficinas, distribuição de cartilhas, vídeos educativos, dinâmicas para identificar comportamentos abusivos e caixas de perguntas anônimas.

Os conteúdos abordam diferentes formas de violência — física, psicológica, sexual, patrimonial e moral —, além de consentimento, limites nos relacionamentos, violência no namoro e riscos relacionados à exposição de imagens íntimas e a outras formas de violência digital.
Dados do Ministério Público registram atividades em diferentes localidades do estado. Em 2024, mais de 2.235 alunos e participantes foram contabilizados em ações realizadas em mais de 30 instituições de ensino, distribuídas por 14 municípios. Em 2025, aproximadamente 1.100 estudantes e professores foram atendidos diretamente em palestras realizadas em mais de 18 escolas e em 12 comarcas participantes.
Para 2026, o documento informa a adesão de 20 Promotorias de Justiça ao projeto e o envio prévio de 10 mil cartilhas educativas. O ciclo de palestras teve início em março e finaliza em novembro deste ano.

O projeto também utiliza atividades culturais para discutir o tema. Uma das iniciativas citadas pelo MPRO foi o concurso de teatro “Uma Vida sem Violência é Direito de Todas as Mulheres”, realizado na comarca de Alta Floresta d’Oeste, com participação de estudantes da Escola Juscelino Kubitschek de Oliveira. A peça vencedora foi apresentada no auditório da Câmara Municipal.
A iniciativa teve repercussão na comunidade e contribuiu para impulsionar a aprovação da Lei Municipal nº 008/2024, que estabelece restrições à nomeação para cargos públicos municipais de pessoas condenadas com base na Lei Maria da Penha.

Na rede estadual de ensino, a Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (SEDUC-RO) desenvolve o Projeto Educação de Paz (Epaz), implantado em 2023. A iniciativa busca fortalecer a cultura de paz, promover o acolhimento e contribuir para identificar situações de risco no ambiente escolar.
Segundo a Secretaria, o projeto envolve equipes pedagógicas e técnicas, psicólogos, assistentes sociais e profissionais das forças de segurança. Entre as ações estão atividades educativas, acompanhamento de ocorrências, atendimento multiprofissional, capacitação de gestores e articulação com a rede de proteção.
Quando a suspeita chega à rede de proteção
Para o Conselho Tutelar, a escola também tem papel fundamental na identificação de possíveis situações de violência. Professores e equipes pedagógicas podem perceber mudanças de comportamento, isolamento, queda no rendimento escolar ou sinais de sofrimento que merecem atenção. Segundo Ana Paula Lima Brito da Silva, conselheira tutelar, as escolas públicas e privadas podem comunicar suspeitas de violência sem precisar comprovar o ocorrido. A partir do encaminhamento, o Conselho avalia a situação e articula as medidas de proteção necessárias com os serviços de saúde, assistência social e demais órgãos competentes.
A avaliação da conselheira reforça a importância de aproximar as instituições que atuam na proteção de crianças e adolescentes .“A prevenção e o enfrentamento da violência exigem identificação precoce, acolhimento sem julgamento, comunicação adequada e atuação integrada da rede de proteção. O fortalecimento dessas parcerias institucionais permite respostas mais rápidas e efetivas, reduz a possibilidade de agravamento das situações e contribui para garantir os direitos, a segurança e o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.” afirma a Conselheira.
Nesse processo, o Ministério Público de Rondônia (MPRO) também tem papel relevante ao levar o debate sobre a violência contra meninas e mulheres. A continuidade dessas ações, aliada à formação dos educadores e à articulação com a rede de proteção, é fundamental para que a conscientização se transforme em prática cotidiana.
Prevenir é construir caminhos antes da violência
A prevenção da violência contra meninas e mulheres não se limita ao ambiente escolar. Embora a educação seja fundamental para questionar comportamentos abusivos desde cedo, o enfrentamento também depende de informação acessível, acolhimento às vítimas, formação dos profissionais e articulação entre as instituições responsáveis pela proteção.
Em Rondônia, o Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) desenvolve, há anos, iniciativas de conscientização e enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além do projeto Maria da Penha Vai à Escola, que leva o debate sobre violência de gênero ao ambiente escolar, a instituição mantém ações voltadas ao atendimento das vítimas e à ampliação do acesso aos serviços de proteção.

Entre essas iniciativas estão o MP – Mulher Protegida, que aproxima os serviços do Ministério Público e da rede de proteção de mulheres que vivem em comunidades afastadas das sedes das comarcas; a Sala Lilás, voltada ao atendimento humanizado; a Ouvidoria das Mulheres; e o Núcleo de Atendimento às Vítimas (NAVIT), que atua no acolhimento, na orientação e no encaminhamento de vítimas e familiares aos serviços necessários. O Mapa da Violência Doméstica, por sua vez, reúne dados sobre o problema em Rondônia e pode contribuir para dimensionar a situação e subsidiar o planejamento de ações públicas.
Em 2026, quando a Lei Maria da Penha completa 20 anos, a programação do Agosto Lilás inclui iniciativas para ampliar o acesso à informação e aos serviços de proteção. Entre as iniciativas anunciadas pelo MPRO estão o Portal de Proteção, que reúne informações sobre serviços e canais de atendimento, e uma cooperação com a empresa Urbano Norte para facilitar o deslocamento de mulheres em situação de violência até os órgãos da rede de proteção.
A persistência da violência também foi lembrada por Benedita Nascimento, representante da Rede Lilás, durante o evento de abertura do “Agosto Lilás”. Ao refletir sobre o tempo transcorrido desde a criação da Lei Maria da Penha, ela expressou a indignação diante da permanência da violência doméstica e do feminicídio.
“É muito desagradável estar ainda, após 19 anos da Lei Maria da Penha, tentando encontrar uma saída para enfrentar o feminicídio e a violência doméstica.”
A fala evidencia o tamanho do desafio: mesmo com avanços legais e a ampliação dos serviços de proteção, ainda é necessário encontrar caminhos para impedir que a violência continue atravessando a vida de meninas e mulheres.
Prevenir exige mais do que agir depois da agressão. É ensinar, desde cedo, que respeito não combina com controle, que ciúme não justifica humilhação e que nenhuma pessoa tem o direito de decidir sobre a vida de outra. É garantir que a informação chegue a quem precisa, que o acolhimento não culpe a vítima e que a rede de proteção esteja preparada para agir.
Prevenir é abrir caminhos antes que a violência os feche. É permitir que meninas cresçam sem confundir controle com amor, que mulheres façam suas escolhas sem temer represálias e que nenhuma vítima precise enfrentar sozinha aquilo que a sociedade tem o dever de combater.
Porque uma menina livre é aquela que pode imaginar o próprio futuro sem medo. E uma mulher livre é aquela que pode vivê-lo com voz, autonomia e segurança. Construir essa realidade é fazer com que meninas e mulheres possam viver por inteiro, em todos os espaços, sem que a liberdade lhes custe a própria segurança.
* Jéssica de Carvalho Arrais é Acadêmica da Universidade Federal de Rondônia
Via: web tv alternativa
POLITICA
Justiça do Trabalho determina filiação de professora ao Sintero após recusa por críticas à gestão – Geral – WEB TV ALTERNATIVA
Published
11 horas agoon
outubro 21, 2026By
celio
A 3ª Vara do Trabalho de Porto Velho determinou que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) efetive a filiação de uma professora da rede pública que teve seu pedido negado após participar de manifestações críticas à gestão da entidade. A decisão reconheceu que a recusa teve caráter discriminatório e retaliativo, contrariando o direito à liberdade sindical assegurado pela Constituição Federal e por normas internacionais de proteção ao trabalho. A sentença já transitou em julgado, sem apresentação de recursos pelas partes.
O caso teve origem na negativa de filiação da professora, que alegou ter sofrido retaliação por questionar a atuação do sindicato e participar de protestos contra descontos em contracheques relacionados a honorários advocatícios. Segundo a trabalhadora, seu objetivo ao solicitar a filiação era participar das assembleias, exercer o direito ao voto e acompanhar as decisões que envolviam a categoria.
Em sua defesa, o sindicato argumentou que a recusa estava amparada em sua autonomia institucional e que as manifestações da professora enfraqueciam a entidade, inclusive por questionarem sua representatividade perante a categoria.
Após analisar documentos e ouvir testemunhas, o juiz do Trabalho substituto Douglas Pinheiro Bezerra concluiu que a negativa de filiação foi motivada pelas posições críticas da trabalhadora, o que configurou conduta discriminatória e retaliativa. A sentença destacou que as manifestações ocorreram em um contexto mais amplo de insatisfação de profissionais da educação com descontos salariais e decisões da direção sindical.
Liberdade sindical e participação democrática
Na fundamentação, o magistrado ressaltou que a liberdade sindical, prevista no artigo 8º da Constituição Federal, compreende não apenas o direito de não se associar ou de deixar um sindicato, mas também o direito de ingressar na entidade representativa e participar de suas decisões.
A decisão também utilizou como referências as Convenções nº 87 e nº 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A primeira, embora não ratificada pelo Brasil, foi considerada como orientação interpretativa sobre o direito de trabalhadores e empregadores de se filiarem às organizações de sua escolha, observados os respectivos estatutos. Já a Convenção nº 151 trata da proteção do direito de organização e das relações de trabalho na Administração Pública.
Outro fundamento mencionado foi a Declaração de Filadélfia, anexa à Constituição da OIT, que reconhece a liberdade de expressão e de associação como princípios essenciais ao progresso social.
A sentença destacou ainda que, no sistema brasileiro de unicidade sindical, em que apenas uma entidade pode representar determinada categoria profissional na mesma base territorial, não é admissível condicionar a filiação à concordância política ou ideológica com a direção.
Conforme o entendimento adotado, a autonomia sindical deve coexistir com a pluralidade de opiniões, inclusive com manifestações de oposição e questionamentos à atuação da própria entidade. O direito de participar da vida sindical também envolve a possibilidade de defender mudanças por meio dos mecanismos democráticos internos.
Críticas à gestão não justificam impedimento de filiação
Durante a instrução processual, os depoimentos confirmaram que a recusa ocorreu em razão das manifestações da professora contra a gestão sindical. O Juízo verificou, entretanto, que as críticas estavam inseridas em uma mobilização coletiva de profissionais da educação, motivada principalmente pela insatisfação com descontos salariais.
A decisão também observou que o estatuto do sindicato estabelecia como requisito para admissão o pertencimento à categoria profissional representada, condição preenchida pela professora, servidora pública efetiva da área de educação.
Para o magistrado, impedir a filiação em razão de posicionamentos contrários à direção significaria estabelecer uma exigência de alinhamento ideológico incompatível com a liberdade de associação.
Diante disso, a Justiça do Trabalho determinou a inclusão da professora no quadro de associados do Sintero no prazo de dez dias corridos, contados da ciência da sentença pelo Diário Eletrônico, sob pena de multa diária de R$ 200, limitada a 30 dias.
Pedido de indenização do sindicato foi rejeitado
Na mesma ação, o sindicato solicitou a condenação da professora ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais, sob a alegação de que suas manifestações públicas teriam prejudicado a imagem da entidade e incentivado a saída de associados.
O pedido foi rejeitado. Segundo a sentença, não houve comprovação de que a trabalhadora tivesse feito falsas acusações de crimes contra integrantes da direção ou de que suas publicações fossem responsáveis pelos prejuízos financeiros alegados.
O Juízo considerou que a insatisfação dos profissionais com os descontos salariais foi determinante para o movimento de desfiliação e que as críticas e os protestos analisados integravam o debate democrático próprio da organização sindical.
A decisão foi proferida em 18 de setembro de 2026 e transitou em julgado, sem recursos das partes.
Processo nº 0000332-35.2026.5.14.0003
Via: web tv alternativa
POLITICA
Governo intensifica ações ambientais e registra queda 34,9% no desmatamento – Geral – WEB TV ALTERNATIVA
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12 horas agoon
outubro 21, 2026By
celio
Iniciativas desenvolvidas pelo governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), em parceria com as forças de segurança e demais instituições que atuam na proteção dos recursos naturais, resultaram na queda de 34,9% na área desmatada. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e confirmados pela Coordenadoria de Geociências (Cogeo), compreende o período entre agosto de 2025 e julho de 2026. Entre as iniciativas desenvolvidas estão as operações de fiscalização e combate aos ilícitos ambientais, além das operações Hileia e Verde Rondônia e de outras ações integradas voltadas à prevenção do desmatamento.
O trabalho também inclui o monitoramento contínuo de alertas, permitindo identificar áreas sob pressão ambiental e direcionar as equipes para regiões prioritárias. Além da fiscalização, o governo estadual investe em educação ambiental e na mobilização da sociedade, incentivando a participação da população na conservação das florestas. As iniciativas buscam fortalecer a proteção da biodiversidade, promover o uso sustentável dos recursos naturais e contribuir para a redução do desmatamento em Rondônia.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o resultado reforça as ações de preservação ambiental, por meio de atividades integradas de prevenção, fiscalização e conscientização da população. “A redução de 34,9% na área desmatada evidencia a importância do trabalho integrado entre o governo do estado, as forças de segurança e as instituições parceiras. O objetivo é fortalecer as ações de prevenção, fiscalização e conscientização, conciliando o desenvolvimento do estado com a proteção do patrimônio ambiental”, pontuou.
De acordo com o coordenador da Cogeo, Paulo Sergio Mendes dos Santos Junior, o uso de tecnologias e o acompanhamento sistemático dos dados de desmatamento são fundamentais para identificar áreas críticas, orientar ações de fiscalização e subsidiar a tomada de decisões na gestão ambiental. “Os dados do INPE permitem acompanhar a dinâmica do desmatamento a partir de informações geoespaciais e séries históricas de monitoramento. Essas informações, associadas aos alertas de desmatamento e às ferramentas de geoprocessamento, contribuem para direcionar as ações de controle e fiscalização, priorizar áreas com maior pressão ambiental e aprimorar o planejamento das políticas públicas de proteção florestal”, explicou.
O titular da Sedam, Marco Antonio Lagos, destacou que esse resultado reforça a importância do monitoramento ambiental, das operações de fiscalização e das ações preventivas realizadas em parceria com outros órgãos. Os dados apresentados mostram que no período, a área desmatada passou de 229 km² para 149 km², representando uma diminuição de 80 km² em comparação com o ciclo anterior”.
Via: web tv alternativa
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