O Partido Social Democrático (PSD), legenda do pré-candidato ao Governo de Rondônia Adailton Fúria, sofreu uma nova derrotada no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) em ação movida contra o senador e também pré-candidato ao governo Marcos Rogério (PL). Desta vez, a Justiça Eleitoral negou o pedido liminar apresentado pelo diretório estadual do partido para restringir atos e materiais da pré-campanha do parlamentar.
Na representação, o PSD alegou que o evento realizado por Marcos Rogério em Porto Velho, no dia 22 de junho, teria ultrapassado os limites permitidos durante a pré-campanha. O partido também questionou o jingle com a expressão “Vem aí! Vem aí! A mudança vem aí!” e pediu que a Justiça impedisse a realização de um novo encontro, marcado para sábado (18), em Vilhena.
O relator, juiz Guilherme Ribeiro Baldan, entendeu que a mobilização política, a presença de apoiadores, a divulgação nas redes sociais e a utilização de jingle não caracterizam, isoladamente, propaganda eleitoral antecipada. Segundo a decisão, não houve demonstração, nessa fase inicial, de pedido explícito ou implícito de voto, uso de meio proibido ou quebra da igualdade entre os futuros concorrentes.
O magistrado também rejeitou a tentativa de suspender previamente o evento de Vilhena. Para o relator, impedir o encontro com base apenas na presunção de que poderiam ocorrer irregularidades configuraria censura prévia. Eventuais excessos, segundo a decisão, deverão ser analisados posteriormente, caso sejam comprovados. O mérito da representação ainda será julgado.
Esta não foi a primeira investida do PSD contra Marcos Rogério rejeitada pela Justiça Eleitoral em 2026. Em junho, o TRE-RO julgou improcedente uma ação do partido que questionava a pesquisa do Instituto Veritá, levantamento que apontou o crescimento do senador na disputa pelo Governo de Rondônia. Na ocasião, a Corte decidiu por unanimidade liberar a divulgação dos resultados por considerar que não foram apresentadas provas de fraude, manipulação ou falhas técnicas graves.
Em outro processo, o PSD pediu a retirada imediata de um outdoor de Marcos Rogério instalado em Porto Velho. O relator Daniel Ribeiro Lagos também negou a liminar, ao considerar, preliminarmente, que a peça poderia representar uma prestação de contas da atividade parlamentar. Assim como no processo mais recente, o mérito daquela representação ainda permanece pendente de julgamento.
Enquanto enfrenta os questionamentos do PSD no TRE-RO, Marcos Rogério mantém uma agenda de mobilizações pelo estado. Conforme divulgado por sua pré-campanha, ele é o único entre os principais nomes colocados na disputa pelo governo que realizou atos regionais de lançamento da pré-candidatura em Ji-Paraná, Porto Velho e Vilhena. O encontro da capital reuniu lideranças, empresários e apoiadores e marcou também a apresentação de Delegado Camargo como pré-candidato a vice-governador.
Em Vilhena, mesmo após o pedido do PSD para impedir a realização do evento, mais de 2 mil pessoas participaram do encontro no Centro de Tradições Gaúchas, segundo estimativa da organização. O ato reuniu comitivas, lideranças partidárias e os prefeitos dos sete municípios do Cone Sul de Rondônia.
Um acidente fatal foi registrado na rodovia RO-383, no trecho que liga os municípios de Alta Floresta D” Oeste e Santa Luzia d’Oeste.
Segundo as primeiras informações apuradas, a vítima trafegava pela rodovia em uma motocicleta de alta cilindrada modelo BMW na noite desta segunda feira (27), quando, por razões ainda sob apuração, perdeu o controle da motocicleta na curva próximo a ponte chegando em Santa Luzia e sofreu uma queda severa na pista.
Com o impacto da queda, o condutor não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no próprio local antes da chegada do socorro médico.
A Polícia Militar foi acionada para isolar a área, sinalizar o trânsito e garantir a segurança dos demais condutores que passavam pela região. Logo em seguida, a equipe da Polícia Científica (Perícia Técnica) compareceu ao trecho do acidente para realizar os trabalhos de praxe que auxiliarão na identificação oficial da vítima e no esclarecimento das dinâmicas do acidente.
O corpo será removido pela funerária de plantão após a conclusão dos trabalhos periciais.
Este é um alerta urgente para todos os motoristas e motociclistas que trafegam na RO-383, no trecho entre Alta Floresta e Santa Luzia d’Oeste.
Um ponto crítico da rodovia exige atenção redobrada após o registro de dois incidentes em um curto espaço de tempo. Recentemente, um motociclista “passou direto” em uma das curvas sinuosas deste trecho, perdendo o controle do veículo.
Pouco tempo antes, uma caminhonete também perdeu o controle exatamente na mesma curva. Felizmente, neste caso com o veículo maior, não houve feridos, mas os episódios servem como um aviso claro sobre o perigo oculto na pista.
O Perigo Não Escolhe Veículo A repetição de acidentes no mesmo local, envolvendo tipos diferentes de veículos (moto e caminhonete), indica que o trecho possui características que exigem extrema cautela dos condutores, como:
Sinuosidade Acentuada: Curvas fechadas que podem surpreender quem não conhece bem a estrada ou está em velocidade incompatível. Condições da Pista: Fatores como areia, óleo na pista, desníveis ou até mesmo a geometria da curva podem reduzir a aderência, especialmente para motociclistas.
Velocidade: O erro mais comum é entrar na curva com velocidade acima do seguro, impedindo a correção da trajetória.
Dicas de Segurança Indispensáveis para este Trecho
A equipe do portal Rondônia News reforça o pedido de prudência. Para evitar novas ocorrências, siga estas orientações:
Reduza a Velocidade Antecipadamente: Não espere entrar na curva para frear. Diminua a velocidade antes de iniciar a manobra.
Respeite a Sinalização: Preste atenção às placas de indicação de curva acentuada e aos limites de velocidade estabelecidos para o trecho.
Mantenha a Atenção Total: Evite distrações.
Em rodovias com curvas, um segundo de desatenção pode ser fatal.
Cuidado Redobrado com Moto: Motociclistas têm menor estabilidade.
Qualquer irregularidade na pista ou erro de frenagem em curva pode causar queda.
Direção Defensiva: Esteja sempre pronto para reagir a imprevistos, inclusive erros de outros condutores.
Sua vida vale mais que alguns minutos de pressa.
Ao trafegar pela RO-383, cuide de você e dos outros.
73 pontos. Diga esse número em qualquer roda de concurseiro da PRF e ninguém questiona: foi a nota de corte do concurso de 2021. É meia verdade. Os 73 pontos marcavam apenas quem teria a prova discursiva corrigida, não quem teria vaga. Para seguir na disputa, o corte real foi 83. Entre uma linha e a outra, 342 candidatos que já tinham cruzado a primeira barreira caíram na segunda.
O mito dos 73 pontos
O número está certo. A leitura, não.
Os 73 pontos constam do Edital nº 11/2021 do Cebraspe, mas como a menor nota entre os candidatos que teriam a redação corrigida, não como a menor nota entre os aprovados. Uma linha administrativa que virou, no boca a boca, a linha da aprovação. Ninguém mentiu. Só ninguém perguntou “aprovado pra quê”.
Segundo levantamento do Escuta Policial, plataforma de estudo por áudio para o concurso da PRF, feito sobre as listas nominais completas dos editais de resultado, a PRF sempre trabalhou com duas réguas, e quase todo conteúdo que circula por aí repete só a primeira.
A régua que ninguém publica
A segunda régua é a que decidiu quem seguiu no concurso, e é aqui que a manchete vira estatística incompleta. 83,0 pontos. Objetiva mais discursiva. Dez pontos acima do número que todo mundo repete na roda de concurseiro.
A distância entre as duas explica os 342. O edital previu corrigir a discursiva de 4.500 candidatos da ampla concorrência; com os empates da última posição, foram 5.095 provas corrigidas. Dessas, só 4.753 seguiram para o exame de aptidão física, o TAF. A diferença — 342 pessoas — é quem cruzou a linha dos 73 achando que havia garantido a vaga, e só descobriu depois que a régua real estava dez pontos à frente.
Por que 73 pontos são muito mais difíceis do que parecem
A prova é Certo/Errado, no estilo Cebraspe: acertou, +1; errou, −1; deixou em branco, zero. Parece simples. Essa terceira linha, a do branco, é o que muda o jogo inteiro: o erro não é neutro, ele apaga um acerto que já era seu.
Por isso, 73 pontos líquidos não significam 73 questões certas. Significam cerca de 96 acertos em 120 itens, com 23 erros no caminho. Oitenta por cento de acerto bruto, não os 60% que a nota sugere à primeira vista. A diferença entre esses dois números é exatamente o tamanho do mito.
Veja como isso pune quem chuta. Um candidato que acerta 88 das 120 questões tem, em tese, desempenho de quem passa. Mas arrisca palpite nas outras 32. E é aí que a conta vira contra ele, sem avisar. Cada chute errado não é neutro: cancela um acerto que já estava garantido. O boletim, semanas depois, mostra 56 pontos líquidos. Dezessete abaixo do corte. E a parte que dói: em nenhum momento, durante a prova, esse candidato sentiu que estava indo mal.
A única vantagem que depende só de você
Existe uma regra que quase nenhum material de concurso resume numa frase, e é matemática pura da prova Certo/Errado: abaixo de 50% de certeza, chutar tira pontos esperados. Só compensa arriscar acima disso. Não depende de sorte, de banca, nem de decorar mais um tópico. Depende só de reconhecer, no segundo em que você lê o item, se está acima ou abaixo dessa linha.
É a variável que separa quem tira 73 de quem tira 83 estudando exatamente a mesma quantidade de conteúdo: a mesma quantidade de meses, de madrugadas, de matéria revisada. Errar 23 vezes ou errar 9, como no exemplo do primeiro colocado mais à frente, não é sobre saber mais. É sobre aplicar essa regra sem hesitar quando a prova já começou, sem tempo pra recalcular.
As seis notas de corte que ninguém junta
Não existe “a” nota de corte da PRF. Existem seis números: três listas de concorrência, duas réguas cada uma.
Lista
Corte da objetiva (máx. 120 pontos)
Corte final: convocados ao TAF (máx. 140 pontos)
Ampla concorrência
73,0 (60,8% da prova)
83,0 (59,3% do total)
Candidatos negros
69,0 (57,5% da prova)
79,06 (56,5% do total)
Pessoas com deficiência
50,0 (41,7% da prova)
60,77 (43,4% do total)
A coluna da esquerda é a que virou notícia. A da direita é a que definiu quem seguiu.
Um cuidado com os percentuais: não compare uma coluna com a outra. A objetiva vale 120 pontos; o total, com a discursiva, vale 140. Por isso o corte final aparece com percentual menor mesmo exigindo 10 pontos a mais. É a mesma armadilha do número solto, agora com roupa de porcentagem.
A distância real: cinco questões
Antes de fechar essa conta como desânimo, inverta ela. Dez pontos separam a linha dos 73 da linha dos 83. Como cada item que sai da coluna do erro para a do acerto move 2 pontos (de −1 para +1), dez pontos equivalem a cinco questões.
Cinco. Não vinte, não cinquenta. Cinco. Não é um fosso de conhecimento: é a margem que se perde hoje por falta de revisão, ansiedade na reta final ou chute mal calibrado. E é a mesma margem que se recupera com preparo específico, sem estudar um capítulo a mais.
“O candidato que mira os 73 pontos está estudando para a linha da correção da redação, não para a linha da vaga”, resume a equipe responsável pelo levantamento. “Quem entende as duas réguas descobre que a segunda está a cinco questões de distância da primeira, não a dez pontos.”
Dimensionando a disputa: eram 1.500 vagas, sendo 1.125 na ampla concorrência, 300 para candidatos negros e 75 para pessoas com deficiência. A prova valia 120 pontos, com mínimos eliminatórios por bloco: 15 no Bloco I, 10 no Bloco II, 10 no Bloco III, 50 no conjunto, o equivalente a 41,7% da prova. Ficar abaixo de qualquer um deles eliminava, não importa quão alto fosse o total.
E quem ficou no topo?
Na outra ponta da mesma lista, a maior nota da objetiva na ampla concorrência foi 101,0, cerca de 110 acertos e só 9 erros. A distância para o corte não veio de um cérebro melhor. Veio de menos chute: 9 erros contra 23. Mesma prova, mesma banca, catorze erros de diferença.
Chutar menos não é dom. É aplicar, sem hesitar, a regra dos 50%: só arriscar quando a certeza pesa mais que a dúvida.
É a mesma lição da seção anterior, em escala maior: quem aprende a reconhecer o que não sabe recupera pontos sem estudar um conteúdo a mais, e essa vantagem se treina antes da véspera, não durante a prova. O levantamento completo das notas de corte da PRF tem os dois extremos de cada uma das três listas: maior e menor nota, na objetiva e na final, com o total de aprovados e de convocados em cada uma. A régua inteira, não o pedaço que virou manchete.
Enquanto ele não sai, a preparação que rende não é decorar mais conteúdo. É repetir o que já foi estudado até a confiança virar reflexo na hora da prova, não cálculo de última hora. Cinco questões separam a linha da redação da linha da vaga. Treináveis todos os dias até lá — não na véspera.
Perguntas rápidas
Quantas questões eu preciso acertar para bater a nota de corte? Cerca de 96 das 120, errando no máximo 23. Como cada erro anula um acerto, o número de acertos necessário é sempre bem maior que a nota final.
Então o número dos 73 pontos está errado? Não. É oficial e correto. Só não é o corte da vaga: é o corte da correção da redação, uma etapa antes.
O corte de 2021 vale como meta para o próximo edital? Como referência, sim. Como meta exata, não: o corte muda com o número de vagas e o formato da prova. A lição que não muda é mirar o corte final, nunca o da objetiva.
De onde vêm esses números? Dos editais nº 11, 12 e 13/2021 do Cebraspe, apurados linha a linha nas listas nominais de resultado, não estimados.
Quando sai o próximo edital da PRF? Sem data oficial. A corporação aguarda autorização do Ministério da Gestão e da Inovação, e o histórico mostra que o anúncio não costuma vir com aviso prévio: o intervalo entre autorização e inscrições costuma ser curto demais para começar a estudar do zero.
Como os números foram apurados
As notas mínima e máxima de cada lista foram computadas por script sobre as listas nominais dos editais oficiais: 6.748 registros, nenhum digitado à mão. Teste de integridade: em 100% dos registros, a soma dos três blocos bate com a nota final declarada, e os mínimos por bloco coincidem com os critérios do próprio edital. Enquanto o novo edital não sai, o histórico de 2021 é a referência mais objetiva que existe, e é por isso que o Escuta Policial mantém esse acervo aberto e auditável, com link para cada documento de origem.
73 pontos. Diga esse número em qualquer roda de concurseiro da PRF e ninguém questiona: foi a nota de corte do concurso de 2021. É meia verdade. Os 73 pontos marcavam apenas quem teria a prova discursiva corrigida, não quem teria vaga. Para seguir na disputa, o corte real foi 83. Entre uma linha e a outra, 342 candidatos que já tinham cruzado a primeira barreira caíram na segunda.
O mito dos 73 pontos
O número está certo. A leitura, não.
Os 73 pontos constam do Edital nº 11/2021 do Cebraspe, mas como a menor nota entre os candidatos que teriam a redação corrigida, não como a menor nota entre os aprovados. Uma linha administrativa que virou, no boca a boca, a linha da aprovação. Ninguém mentiu. Só ninguém perguntou “aprovado pra quê”.
Segundo levantamento do Escuta Policial, plataforma de estudo por áudio para o concurso da PRF, feito sobre as listas nominais completas dos editais de resultado, a PRF sempre trabalhou com duas réguas, e quase todo conteúdo que circula por aí repete só a primeira.
A régua que ninguém publica
A segunda régua é a que decidiu quem seguiu no concurso, e é aqui que a manchete vira estatística incompleta. 83,0 pontos. Objetiva mais discursiva. Dez pontos acima do número que todo mundo repete na roda de concurseiro.
A distância entre as duas explica os 342. O edital previu corrigir a discursiva de 4.500 candidatos da ampla concorrência; com os empates da última posição, foram 5.095 provas corrigidas. Dessas, só 4.753 seguiram para o exame de aptidão física, o TAF. A diferença — 342 pessoas — é quem cruzou a linha dos 73 achando que havia garantido a vaga, e só descobriu depois que a régua real estava dez pontos à frente.
Por que 73 pontos são muito mais difíceis do que parecem
A prova é Certo/Errado, no estilo Cebraspe: acertou, +1; errou, −1; deixou em branco, zero. Parece simples. Essa terceira linha, a do branco, é o que muda o jogo inteiro: o erro não é neutro, ele apaga um acerto que já era seu.
Por isso, 73 pontos líquidos não significam 73 questões certas. Significam cerca de 96 acertos em 120 itens, com 23 erros no caminho. Oitenta por cento de acerto bruto, não os 60% que a nota sugere à primeira vista. A diferença entre esses dois números é exatamente o tamanho do mito.
Veja como isso pune quem chuta. Um candidato que acerta 88 das 120 questões tem, em tese, desempenho de quem passa. Mas arrisca palpite nas outras 32. E é aí que a conta vira contra ele, sem avisar. Cada chute errado não é neutro: cancela um acerto que já estava garantido. O boletim, semanas depois, mostra 56 pontos líquidos. Dezessete abaixo do corte. E a parte que dói: em nenhum momento, durante a prova, esse candidato sentiu que estava indo mal.
A única vantagem que depende só de você
Existe uma regra que quase nenhum material de concurso resume numa frase, e é matemática pura da prova Certo/Errado: abaixo de 50% de certeza, chutar tira pontos esperados. Só compensa arriscar acima disso. Não depende de sorte, de banca, nem de decorar mais um tópico. Depende só de reconhecer, no segundo em que você lê o item, se está acima ou abaixo dessa linha.
É a variável que separa quem tira 73 de quem tira 83 estudando exatamente a mesma quantidade de conteúdo: a mesma quantidade de meses, de madrugadas, de matéria revisada. Errar 23 vezes ou errar 9, como no exemplo do primeiro colocado mais à frente, não é sobre saber mais. É sobre aplicar essa regra sem hesitar quando a prova já começou, sem tempo pra recalcular.
As seis notas de corte que ninguém junta
Não existe “a” nota de corte da PRF. Existem seis números: três listas de concorrência, duas réguas cada uma.
Lista
Corte da objetiva (máx. 120 pontos)
Corte final: convocados ao TAF (máx. 140 pontos)
Ampla concorrência
73,0 (60,8% da prova)
83,0 (59,3% do total)
Candidatos negros
69,0 (57,5% da prova)
79,06 (56,5% do total)
Pessoas com deficiência
50,0 (41,7% da prova)
60,77 (43,4% do total)
A coluna da esquerda é a que virou notícia. A da direita é a que definiu quem seguiu.
Um cuidado com os percentuais: não compare uma coluna com a outra. A objetiva vale 120 pontos; o total, com a discursiva, vale 140. Por isso o corte final aparece com percentual menor mesmo exigindo 10 pontos a mais. É a mesma armadilha do número solto, agora com roupa de porcentagem.
A distância real: cinco questões
Antes de fechar essa conta como desânimo, inverta ela. Dez pontos separam a linha dos 73 da linha dos 83. Como cada item que sai da coluna do erro para a do acerto move 2 pontos (de −1 para +1), dez pontos equivalem a cinco questões.
Cinco. Não vinte, não cinquenta. Cinco. Não é um fosso de conhecimento: é a margem que se perde hoje por falta de revisão, ansiedade na reta final ou chute mal calibrado. E é a mesma margem que se recupera com preparo específico, sem estudar um capítulo a mais.
“O candidato que mira os 73 pontos está estudando para a linha da correção da redação, não para a linha da vaga”, resume a equipe responsável pelo levantamento. “Quem entende as duas réguas descobre que a segunda está a cinco questões de distância da primeira, não a dez pontos.”
Dimensionando a disputa: eram 1.500 vagas, sendo 1.125 na ampla concorrência, 300 para candidatos negros e 75 para pessoas com deficiência. A prova valia 120 pontos, com mínimos eliminatórios por bloco: 15 no Bloco I, 10 no Bloco II, 10 no Bloco III, 50 no conjunto, o equivalente a 41,7% da prova. Ficar abaixo de qualquer um deles eliminava, não importa quão alto fosse o total.
E quem ficou no topo?
Na outra ponta da mesma lista, a maior nota da objetiva na ampla concorrência foi 101,0, cerca de 110 acertos e só 9 erros. A distância para o corte não veio de um cérebro melhor. Veio de menos chute: 9 erros contra 23. Mesma prova, mesma banca, catorze erros de diferença.
Chutar menos não é dom. É aplicar, sem hesitar, a regra dos 50%: só arriscar quando a certeza pesa mais que a dúvida.
É a mesma lição da seção anterior, em escala maior: quem aprende a reconhecer o que não sabe recupera pontos sem estudar um conteúdo a mais, e essa vantagem se treina antes da véspera, não durante a prova. O levantamento completo das notas de corte da PRF tem os dois extremos de cada uma das três listas: maior e menor nota, na objetiva e na final, com o total de aprovados e de convocados em cada uma. A régua inteira, não o pedaço que virou manchete.
Enquanto ele não sai, a preparação que rende não é decorar mais conteúdo. É repetir o que já foi estudado até a confiança virar reflexo na hora da prova, não cálculo de última hora. Cinco questões separam a linha da redação da linha da vaga. Treináveis todos os dias até lá — não na véspera.
Perguntas rápidas
Quantas questões eu preciso acertar para bater a nota de corte? Cerca de 96 das 120, errando no máximo 23. Como cada erro anula um acerto, o número de acertos necessário é sempre bem maior que a nota final.
Então o número dos 73 pontos está errado? Não. É oficial e correto. Só não é o corte da vaga: é o corte da correção da redação, uma etapa antes.
O corte de 2021 vale como meta para o próximo edital? Como referência, sim. Como meta exata, não: o corte muda com o número de vagas e o formato da prova. A lição que não muda é mirar o corte final, nunca o da objetiva.
De onde vêm esses números? Dos editais nº 11, 12 e 13/2021 do Cebraspe, apurados linha a linha nas listas nominais de resultado, não estimados.
Quando sai o próximo edital da PRF? Sem data oficial. A corporação aguarda autorização do Ministério da Gestão e da Inovação, e o histórico mostra que o anúncio não costuma vir com aviso prévio: o intervalo entre autorização e inscrições costuma ser curto demais para começar a estudar do zero.
Como os números foram apurados
As notas mínima e máxima de cada lista foram computadas por script sobre as listas nominais dos editais oficiais: 6.748 registros, nenhum digitado à mão. Teste de integridade: em 100% dos registros, a soma dos três blocos bate com a nota final declarada, e os mínimos por bloco coincidem com os critérios do próprio edital. Enquanto o novo edital não sai, o histórico de 2021 é a referência mais objetiva que existe, e é por isso que o Escuta Policial mantém esse acervo aberto e auditável, com link para cada documento de origem.
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