{"id":12096,"date":"2026-11-01T19:39:41","date_gmt":"2026-11-01T19:39:41","guid":{"rendered":"https:\/\/alternativasataluzia.com.br\/saomiguel\/2026\/11\/01\/mel-com-sabor-amazonico-produzido-por-abelhas-sem-ferrao-custa-ate-r-400-o-litro-em-porto-velho\/"},"modified":"2026-11-01T19:39:42","modified_gmt":"2026-11-01T19:39:42","slug":"mel-com-sabor-amazonico-produzido-por-abelhas-sem-ferrao-custa-ate-r-400-o-litro-em-porto-velho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alternativasataluzia.com.br\/saomiguel\/2026\/11\/01\/mel-com-sabor-amazonico-produzido-por-abelhas-sem-ferrao-custa-ate-r-400-o-litro-em-porto-velho\/","title":{"rendered":"Mel com &#8216;sabor amaz\u00f4nico&#8217; produzido por abelhas sem ferr\u00e3o custa at\u00e9 R$ 400 o litro em Porto Velho"},"content":{"rendered":"<div id=\"mvp-content-main\">\n<div id=\"attachment_146008\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p id=\"caption-attachment-146008\" class=\"wp-caption-text\">Os potes de cerume abertos mostram o sambur\u00e1 armazenado pelas abelhas mandaguari. Conhecido como p\u00e3o de abelha, o produto \u00e9 resultado do p\u00f3len floral coletado e fermentado dentro da colmeia. \u2014 Foto: Regina Ferreira<\/p>\n<div class=\"code-block code-block-7\" style=\"margin: 8px auto; text-align: center; display: block; clear: both;\">\n<a rel=\"nofollow\" target=\"_blank\" title=\"Entrar no Grupo do WhatsApp\" href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/J1FwpPgmYZ13vZw44VqgYI?mode=ac_t\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/alternativasataluzia.com.br\/saomiguel\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/noticias-no-seu-celular.png\"\/><\/a>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Quando se fala em abelhas, muita gente logo pensa em picadas. Em Porto Velho, no entanto, moradores criam esp\u00e9cies nativas sem ferr\u00e3o no quintal de casa. Al\u00e9m de ajudar na preserva\u00e7\u00e3o ambiental, os insetos produzem um mel que pode custar entre R$ 350 e R$ 400 o litro. A atividade \u00e9 conhecida como meliponicultura.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso da meliponicultora Regina Ferreira Mariz, moradora da Zona Norte de Porto Velho. Ao g1, ela contou que cria abelhas nativas h\u00e1 cerca de seis anos. No quintal de casa, mant\u00e9m diferentes esp\u00e9cies, muitas delas resgatadas de \u00e1reas onde estavam em situa\u00e7\u00e3o de risco. As esp\u00e9cies s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Jata\u00ed-amarela (Tetragonisca angustula)<\/li>\n<li>Mandaguari-preta (Scaptotrigona postica)<\/li>\n<li>Marmelada-amarela (Frieseomelitta varia)<\/li>\n<li>Boca-de-renda (Melipona seminigra)<\/li>\n<li>Jata\u00ed-negra (Scaura latitarsis)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em alguns casos, a a\u00e7\u00e3o humana sobre o meio ambiente, como queimadas e desmatamento, coloca as col\u00f4nias em risco. Nessas situa\u00e7\u00f5es, o resgate pode ser necess\u00e1rio para garantir a preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Segundo Regina, a retirada das abelhas de \u00e1reas amea\u00e7adas deve seguir as diretrizes previstas na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPor exemplo, se h\u00e1 risco para as abelhas, se \u00e9 uma \u00e1rea de derrubada, se derrubaram uma \u00e1rvore e as abelhas est\u00e3o ali correndo o risco, pode resgatar\u201d, disse Regina.<\/p>\n<p>Em junho de 2024, a Lei Complementar n\u00ba 990\/2024 regulamentou a cria\u00e7\u00e3o e o manejo de abelhas nativas sem ferr\u00e3o e da esp\u00e9cie Apis mellifera em Porto Velho para fins educacionais, ambientais, cient\u00edficos e econ\u00f4micos.<\/p>\n<div id=\"attachment_146007\" style=\"width: 994px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-146007\" class=\"size-full wp-image-146007\" src=\"https:\/\/www.florestanoticias.com\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/caixa-com-abelha-sem-ferrao.avif\" alt=\"\" width=\"984\" height=\"559\"  \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-146007\" class=\"wp-caption-text\">Caixa com abelha sem ferr\u00e3o \u2014 Foto: Tiago Ghizoni\/ NSC<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Mel pode custar at\u00e9 R$ 400 o litro<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de contribuir para a preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, a cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o pelo valor do mel produzido.<br \/>Segundo Roseval Guzzo, gerente de Assist\u00eancia T\u00e9cnica da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Semagric), embora a produ\u00e7\u00e3o das abelhas nativas seja menor em quantidade, o mel tem caracter\u00edsticas pr\u00f3prias e maior valoriza\u00e7\u00e3o comercial. O litro pode custar entre R$ 350 e R$ 400.<\/p>\n<p>\u201cEle \u00e9 mais saboroso, tem um sabor mais amaz\u00f4nico e tamb\u00e9m \u00e9 mais valorizado\u201d, destacou Guzzo.<\/p>\n<p><strong>Risco da mercantiliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Apesar do potencial econ\u00f4mico, a valoriza\u00e7\u00e3o do mel tamb\u00e9m acende um alerta sobre os rumos que a atividade pode tomar quando o interesse financeiro se sobrep\u00f5e \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental.<br \/>Tanto Guzzo quanto Regina destacam que a cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o n\u00e3o deve perder de vista o principal papel desses insetos na natureza: a poliniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o podemos permitir que essa atividade seja vista apenas como uma oportunidade de ganho material ou comercial\u201d, disse Regina.<\/p>\n<p>Para ela o retorno financeiro pode existir, mas precisa caminhar junto com a preserva\u00e7\u00e3o, o bem-estar das col\u00f4nias e o compromisso ambiental.<\/p>\n<p>\u201cMeliponicultura \u00e9 preservar, educar, produzir com consci\u00eancia e respeitar a vida. \u00c9 entender que somos respons\u00e1veis n\u00e3o apenas pelas abelhas que criamos, mas tamb\u00e9m pelo legado ambiental que deixaremos para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es\u201d finalizou.<\/p>\n<p>Guzzo destacou sobre a poliniza\u00e7\u00e3o das florestas, dos alimentos que consumimos e da necessidade de manter essas abelhas vivas.<\/p>\n<p>\u201cSem elas a humanidade viveria mais ou menos uns quatro anos sobre um caos, n\u00e3o teria manga, n\u00e3o teria laranja, uva, praticamente nada\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Fonte: G1\/RO<\/strong><\/p>\n<p><!-- CONTENT END 1 -->\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n<p>Fonte: <em>Via: <a href=\"https:\/\/www.florestanoticias.com\/2026\/11\/01\/mel-com-sabor-amazonico-produzido-por-abelhas-sem-ferrao-custa-ate-r-400-o-litro-em-porto-velho\/\">florestanoticias<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os potes de cerume abertos mostram o sambur\u00e1 armazenado pelas abelhas mandaguari. 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