O debate sobre o Zoneamento foi aberto, transparente e democrático (Foto: Thyago Lorentz I Secom ALE/RO)
A defesa do produtor rural e a busca por segurança jurídica marcaram a participação do deputado Ismael Crispin durante a audiência pública realizada nesta quinta-feira (18), pela Assembleia Legislativa de Rondônia, para discutir a atualização do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico (ZSEE). Em agenda no Cone Sul do estado, o parlamentar acompanhou e participou da discussão de forma remota.
Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, Ismael destacou que o debate sobre o zoneamento não começou agora. Segundo ele, desde que assumiu a presidência da comissão, assumiu também o compromisso de defender a atualização do zoneamento como uma das pautas mais importantes para o futuro de Rondônia e para a segurança jurídica dos produtores rurais.
Foi com esse objetivo que a Comissão de Meio Ambiente realizou, ao longo de 2025, seis audiências públicas nos municípios de Cerejeiras, Pimenta Bueno, Alta Floresta d’Oeste, São Miguel do Guaporé, Machadinho d’Oeste e Nova Mamoré. Todas foram abertas à participação popular, amplamente divulgadas e contaram com convites encaminhados aos órgãos públicos, instituições e representantes dos diversos segmentos da sociedade.
“Nós ouvimos produtores, comunidades tradicionais, povos originários, ambientalistas e representantes de vários setores. A Assembleia Legislativa abriu esse debate para todos que quiseram participar.”
De acordo com o parlamentar, todo o material levantado durante as audiências foi consolidado em um relatório técnico e entregue ao Governo do Estado para subsidiar a atualização do zoneamento.
“Fizemos o nosso papel. Percorremos Rondônia, ouvimos a sociedade, reunimos as contribuições em um relatório e entregamos ao Governo do Estado. Infelizmente, até o momento, não houve o avanço esperado e o Estado acabou se omitindo diante de uma pauta que representa os anseios de milhares de produtores rondonienses.”
Durante sua fala, Ismael reforçou que a principal reivindicação apresentada durante as audiências foi a necessidade de regras claras para quem vive da produção rural.
“O produtor não quer cometer crime ambiental. Ele não quer perseguição da Sedam, do Ibama ou de qualquer órgão de controle. Ele quer entender quais são as regras do jogo, qual é sua responsabilidade com o meio ambiente e até onde ele pode produzir dentro da legalidade.”
Segundo o deputado, Rondônia convive atualmente com uma legislação que já não acompanha a realidade do estado, gerando insegurança para pequenos, médios e grandes produtores.
“Estamos falando de uma legislação construída há mais de 20 anos. Rondônia mudou, cresceu, se desenvolveu, mas as regras continuam sem a atualização que o estado precisa.”
Apesar da falta de avanço após a entrega do relatório, Ismael afirmou que continuará defendendo a pauta e cobrando uma solução para o setor produtivo.
“A nossa luta não terminou. O zoneamento continua sendo uma necessidade urgente para Rondônia e eu seguirei defendendo os produtores rurais, que precisam de segurança jurídica para trabalhar, produzir e continuar contribuindo para o desenvolvimento do nosso estado.”
Para o parlamentar, atualizar o Zoneamento Socioeconômico e Ecológico é garantir equilíbrio entre produção e preservação, oferecendo segurança para quem produz e tranquilidade para quem investe e gera emprego em Rondônia.
A ação representa um importante passo para garantir cidadania, segurança alimentar e geração de renda para as famílias indígenas atendidas pela Emater-RO
As políticas públicas do governo de Rondônia de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) estão transformando a realidade das comunidades indígenas de Rondônia.
Os serviços, prestados pela Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO) promovem inclusão produtiva com sustentabilidade, desenvolvimento econômico, acesso às políticas públicas e fortalecimento da agricultura familiar nos territórios tradicionais, representando a sua cultura e tradição.
Nos últimos anos, a Emater-RO vem trabalhando com a Ater indígena atendendo uma demanda da própria comunidade, que busca desenvolver suas atividades de forma sustentável, tradicional e competitiva. As ações foram iniciadas e intensificadas em regiões que envolvem a Terra indígena Rio Branco, em Alta Floresta d’Oeste; com o povo Aruá, na região de Ji-Paraná, atendendo os povos Gavião e Arara; e na região de Cacoal e Espigão do Oeste, com os povos Paitér-Suruí e Cinta Larga, com orientação para cultivo de café, cacau, milho e outras culturas.
Um dos principais avanços alcançados com apoio da instituição foi a emissão de mais de 900 Cadastros da Agricultura Familiar (CAF), documento essencial para que agricultores indígenas tenham acesso aos programas governamentais de incentivo à produção, comercialização e crédito rural. A ação representa um importante passo para garantir cidadania, segurança alimentar e geração de renda para as famílias indígenas atendidas pela Emater-RO.
A comunidade conseguiu aderir a programas como o Programa de Aquisição de Alimento (PAA)
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, além de promover a inclusão produtiva dando acesso a quem quer produzir, os investimentos consolidam o desenvolvimento sustentável do estado. “Quando garantimos acesso à assistência técnica, ao crédito rural e às políticas públicas aos povos originários, estamos promovendo oportunidades, valorizando sua cultura e gerando desenvolvimento com inclusão social”, salientou.
COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO
Segundo o extensionista do escritório da Emater-RO, em Espigão do Oeste, Erick Nogueira, com a viabilização desse acesso, a comunidade conseguiu aderir ao Programa de Aquisição de Alimento (PAA) e recebe assistência para a comercialização da produção e a agregação de valor aos produtos indígenas. “O PAA é mais um incentivo para fomentar a agricultura familiar nas pequenas comunidades, onde o produtor tem a certeza da venda de sua produção em qualquer quantidade”, explicou.
A adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) também trouxe resultados para os agricultores familiares indígenas da Aldeia Pingo D’Água, da etnia Cinta Larga. Na última semana foi realizada a primeira comercialização por meio do PAA Indígena, resultando na venda de quase uma tonelada de produtos cultivados na aldeia, beneficiando mais de 30 agricultores familiares indígenas. “A iniciativa fortalece a produção local e assegura mercado para os alimentos produzidos nas aldeias”, afirmou o diretor-presidente da Emater-RO, Hermes José Dias Filho.
Produtor indígena Gilberto Oro Nao, viu no crédito rural, uma oportunidade
Outro destaque é o avanço do programa de microcrédito rural, através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar na categoria B (Pronaf B), que já ultrapassa R$ 15 milhões em contratações, com 1.811 projetos elaborados e 549 em elaboração com assistência da Emater-RO. A linha de crédito contempla agricultores familiares, indígenas, quilombolas, extrativistas e pescadores artesanais, oferecendo condições facilitadas para investimentos produtivos, ampliação da renda e melhoria da qualidade de vida no campo
INVESTIMENTO E RESPEITO ÀS TRADIÇÕES
Para o produtor indígena Gilberto Oro Nao, o acesso ao microcrédito representa a oportunidade de transformar projetos em realidade e ampliar a produção da propriedade. “Quero investir em um viveiro ecológico, plantar mais banana, milho e mandioca. Também penso em trabalhar com avicultura e, futuramente com piscicultura. Esse crédito ajuda a gente a produzir mais, gerar renda e continuar trabalhando na nossa terra”, destacou.
Criada para respeitar os conhecimentos tradicionais e promover o desenvolvimento sustentável das comunidades, a Ater Indígena vem consolidando um novo modelo de atendimento, unindo assistência técnica, acesso ao crédito e inclusão nas políticas públicas. O resultado é mais produção, mais renda e mais oportunidades para os povos originários de Rondônia, intensificando a autonomia das comunidades e contribuindo para o desenvolvimento rural sustentável do estado.
Em uma noite cheia de expectativa e alegria, o Mercado Brustolin realizou neste sábado, dia 30 de maio, às 19h, o tão aguardado 3º sorteio do seu Festival de Prêmios. A ação promocional distribuiu mais de R$ 3 mil em premiações, divididos entre valores expressivos em dinheiro e um super prêmio para o lar.
O evento foi realizada em parceria com o site Floresta Notícias. Antes de puxarem os cupons premiados da urna, a equipe fez questão de misturar muito bem os bilhetes acumulados na urna promocional instalada no mercado, garantindo total transparência e igualdade de chances a todos os clientes que compraram e preencheram seus cupons nas últimas semanas.
Durante o evento, os organizadores reforçaram o pedido para que todos os clientes e amigos sigam a página oficial do Mercado Brustolin no Instagram, garantindo que ninguém fique de fora das próximas promoções e ofertas exclusivas do açougue, mercearia e feirinha.
Confira a lista oficial dos ganhadores do Festival de Prêmios:
1º Sorteio (R$ 1.500,00 em dinheiro): Henrique Fieki Clayton
2º Sorteio (R$ 1.000,00 em dinheiro): José Bonifácio
3º Sorteio (R$ 500,00 em dinheiro): Flávio Disch
4º Sorteio (R$ 300,00 em dinheiro): Ivan Automajó
5º Sorteio (1 Cama Box de Casal): Marciel MR
Ao final do sorteio, a gerência e os colaboradores agradeceram imensamente a confiança de cada cliente que escolhe o Mercado Brustolin para fazer suas compras diárias. “Queremos agradecer a todos os clientes e amigos que participaram de mais essa grande promoção.
Continuem comprando e preenchendo seus cupons, porque tem muito mais novidades e prêmios vindo por aí!”, encerrou a equipe.
A decisão sobre qual material genético plantar define o teto produtivo de toda a safra. Nenhum manejo posterior consegue superar as limitações impostas por uma semente de baixa qualidade. O potencial embutido no embrião determina quanto a planta conseguirá expressar diante das condições oferecidas.
Investir em materiais superiores não é gasto, mas aplicação com retorno garantido no final do ciclo. O agricultor que compreende essa relação sai na frente desde o momento da aquisição. Cada real dedicado à compra reflete diretamente no resultado colhido meses depois.
Os pilares que definem a qualidade do material
Pureza física e varietal do lote adquirido
A composição entregue pelo fornecedor precisa atender a padrões rigorosos estabelecidos pela legislação brasileira. Sementes de outras espécies, fragmentos vegetais ou material inerte comprometem a precisão da semeadura mecanizada. Misturas varietais dentro do mesmo saco geram plantas com ciclos diferentes, dificultando o manejo integrado.
A pureza declarada no rótulo deve ser verificada por análises independentes sempre que possível. Exigir certificação de qualidade é direito do comprador que protege seu próprio investimento na lavoura.
Germinação e vigor como indicadores complementares
A porcentagem de germinação revela quantas sementes irão produzir plântulas normais em condições favoráveis de ambiente. O vigor, por sua vez, indica a capacidade de emergir sob estresse, como frio ou seca prolongada.
Lotes com alta germinação, mas baixo vigor, falham justamente nos cenários mais desafiadores do campo real. Os testes de tetrazólio e envelhecimento acelerado fornecem dados complementares sobre a qualidade fisiológica. Essas informações orientam a decisão de compra e o ajuste da densidade de semeadura recomendada.
Sanidade e ausência de patógenos transmitidos pela semente
Fungos e bactérias associados ao material viajam com ele do armazém até o solo úmido da lavoura. Patógenos como Fusarium, Aspergillus e Penicillium causam apodrecimento antes mesmo da germinação completa. Nematoides e vírus também podem ser transmitidos via materiais contaminados de origem duvidosa.
A análise sanitária prévia identifica problemas invisíveis a olho nu, evitando surpresas desagradáveis. Lotes com incidência acima do tolerado devem ser rejeitados ou submetidos a tratamento específico.
O tratamento como aliado na preservação da qualidade
Barreira química contra ameaças do ambiente
Depositada no sulco, a semente fica exposta a diversos organismos presentes naturalmente no perfil do solo. Fungos de solo, larvas de insetos e nematoides atacam o embrião nos primeiros dias críticos de vida.
Uma semente tratada recebe camada protetora que combate esses inimigos invisíveis durante a germinação. O revestimento com fungicidas e inseticidas sistêmicos forma barreira química ao redor do material semeado. Essa proteção inicial permite que a planta nasça forte e alcance os estádios seguintes com saúde.
Nutrição de arranque incorporada ao invólucro protetor
Além da proteção fitossanitária, o tratamento pode carregar nutrientes essenciais para o desenvolvimento inicial. Fósforo, zinco e molibdênio aplicados diretamente na semente ficam disponíveis desde a hidratação.
Bioestimulantes à base de aminoácidos e algas aceleram a emissão de raízes e a absorção de recursos do solo. Cobalto e molibdênio são especialmente relevantes para leguminosas que dependem da fixação biológica de nitrogênio. Essa nutrição localizada turbina o arranque vegetativo e reduz a dependência de adubações corretivas tardias.
A importância do timing entre tratamento e plantio
Produtos aplicados sobre a semente têm janela de eficácia que precisa ser respeitada rigorosamente. O tratamento realizado muito antes da semeadura perde concentração e poder de proteção no campo.
Condições inadequadas de armazenamento após o beneficiamento aceleram a degradação dos ingredientes ativos. O ideal é tratar próximo à data prevista para a deposição no solo agricultável. Esse cuidado garante que a semente chegue ao sulco com toda sua capacidade protetiva preservada.
A ligação entre material de qualidade e produtividade final
Diversos ensaios comparativos demonstram ganhos expressivos com o uso de materiais geneticamente superiores. A diferença entre um lote certificado e um de baixa qualidade ultrapassa vinte sacas por hectare. A uniformidade de emergência proporcionada por sementes vigorosas reduz a competição entre plantas vizinhas.
Lavouras estabelecidas com material de alto padrão atingem maturidade mais cedo e de forma sincronizada. O produtor que prioriza qualidade na origem colhe resultados visíveis já na primeira safra.
Armazenamento correto para preservar o potencial adquirido
Mesmo a melhor semente perde qualidade se mantida em condições inadequadas de ambiente. A temperatura elevada acelera a respiração do embrião, consumindo as reservas energéticas necessárias à germinação.
A umidade relativa acima de sessenta por cento favorece o desenvolvimento de fungos durante a estocagem. Locais arejados, secos e protegidos da luz solar direta prolongam a viabilidade do lote armazenado. Sacos empilhados sobre pallets evitam contato com a umidade do piso e possibilitam ventilação adequada.
Critérios para avaliar o custo-benefício na aquisição
Sementes certificadas custam mais caro na compra, mas o retorno sobre o investimento justifica o valor. O cálculo considera a diferença de produtividade esperada multiplicada pelo preço da commodity. Reduções na densidade de semeadura compensam parte do custo elevado de materiais de alto vigor.
A segurança proporcionada por lotes testados reduz riscos que comprometem toda a safra planejada. O agricultor experiente sabe que economizar na semente é o pior lugar para cortar gastos.
A rastreabilidade como garantia de origem e conformidade
Materiais certificados trazem informações detalhadas sobre sua origem genética e histórico de produção. A rastreabilidade permite identificar lotes problemáticos e acionar o fornecedor em caso de não conformidade. Certificações oficiais atestam que os padrões mínimos exigidos foram rigorosamente atendidos. Essa documentação protege o comprador e valoriza toda a cadeia produtiva envolvida. Exigir nota fiscal e boletins de análise é prática indispensável na aquisição responsável.
Conclusão
A qualidade da semente representa o alicerce sobre o qual se constrói a safra inteira. Cada aspecto, da pureza ao vigor, passando pela sanidade e pelo tratamento aplicado, influencia o resultado. Investir em materiais superiores não é luxo, mas decisão técnica baseada em evidências agronômicas sólidas.
O produtor que começa com sementes de alto padrão constrói vantagem que se acumula ao longo do ciclo. A colheita generosa começa muito antes, no momento exato em que a primeira semente toca o solo.
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