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Foragido joga revólver pela janela durante abordagem da PM no Orgulho do Madeira – Polícia – WEB TV ALTERNATIVA

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Da sala de aula à comunidade indígena, a parceria entre Favoo e Sicoob Credisul mostra como a intercooperação transforma sonhos individuais em desenvolvimento coletivo e cria um legado que atravessa gerações.

Iliandro Sabanê, acadêmico do curso de Direito da Faculdade Favoo. (Foto: Arquivo Pessoal)

A cerca de 70 quilômetros do centro urbano de Vilhena, uma estrada de terra corta a floresta que dá acesso ao Parque Indígena Aripuanã. É ali, às margens do histórico Rio Roosevelt, que fica a comunidade Sowaintê, onde vivem famílias da etnia Sabanê que ainda preservam tradições passadas de geração em geração. Foi nesse cenário que Iliandro Sabanê alimentou, durante anos, um sonho que parecia distante da realidade: cursar Direito.

A mensalidade de uma faculdade particular era alta demais. A universidade pública nunca ofereceu o curso como ele esperava e, aos poucos, aquele desejo foi ficando adormecido. A reviravolta aconteceu de forma inesperada, na tela de um celular. Uma publicação anunciava bolsas integrais para estudantes indígenas na Escola e Faculdade Favoo. Iliandro não deixou a oportunidade passar. No último dia do prazo, enviou a inscrição.

“Por um momento eu senti que aquilo era meu. Finalmente havia chegado a hora de viver aquilo que eu sempre sonhei.”

Enquanto Iliandro atravessava os portões da Favoo pela primeira vez, João Henrique Araújo já conhecia cada um daqueles corredores. Aos 22 anos, ele pertence à primeira geração de estudantes que cresceu dentro da cooperativa. Entrou na instituição aos três anos de idade, passou pela Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e hoje também cursa Direito.

Embora tenham percorrido caminhos completamente diferentes, os dois fazem parte da mesma história.

Quando a solução virou cooperativa

A história que hoje une João e Iliandro começou muito antes de ambos chegarem à faculdade. Em 2006, um grupo de 21 famílias decidiu transformar uma preocupação comum em um projeto coletivo. A maioria havia escolhido Rondônia para construir uma nova vida, mas carregava a mesma inquietação: como oferecer aos filhos uma educação de qualidade sem precisar enviá-los para estudar nos grandes centros do país?

A resposta não veio de uma escola pronta. Precisou ser construída.

“Nós optamos por morar em Rondônia,e queríamos que nossos filhos tivessem uma educação com a mesma qualidade daquelas crianças que estudavam nas capitais”, relembra Carolina Navarro Torres, presidente da Escola e Faculdade Favoo e uma das fundadoras da cooperativa.

A busca levou o grupo até uma pequena escola que encerrava as atividades. O espaço foi arrendado, os alunos permaneceram e, pouco a pouco, nasceu um projeto educacional diferente de tudo o que existia na região.

Em vez de abrir uma escola privada convencional, aquelas famílias decidiram criar uma cooperativa e desde o primeiro dia, ficou estabelecido que nenhuma sobra financeira seria distribuída entre os cooperados. Todo o resultado retornaria para a própria escola, investido em infraestrutura, tecnologia, capacitação de professores e melhoria permanente da qualidade do ensino.

Assembleia de Fundação da Favoo, Cooperativa Educacional de Vilhena em 2006

Mais do que um modelo de gestão, era uma forma de garantir que a educação permanecesse no centro de todas as decisões. Carolina acredita que a essência da Favoo continua resumida na mesma inquietação que motivou seus fundadores.

“O seu maior propósito mora na sua indignação. Se o seu filho tem uma educação pior do que a que você teve, você não está evoluindo na vida.”

Quase vinte anos depois, aquele pequeno projeto tornou-se uma referência educacional. Hoje, a Favoo reúne mais de 1.100 estudantes e acompanha crianças desde os dois anos de idade até a pós-graduação, com cursos de MBA e formação continuada. Os cursos de Administração, Ciências Contábeis e Direito possuem nota máxima no Ministério da Educação, enquanto a escola lidera os resultados do Enem em Rondônia desde 2019.

Para João Henrique, que acompanhou esse crescimento desde a infância, a principal transformação aconteceu muito além da sala de aula.

“Os princípios do cooperativismo acabaram ficando enraizados na minha forma de viver. É algo que levo para as minhas relações pessoais e profissionais.”

Os indicadores ajudam a explicar o sucesso da Favoo. Mas, para seus fundadores, o maior resultado nunca esteve apenas nos números. Estava nas pessoas que aquele projeto ainda seria capaz de alcançar. 

Quando cooperativas decidiram cooperar

À medida que a Favoo consolidava sua proposta educacional, outra cooperativa também ampliava sua atuação em Rondônia.

Fundada em Vilhena e hoje reconhecida como a maior cooperativa de crédito da Região Norte, a Sicoob Credisul reúne mais de 140 mil cooperados, administra cerca de R$ 6,4 bilhões em ativos e está presente em Rondônia, Acre, Amazonas e Mato Grosso. Foi desse crescimento que surgiu a oportunidade de ampliar também o alcance da educação cooperativista.

Para Vilmar Saugo, um dos fundadores da Favoo e atual CEO da Sicoob Credisul, desenvolvimento econômico e desenvolvimento social nunca caminharam separados.

“Não existe desenvolvimento social sem desenvolvimento econômico. Não dá para construir hospitais, escolas ou transformar uma comunidade se a cooperativa não gerar resultados.”

Foi dessa visão que nasceu a intercooperação entre as duas cooperativas.

Inicialmente, a aproximação acontecia entre cooperados que também eram pais de alunos da Favoo. Com o passar dos anos, surgiu uma nova percepção.

“Nós entendemos que havíamos construído uma escola de qualidade e que poderíamos estender essa oportunidade aos filhos dos cooperados. Foi nesse momento que surgiu a intercooperação. Foi um ganho para os dois lados.”

Hoje, a Sicoob Credisul investe mais de R$1 milhão por ano em bolsas de estudo destinadas aos filhos de cooperados. Mais do que uma parceria institucional, a intercooperação criou um ciclo de desenvolvimento. A cooperativa de crédito amplia o acesso à educação. A escola forma profissionais. Muitos deles retornam para fortalecer o próprio cooperativismo e a economia da região. 

A Força da Intercooperação: Favoo e Sicoob Credisul transformam a educação e formam gerações no Cone Sul de Rondônia
Foto: Arquivo Institucional / Favoo

A parceria ganhou um novo capítulo em 2021, quando a Sicoob Credisul adquiriu o prédio da antiga Faculdade AVEC e o destinou, em regime de comodato, à Favoo. A iniciativa permitiu consolidar um campus próprio e ampliar um projeto que hoje acompanha estudantes desde a Educação Infantil até a graduação.

Mas, para Vilmar, o maior investimento nunca foi o prédio, foi nas pessoas.

“Nós entendemos que, se não formarmos nossos sucessores com educação de qualidade, estaremos condenando o nosso próprio negócio. Hoje temos inúmeros colaboradores e estagiários que vieram da Favoo. Eles chegam entendendo o propósito da cooperativa e trabalham com muito mais paixão.”

Formar pessoas para transformar comunidades

O modelo construído em Vilhena ultrapassou as fronteiras de Rondônia.

Hoje, a Favoo integra o Consórcio Internacional de Educação Empresarial Cooperativa (ICBEC), uma rede que reúne instituições dedicadas ao fortalecimento da educação cooperativista no mundo. A cooperativa participa da construção de referências curriculares para o ensino do cooperativismo em diferentes países.

Para Vilmar, esse reconhecimento internacional confirma que o modelo criado no interior da Amazônia responde a uma necessidade global.

“O mundo inteiro entende que ensinar educação financeira e cooperativismo desde o Maternal até o ensino superior é um caminho para formar pessoas melhores. É melhor cooperar do que competir.”

Essa formação acontece diariamente dentro da própria cooperativa. Além do currículo tradicional, crianças, adolescentes e universitários participam de cooperativas estudantis criadas pela instituição, desenvolvendo competências de liderança, responsabilidade, participação democrática e trabalho coletivo. No Hubee, hub de inovação mantido pela Favoo em parceria com a Sicoob Credisul, os estudantes criam soluções tecnológicas voltadas aos desafios da própria comunidade, aproximando educação, inovação e desenvolvimento regional.

O desenvolvimento que permanece

Para Iliandro, entretanto, o cooperativismo nunca foi um conceito completamente novo.

Ao conhecer os princípios ensinados na Favoo, ele percebeu que aquela lógica já fazia parte da vida na aldeia.

“Na minha comunidade, quando alguém caça, divide. Quando alguém pesca, pensa em todas as famílias. O cooperativismo me fez entender que eu não posso olhar só para mim. Tenho que olhar para quem está ao meu redor.”

Quando concluir a graduação em Direito, pretende voltar para a comunidade Sowaintê.

Quer desenvolver projetos, ampliar o acesso a direitos e contribuir para melhorar a vida do povo Sabanê.

Mas sabe que esse diploma nunca será apenas dele.

“Eu não entrei como Iliandro Sabanê. Eu entrei porque lideranças do meu povo assinaram minha carta de anuência. Eu também trago o meu povo junto comigo. Não é só uma realização pessoal. É uma conquista coletiva. Todo indígena que pensa em estudar quer ajudar o seu povo de alguma forma.”

Quase vinte anos atrás, um grupo de pais decidiu criar uma cooperativa para oferecer aos próprios filhos a educação que acreditavam merecer. Naquele momento, dificilmente imaginavam que a decisão tomada em uma pequena escola de Vilhena atravessaria gerações, formaria milhares de estudantes, inspiraria instituições em diferentes países e chegaria até uma comunidade indígena no interior da Amazônia.

João Henrique cresceu dentro desse projeto. Iliandro Sabanê pretende levá-lo de volta para casa. Entre as duas histórias existe um elo invisível: a certeza de que a educação é capaz de romper distâncias, criar oportunidades e devolver às comunidades pessoas preparadas para transformá-las.

Talvez seja justamente aí que o cooperativismo revele sua maior força. O desenvolvimento não permanece porque novos prédios são construídos ou porque indicadores melhoram. Ele permanece porque transforma pessoas. E pessoas transformadas voltam para transformar famílias, comunidades e territórios inteiros.

É assim que um sonho coletivo iniciado por 21 famílias continua produzindo resultados quase duas décadas depois. Não apenas formando profissionais, mas formando cidadãos que entendem que crescer só faz sentido quando esse crescimento também alcança o outro. É assim que o cooperativismo deixa de ser apenas um modelo de organização para se tornar um legado.

A Força da Intercooperação: Favoo e Sicoob Credisul transformam a educação e formam gerações no Cone Sul de Rondônia
Iliandro Sabanê, acadêmico do curso de Direito da Faculdade Favoo. (Foto: Arquivo Pessoal)

Rondoniagora.com

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MDB decide não entrar na corrida presidencial – Eleições – WEB TV ALTERNATIVA

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Um acidente fatal foi registrado na rodovia RO-383, no trecho que liga os municípios de Alta Floresta D” Oeste e Santa Luzia d’Oeste.

Segundo as primeiras informações apuradas, a vítima trafegava pela rodovia em uma motocicleta de alta cilindrada modelo BMW na noite desta segunda feira (27), quando, por razões ainda sob apuração, perdeu o controle da motocicleta na curva próximo a ponte chegando em Santa Luzia e sofreu uma queda severa na pista.

Com o impacto da queda, o condutor não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no próprio local antes da chegada do socorro médico.

A Polícia Militar foi acionada para isolar a área, sinalizar o trânsito e garantir a segurança dos demais condutores que passavam pela região. Logo em seguida, a equipe da Polícia Científica (Perícia Técnica) compareceu ao trecho do acidente para realizar os trabalhos de praxe que auxiliarão na identificação oficial da vítima e no esclarecimento das dinâmicas do acidente.

O corpo será removido pela funerária de plantão após a conclusão dos trabalhos periciais.

Este é um alerta urgente para todos os motoristas e motociclistas que trafegam na RO-383, no trecho entre Alta Floresta e Santa Luzia d’Oeste.

Um ponto crítico da rodovia exige atenção redobrada após o registro de dois incidentes em um curto espaço de tempo. Recentemente, um motociclista “passou direto” em uma das curvas sinuosas deste trecho, perdendo o controle do veículo.

Pouco tempo antes, uma caminhonete também perdeu o controle exatamente na mesma curva. Felizmente, neste caso com o veículo maior, não houve feridos, mas os episódios servem como um aviso claro sobre o perigo oculto na pista.

O Perigo Não Escolhe Veículo
A repetição de acidentes no mesmo local, envolvendo tipos diferentes de veículos (moto e caminhonete), indica que o trecho possui características que exigem extrema cautela dos condutores, como:

Sinuosidade Acentuada: Curvas fechadas que podem surpreender quem não conhece bem a estrada ou está em velocidade incompatível.
Condições da Pista: Fatores como areia, óleo na pista, desníveis ou até mesmo a geometria da curva podem reduzir a aderência, especialmente para motociclistas.

Velocidade: O erro mais comum é entrar na curva com velocidade acima do seguro, impedindo a correção da trajetória.

Dicas de Segurança Indispensáveis para este Trecho

A equipe do portal Rondônia News reforça o pedido de prudência. Para evitar novas ocorrências, siga estas orientações:

Reduza a Velocidade Antecipadamente: Não espere entrar na curva para frear. Diminua a velocidade antes de iniciar a manobra.

Respeite a Sinalização: Preste atenção às placas de indicação de curva acentuada e aos limites de velocidade estabelecidos para o trecho.

Mantenha a Atenção Total: Evite distrações.

Em rodovias com curvas, um segundo de desatenção pode ser fatal.

Cuidado Redobrado com Moto: Motociclistas têm menor estabilidade.

Qualquer irregularidade na pista ou erro de frenagem em curva pode causar queda.

Direção Defensiva: Esteja sempre pronto para reagir a imprevistos, inclusive erros de outros condutores.

Sua vida vale mais que alguns minutos de pressa.

Ao trafegar pela RO-383, cuide de você e dos outros.

Por Rondonianews.com

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Homem é preso com duas armas de fogo, munições e folhas de coca durante operação policial na RO-135 – WEB TV ALTERNATIVA

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Foto: Fernando Oliveira/PRF (CC BY 2.0)

73 pontos. Diga esse número em qualquer roda de concurseiro da PRF e ninguém questiona: foi a nota de corte do concurso de 2021. É meia verdade. Os 73 pontos marcavam apenas quem teria a prova discursiva corrigida, não quem teria vaga. Para seguir na disputa, o corte real foi 83. Entre uma linha e a outra, 342 candidatos que já tinham cruzado a primeira barreira caíram na segunda.

O mito dos 73 pontos

O número está certo. A leitura, não.

Os 73 pontos constam do Edital nº 11/2021 do Cebraspe, mas como a menor nota entre os candidatos que teriam a redação corrigida, não como a menor nota entre os aprovados. Uma linha administrativa que virou, no boca a boca, a linha da aprovação. Ninguém mentiu. Só ninguém perguntou “aprovado pra quê”.

Segundo levantamento do Escuta Policial, plataforma de estudo por áudio para o concurso da PRF, feito sobre as listas nominais completas dos editais de resultado, a PRF sempre trabalhou com duas réguas, e quase todo conteúdo que circula por aí repete só a primeira.

A régua que ninguém publica

A segunda régua é a que decidiu quem seguiu no concurso, e é aqui que a manchete vira estatística incompleta. 83,0 pontos. Objetiva mais discursiva. Dez pontos acima do número que todo mundo repete na roda de concurseiro.

A distância entre as duas explica os 342. O edital previu corrigir a discursiva de 4.500 candidatos da ampla concorrência; com os empates da última posição, foram 5.095 provas corrigidas. Dessas, só 4.753 seguiram para o exame de aptidão física, o TAF. A diferença — 342 pessoas — é quem cruzou a linha dos 73 achando que havia garantido a vaga, e só descobriu depois que a régua real estava dez pontos à frente.

Por que 73 pontos são muito mais difíceis do que parecem

A prova é Certo/Errado, no estilo Cebraspe: acertou, +1; errou, −1; deixou em branco, zero. Parece simples. Essa terceira linha, a do branco, é o que muda o jogo inteiro: o erro não é neutro, ele apaga um acerto que já era seu.

Por isso, 73 pontos líquidos não significam 73 questões certas. Significam cerca de 96 acertos em 120 itens, com 23 erros no caminho. Oitenta por cento de acerto bruto, não os 60% que a nota sugere à primeira vista. A diferença entre esses dois números é exatamente o tamanho do mito.

Veja como isso pune quem chuta. Um candidato que acerta 88 das 120 questões tem, em tese, desempenho de quem passa. Mas arrisca palpite nas outras 32. E é aí que a conta vira contra ele, sem avisar. Cada chute errado não é neutro: cancela um acerto que já estava garantido. O boletim, semanas depois, mostra 56 pontos líquidos. Dezessete abaixo do corte. E a parte que dói: em nenhum momento, durante a prova, esse candidato sentiu que estava indo mal.

A única vantagem que depende só de você

Existe uma regra que quase nenhum material de concurso resume numa frase, e é matemática pura da prova Certo/Errado: abaixo de 50% de certeza, chutar tira pontos esperados. Só compensa arriscar acima disso. Não depende de sorte, de banca, nem de decorar mais um tópico. Depende só de reconhecer, no segundo em que você lê o item, se está acima ou abaixo dessa linha.

É a variável que separa quem tira 73 de quem tira 83 estudando exatamente a mesma quantidade de conteúdo: a mesma quantidade de meses, de madrugadas, de matéria revisada. Errar 23 vezes ou errar 9, como no exemplo do primeiro colocado mais à frente, não é sobre saber mais. É sobre aplicar essa regra sem hesitar quando a prova já começou, sem tempo pra recalcular.

As seis notas de corte que ninguém junta

Não existe “a” nota de corte da PRF. Existem seis números: três listas de concorrência, duas réguas cada uma.

Lista Corte da objetiva (máx. 120 pontos) Corte final: convocados ao TAF (máx. 140 pontos)
Ampla concorrência 73,0 (60,8% da prova) 83,0 (59,3% do total)
Candidatos negros 69,0 (57,5% da prova) 79,06 (56,5% do total)
Pessoas com deficiência 50,0 (41,7% da prova) 60,77 (43,4% do total)

A coluna da esquerda é a que virou notícia. A da direita é a que definiu quem seguiu.

Um cuidado com os percentuais: não compare uma coluna com a outra. A objetiva vale 120 pontos; o total, com a discursiva, vale 140. Por isso o corte final aparece com percentual menor mesmo exigindo 10 pontos a mais. É a mesma armadilha do número solto, agora com roupa de porcentagem.

A distância real: cinco questões

Antes de fechar essa conta como desânimo, inverta ela. Dez pontos separam a linha dos 73 da linha dos 83. Como cada item que sai da coluna do erro para a do acerto move 2 pontos (de −1 para +1), dez pontos equivalem a cinco questões.

Cinco. Não vinte, não cinquenta. Cinco. Não é um fosso de conhecimento: é a margem que se perde hoje por falta de revisão, ansiedade na reta final ou chute mal calibrado. E é a mesma margem que se recupera com preparo específico, sem estudar um capítulo a mais.

“O candidato que mira os 73 pontos está estudando para a linha da correção da redação, não para a linha da vaga”, resume a equipe responsável pelo levantamento. “Quem entende as duas réguas descobre que a segunda está a cinco questões de distância da primeira, não a dez pontos.”

Dimensionando a disputa: eram 1.500 vagas, sendo 1.125 na ampla concorrência, 300 para candidatos negros e 75 para pessoas com deficiência. A prova valia 120 pontos, com mínimos eliminatórios por bloco: 15 no Bloco I, 10 no Bloco II, 10 no Bloco III, 50 no conjunto, o equivalente a 41,7% da prova. Ficar abaixo de qualquer um deles eliminava, não importa quão alto fosse o total.

E quem ficou no topo?

Na outra ponta da mesma lista, a maior nota da objetiva na ampla concorrência foi 101,0, cerca de 110 acertos e só 9 erros. A distância para o corte não veio de um cérebro melhor. Veio de menos chute: 9 erros contra 23. Mesma prova, mesma banca, catorze erros de diferença.

Chutar menos não é dom. É aplicar, sem hesitar, a regra dos 50%: só arriscar quando a certeza pesa mais que a dúvida.

É a mesma lição da seção anterior, em escala maior: quem aprende a reconhecer o que não sabe recupera pontos sem estudar um conteúdo a mais, e essa vantagem se treina antes da véspera, não durante a prova. O levantamento completo das notas de corte da PRF tem os dois extremos de cada uma das três listas: maior e menor nota, na objetiva e na final, com o total de aprovados e de convocados em cada uma. A régua inteira, não o pedaço que virou manchete.

Enquanto ele não sai, a preparação que rende não é decorar mais conteúdo. É repetir o que já foi estudado até a confiança virar reflexo na hora da prova, não cálculo de última hora. Cinco questões separam a linha da redação da linha da vaga. Treináveis todos os dias até lá — não na véspera.

Perguntas rápidas

Quantas questões eu preciso acertar para bater a nota de corte? Cerca de 96 das 120, errando no máximo 23. Como cada erro anula um acerto, o número de acertos necessário é sempre bem maior que a nota final.

Então o número dos 73 pontos está errado? Não. É oficial e correto. Só não é o corte da vaga: é o corte da correção da redação, uma etapa antes.

O corte de 2021 vale como meta para o próximo edital? Como referência, sim. Como meta exata, não: o corte muda com o número de vagas e o formato da prova. A lição que não muda é mirar o corte final, nunca o da objetiva.

De onde vêm esses números? Dos editais nº 11, 12 e 13/2021 do Cebraspe, apurados linha a linha nas listas nominais de resultado, não estimados.

Quando sai o próximo edital da PRF? Sem data oficial. A corporação aguarda autorização do Ministério da Gestão e da Inovação, e o histórico mostra que o anúncio não costuma vir com aviso prévio: o intervalo entre autorização e inscrições costuma ser curto demais para começar a estudar do zero.

Como os números foram apurados

As notas mínima e máxima de cada lista foram computadas por script sobre as listas nominais dos editais oficiais: 6.748 registros, nenhum digitado à mão. Teste de integridade: em 100% dos registros, a soma dos três blocos bate com a nota final declarada, e os mínimos por bloco coincidem com os critérios do próprio edital. Enquanto o novo edital não sai, o histórico de 2021 é a referência mais objetiva que existe, e é por isso que o Escuta Policial mantém esse acervo aberto e auditável, com link para cada documento de origem.

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FICCO prende um e apreende cerca de 27 kg de drogas em Porto Velho – Polícia – WEB TV ALTERNATIVA

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Foto: Fernando Oliveira/PRF (CC BY 2.0)

73 pontos. Diga esse número em qualquer roda de concurseiro da PRF e ninguém questiona: foi a nota de corte do concurso de 2021. É meia verdade. Os 73 pontos marcavam apenas quem teria a prova discursiva corrigida, não quem teria vaga. Para seguir na disputa, o corte real foi 83. Entre uma linha e a outra, 342 candidatos que já tinham cruzado a primeira barreira caíram na segunda.

O mito dos 73 pontos

O número está certo. A leitura, não.

Os 73 pontos constam do Edital nº 11/2021 do Cebraspe, mas como a menor nota entre os candidatos que teriam a redação corrigida, não como a menor nota entre os aprovados. Uma linha administrativa que virou, no boca a boca, a linha da aprovação. Ninguém mentiu. Só ninguém perguntou “aprovado pra quê”.

Segundo levantamento do Escuta Policial, plataforma de estudo por áudio para o concurso da PRF, feito sobre as listas nominais completas dos editais de resultado, a PRF sempre trabalhou com duas réguas, e quase todo conteúdo que circula por aí repete só a primeira.

A régua que ninguém publica

A segunda régua é a que decidiu quem seguiu no concurso, e é aqui que a manchete vira estatística incompleta. 83,0 pontos. Objetiva mais discursiva. Dez pontos acima do número que todo mundo repete na roda de concurseiro.

A distância entre as duas explica os 342. O edital previu corrigir a discursiva de 4.500 candidatos da ampla concorrência; com os empates da última posição, foram 5.095 provas corrigidas. Dessas, só 4.753 seguiram para o exame de aptidão física, o TAF. A diferença — 342 pessoas — é quem cruzou a linha dos 73 achando que havia garantido a vaga, e só descobriu depois que a régua real estava dez pontos à frente.

Por que 73 pontos são muito mais difíceis do que parecem

A prova é Certo/Errado, no estilo Cebraspe: acertou, +1; errou, −1; deixou em branco, zero. Parece simples. Essa terceira linha, a do branco, é o que muda o jogo inteiro: o erro não é neutro, ele apaga um acerto que já era seu.

Por isso, 73 pontos líquidos não significam 73 questões certas. Significam cerca de 96 acertos em 120 itens, com 23 erros no caminho. Oitenta por cento de acerto bruto, não os 60% que a nota sugere à primeira vista. A diferença entre esses dois números é exatamente o tamanho do mito.

Veja como isso pune quem chuta. Um candidato que acerta 88 das 120 questões tem, em tese, desempenho de quem passa. Mas arrisca palpite nas outras 32. E é aí que a conta vira contra ele, sem avisar. Cada chute errado não é neutro: cancela um acerto que já estava garantido. O boletim, semanas depois, mostra 56 pontos líquidos. Dezessete abaixo do corte. E a parte que dói: em nenhum momento, durante a prova, esse candidato sentiu que estava indo mal.

A única vantagem que depende só de você

Existe uma regra que quase nenhum material de concurso resume numa frase, e é matemática pura da prova Certo/Errado: abaixo de 50% de certeza, chutar tira pontos esperados. Só compensa arriscar acima disso. Não depende de sorte, de banca, nem de decorar mais um tópico. Depende só de reconhecer, no segundo em que você lê o item, se está acima ou abaixo dessa linha.

É a variável que separa quem tira 73 de quem tira 83 estudando exatamente a mesma quantidade de conteúdo: a mesma quantidade de meses, de madrugadas, de matéria revisada. Errar 23 vezes ou errar 9, como no exemplo do primeiro colocado mais à frente, não é sobre saber mais. É sobre aplicar essa regra sem hesitar quando a prova já começou, sem tempo pra recalcular.

As seis notas de corte que ninguém junta

Não existe “a” nota de corte da PRF. Existem seis números: três listas de concorrência, duas réguas cada uma.

Lista Corte da objetiva (máx. 120 pontos) Corte final: convocados ao TAF (máx. 140 pontos)
Ampla concorrência 73,0 (60,8% da prova) 83,0 (59,3% do total)
Candidatos negros 69,0 (57,5% da prova) 79,06 (56,5% do total)
Pessoas com deficiência 50,0 (41,7% da prova) 60,77 (43,4% do total)

A coluna da esquerda é a que virou notícia. A da direita é a que definiu quem seguiu.

Um cuidado com os percentuais: não compare uma coluna com a outra. A objetiva vale 120 pontos; o total, com a discursiva, vale 140. Por isso o corte final aparece com percentual menor mesmo exigindo 10 pontos a mais. É a mesma armadilha do número solto, agora com roupa de porcentagem.

A distância real: cinco questões

Antes de fechar essa conta como desânimo, inverta ela. Dez pontos separam a linha dos 73 da linha dos 83. Como cada item que sai da coluna do erro para a do acerto move 2 pontos (de −1 para +1), dez pontos equivalem a cinco questões.

Cinco. Não vinte, não cinquenta. Cinco. Não é um fosso de conhecimento: é a margem que se perde hoje por falta de revisão, ansiedade na reta final ou chute mal calibrado. E é a mesma margem que se recupera com preparo específico, sem estudar um capítulo a mais.

“O candidato que mira os 73 pontos está estudando para a linha da correção da redação, não para a linha da vaga”, resume a equipe responsável pelo levantamento. “Quem entende as duas réguas descobre que a segunda está a cinco questões de distância da primeira, não a dez pontos.”

Dimensionando a disputa: eram 1.500 vagas, sendo 1.125 na ampla concorrência, 300 para candidatos negros e 75 para pessoas com deficiência. A prova valia 120 pontos, com mínimos eliminatórios por bloco: 15 no Bloco I, 10 no Bloco II, 10 no Bloco III, 50 no conjunto, o equivalente a 41,7% da prova. Ficar abaixo de qualquer um deles eliminava, não importa quão alto fosse o total.

E quem ficou no topo?

Na outra ponta da mesma lista, a maior nota da objetiva na ampla concorrência foi 101,0, cerca de 110 acertos e só 9 erros. A distância para o corte não veio de um cérebro melhor. Veio de menos chute: 9 erros contra 23. Mesma prova, mesma banca, catorze erros de diferença.

Chutar menos não é dom. É aplicar, sem hesitar, a regra dos 50%: só arriscar quando a certeza pesa mais que a dúvida.

É a mesma lição da seção anterior, em escala maior: quem aprende a reconhecer o que não sabe recupera pontos sem estudar um conteúdo a mais, e essa vantagem se treina antes da véspera, não durante a prova. O levantamento completo das notas de corte da PRF tem os dois extremos de cada uma das três listas: maior e menor nota, na objetiva e na final, com o total de aprovados e de convocados em cada uma. A régua inteira, não o pedaço que virou manchete.

Enquanto ele não sai, a preparação que rende não é decorar mais conteúdo. É repetir o que já foi estudado até a confiança virar reflexo na hora da prova, não cálculo de última hora. Cinco questões separam a linha da redação da linha da vaga. Treináveis todos os dias até lá — não na véspera.

Perguntas rápidas

Quantas questões eu preciso acertar para bater a nota de corte? Cerca de 96 das 120, errando no máximo 23. Como cada erro anula um acerto, o número de acertos necessário é sempre bem maior que a nota final.

Então o número dos 73 pontos está errado? Não. É oficial e correto. Só não é o corte da vaga: é o corte da correção da redação, uma etapa antes.

O corte de 2021 vale como meta para o próximo edital? Como referência, sim. Como meta exata, não: o corte muda com o número de vagas e o formato da prova. A lição que não muda é mirar o corte final, nunca o da objetiva.

De onde vêm esses números? Dos editais nº 11, 12 e 13/2021 do Cebraspe, apurados linha a linha nas listas nominais de resultado, não estimados.

Quando sai o próximo edital da PRF? Sem data oficial. A corporação aguarda autorização do Ministério da Gestão e da Inovação, e o histórico mostra que o anúncio não costuma vir com aviso prévio: o intervalo entre autorização e inscrições costuma ser curto demais para começar a estudar do zero.

Como os números foram apurados

As notas mínima e máxima de cada lista foram computadas por script sobre as listas nominais dos editais oficiais: 6.748 registros, nenhum digitado à mão. Teste de integridade: em 100% dos registros, a soma dos três blocos bate com a nota final declarada, e os mínimos por bloco coincidem com os critérios do próprio edital. Enquanto o novo edital não sai, o histórico de 2021 é a referência mais objetiva que existe, e é por isso que o Escuta Policial mantém esse acervo aberto e auditável, com link para cada documento de origem.

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