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Caso de 2001: MPF e MPT executam sentença contra o estado de Rondônia que usou verba do SUS para pagamento de empresa de seguros – Geral

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O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) executam judicialmente sentença contra o estado de Rondônia que determina a devolução de valores utilizados de forma irregular ao Fundo Estadual de Saúde. A medida é a etapa final de uma ação iniciada em 2001, ainda no Governo Bianco.

Após décadas de tramitação judicial, houve decisão definitiva em 2022 e, em março deste ano, a Justiça Federal intimou o MPF para apresentar os cálculos atualizados do valor devido, originalmente fixado em R$ 181,8 mil. A perícia do órgão atualizou o valor para R$ 1,7 milhão, montante já apresentado ao Judiciário para o cumprimento da sentença.

A ação civil pública do MPF e do MPT foi contra o estado de Rondônia e a União. Na sentença, proferida em 2005, a Justiça Federal condenou o estado ao ressarcimento dos valores, usados para pagamento de dívida com uma empresa de seguros. A condenação foi confirmada até o trânsito em julgado, quando a decisão se tornou definitiva.

Na sentença, o juízo destacou que uma ordem bancária apresentada pelos MPs como prova revelou, “de forma inconteste, a existência de irregularidades na gestão dos referidos recursos”. Por isso, a decisão judicial estabeleceu que o dinheiro da União volte às contas próprias.

Situação caótica

Em 2001, a ação dos MPs demonstrou a desorganização administrativo-financeira dos hospitais públicos de Rondônia: Hospital de Base Ary Pinheiro (HBAP), Hospital e Pronto Socorro João Paulo II (HPSJPII), Centro de Medicina Tropical (Cemetron), Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron) e Policlínica Oswaldo Cruz, todos na capital, Porto Velho; além dos hemocentros de Ariquemes, Ji-Paraná e Vilhena; hemonúcleos de Guajará-Mirim, Cacoal e Rolim de Moura; e do Hospital de Buritis.

“A verdade é que há pessoas apodrecendo aos poucos nos hospitais públicos de Rondônia sem que o Estado demonstre a mínima intenção de rever esse quadro. […] E a União limita-se a assistir ao quadro caótico e trágico”, afirmaram os MPs na ação. Os órgãos observaram que os recursos federais do Sistema Único de Saúde (SUS) chegavam ao estado por meio do Fundo Estadual de Saúde, conta específica destinada exclusivamente à saúde.

Na ação, MPF e MPT apontaram que diversas leis estavam sendo descumpridas:

• Estado de Rondônia não fez a destinação mínima de 7% da arrecadação estadual, deixando de destinar mais de R$ 18 milhões ao fundo estadual entre os meses de outubro de 2000 e fevereiro de 2001;
• Não havia plano de carreira, cargos e salários (PCCS) para os profissionais da área da saúde, mantendo-se os serviços por meio de contratações emergenciais ou por convênio com a extinta Fundação Riomar;
• O secretário estadual de Saúde não possuía autonomia, pois só poderia movimentar os valores do Fundo se houvesse assinatura conjunta com o secretário de Finanças;
• Os representantes dos usuários no Conselho Estadual de Saúde estavam em número menor que 50% do total de conselheiros e não havia paridade, como estabelece a legislação;
• Não existia plano de saúde, documento básico para aplicação e fiscalização dos recursos do SUS, e relatório de gestão, que deveria ser apresentado trimestralmente ao Conselho Estadual de Saúde e à Assembleia Legislativa.

Ao longo do processo, o estado informou as seguintes providências: o gasto de R$ 18 milhões foi para pagamento de pessoal da Saúde; regularizou a contrapartida para o Fundo Estadual de Saúde; o PCCS dos servidores da Saúde estava, na época, em trâmite Assembleia Legislativa; a gestão dos recursos do fundo voltou a ser só de responsabilidade do secretário de Saúde, restabelecendo a autonomia na gestão; estava em elaboração do plano de saúde e do relatório de gestão.

Com o encerramento da fase de recursos, o MPF vai atualizar os cálculos e apresentar à Justiça Federal o montante exato que deve retornar aos cofres da saúde pública rondoniense. Após a apresentação dos cálculos, o estado de Rondônia será intimado para impugnar os valores ou realizar o pagamento via requisição judicial.

Ação civil pública nº 0003142-32.2001.4.01.4100

Rondoniagora.com

Fonte: Via: rondoniagora

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Ministro Dino manda TSE analisar possível uso de emendas em campanha eleitoral – Eleições

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© Antonio Augusto/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) ofícios para que os órgãos apurem a possibilidade de fraudes no direcionamento de emendas parlamentares com objetivos eleitorais.

Dino tomou a medida na ação em que é responsável por supervisionar se a liberação e execução das emendas estão de acordo com a Constituição e em conformidade com decisões anteriores do Supremo.

O ministro atendeu a pedido das organizações Contas Abertas, Transparência Brasil e Transparência Internacional, que alertaram o Supremo sobre possíveis esquemas no direcionamento de emendas com objetivos eleitorais.

Segundo as entidades, o risco é que uma empresa receba recursos de emendas indicadas por um parlamentar enquanto outra, controlada pelo mesmo beneficiário final, seja contratada pela campanha do mesmo parlamentar. Dessa forma, essas emendas custeariam as campanhas com dinheiro público.

“Este fornecimento geralmente é subfaturado, de modo que, na realidade, as emendas parlamentares estão sendo utilizadas indireta e indevidamente como verba de campanha”, afirma a petição apresentada ao Supremo.

O ministro mandou que TSE e PGR analisem a possibilidade e tomem “as providências que entenderem cabíveis”.

No mesmo despacho, o ministro mandou que o Tribunal de Contas da União (TCU) informe se já é possível disponibilizar ao público o painel para acompanhamento de execução de emendas que já utiliza internamente.

Dino também mandou os presidentes das Assembleias Legislativas estaduais e distrital informarem sobre a adequação dos processos orçamentários locais ao modelo federal. Outra providência foi para que a Controladoria-Geral da União (CGU) explique a falta de estrutura, em especial de servidores, para supervisionar a execução de emendas.

Em 2024, após tomar posse no Supremo, Flávio Dino assumiu a condução dos processos que tratam da transparência no repasse das emendas.

Em fevereiro do ano passado, Dino homologou o plano de trabalho no qual o Congresso se comprometeu a identificar os deputados e senadores responsáveis pelas emendas ao Orçamento e os beneficiários dos repasses. A medida liberou o pagamento dos recursos, que chegaram a ser suspensos por falta de transparência.

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Fonte: Via: rondoniagora

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Saúde não espera: Marcos Rogério anuncia reforço milionário e diz que mudança em Ji-Paraná começa agora – Política

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A saúde pública de Ji-Paraná pode estar prestes a viver uma das maiores mudanças estruturais das últimas décadas. Com R$ 30 milhões já destinados para a conclusão do novo hospital municipal e a meta de ampliar os investimentos para até R$ 40 milhões, o senador Marcos Rogério reafirmou nesta segunda-feira (11) o compromisso com a entrega da unidade hospitalar que promete desafogar o sistema de saúde da região Central de Rondônia.

A declaração foi feita durante entrevista ao vivo à Rádio Alvorada e veio acompanhada de um discurso direto sobre urgência e transformação. “A saúde precisa sair do discurso e virar realidade”, afirmou o senador, ao destacar que parte significativa dos recursos já está disponível para o município.

Segundo Marcos Rogério, R$ 20 milhões já estão na conta da Prefeitura de Ji-Paraná e outros R$ 10 milhões foram destinados por meio de emenda parlamentar. A articulação agora busca ampliar o aporte financeiro para garantir a conclusão definitiva da obra.

O novo hospital municipal nasce em um momento de forte pressão sobre a rede pública de saúde da cidade. A atual estrutura enfrenta limitações físicas, superlotação e dificuldades operacionais, enquanto atende diariamente pacientes de Ji-Paraná e de outros 17 municípios da região.

Projetada para se tornar referência regional, a nova unidade contará com maternidade integrada, atendimento especializado em obstetrícia e pediatria, além de estrutura climatizada e moderna para ampliar a capacidade de atendimento e oferecer mais dignidade aos pacientes.

Nos bastidores políticos e administrativos, a obra já é tratada como símbolo de uma nova fase para a saúde pública local. O discurso adotado pelo senador reforça justamente essa ideia de virada: a de que mudança não pode ser promessa de campanha distante quando o assunto é saúde. Precisa começar imediatamente.

O projeto reúne esforços do Ministério da Saúde, do senador Marcos Rogério e da Prefeitura de Ji-Paraná, numa tentativa de acelerar a entrega de uma obra considerada estratégica para toda a região Central do estado.

Em um cenário onde filas, sobrecarga hospitalar e falta de estrutura se tornaram rotina em diversas cidades de Rondônia, a conclusão do novo hospital passa a carregar também um peso político: o de representar, para muitos moradores, a esperança de que a mudança deixe de ser slogan e comece, enfim, a aparecer na prática.

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Fonte: Via: rondoniagora

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Jovem de 22 anos morre após bater de frente contra carreta na BR-364 – Polícia

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Uma jovem de 22 anos morreu na tarde desta segunda-feira (11) após bater de frente contra uma carreta no km 429 da BR-364, em Jaru, perto da entrada do aeroporto do IG.

A vítima foi identificada como Katrini Stefani Carmo. Conforme as informações preliminares, ela seguia pela rodovia no sentido perímetro urbano de Jaru quando perdeu o controle ao passar por uma curva e atingiu a carreta.

Katrini caiu na pista e já estava sem sinais vitais quando as equipes de resgate chegaram ao local. O Corpo de Bombeiros, a Polícia Rodoviária Federal e a Perícia Técnica atenderam a ocorrência. 

Segundo informações preliminares, a jovem estaria grávida e também era mãe de uma criança. 

Rondoniagora.com

Fonte: Via: rondoniagora

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