O vereador Dr. Santana, presidente da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara Municipal de Porto Velho, enviou ofício à Secretaria Municipal de Governo, com cópia à SEMEC, questionando a abertura de créditos suplementares para eventos esportivos dias após a Prefeitura decretar contingenciamento de despesas.
Em 12 de junho, o Executivo publicou o Decreto nº 22.089, limitando gastos públicos por ter atingido o limite de 95% entre despesas e receitas correntes, conforme prevê a Constituição Federal. O decreto definiu saúde, educação e serviços essenciais como prioridades.
Sete dias depois, porém, dois novos decretos abriram créditos com recursos do superávit financeiro de 2025: R$ 500 mil para os Jogos Escolares de Rondônia (Decreto nº 22.097) e R$ 2 milhões para eventos esportivos de competição (Decreto nº 22.122) – somando R$ 2,5 milhões para uma área não listada entre as prioridades do próprio decreto de contingenciamento.
Dr. Santana faz questão de frisar que o questionamento não recai sobre a importância dos eventos esportivos para Porto Velho, mas sobre a contradição entre o discurso de contenção fiscal e a prática orçamentária adotada na sequência. Segundo ele, o problema não é o mérito do investimento em esporte, e sim o fato de a própria Prefeitura ter definido, em seu decreto de contingenciamento, que apenas saúde, educação e serviços essenciais seriam tratados como prioritários durante o período de ajuste – sem incluir eventos esportivos nessa lista.
No ofício, Dr. Santana solicita, em até dez dias úteis, explicações sobre o fundamento das suplementações, se houve aval prévio da Comissão Técnica de Equilíbrio Financeiro e Fiscal, o saldo atual do superávit e a compatibilidade das medidas com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
“Não estamos questionando o valor do esporte para o município. O esporte é importante, sim. A questão é outra: por que, num momento em que a própria gestão decreta corte de gastos por critério de prioridade, ela libera R$ 2,5 milhões para uma área que ela mesma não colocou nessa lista de prioridades?”, afirma o vereador.
Dr. Santana adiantou ainda que, independentemente da resposta da Prefeitura, irá protocolar denúncia junto ao Ministério Público de Contas do Estado de Rondônia para que o órgão apure a legalidade das suplementações abertas pelos Decretos nº 22.097 e nº 22.122.
Um acidente fatal foi registrado na rodovia RO-383, no trecho que liga os municípios de Alta Floresta D” Oeste e Santa Luzia d’Oeste.
Segundo as primeiras informações apuradas, a vítima trafegava pela rodovia em uma motocicleta de alta cilindrada modelo BMW na noite desta segunda feira (27), quando, por razões ainda sob apuração, perdeu o controle da motocicleta na curva próximo a ponte chegando em Santa Luzia e sofreu uma queda severa na pista.
Com o impacto da queda, o condutor não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no próprio local antes da chegada do socorro médico.
A Polícia Militar foi acionada para isolar a área, sinalizar o trânsito e garantir a segurança dos demais condutores que passavam pela região. Logo em seguida, a equipe da Polícia Científica (Perícia Técnica) compareceu ao trecho do acidente para realizar os trabalhos de praxe que auxiliarão na identificação oficial da vítima e no esclarecimento das dinâmicas do acidente.
O corpo será removido pela funerária de plantão após a conclusão dos trabalhos periciais.
Este é um alerta urgente para todos os motoristas e motociclistas que trafegam na RO-383, no trecho entre Alta Floresta e Santa Luzia d’Oeste.
Um ponto crítico da rodovia exige atenção redobrada após o registro de dois incidentes em um curto espaço de tempo. Recentemente, um motociclista “passou direto” em uma das curvas sinuosas deste trecho, perdendo o controle do veículo.
Pouco tempo antes, uma caminhonete também perdeu o controle exatamente na mesma curva. Felizmente, neste caso com o veículo maior, não houve feridos, mas os episódios servem como um aviso claro sobre o perigo oculto na pista.
O Perigo Não Escolhe Veículo A repetição de acidentes no mesmo local, envolvendo tipos diferentes de veículos (moto e caminhonete), indica que o trecho possui características que exigem extrema cautela dos condutores, como:
Sinuosidade Acentuada: Curvas fechadas que podem surpreender quem não conhece bem a estrada ou está em velocidade incompatível. Condições da Pista: Fatores como areia, óleo na pista, desníveis ou até mesmo a geometria da curva podem reduzir a aderência, especialmente para motociclistas.
Velocidade: O erro mais comum é entrar na curva com velocidade acima do seguro, impedindo a correção da trajetória.
Dicas de Segurança Indispensáveis para este Trecho
A equipe do portal Rondônia News reforça o pedido de prudência. Para evitar novas ocorrências, siga estas orientações:
Reduza a Velocidade Antecipadamente: Não espere entrar na curva para frear. Diminua a velocidade antes de iniciar a manobra.
Respeite a Sinalização: Preste atenção às placas de indicação de curva acentuada e aos limites de velocidade estabelecidos para o trecho.
Mantenha a Atenção Total: Evite distrações.
Em rodovias com curvas, um segundo de desatenção pode ser fatal.
Cuidado Redobrado com Moto: Motociclistas têm menor estabilidade.
Qualquer irregularidade na pista ou erro de frenagem em curva pode causar queda.
Direção Defensiva: Esteja sempre pronto para reagir a imprevistos, inclusive erros de outros condutores.
Sua vida vale mais que alguns minutos de pressa.
Ao trafegar pela RO-383, cuide de você e dos outros.
Uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO) resultou na prisão em flagrante de um homem por suspeita de tráfico de drogas e na apreensão de aproximadamente 27 kg de entorpecentes em uma residência localizada no bairro Ulisses Guimarães, zona leste de Porto Velho, nesta segunda-feira (27).
Segundo a FICCO/RO, a equipe realizava diligências na região quando recebeu a informação de que o imóvel estaria sendo utilizado como depósito de drogas por uma facção criminosa. Durante a averiguação, os policiais observaram um homem transportando um volume compatível com o transporte de entorpecentes e, diante da situação de flagrância, entraram na residência.
No imóvel foram encontrados tabletes de substâncias com características semelhantes à cocaína, ao crack e à maconha, totalizando aproximadamente 27 kg, além de cerca de 192 comprimidos de êxtase, uma planta com características semelhantes à Cannabis sativa, balança de precisão, materiais utilizados para fracionamento e acondicionamento de drogas, cadernos com anotações aparentemente relacionadas à contabilidade do tráfico e dinheiro em espécie.
De acordo com a corporação, o homem assumiu a propriedade do material apreendido, recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado, juntamente com os entorpecentes e demais objetos, à Superintendência Regional da Polícia Federal em Rondônia, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. O material será submetido à perícia.
A FICCO/RO informou ainda que a população pode colaborar com o combate ao crime organizado por meio de denúncias ao DISK 197, canal oficial da Polícia Civil destinado ao recebimento de informações sobre atividades criminosas, facções, tráfico de drogas e pessoas foragidas da Justiça, com garantia de sigilo da identidade do denunciante.
A força integrada é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Penal Estadual, Polícia Militar e Polícia Penal Federal (SENAPPEN), que atuam de forma conjunta no enfrentamento ao crime organizado em Rondônia.
Durante a pandemia, parecia que o escritório tinha os dias contados. Empresas mandaram funcionários para casa, devolveram andares inteiros e analistas chegaram a decretar o fim do espaço corporativo.
Cinco anos depois, o prédio comercial não acabou. O que aconteceu foi diferente: a forma de ocupar o espaço se reorganizou, e boa parte das companhias trocou o contrato fixo de longo prazo por arranjos que podem encolher ou crescer conforme a necessidade do momento.
O número que resume essa virada vem do setor de escritórios compartilhados. Segundo o Censo Coworking 2024, levantamento realizado pela Woba, o Brasil passou de 2.443 para 2.986 espaços de coworking ativos em um ano, uma alta de aproximadamente 20%.
A maior parte deles, 58,5%, está concentrada nas capitais. Estados como São Paulo, com 1.121 unidades, Minas Gerais, com 307, e Rio de Janeiro, com 251, lideram a oferta no país.
Esse avanço acontece no mesmo período em que grandes empresas revisam quanto espaço fixo realmente precisam manter. Os dois movimentos parecem contraditórios, mas contam a mesma história.
O escritório não morreu, mudou de formato
A leitura mais rápida do mercado aponta para um retorno ao presencial. Em São Paulo, a taxa de vacância dos escritórios de alto padrão caiu para 14,7% no fim de 2025, o menor patamar em 14 anos, segundo levantamentos do setor imobiliário corporativo.
Companhias como Amazon, JPMorgan e Dell apertaram as regras de presença, e no Brasil nomes como Nubank e Bradesco caminharam na mesma direção, com a reocupação gradual de seus espaços.
A diferença é grande em relação ao quadro de poucos anos atrás. No segundo trimestre de 2023, os edifícios comerciais de Manhattan registraram 22,4% de desocupação, e em São Francisco o índice chegou a 31,8%, segundo a consultoria Cushman & Wakefield. Era o auge da crise dos escritórios vazios, quando muitos previam a conversão de torres inteiras em moradia.
Mas a volta às mesas não significou volta ao modelo antigo. Pesquisa da WeWork mostra que 79% dos executivos de alto escalão ainda aceitam dividir o tempo de trabalho entre a empresa e a casa do funcionário.
Entre as companhias brasileiras, o híbrido segue como o arranjo mais comum, com 57% de adesão, segundo dados compilados pela Bloomberg Línea. O trabalho totalmente presencial aparece em parcela pequena das empresas, e o totalmente remoto, em uma fração ainda menor.
O resultado prático é uma conta diferente. Se a equipe vai ao escritório duas ou três vezes por semana, manter um andar inteiro ocupado todos os dias deixou de fazer sentido financeiro. Foi nesse espaço entre o home office e a sede tradicional que o modelo compartilhado encontrou seu lugar.
Por que o contrato fixo perdeu força
Manter um escritório próprio envolve aluguel, condomínio, IPTU, reforma, mobiliário, internet, recepção, limpeza e uma série de contas que se acumulam mesmo quando a sala fica vazia. Para uma empresa pequena ou média, esse custo fixo pesa todos os meses, independentemente de quanto ela faturou.
O modelo flexível inverte essa lógica. A companhia paga pelo que usa. Pode contratar uma estação por algumas horas, uma sala de reunião por uma tarde ou uma sala privativa por alguns meses, e ajustar o tamanho do espaço conforme a equipe cresce ou diminui.
A flexibilidade contratual foi apontada por 35,2% dos usuários como a maior vantagem do coworking no Censo 2024, à frente de qualquer outro fator avaliado.
Há ainda a questão do ponto de partida. Quem está abrindo uma empresa raramente tem caixa para alugar um ponto comercial só para conseguir registrar o negócio.
O espaço compartilhado resolve esse impasse ao oferecer estrutura pronta no dia em que o empreendedor chega, sem obra, sem fiador e sem investimento inicial alto. A redução imediata de custos fixos com aluguel é, segundo gestores do setor, o motivo mais citado por quem migra.
O coworking avança enquanto o aluguel tradicional recua
A projeção do próprio mercado reforça que não se trata de modismo passageiro. Estimativas do setor indicam que os escritórios flexíveis devem saltar de 5% para 30% do mercado imobiliário corporativo até 2030.
Seria uma fatia seis vezes maior em menos de uma década, puxada por flexibilidade contratual, redução de custos e infraestrutura compartilhada de qualidade.
O perfil dos espaços também amadureceu. Hoje 70,3% dos coworkings funcionam em prédios comerciais, e não mais em casas adaptadas, o que mostra que o setor profissionalizou a oferta.
As unidades deixaram de ser apenas fileiras de mesas e passaram a reunir salas privativas, salas de reunião com equipamento audiovisual, auditórios para treinamentos e serviços de recepção e copa.
Para empresas que cresceram contratando à distância e agora precisam reunir parte do time presencialmente, esse tipo de estrutura encaixa melhor do que um contrato de cinco anos em uma laje fixa que ficaria meio vazia. O espaço acompanha a empresa, e não o contrário.
Domicílio fiscal: o serviço que atrai quem nem usa a mesa
Boa parte da demanda recente nem está ligada ao desejo de trabalhar no local. Ela está ligada à necessidade de ter um endereço para registrar a empresa.
O domicílio fiscal é o endereço que a Receita Federal reconhece como sede da companhia. É ele que aparece no CNPJ, nas notas fiscais eletrônicas e nas notificações oficiais.
Sem um endereço fiscal válido, não é possível abrir nem manter uma empresa regularizada no Brasil. Diferente do endereço comercial, onde a empresa de fato atua, o domicílio fiscal funciona como dado cadastral perante os órgãos públicos.
O problema é que registrar o negócio no endereço residencial expõe dados pessoais do dono e nem sempre é permitido, dependendo da atividade e das regras do condomínio ou do município.
Foi por isso que muitos empreendedores passaram a procurar coworkings com domicílio fiscal para registrar o CNPJ em um endereço comercial de verdade, com gestão de correspondência, sem precisar alugar uma sala que ficaria fechada a maior parte do tempo. O custo desse serviço costuma começar na faixa de R$ 60 a R$ 100 por mês, valor que dificilmente cobriria sequer o condomínio de uma sala própria.
Além da economia, há o ganho de imagem. Um endereço em região reconhecida transmite mais credibilidade a clientes, fornecedores e órgãos públicos do que um endereço residencial em bairro afastado.
Para advogados, contadores, consultorias e profissionais que atuam pela internet, como agências, criadores de conteúdo e afiliados, essa diferença pesa na hora de fechar contrato e emitir nota.
O que pesar antes de escolher
Nem todo espaço serve para qualquer empresa, e a escolha exige alguns cuidados. O primeiro é a confiabilidade do local. Se o coworking fechar as portas, o empresário terá custo e burocracia para transferir o endereço da empresa em todos os órgãos, da Junta Comercial à Receita Federal, o que pode travar a operação por semanas.
Vale conferir a localização real do endereço, a estrutura disponível para receber clientes quando preciso, o que está incluído no plano contratado e quais serviços extras existem, como linha telefônica exclusiva, atendimento personalizado, salas de reunião por hora e gestão de correspondência.
Confirmar se aquele endereço pode de fato ser usado para registro de CNPJ é outro passo que evita transtorno depois, já que nem todo espaço oferece esse serviço de forma regular.
A regra prática é direta: o contrato precisa caber no tamanho atual do negócio e acompanhar o crescimento sem prender a empresa a cláusulas longas demais.
Um movimento que passa das capitais
Embora a maior parte dos espaços esteja concentrada nas grandes cidades, o formato já alcança empreendedores de municípios menores e do interior, inclusive na Região Norte, que enxergam ali uma forma de profissionalizar a operação sem assumir o custo de um escritório próprio.
Microempreendedores individuais, prestadores de serviço e pequenas empresas que nasceram digitais formam boa parte dessa demanda crescente.
O que era visto como espaço para freelancers virou ferramenta de gestão de custos para empresas de portes variados. A pandemia derrubou a ideia de que toda companhia precisa de uma sede fixa ocupada de segunda a sexta.
O que ficou no lugar foi a percepção de que estrutura profissional e contrato flexível podem caminhar juntos, e que pagar por metro quadrado parado raramente é o melhor negócio.
Para muitas empresas brasileiras, a pergunta deixou de ser onde fica o escritório. Passou a ser quanto espaço vale a pena manter, e por quanto tempo.
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