Mulheres são maioria do eleitorado rondoniense, mas continuam sub-representadas nos espaços de decisão.
O direito de votar não foi uma concessão espontânea. Foi uma conquista construída ao longo de décadas, em meio à resistência de uma sociedade que durante muito tempo tratou as mulheres como incapazes de participar das decisões públicas. No Brasil, o voto feminino foi reconhecido em 1932, depois de uma longa mobilização pelo direito das mulheres de escolher seus representantes e serem reconhecidas como cidadãs.
Eleitora vota para presidente da República em 1955, no Rio de Janeiro. O direito ao voto foi uma conquista histórica das mulheres brasileiras. Imagem: Arquivo Nacional.
Mas a presença das mulheres nos espaços de poder ainda está longe de refletir sua participação na sociedade. Em Rondônia, elas representam 51,58% do eleitorado, com 653.593 eleitoras aptas a votar nas eleições de 2026. Apesar de serem maioria nas urnas, continuam em minoria entre as pessoas eleitas.
O resultado das eleições estaduais de 2026 evidencia essa desigualdade. As mulheres conquistaram três das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Rondônia e três das oito vagas do estado na Câmara dos Deputados. No Senado Federal, as duas vagas titulares foram conquistadas por homens, assim como os cargos de governador e vice-governador.
Infográfico: Representação feminina nos cargos eletivos de Rondônia após as eleições de 2026
A desigualdade, porém, não se resume à quantidade de cadeiras ocupadas. Ela também se manifesta nas condições para disputar uma eleição, conquistar apoio, exercer um mandato e ter suas decisões respeitadas. Em situações mais graves, essas barreiras assumem a forma de violência política de gênero.
Quando ocupar espaço significa ter de provar que se pertence a ele
Para mulheres que chegam à política, conquistar uma posição nem sempre significa ter sua autoridade reconhecida. A experiência de Liliane Rodrigues, representante de um partido político em Rondônia, revela como essa desigualdade pode aparecer nas relações cotidianas de poder.
“É exaustivo ter que reafirmar constantemente a nossa capacidade, enfrentar colegas homens que tentam passar por cima das nossas decisões e ocupar espaços que conquistamos com responsabilidade e competência. O machismo não se manifesta apenas pela agressão física; ele está presente nas atitudes que tentam silenciar, diminuir e desrespeitar as mulheres”, relata.
O que Liliane descreve não se resume à disputa por espaço. Trata-se também de conseguir exercer a autoridade depois de conquistá-la. Quando decisões são desconsideradas ou a capacidade de uma mulher é colocada em dúvida por causa do gênero, a desigualdade pode se manifestar de forma menos evidente, incorporada às relações cotidianas.
É justamente essa dimensão menos visível que exige atenção, explica Glauco Maldonado Martins, coordenador eleitoral do Ministério Público de Rondônia (MPRO).
“Existe uma violência chamada simbólica. Essa violência é uma violência, muitas vezes, invisibilizada, porque nem a própria mulher consegue entender que ela acabou de ser vítima de uma violência”, explica.
Segundo Glauco, gestos, piadas e falas podem transmitir uma ideia de superioridade masculina, desqualificar a capacidade intelectual de uma mulher ou tentar afastá-la de um debate. Ele ressalta que a divergência política, por si só, não constitui uma infração.
“Divergir da mulher no campo das ideias não é crime, isso faz parte da democracia”, afirma.
A lei e a clareza: o que é violência política de gênero?
A violência política de gênero é uma forma de restringir a participação das mulheres na vida política por meio de condutas discriminatórias, intimidação ou tentativas de silenciamento. No âmbito criminal, o artigo 326-B do Código Eleitoral tipifica condutas praticadas contra candidatas a cargo eletivo ou detentoras de mandato, quando envolvem menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia e têm a finalidade de impedir ou dificultar a campanha eleitoral ou o exercício do mandato.
Incluído pela Lei nº 14.192/2021, o dispositivo prevê pena de reclusão de um a quatro anos e multa, observadas as circunstâncias previstas na legislação.
A identificação de uma possível situação de violência política de gênero depende da análise do contexto e dos requisitos legais. Divergências políticas, críticas ou conflitos, isoladamente, não configuram automaticamente esse crime.
A fraude à cota de gênero é outra irregularidade eleitoral. Ela ocorre quando candidaturas femininas são registradas de forma fictícia para contornar a exigência legal de participação de mulheres. Quando comprovada, pode levar a sanções eleitorais, conforme as circunstâncias e a responsabilidade dos envolvidos. É uma infração distinta do crime de violência política de gênero, embora ambas as situações possam prejudicar a participação feminina na política.
O que dizem as mulheres eleitas
Para compreender como essas barreiras são percebidas em Rondônia, a reportagem ouviu sete mulheres eleitas sobre violência política, segurança, condições de campanha e apoio dos partidos.
Entre as participantes, quatro afirmaram ter sofrido ou presenciado discriminação ou ataques motivados pelo fato de serem mulheres. Cinco apontaram o posicionamento político ou ideológico como fator relacionado a essas experiências, enquanto quatro mencionaram o partido político. Os fatores podiam ser selecionados simultaneamente.
Quando questionadas sobre segurança, seis das sete participantes (85,7%) disseram sentir-se apenas parcialmente seguras por serem mulheres em Rondônia. Em relação às oportunidades e aos recursos oferecidos pelos partidos durante as eleições, quatro avaliaram que há igualdade apenas parcial e duas consideraram que ela não existe. Apenas uma respondeu que mulheres e homens recebem as mesmas oportunidades e recursos.
O levantamento tem caráter exploratório e não representa o conjunto das mulheres eleitas no estado. As respostas oferecem, contudo, um recorte das percepções dessas sete participantes sobre segurança, discriminação e desigualdade nas condições de participação política.
A disputa também acontece dentro dos partidos
A baixa representação feminina não se explica por um único fator. As condições de financiamento, o apoio partidário e as oportunidades oferecidas às candidatas também influenciam suas possibilidades de disputar eleições e conquistar mandatos.
Para Maria Vitória Araújo, analista política e especialista em Poder Legislativo na BMJ Consultoria, ampliar a participação feminina exige que os partidos criem condições reais para que as mulheres disputem eleições, com acesso a recursos e estrutura de campanha.
“A presença de mulheres em diferentes campos ideológicos também demonstra que a discussão não pertence a um único espectro político. O desafio é garantir condições de participação para candidatas com diferentes propostas e posicionamentos. A violência política de gênero pode agravar esse cenário quando é utilizada para intimidar, desqualificar ou dificultar a atuação de uma mulher. Não é a única barreira à representação feminina, mas pode comprometer as condições para disputar uma eleição e exercer um mandato.”
Nas redes sociais, a voz ganha alcance — e fica mais exposta
As redes sociais abriram novos caminhos para a participação política feminina. Por meio delas, candidatas e parlamentares podem apresentar suas ideias, construir uma comunicação direta com o eleitorado e mobilizar apoiadoras sem depender exclusivamente dos canais tradicionais dos partidos.
Ao mesmo tempo, a exposição amplia os riscos de ataques, ameaças e difamação. Para o jornalista político Daivid Lira, os dois fenômenos acontecem simultaneamente.
“A internet democratizou o acesso à comunicação política, permitiu que as mulheres conquistassem essa visibilidade no campo político e também construíssem as suas próprias narrativas e participassem de debates dos quais elas sempre tiveram menos espaço. Atualmente, mulheres conservadoras e progressistas utilizam as plataformas digitais para fortalecer suas identidades políticas, divulgar pautas e mobilizar apoiadoras. Mas a possibilidade de falar diretamente com o público também vem acompanhada de riscos de ataques, ameaças, difamação e a violência política de gênero”, afirma.
Denunciar ainda é um desafio
A juíza do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), Letícia Botelho, destaca que a efetividade da legislação sobre violência política de gênero ainda está em processo de consolidação. A aplicação das normas depende de informação, acesso aos canais de denúncia, investigação e atuação coordenada das instituições.
No âmbito eleitoral, a Ouvidoria da Mulher é um dos canais que podem contribuir para acolher manifestações e orientar mulheres que enfrentam situações de violência ou discriminação. A preservação de provas também pode ser importante para o encaminhamento de cada caso.
Glauco Maldonado Martins informou que, até a data da entrevista, o MPRO havia recebido três relatos de crimes de violência política de gênero durante o período eleitoral de 2026. O número corresponde aos registros recebidos até aquele momento, não a um balanço definitivo de todos os casos ocorridos em Rondônia.
O silêncio das vítimas, o desconhecimento sobre a legislação e as dificuldades para formalizar uma denúncia também podem influenciar os registros. Por isso, a quantidade de relatos recebidos não permite, isoladamente, dimensionar a ocorrência desse tipo de violência.
A advogada Valentina Franco, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB e fundadora da Associação Humanitária Gerar Empreender e Valorizar, relata que já recebeu mulheres pré-candidatas e eleitas que afirmaram ter sofrido violência política. Em sua avaliação, o medo de retaliação e de isolamento dentro do ambiente político pode dificultar a procura por ajuda.
Valentina também aponta dificuldades para demonstrar determinadas condutas, especialmente quando envolvem violência simbólica ou psicológica. A análise, segundo ela, precisa considerar elementos como a divulgação de mensagens, a distribuição de recursos, a participação efetiva na campanha e as circunstâncias em que os ataques ocorreram.
A advogada defende que as instituições atuem na apuração dos fatos e na reunião de provas, sem presumir irregularidades apenas porque uma candidatura feminina recebeu poucos votos ou teve pouca visibilidade. A responsabilização deve depender de elementos concretos, e não de conclusões automáticas.
O que os levantamentos conseguem mostrar
O Monitor de Violência Política de Gênero e Raça 2025, do Instituto Alziras, identificou 62 ações penais eleitorais em sua base mapeada no período de 2021 a 2025, sendo uma relacionada a Rondônia. Os casos identificados correspondem à base consultada pelo monitor e não representam necessariamente o universo completo de ocorrências no país.
O relatório também aponta dificuldades para acompanhar a tramitação dos processos e a ausência de fluxos padronizados entre as instituições. Esses obstáculos dificultam a compreensão do percurso das denúncias, desde o registro inicial até os possíveis desdobramentos judiciais.
Glauco Maldonado Martins, coordenador eleitoral do Ministério Público de Rondônia, explica como a violência simbólica pode se manifestar nas relações políticas. Imagem: Ingrid Valerie.
Para enfrentar o problema, o MPRO desenvolve ações de conscientização sobre a violência política de gênero. O órgão promove uma campanha com peças em outdoors, busdoors, rádio, televisão e redes sociais, buscando ampliar o conhecimento da população sobre o tema e orientar mulheres sobre a importância de reconhecer e denunciar situações de violência.
O Ministério Público Eleitoral também conta com um grupo de trabalho nacional voltado à prevenção e ao enfrentamento desse tipo de violência, criado em 2021. Em setembro de 2026, o Ministério Público Eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral firmaram um protocolo de cooperação relacionado ao tema.
Quem vivenciar ou tiver conhecimento de uma possível situação de violência política de gênero pode procurar os canais oficiais do Ministério Público. No MPRO, é possível registrar manifestações pelo formulário disponível no site institucional ou entrar em contato com a Ouvidoria pelo telefone 127. Mensagens, áudios, vídeos, links e outros registros podem ajudar a documentar os fatos e devem ser preservados, quando possível.
Da violência à busca por justiça: o papel da rede de proteção
Dois dias antes da eleição municipal de 2024, quando era candidata a vice-prefeita de Porto Velho, Liliane viveu uma das experiências mais dolorosas de sua vida. Ela relata ter sido vítima de estupro após uma reunião de apoio a um candidato.
Apesar de o episódio ter ocorrido durante a campanha eleitoral, a denúncia não foi acolhida como violência política de gênero. Segundo Liliane, o caso foi tratado na esfera da violência doméstica e o processo seguiu por esse caminho.
Liliane Rodrigues tornou pública a denúncia de violência sexual sofrida durante o período eleitoral de 2024. Imagem: Reprodução Instagram.
Mesmo profundamente abalada, Liliane decidiu denunciar. Quatro amigas a acompanharam durante todo o percurso. Depois, ela também recebeu apoio da Rede Lilás, do Ministério Público, de movimentos feministas e de outras organizações. A experiência evidencia a importância de uma rede de apoio para mulheres que decidem denunciar uma violência.
Ao tornar o caso público, Liliane relata ter enfrentado descredibilização, ameaças e julgamentos. Segundo ela, o agressor foi condenado e está preso. Mesmo após a condenação, a proteção continua necessária: a Patrulha Maria da Penha acompanha o cumprimento de sua medida protetiva.
A experiência também motivou uma reflexão sobre o atendimento oferecido às vítimas. Liliane defende a criação de um espaço especializado que reúna atendimento médico, apoio psicológico, medicação, exame de corpo de delito e orientação jurídica. Para ela, as mulheres precisam encontrar acolhimento e segurança sem ter de percorrer diferentes serviços em um momento de extrema vulnerabilidade.
Sua história não é apresentada como um caso comprovado de violência política de gênero, mas ajuda a compreender outra dimensão do enfrentamento à violência contra as mulheres: a necessidade de uma rede de proteção acessível, articulada e capaz de acompanhar as vítimas para além da denúncia.
Prevenção, acolhimento e proteção: as outras frentes do MPRO
O enfrentamento à violência contra as mulheres envolve diferentes etapas, da prevenção ao atendimento das vítimas e à responsabilização dos agressores. Em Rondônia, o Ministério Público desenvolve iniciativas que buscam ampliar o acesso à informação e fortalecer a rede de proteção.
Entre as iniciativas estão o MP – Mulher Protegida, a Sala Lilás, o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência (NAVIT), o projeto Maria da Penha Vai à Escola e a Ouvidoria das Mulheres.
Embora não sejam todos mecanismos específicos de combate à violência política de gênero, essas iniciativas integram a rede mais ampla de prevenção, acolhimento e proteção às mulheres.
Entre o direito de votar e o direito de exercer o poder
A trajetória de Liliane mostra que, depois da violência, a busca por justiça também exige coragem para enfrentar o julgamento, a desconfiança e as tentativas de descredibilização. Na política, mulheres que denunciam ataques ou questionam as estruturas de poder podem encontrar barreiras semelhantes para serem ouvidas e respeitadas. São experiências distintas, que exigem respostas específicas, mas que colocam em evidência a importância de instituições capazes de acolher, apurar e proteger.
A liberdade das mulheres não pode depender da capacidade individual de suportar a violência ou de reunir forças para enfrentá-la. Precisa ser assegurada por uma rede de proteção que funcione, por mecanismos de responsabilização efetivos e por condições para que meninas e mulheres conheçam e exerçam seus direitos.
No campo político, essa garantia tem um significado particular: a democracia não pode admitir que o gênero de uma pessoa determine o custo de sua participação. Enquanto mulheres precisarem enfrentar obstáculos impostos por serem mulheres para disputar eleições, exercer mandatos ou fazer valer suas decisões, a igualdade de direitos continuará distante da igualdade vivida.
Uma sociedade livre de todas as formas de violência contra meninas e mulheres não se mede apenas pelos direitos que reconhece, mas pelas condições concretas para que esses direitos sejam exercidos. Na política, isso significa que a participação feminina não pode ser apenas formal: precisa ocorrer com liberdade, segurança e igualdade de condições.
A temporada de casamentos de verão exige planejamento. Cerimônias ao ar livre, festas que começam ao entardecer e convites que chegam com poucas semanas de antecedência deixam pouco tempo para decidir o que vestir, e a escolha de última hora costuma sair mais cara e menos acertada.
Antecipar o look é a melhor forma de chegar à festa com tranquilidade. Quando a roupa é escolhida com calma, sobra tempo para provar, ajustar a barra, testar o calçado e pensar nos acessórios, sem a correria que costuma tomar conta da semana do casamento.
Novembro é um bom momento para começar essa pesquisa: o calor se aproxima, a agenda de convites enche e ainda dá tempo de comparar cores, tecidos e modelagens. Vale usar o período para definir o que o seu estilo pede e o que cada tipo de cerimônia permite.
Para ajudar nessa escolha, vale conhecer asofertas da Black Friday de vestidos, macacões e conjuntos de alfaiataria, que permitem comparar opções com antecedência e sem pressa. As dicas a seguir ajudam a transformar esse planejamento em um look seguro e cheio de personalidade.
1. Descubra o tipo de cerimônia e o dress code
O primeiro passo é entender o formato do casamento: dia ou noite, igreja, campo, praia ou salão. O convite costuma trazer o traje sugerido, como passeio completo, esporte fino ou traje livre, e essa informação orienta o comprimento, o tecido e o nível de formalidade da produção.
Na dúvida, vale conversar com os noivos ou com outros convidados. Saber se a cerimônia será longa, se haverá deslocamento a pé e como será o espaço da festa evita surpresas e ajuda a escolher uma roupa confortável do início ao fim.
2. Escolha as cores com atenção
Algumas cores pedem cuidado. Branco, off-white e tons muito próximos costumam ser reservados à noiva, e o preto, embora elegante, pode parecer sério demais em cerimônias diurnas de verão. Verdes, azuis, terracotas, rosas e tons terrosos funcionam bem e combinam com a energia da estação.
Estampas florais discretas, cores vibrantes e tons metalizados também são boas opções, desde que o restante da produção seja equilibrado. Se a festa for à noite, tons mais profundos ganham destaque; durante o dia, cores claras e luminosas favorecem as fotos e o clima.
3. Aposte em tecidos leves
O calor pede tecidos que respirem e mantenham o conforto durante horas. Crepes fluidos, cetins leves, chiffon e viscose acompanham o movimento e evitam o desconforto de uma roupa pesada em cerimônias ao ar livre.
Vale observar também a transparência, a facilidade de amassar e a presença de forro. Peças que mantêm a aparência após o trajeto e as fotos são aliadas importantes em um dia longo, sobretudo para quem vai viajar até o local do casamento.
4. Defina a modelagem pelo local
Casamentos na praia ou no campo pedem modelagens que permitam caminhar com segurança, como vestidos midi, longos fluidos e macacões de pernas amplas. Em salões e igrejas, há mais espaço para modelos estruturados, fendas e decotes de maior destaque.
Antes de decidir, imagine as situações do dia: cumprimentar convidados, sentar à mesa, dançar e tirar fotos. Uma modelagem que valoriza o corpo e permite se movimentar com liberdade faz a diferença entre estar bonita e se sentir bem.
5. Pense no look completo
Calçados, bolsa, brincos e uma camada extra para a noite completam a produção. Em gramados e areia, saltos blocados, plataformas e sandálias baixas de acabamento elaborado oferecem mais estabilidade do que saltos finos.
Quando o vestido já tem muito detalhe, os acessórios podem ser discretos; se a roupa é mais limpa, uma bolsa de formato marcante ou brincos maiores concentram a atenção. Definir esse conjunto com antecedência evita compras de última hora.
6. Escolha peças que possam ser reutilizadas
Um look de casamento não precisa ser usado uma vez só. Vestidos midi, macacões e conjuntos de alfaiataria leve podem ir a jantares, formaturas, confraternizações e viagens, desde que sejam combinados com acessórios e calçados diferentes.
Pensar no reuso ajuda a priorizar peças versáteis e a ampliar o valor de cada compra. Se a temporada de festas tem vários convites, vale montar uma pequena seleção de peças que se complementam em vez de buscar um look novo para cada evento.
7. Compre com antecedência e reserve tempo para ajustes
Fechar a escolha cedo dá espaço para provar o look em casa, testar o calçado e fazer pequenos ajustes de barra ou cintura. Também permite conferir prazos de entrega e regras de troca, o que reduz o risco de ficar sem a peça na semana do casamento.
Faça um teste completo com a roupa e os acessórios: sente, caminhe, levante os braços e confira a segurança das alças e dos fechos. Assim, no dia da festa, o único ponto de atenção será aproveitar a celebração.
Escolher o look de um casamento de verão com antecedência é um gesto de cuidado consigo mesma. Com a ocasião definida, cores bem pensadas, tecidos leves e modelagens confortáveis, a produção acompanha a sua personalidade e chega à festa com a confiança de quem planejou cada detalhe.
Em Porto Velho e no interior de Rondônia, boa parte dos homens que procuram um perfume importado masculino compra pela internet, sem poder cheirar o frasco antes. A escolha vira um jogo de palpite: o nome é conhecido, a foto é bonita, a avaliação é boa, e mesmo assim o cheiro que chega pode não ter nada a ver com o que se imaginava. Entender como o perfume é descrito reduz bastante esse risco.
Perfume importado masculino começa pela família olfativa
Os rótulos e as descrições usam a família olfativa para resumir o perfil do perfume. As mais comuns no universo masculino são a amadeirada, a aromática, a cítrica e a oriental. A amadeirada lembra cedro, vetiver e patchouli. A aromática traz ervas e lavanda. A cítrica usa limão, bergamota e laranja. A oriental junta especiarias, âmbar e baunilha.
Nenhuma é melhor que a outra. O que muda é o uso. Cítricos e aromáticos pedem menos esforço e combinam com o trabalho. Orientais ficam mais densos e rendem melhor em encontros e noites. Se você nunca comprou importado, comece pela família do perfume que já usa e deu certo.
Leia as três camadas de notas
A descrição de um perfume costuma dividir as notas em topo, coração e fundo. O topo é o que se sente nos primeiros minutos. O coração define o caráter depois que o topo passa. O fundo é o que sobra na pele e na roupa horas depois. Dois perfumes de abertura parecida podem terminar muito diferentes, por isso vale ler o fundo antes de decidir.
Asad, da Lattafa
O Asad é um perfume masculino da família Oriental (Âmbar), lançado em 2021. Na abertura aparecem Pimenta-preta, Abacaxi e Tabaco. No coração, Patchouli, Café e Íris. No fundo, Baunilha, Âmbar, Madeira seca, Benjoim e Labdano. É Eau de Parfum, em frasco de 100 ml. O perfil é doce e especiado, mais próprio de uma saída à noite do que de um dia de calor forte.
Fakhar Black, também da Lattafa
O Fakhar Black, de 2022, é um oriental masculino em Eau de Parfum de 100 ml. O topo traz Maçã, Bergamota e Gengibre. O coração reúne Lavanda, Sálvia, Zimbro e Gerânio. O fundo tem Fava tonka, Cedro, Amberwood e Vetiver. A mistura de erva e madeira dá um perfil mais seco que o do Asad.
Os dois são importados, masculinos e da mesma casa, e ainda assim pedem ocasiões diferentes. Esse é o tipo de comparação que ajuda mais do que a fama do nome.
Casas e linhas: como se orientar no catálogo
Importados chegam de várias casas, e cada uma costuma ter linhas com identidade própria. A Lattafa, dos Emirados Árabes, trabalha muito com orientais e amadeirados. A Armaf, também dos Emirados, tem a linha Club de Nuit, que reúne várias versões masculinas. Quando uma casa tem uma linha inteira, vale olhar a família toda antes de escolher um único frasco, porque as versões variam em doçura, intensidade e concentração.
Eau de Toilette ou Eau de Parfum
Eau de Toilette, Eau de Parfum e Extrait são categorias de concentração de compostos aromáticos. De modo geral, o Eau de Toilette tem menos concentração e o Eau de Parfum fica no meio. A categoria indica a proposta, mas a duração na pele depende da fórmula e de quem usa. No calor de Rondônia, uma versão mais leve pode ser mais confortável durante o dia, e a mais concentrada rende melhor à noite, com menos borrifadas.
Clima quente e perfume importado masculino
O calor muda o comportamento do perfume. A pele quente acelera a evaporação das notas de topo e faz o fundo aparecer mais cedo. A umidade e o suor também interferem: a pele suada dilui a camada de perfume e soma o cheiro do corpo ao da fragrância. Por isso o mesmo frasco pode parecer outro em um dia abafado e em um ambiente com ar-condicionado.
Na prática, isso orienta a escolha. Perfumes de abertura cítrica ou aromática costumam ser mais confortáveis durante o dia. Os doces e especiados, como os orientais, ficam mais intensos no calor, então pedem dose menor e, de preferência, horários mais amenos. Antes de decidir por um frasco para o dia a dia, teste-o em uma tarde quente e veja como ele se comporta depois de algumas horas.
Onde aplicar e quanto usar
Aplique depois do banho, com a pele limpa e seca, em pontos como a parte interna do pulso e a dobra do cotovelo. Um ou dois borrifos bastam para a maior parte dos perfumes. Evite esfregar um pulso no outro: o gesto aquece e espalha o líquido antes da hora. Se o cheiro parecer ter sumido, aproxime o pulso do nariz depois de um tempo longe dele antes de reaplicar, porque o próprio olfato se acostuma ao perfume em poucos minutos.
Quem trabalha ao ar livre ou em ambientes quentes pode preferir aplicar na roupa, de longe e em tecido que não manche, já que o tecido não sua. Teste antes numa área escondida. Perfume na roupa dura mais do que na pele, o que também significa que ele pode permanecer de um dia para o outro.
Como testar quando chegar
Papel e pele. Borrife uma tira de papel e um ponto do pulso, e compare depois de uma hora.
Dia comum. Use o perfume numa rotina normal, com o calor e o trânsito de sempre, antes de formar opinião.
Dose pequena. Um ou dois borrifos já mostram o perfil. No calor, mais do que isso costuma pesar.
Conferência da encomenda
Quando o pacote chegar, abra com calma. Compare nome, volume e concentração da caixa com o pedido e com a nota fiscal. Veja se a embalagem está íntegra, fotografe qualquer avaria e guarde o código de lote da base da caixa. O artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor prevê o direito de arrependimento em compras feitas fora da loja física, e cada loja descreve como quer receber a devolução. Leia essas condições antes de abrir o lacre. Se algo não bater, fale com o vendedor antes do primeiro uso.
Onde comparar opções
Com a família, o fundo e a concentração em mente, fica mais fácil percorrer um catálogo. Uma seleção de perfumes Club de Nuit da Armaf é um bom ponto de partida para quem quer comparar versões de uma mesma linha, com notas e concentração descritas lado a lado.
No fim, um bom perfume importado masculino é o que combina com o seu clima, a sua rotina e o seu gosto. Para ver outras casas e famílias olfativas, uma referência é perfumearabe.com.
O desfecho da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7222) no Supremo Tribunal Federal (STF) coloca a enfermagem brasileira — e em especial os servidores municipais de Porto Velho — em um momento histórico de definição. Na linha de frente dessa batalha, a vereadora Ellis Regina, que traz no seu histórico a vivência como servidora pública de carreira, parlamentar e presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Porto Velho (SINDEPROF), acompanha com expectativa e pulso firme as movimentações em Brasília.
Para a parlamentar, o julgamento no Supremo representa a consolidação de uma luta de anos por dignidade salarial e reconhecimento profissional de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem que mantêm a saúde pública da capital de pé. A Adi 7222 está em tramitação na Suprema Corte, mas teve julgamento suspenso ontem a pedido do ministro Gilmar Mendes.
Em defesa do texto original aprovado pelo Congresso
A posição de Ellis Regina é clara: a vitória completa da categoria depende do rechaço às teses empresariais que tentam derrubar a Lei nº 14.434/2022, bem como da derrubada das travas impostas pelas decisões cautelares que reduziram o alcance do piso salarial nacional.
Como liderança sindical e representante política dos servidores municipais, a vereadora contesta o “fatiamento” do piso por meio da regra de proporcionalidade para jornadas inferiores a 44 horas semanais e do abate de gratificações fixas sob o pretexto de “remuneração global”.
“A enfermagem não pediu um favor; conquistou um direito legítimo votado e aprovado no Congresso Nacional. Acompanhamos o STF na expectativa de um desfecho inteiramente favorável, que valide a lei em sua essência original: como piso no vencimento básico e sem desidratar as conquistas do nosso Plano de Cargos, Carreiras e Salários”, afirma Ellis Regina.
Atuação municipal e garantia de direitos
Na Câmara Municipal de Porto Velho, Ellis Regina tem atuado como ponte entre a categoria, a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA) e a gestão municipal, garantindo que o repasse da Assistência Financeira Complementar enviado pela União chegue de forma transparente e correta ao contracheque dos servidores locais.
Além disso, como presidente do SINDEPROF, a parlamentar mantém vigilância constante para evitar que o pagamento do piso seja utilizado como justificativa para o achatamento da tabela remuneratória do município ou prejuízo às gratificações já conquistadas ao longo da carreira.
Momento de união e mobilização
Com o Supremo na fase final de pacificação do tema, a vereadora reforça a necessidade de manter a categoria unida e atenta aos próximos desdobramentos jurídicos e administrativos. Seja no plenário da Câmara, nas mesas de negociação com a Prefeitura ou na mobilização das ruas, nossa bandeira permanece a mesma: piso salarial justo, valorização da carreira municipal e respeito incondicional à Enfermagem de Porto Velho”, finalizou a vereadora.
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