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Rondônia exportou café para 31 países em 2024. Nenhum comprador chegou pelo buscador
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6 meses agoon
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celioA região Matas de Rondônia, situada entre o cenário amazônico e o cerrado é responsável por 75% da produção de café do estado, contribuindo para a conquista de Rondônia no 1º lugar em produção de café da Região Norte e no bioma amazônico; e do 5º lugar no Brasil. Produz um tipo de café único no mundo, cultivado com práticas agrícolas sustentáveis.
A produção recebeu, em 2021, o Selo Indicação Geográfica (IG), do tipo denominação de Origem (DO), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). É o reconhecimento do sabor, qualidade e sustentabilidade do café das Matas de Rondônia.
O café produzido nas Matas de Rondônia é da espécie canéfora e é conhecido como ‘Robustas Amazônicos’, que se dá bem com o calor e altitudes menores do estado, ao contrário do arábica, outra variedade existente no Brasil, que se desenvolve em regiões com temperaturas mais baixas e montanhosas.
O Robustas Amazônico é um café mais encorpado, doce, com sabor achocolatado e frutado, com toque de caramelo e floral. Carrega em si o ‘terroir amazônico’, combinações que revelam a riqueza e identidade da floresta amazônica.
A região Matas de Rondônia abrange 15 municípios localizados na região do Café, Vale do Guaporé e Zona da Mata do estado, estendendo-se por Alta Floresta d’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Alvorada do Oeste, Cacoal, Castanheiras, Espigão d’Oeste, Ministro Andreazza, Nova Brasilândia d’Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Primavera de Rondônia, Rolim de Moura, Santa Luzia d’Oeste, São Felipe d’Oeste, São Miguel do Guaporé e Seringueiras. Contempla, também, seis reservas indígenas.
Segundo estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apenas 0,8% (34,4 mil hectares) da área das Matas de Rondônia são ocupadas por cafezais, porém altamente produtivos, denominados de poupa-terra e, bastante frutíferos. Há muita floresta nativa no entorno (52% da área, sendo que 56% dela está em Terras Indígenas), o que faz jus ao nome ‘‘Matas de Rondônia’’. Além disso, a maioria dos estabelecimentos produtores de café foram classificados como de agricultura familiar, ou seja, é cultivado em pequenas propriedades.
CULTIVO FAVORÁVEL
O solo da região tem boa aptidão para fornecer nutrientes e a água para sustentar as lavouras, nutrindo os pés de café mesmo nos dias quentes. O relevo plano favorece a adoção de mecanização, o que ajuda a usar maquinários e tecnologias para dar precisão na adubação, irrigação e colheita. E, na época da colheita, a secagem dos grãos é no verão amazônico.
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rondônia consolidou a melhor produtividade de café no país, atingindo a marca histórica de 63,6 sacas por hectare na safra de 2026. Este desempenho supera amplamente estados tradicionais, como o Espírito Santo (47,9 sc/ha) e a Bahia (44,6 sc/ha), produtores das duas espécies, canéfora e arábica. Levando-se em consideração apenas a produção de cafés da espécie canéfora (única produzida em Rondônia), o estado tem a segunda maior média do país, atrás apenas do estado da Bahia.
| Produtividade de Café por Estado (Safra 2026) – Quadro geral | ||||||||||||
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| Produtividade de Café Canéfora por estado (Safra 2026) | |||||||||
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Atualmente, Rondônia produz 85,9% mais por hectare do que a média dos produtores brasileiros, que é de 34,2 sacas por hectare. O café é a terceira cultura mais importante do agro do estado. Ao se comparar as regiões com indicação geográfica, a Matas de Rondônia é a que possui maior produtividade média. Segundo levantamento da Embrapa em 2024, a média já era de 68,5 sacas por hectare. Considerando a implantação de lavouras mais tecnológicas que iniciam a produção e do clima favorável, a expectativa é que, em 2026, supere a média de 70 sacas por hectare.
A cafeicultura na região Matas de Rondônia destaca-se como um modelo sustentável de produção familiar e aliada ao clima
SUSTENTABILIDADE NA AMAZÔNIA
Rondônia responde por 75,4% da área plantada com café na Amazônia e por 93,8% do total produzido, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dentro desse cenário, o sucesso do café das Matas de Rondônia tem um ingrediente especial: respeito à floresta. Um estudo inédito realizado pela Embrapa comprova a sustentabilidade da cafeicultura das Matas de Rondônia.
As lavouras de cafés Robustas Amazônicos sequestram 2,3 mais carbono (gás de efeito estufa que impulsiona o aquecimento global) do que emitem. Isso significa um saldo de carbono, retido nas lavouras de quase 4 toneladas por hectare.
Assim, a cultura se destaca como um modelo sustentável de produção familiar, aliada ao clima, provando que as famílias produzem com qualidade, respeitando a natureza.
- CONSERVAÇÃO: as propriedades de café na região preservam as matas nativas e, ainda, ajudam a recuperar áreas degradadas;
- SEQUESTRO DE CARBONO: as lavouras de café funcionam como miniflorestas ou ‘‘pulmões extras da floresta”, ajudando a limpar o ar e mantendo o clima fresco, ajudam, inclusive, a retirar o excesso de gás carbônico do ar (CO2), fortalecendo o combate ao aquecimento climático.
O estudo está disponível neste link.
Saiba mais sobre a cafeicultura e sustentabilidade nas Matas de Rondônia neste link
Rondônia consolidou a melhor produtividade de café no país, atingindo a marca histórica de 63,6 sacas por hectare na safra de 2026
Da região Matas de Rondônia brotam cafés premiados:
- Coffee of the Year 2025 (SIC): Angélica Alexandrino Nicola, do Sítio São Sebastião em Seringueiras, conquistou o 2º lugar no Brasil com o Café Sauá, destacando o Robusta Amazônico.
- Florada Premiada 2025: produtoras rondonienses Ângela Maria Coutinho (Seringueiras) e Fabiana Souza Leal (Espigão do Oeste) garantiram o 1º e 2º lugares no Brasil no maior concurso feminino do Brasil.
- Concurso Tribos 2024/2025: o café do povo Paiter Suruí, produzido em Cacoal pelo cacique Rafael Suruí, atingiu nota máxima no concurso realizado há sete anos. Em todo esse período, nenhum café tinha atingido nota tão alta.
- Concurso Melhor Café de Rondônia 2025: a produtora Débora Cristina Buziquia Fuzinato, do município de Rolim de Moura foi a campeã do 10º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (Concafé 2025).
O café das Matas de Rondônia carrega em si o ‘terroir amazônico’, combinações que revelam a riqueza e identidade da floresta amazônica
CONCAFÉ E FEIRA ROBUSTAS AMAZÔNICOS
Para estimular a qualidade do café de Rondônia e a valorização da cadeia produtiva acontece nas Matas de Rondônia iniciativas que atraem o público nacional e internacional para conhecer melhor os Robustas Amazônicos. O Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café (Concafé), realizado pelo governo de Rondônia e que premia os melhores cafés do estado, com distribuição de prêmios por empresas privadas, passou em 2024 a ter em sua programação, a Feira Robustas Amazônicos, em parceria com a Cafeicultores Associados da Região da Amazônia (Caferon). O evento reúne expositores, produtores, investidores e apreciadores, anualmente, no município de Cacoal.
Noite de premiação do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café, realizado pelo governo de Rondônia, e que passou em 2024, a ter em sua programação a Feira Robustas Amazônicos, em Cacoal
ROTA TURÍSTICA DO CAFÉ
O café também é turismo nas Matas de Rondônia. A Rota Turística do Café fortalece o turismo rural e promove a cultura cafeeira. A rota foi criada pelo governo de Rondônia, por meio da Lei n° 5.512, de 21 de dezembro de 2022. Inicialmente, a rota percorria os municípios de Cacoal, Nova Brasilândia d’Oeste, Alta Floresta d’Oeste e Alto Alegre dos Parecis. Em janeiro de 2025, o governo de Rondônia, por meio da Lei n° 5.958, acrescentou mais municípios à rota, que atualmente passa por Alta Floresta d’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Alvorada d’Oeste, Cacoal, Castanheiras, Espigão do Oeste, Ministro Andreazza, Nova Brasilândia d’Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Primavera de Rondônia, Rolim de Moura, Santa Luzia d’Oeste, São Felipe d’Oeste, São Miguel do Guaporé e Seringueiras. Contemplando todos os municípios da região Matas de Rondônia na Rota Turística.
Propriedades dos Bento destaca-se na Rota Turística do Café na Matas de Rondônia
HISTÓRIA POR TRÁS DOS CAFÉS
A lavoura dos Cafés da família do agricultor Deigson Bento, em Cacoal é premiada nacionalmente e recebe uma quantidade impressionante de visitantes. Os avós são mineiros, foram para o Mato Grosso e de lá vieram para Rondônia atrás do sonho de ter uma terra para produzir. “As pessoas começaram a querer conhecer esse local premiado. Foi onde tivemos a ideia de abrir a nossa casa para as pessoas conhecerem. Iniciamos atendendo, em média, de 400 a 500 pessoas por mês. Hoje, com cinco anos de abertura ao público, passam mais de 2.500 pessoas por mês na nossa propriedade”, afirmou. A família recebe desde produtores e especialistas, a ‘coffee lovers’ e consumidores finais. Os visitantes conhecem desde a lavoura até a torrefação e, ainda podem degustar do que é produzido, no mais recente empreendimento da família, a lanchonete das mulheres com cafés especiais e produtos regionais, inclusive bolo de café. As visitas guiadas são gratuitas e podem ser agendadas pelo telefone: (69) 999780449.
A propriedade dos Bento em Cacoal impressiona por proporcionar qualidade de vida em uma área de apenas 12 hectares
O agricultor conta que o que mais impressiona os visitantes são os bons resultados em uma propriedade pequena. ”São 12 hectares onde vivem cinco famílias com qualidade de vida. Eles também se impressionam com o padrão de qualidade rigoroso e a saúde das plantas. O segredo dos cafés especiais é trabalhar com amor no que faz. Se você coloca amor, colhe sucesso. Temos café no sangue. Cuidamos com carinho porque o café que eu quero consumir é o mesmo que eu quero para o meu cliente. Além disso, quando vemos o governo e o produtor trabalhando juntos para trazer qualidade de vida aos que vivem no campo é uma grande vitória. Em poucos estados vemos a evolução e a união que temos em Rondônia. Essa união é um ingrediente importante na transformação da cafeicultura. Ano passado, recebemos um benefício por meio da Cafeicultores Associados da Região da Amazônia (Caferon): duas secadoras estáticas que o governo nos gratificou para trazer mais qualidade ao café”, disse.
O CAFÉ PERFEITO
Um feito histórico para os Robustas Amazônicos foi conquistado pelo cacique Rafael Mopimop Suruí, com produção em terra indígena de Rondônia. Obteve a maior avaliação com a nota média de 95,11 pontos na 6ª edição do Concurso Tribos, em avaliação de nove especialistas, e celebrou o café perfeito ao receber, na mesma ocasião, 100 pontos do Head Judge, Silvio Leite, jurado técnico da qualidade dos cafés, conhecido como Papa do Café. “É a minha primeira nota 100 em café canéfora em mais de 40 anos de carreira; eu tenho três notas 100 em arábicas. É muito difícil chegar a essa pontuação, pois representam lotes que chegaram muito perto da perfeição. Neste caso, identifiquei uma grandeza de sabores espetacular, que pode ajudar produtores no mundo inteiro com este tipo de qualidade. É um café exemplar, perfeito”, disse o jurado técnico.
Marco histórico mundial para a espécie Canéfora: café Robusta Amazônico, produzido pelo cacique Rafael Suruí atingiu 100 pontos
O café com nota máxima é fruto de uma dedicação exemplar dos indígenas e do Projeto Tribos, baseado em três pilares: Protagonismo do Indígena, Proteção da Floresta e Produção de Cafés Especiais, desenvolvido por uma empresa parceira da Embrapa, Fundação Nacional do Índio (Funai), governo de Rondônia, por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), Câmara Setorial do Café e cooperativas indígenas locais. “Desde 1981, o povo Paiter trabalha com o café em Rondônia. O que antes era apenas para sustento transformou-se, por meio de parceria, numa busca por café especial. O resultado de 100 pontos que alcançamos é fruto de dedicação, amor e da preservação da nossa floresta. Esse café é orgânico, não usa agrotóxicos e valoriza o nosso protagonismo. Hoje, temos jovens baristas formados que fazem o curso e trabalham dentro da reserva, moendo e torrando o nosso próprio café. Isso mostra que o indígena é capaz de produzir com qualidade. Valorizar o nosso trabalho é valorizar o nosso território e o futuro das nossas gerações, provando que a preservação e a produção andam de mãos dadas”, destacou.
Débora Cristina Buziquia Fuzinato, de Rolim de Moura, foi a ganhadora do melhor café de Rondônia no Concafé 2025
APERFEIÇOAMENTO
No 10º Concafé (2025), concurso que premia os melhores cafés de Rondônia, o topo do pódio foi ocupado por Débora Cristina Buziquia Fuzinato, de Rolim de Moura. Com uma nota histórica de 90,38 pontos, a produtora provou que a persistência e o suporte técnico são os segredos para o aperfeiçoamento da produção. “O café entrou na minha vida por meio do meu marido; ele é um apaixonado por café e foi com ele que aprendi a gostar. Hoje, o café ocupa um lugar muito especial na minha vida e, por meio dele, alcancei várias conquistas e a realização de sonhos. Uma dessas grandes vitórias foi a criação da nossa própria marca, um sonho que estamos concretizando agora. Não sei nem como explicar a emoção de meu café ser o grande campeão. Ele foi feito como todo produtor que participa: com um grande amor pela lida. Acredito que o diferencial foi a dedicação total nos detalhes: o cuidado na hora da fermentação e a atenção na secagem foram os grandes segredos para o meu café atingir esse nível de excelência e ser premiado. Também gostaria de destacar o apoio que recebemos do governo do estado, que tem nos ajudado muito. Somos atendidos pela Emater-RO, que é o nosso suporte técnico aqui na ponta e a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) que também está sempre presente e bastante prestativa, assim como a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron). Esse apoio do governo é fundamental para nós, produtores rurais e para o sucesso deste concurso.”
FLORADA DE AÇÕES CONJUNTAS
Em Rondônia é assim: florada nos cafezais e florada de ações conjuntas. Está brotando integração e o estado colhe um ambiente especial para a cafeicultura, com o governo de Rondônia de mãos dadas com os produtores, com as instituições de pesquisa e parceiros.
Governador de Rondônia, Marcos Rocha em uma propriedade exemplo na produção de café
Marcos Rocha | governador de Rondônia
‘’O que o governo de Rondônia faz é dar a mão para quem trabalha na terra por meio de diversas políticas públicas. A região Matas de Rondônia é uma área com uma produção impressionante de cafés premiados e apreciados no mercado global. Por isso, o governo investe em genética, novas tecnologias, assistência e visibilidade para que o mundo inteiro conheça o café das Matas de Rondônia e de todo o estado, pois traz a combinação perfeita da dedicação de uma gente trabalhadora e o cuidado com a floresta amazônica”, enfatizou.
Luiz Paulo | secretário da Seagri
”Esse café único de Rondônia vem da agricultura familiar, são mais de 17 mil famílias produtoras, inclusive é cultivado em aldeias indígenas abrangendo mais de 49 mil hectares plantados, onde a Mata de Rondônia é o berço dos Robustas Amazônicas. A cafeicultura rondoniense, em diversas safras, supera a marca de 3 milhões de sacas, o que equivale a mais de 20 bilhões de xícaras de café. Relevante em volume, qualidade e sustentabilidade, este cultivo contribui para a conservação da Amazônia”, frisou.
Hermes José Dias Filho | diretor-Presidente da Emater-RO
Enrique Alves, pesquisador da Embrapa em Rondônia
“Nosso papel na Emater-RO é garantir que a tecnologia chegue à ponta, na mão da agricultura familiar. Quando oferecemos assistência técnica gratuita e de qualidade, não estamos apenas ensinando a plantar café; estamos promovendo dignidade e sucessão familiar no campo. A explosão de produtividade que vemos, hoje, é o resultado direto de levar sustentabilidade e inovação para dentro das pequenas propriedades, provando que é possível ser altamente lucrativo respeitando a floresta”, salientou.
‘’Nossa pesquisa comprovou com dados científicos o que a gente já via no campo: a cafeicultura nas Matas de Rondônia é uma grande parceira da conservação. O produtor da região consegue produzir muito em pouco espaço, não há pressão para desmatamento. É um modelo de sustentabilidade, compatível com a floresta, que serve de exemplo para o mundo inteiro. Graças as tecnologias adaptadas à Amazônia, o estado produz um dos cafés mais genuínos e emblemáticos do mundo”, ressaltou.
Juan Travain | presidente da Caferon
Juan Travain, presidente da Caferon
“Os cafés das Matas de Rondônia, os Robustas Amazônicos, têm um gosto que vem da nossa história e do carinho que a gente tem com a terra. Esse selo de Indicação Geográfica é a prova de que o nosso café é único porque ele cresce abraçado com a floresta. Mas o que me deixa mais feliz é ver a união dos produtores. É o vizinho ajudando o vizinho para que a nossa cafeicultura seja reconhecida, um vibra com o sucesso do outro. Quando o mundo elogia o nosso café, ele faz menção a dedicação de cada família que acorda cedo e se dedica a produzir o melhor café”, disse.
PANORAMA DA NOVA FASE DA CAFEICULTURA
A renovação das lavouras passou a ser feita com mudas clonais de alta qualidade em uma união de esforços dos próprios produtores e do governo de Rondônia
Os melhores clones são selecionados por meio da parceria entre Sedec e Embrapa, que desenvolvem juntos a Rede Café, Projeto Rede Estadual de Avaliação de Clones de Café em Rondônia, com a identificação dos melhores clones de Robustas Amazônicos
O governo do estado também promove treinamento constante dos seus técnicos, por meio da Emater-RO, com ênfase em novas tecnologias de produção, resiliência climática e sustentabilidade
Com o incentivo à qualidade, sustentabilidade e torrefação local através das agroindústrias, o lucro do Robusta Amazônico, um café especial na Amazônia, também aumentou, aumentando também a qualidade de vida dos produtores
GANHOU O MERCADO GLOBAL
Esse café saboroso e sustentável passou a ser apreciado além das fronteiras do estado. Ações do governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), garantiram mais visibilidade ao café no mercado global por meio de missões internacionais com a equipe do governo e produtores. Resultado: os cafés de Rondônia fazem cada vez mais sucesso no cenário internacional, com a conquista de recorde de exportações, de 2023 (6.709.535 kg Líquido) para 2024 (35.056.181 kg Líquido), um aumento de 422,48%, ou seja, cinco vezes maior, conforme dados da Sedec, extraídos do Comex Stat — plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que reúne dados do Comércio Exterior Brasileiro.
E, em uma ação especial integrada com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a região recebeu, em 2023, 20 compradores de 11 países diferentes. E, de forma inédita, houve o Dia do Café de Rondônia em Londres, em 2024. Valorizado no mercado externo, em 2025 o destino do café de Rondônia deu uma virada: os estados brasileiros passaram a prestigiar as robustas amazônicas, ficando como a maior fatia da destinação dos produtos, marcando a consolidação do café rondoniense com apreciação por brasileiros e estrangeiros, pois o interesse internacional segue em alta.
O café de Rondônia deixou de ser uma commodity comum para se tornar um produto de alto valor agregado. A missão da Sedec é abrir as portas dos mercados nacionais e internacionais, conectando o sabor dos Robustas Amazônicos com os principais mercados do mundo. O reconhecimento do café como Patrimônio Cultural e Imaterial é o selo definitivo de que Rondônia é hoje uma potência econômica verde, onde o lucro e a conservação caminham juntos.
GALERIA DE FOTOS DAS LAVOURAS DE CAFÉ NA MATAS DE RONDÔNIA
Rondônia é o quinto maior produtor de café do Brasil e o segundo maior na produção de robusta
Pesquisa mostra que a cafeicultura da região Matas de Rondônia absorve mais carbono que emite, comprovando que acultura se destaca como um modelo sustentável de produção familiar e aliada ao clima
Rondônia responde por 75,4% da área plantada com café na Amazônia e por 93,8% do total produzido no bioma
Apenas 0,8% (34,4 mil hectares) da área das Matas de Rondônia são ocupadas por cafezais, 52% da área são florestas nativas, sendo que 56% dela está em Terras indígenas, o que faz jus ao nome ‘‘Matas de Rondônia’’
Atualmente, Rondônia produz 85,9% mais por hectare do que a média dos produtores brasileiros, que é de 34,2 sacas por hectare
Ao se comparar as regiões com indicação geográfica, as Matas de Rondônia é a que possui maior produtividade média
Segundo levantamento da Embrapa em 2024, a média já era de 68,5 sacas por hectare
Rondônia consolidou a melhor produtividade de café no país, atingindo a marca histórica de 63,6 sacas por hectare na safra de 2026
Secagem de café da lavoura do cacique Rafael Suruí
Lanchonete da família Bento na Rota Turística do Café
Lavoura do agricultor Ronaldo Bento, patriarca da família Bento
Estande dos Robustas Amazônicos na Semana Internacional do Café – SIC 2025, em Minas Gerais
Feira Robustas Amazônicos conecta produtores e investidores anualmente em Cacoal
Fonte: Via: florestanoticias
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Após ação do MPRO, Justiça determina medidas para ampliar acesso à Carteira de Identidade Nacional em Rondônia
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10 minutos agoon
outubro 28, 2026By
celio
O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) iniciou, em 2026, a expansão do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no interior do estado. Em 22 de maio de 2026, a Portaria n.º 598/PGJ designou promotores e promotoras de Justiça para representar o grupo em Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena.
Segundo o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Anderson Batista de Oliveira, a expansão busca aproximar o Gaeco dos órgãos de segurança pública, das instituições de fiscalização e da sociedade nos municípios do interior.
A presença de representantes locais também permite acompanhar as investigações desde o início, facilita a articulação entre as instituições e contribui para a agilidade na análise de informações e no encaminhamento de medidas investigativas, favorecendo a articulação de resposta integrada nas diversas regiões.
Expansão
A previsão de criação de cinco regionais do Gaeco já existia desde 2019, mas a implantação começou efetivamente em 2026, com a designação de promotores e promotoras de Justiça para representar o grupo no interior de Rondônia.
Segundo o coordenador do Gaeco, a expansão começou quando a instituição encontrou condições para dar início ao processo. A proposta é ampliar a presença do grupo no interior e facilitar o trabalho conjunto com as forças de segurança locais.
Para Anderson Batista, ter um representante do Gaeco no interior permite conhecer melhor a realidade de cada município e manter contato mais próximo com os profissionais que participam das investigações. Isso pode facilitar a troca de informações e agilizar o andamento dos casos, porque o promotor acompanha a situação desde o início e já conhece o contexto.
O coordenador explica que a confiança entre os profissionais é essencial para investigações que exigem sigilo. Em cidades menores, onde muitas pessoas se conhecem, é necessário ter cuidado com o compartilhamento de informações para evitar vazamentos que possam prejudicar o trabalho.
A regionalização também tem caráter preventivo. Organizações criminosas tendem a buscar territórios onde a presença do Estado é menos intensa, para estabelecer rotas, recrutar pessoas e se infiltrar em atividades econômicas e na administração pública. Ao manter representantes no interior, o Gaeco consegue perceber esses movimentos ainda no início, quando a intervenção é mais eficaz e o dano social é menor.
A expansão também favorece o contato com a população. Segundo o promotor, muitas pessoas do interior se sentem mais à vontade para procurar pessoalmente o Ministério Público e relatar situações suspeitas. A conversa direta permite esclarecer dúvidas e obter detalhes que ajudam a compreender os fatos apresentados.
“Nosso principal objetivo é exatamente a aproximação”, afirma Anderson Batista, ao explicar que a regionalização busca aproximar o Gaeco tanto da sociedade quanto dos órgãos responsáveis pela investigação e fiscalização.
Atuação local
De acordo com Anderson Batista, o conhecimento da realidade local contribui para o trabalho investigativo, especialmente em casos que exigem sigilo. A proximidade permite que o representante do Ministério Público conheça os atores institucionais da região e articule a colaboração entre equipes policiais.
Outro aspecto é o atendimento presencial. A presença de um representante do Gaeco no município amplia as possibilidades de contato direto com a população, que pode procurar o Ministério Público para apresentar informações e denúncias.
A estratégia também considera a necessidade de construir relações de confiança entre as instituições. Em localidades menores, o conhecimento prévio das dinâmicas locais ajuda a identificar possíveis conflitos de interesse e a definir os cuidados necessários para preservar o sigilo das investigações.
As regionais atuam de forma integrada. As informações levantadas em cada município e região são compartilhadas com a sede, em Porto Velho, o que permite cruzar dados e identificar conexões entre fatos que, vistos separadamente, pareceriam pontuais.
Um mesmo grupo criminoso pode atuar em mais de uma cidade ou região, e a leitura integrada permite compreender a estrutura da organização como um todo e orientar a atuação de forma mais estratégica.
Capacitação
Para apoiar a expansão, policiais militares de inteligência que atuam no interior participam de treinamento voltado à metodologia de investigação do Gaeco. A capacitação ocorre em articulação com a Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado, vinculada à estrutura estadual de segurança pública.
Para apoiar esse processo, nove policiais militares que atuam na área de inteligência no interior estão sendo capacitados para trabalhar com a metodologia do Gaeco. São três profissionais de Cacoal, três de Rolim de Moura e três de Vilhena. A proposta é que, após a capacitação, eles retornem às cidades de origem e contribuam com as atividades das regionais.
A proposta é preparar os profissionais para trabalhar de forma integrada com as regionais, especialmente na coleta, análise e cruzamento de informações relacionadas às organizações criminosas.
O trabalho dos analistas envolve, entre outras atividades, a pesquisa em fontes abertas na internet, o exame de documentos e a análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos.
A sede, em Porto Velho, permanece como referência para o suporte técnico e pericial especializado.
A coordenação do Gaeco também projeta ampliar a estrutura das regionais de forma gradual, conforme as necessidades operacionais. A perspectiva é aumentar a dedicação dos promotores ao grupo e fortalecer as equipes de apoio, sem comprometer a capacidade de atendimento da sede.
Estrutura, Tecnologia e Pessoal
O coordenador do Gaeco explicou ainda que a transição para uma persecução penal orientada por dados exige investimentos contínuos em infraestrutura de TI, estações de trabalho de altíssimo desempenho, softwares de inteligência forense e um quadro funcional especializado.
A partir de maio de 2021, o Gaeco ingressou em um plano sistemático de modernização e reestruturação. O processo de modernização operacional esteve fincado em três eixos vitais:
Hardware de Alta Performance: Substituição do parque tecnológico por estações de trabalho avançadas, dotadas de capacidade de processamento massivo.
O processamento de grandes volumes de dados de extrações eletrônicas inviabiliza o uso de computadores convencionais, os quais travam e paralisam as investigações.
Softwares Forenses Especializados: Aquisição e renovação contínua de licenças para sistemas de extração de dados, quebra de senhas, perícia digital forense, análise de vínculos (link analysis) e scanners de alta produtividade.
Ergonomia e Saúde Ocupacional: Reorganização dos espaços físicos de trabalho focando na ergonomia e no bem-estar dos servidores. A adequação ambiental reduziu o desgaste físico e psíquico decorrente da análise ininterrupta de dados brutos por longas jornadas, resultando na diminuição de licenças médicas, mitigação de erros operacionais e sensível incremento na precisão técnica dos relatórios de inteligência.
Participação da Sociedade
As investigações do Grupo têm três principais origens: a prospecção própria de inteligência, que envolve o monitoramento de informações e indícios de atividades criminosas; as denúncias recebidas pela Ouvidoria do MPRO; e os encaminhamentos de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) e a Polícia Federal.
Para que uma denúncia ajude o Gaeco a investigar um possível crime, é necessário apresentar informações concretas sobre os fatos. Relatos baseados apenas em suspeitas, sem indicar o que aconteceu ou quem pode estar envolvido, podem não ser suficientes para iniciar uma apuração.
O promotor explica que o Ministério Público precisa de elementos que permitam verificar se há indícios de irregularidades. A compra de um carro caro por um servidor público, por exemplo, não comprova, por si só, a prática de corrupção. É necessário apresentar informações que ajudem a esclarecer a possível origem ilícita do dinheiro ou a relação com algum crime.
Segundo Anderson Batista, o cidadão pode contribuir com a investigação informando, sempre que souber, quem são os envolvidos, qual irregularidade teria ocorrido, como ela foi praticada, onde e quando aconteceu.
Quanto mais precisos forem os dados apresentados, maiores serão as possibilidades de a equipe analisar a denúncia e identificar elementos que justifiquem o aprofundamento da investigação.
Como denunciar
A população pode denunciar possíveis irregularidades ao MPRO presencialmente, nas unidades da instituição em Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena; pelo telefone 127; pelos WhatsApps (69) 99977-0127 e (69) 99977-0180; ou pelo formulário eletrônico da Ouvidoria.
Endereços para atendimento presencial:
Porto Velho: Rua Jamari, 1555, Olaria.
Ariquemes: Avenida Tancredo Neves, 2700, Setor Institucional.
Ji-Paraná: Rua Seis de Maio, 485, Urupá.
Cacoal: Avenida São Paulo, 3477, Jardim Clodoaldo.
Rolim de Moura: Avenida João Pessoa, 4526, Centro.
Vilhena: Avenida Luís Maziero, 4480, Jardim América.
Série especial
Esta matéria integra a série “MP mais perto de você”, que apresenta ações do programa de aperfeiçoamento institucional do Ministério Público de Rondônia. A iniciativa reúne medidas voltadas à ampliação e ao aprimoramento dos serviços prestados pelo MPRO à população em diferentes regiões do Estado.
A série apresenta, em sequência, as ações do programa e mostra como as medidas adotadas ampliam a presença da instituição e qualificam o atendimento à população.
Gerência de Comunicação Integrada (GCI)
Fonte: Via: florestanoticias
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Com diagnóstico na Saúde pronto, futuro Governo reduzirá gastos da máquina e promete fortes ações nos 100 dias para reduzir filas de exames e cirurgias – Política
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26 minutos agoon
outubro 28, 2026By
celio
O futuro Governo, liderado por Marcos Rogério (PL), fará um amplo corte de gastos da máquina pública, reduzindo cargos de confiança, contratos e despesas com passagens e diárias, e criará uma força-tarefa através do chamado Gabinete de Crise na Saúde nos primeiros 100 dias para reduzir filas de exames e cirurgias, uma das promessas de campanha do atual senador. O diagnóstico na Saúde já está pronto e será apresentado nos próximos dias ao governador eleito, garante o deputado federal reeleito Lúcio Mosquini (PL), coordenador da Transição do Governo. No Eixo Saúde, um dos 10 criados para estudar a atual máquina pública, foram detectados 47 contratos continuados e a recomendação será a continuidade para não parar as ações na Saúde, porque tratam-se de contratos de anestesistas, fornecimento de oxigênio, remédios essenciais, UTIs, entre outros.
Para Mosquini, a economia será possível para garantir investimentos onde há necessidade através da criação da futura Secretaria de Eficiência de Gasto Público, que substituirá a atual Secretaria de Gastos Públicos (Sugesp), mas com maior abrangência. Sobre o trabalho da transição, o coordenador explica que o grupo de 22 técnicos foi dividido em equipes para atuar na compilação de dados dos 10 eixos de abordagem. Por exemplo, o Eixo Produção envolveu a Seagri, Emater, Idaron e a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).
O trabalho de Mosquini foi elogiado por membros da equipe de transição, a exemplo do advogado Edemir Monteiro Brasil Neto, membro da Procuradoria Geral do Estado (PGE). A futura primeira-dama Patrícia Rigotti também fez menção a boa condução dos trabalhos liderada pelo parlamentar reeleito. Patrícia e Edemir são dois nomes certos para configurar o primeiro escalão do Governo Marcos Rogério. Perguntado se abriria mão do mandato para ajudar a equipe do governador eleito, Lúcio preferiu não responder, mas explicou que será um “colaborador e apoiador” do futuro Governo.
FonteVia: rondoniagora
NOTICIAS
Começou mais um Quartão da economia no Tradição com ofertas imperdíveis, confira!
Published
1 hora agoon
outubro 28, 2026By
celio
O Supermercado Tradição, em Alta Floresta d’Oeste (RO), preparou mais uma edição do tradicional Quartão da Economia, que acontece nesta quarta-feira, dia 14 de outubro, trazendo ofertas especiais e preços atrativos para os consumidores.
A campanha promete movimentar as duas unidades do supermercado, oferecendo aos clientes a oportunidade de abastecer a despensa, garantir produtos para o dia a dia e aproveitar preços que cabem no bolso.
Com o compromisso de oferecer qualidade, variedade e economia, o Supermercado Tradição reforça seu objetivo de proporcionar vantagens para as famílias de Alta Floresta d’Oeste e região.
As ofertas do Quartão da Economia serão válidas nas duas unidades do Supermercado Tradição:
- 📍 Unidade Avenida Brasil
- 📍 Unidade Avenida Rondônia
A direção do supermercado convida toda a população a aproveitar a promoção nesta quarta-feira e conferir de perto as oportunidades de economia.
É nesta quarta-feira, 14 de outubro! Chegou o Quartão da Economia do Supermercado Tradição!
Supermercado Tradição — Economia todos os dias!
Fonte: Via: florestanoticias
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