O candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB), elevou o tom das críticas à gestão da saúde pública no estado e afirmou que os indicadores de expectativa de vida revelam um problema que, segundo ele, não pode mais ser tratado como normal ou inevitável.
Samuel Costa concedeu entrevista ao Jornal Clube Cidade, da Band FM 94.1, conduzida pela jornalista Beatriz Maciel, com participação do jornalista Ibernon Nunes.
Assista trecho da entrevista a rádio Band FM 94.1FM em rede estadual: https://youtu.be/-Cy6xQTRGDI?is=9zfdTkxoM690LGoU
De acordo com os dados apresentados pelo candidato, a expectativa de vida ao nascer em Rondônia é de 72,79 anos, contra 77,60 anos na média nacional. O estado aparece, nesse levantamento, entre os três com menor expectativa de vida do Brasil, à frente apenas de Maranhão e Piauí.
Para Costa, o número representa mais do que uma estatística: seria um reflexo das dificuldades enfrentadas pela população no acesso à saúde e a outros serviços públicos essenciais.
O candidato também criticou o que classificou como ingerência, ineficiência administrativa e falta de prioridade na condução das políticas públicas de saúde. Na avaliação dele, recursos e estruturas existentes precisam ser transformados em atendimento efetivo para quem depende exclusivamente do sistema público.
“Não vou aceitar como fato consumado ver o meu povo morrendo à míngua, enquanto a ineficácia permeia na administração pública. Vamos governar com o coração. Sou filho de Rondônia e farei o que for necessário para mudar esse triste cenário”, afirmou Costa.
“Saúde não pode ser balcão de interesses”
Samuel Costa defendeu uma mudança no modelo de gestão e afirmou que a saúde precisa ser conduzida com planejamento, transparência, metas e responsabilidade pública.
Segundo o candidato, o governo estadual deve concentrar esforços na ampliação e modernização da rede hospitalar, redução das filas, fortalecimento da atenção especializada, valorização dos profissionais de saúde e melhoria da estrutura de atendimento nos municípios.
“Não podemos aceitar que pessoas esperem meses por uma consulta, um exame ou uma cirurgia enquanto a administração pública não consegue entregar aquilo que é seu dever. Saúde não pode ser balcão de interesses. Saúde é direito, é vida e precisa estar acima de qualquer disputa política”, declarou.
Uma nova gestão para mudar indicadores
Costa sustenta que o desempenho da saúde deve ser acompanhado por indicadores objetivos, como redução da mortalidade, aumento da expectativa de vida, diminuição das filas e ampliação do acesso a consultas, exames e procedimentos.
Para ele, o desafio de Rondônia não é apenas aumentar a quantidade de recursos destinados à saúde, mas garantir que o dinheiro público resulte em atendimento digno e efetivo.
“Rondônia não pode se acostumar com indicadores ruins. Não quero governar para administrar filas, carências e problemas históricos. Quero governar para resolver. O nosso povo precisa viver mais e viver melhor”, afirmou.
O candidato disse ainda que pretende colocar a saúde entre as prioridades de seu programa de governo, com foco no fortalecimento do sistema público e na melhoria dos serviços oferecidos à população.
“Sou filho de Rondônia. Conheço a realidade de quem precisa do serviço público e não aceita mais esperar. Vamos enfrentar a ineficiência, combater a ingerência e colocar a vida das pessoas no centro das decisões do governo”, concluiu Costa.
Símbolo da democracia, as urnas eletrônicas passam a contar com algumas mudanças para as Eleições Gerais de 2026 que vão facilitar o uso pelo eleitor. A Justiça Eleitoral buscou identificar as principais dificuldades encontradas pela população na hora de votar e fez as devidas adaptações nos equipamentos, tudo para aprimorar a experiência do eleitor em um dos momentos mais importantes da vida cidadã.
Uma das modificações levou em consideração a dificuldade enfrentada nas últimas eleições por pessoas com deficiência visual, como o assistente administrativo Silvio Trindade. Na hora de exercer o direito ao voto, ele precisou se aproximar da tela da urna eletrônica e, em alguns momentos, recorrer a uma lupa para conseguir ler as informações exibidas durante a votação. Com novos tipos e tamanhos de letra, adaptados nas urnas, a situação foi corrigida.
Além da nova fonte tipográfica voltada à legibilidade, as urnas passam a contar também com telas de votação renovadas e uma barra de progresso, que permitirá ao eleitor acompanhar, em tempo real, o andamento da votação. Também foi ampliado o uso de intérpretes de Libras em diferentes etapas da interação com a urna eletrônica.
Ao testar a nova interface, que será utilizada nas Eleições 2026, a percepção de Silvio Trindade foi diferente. “As letras estão mais definidas, a fonte ficou melhor e a barra de progresso ajuda bastante a acompanhar a votação. Dessa forma, eu acredito que nem preciso usar a lupa”, relata.
A experiência de Silvio ajuda a ilustrar o objetivo das mudanças implementadas pela Justiça Eleitoral para o próximo pleito: tornar a votação mais acessível, intuitiva e fácil de acompanhar por todas as pessoas.
Nova fonte facilita leitura
Uma das mudanças mais perceptíveis está nos textos exibidos pela urna eletrônica. A Justiça Eleitoral passou a utilizar a fonte Atkinson Hyperlegible, desenvolvida pelo Braille Institute, organização especializada em acessibilidade para pessoas com deficiência visual.
O desenho das letras privilegia contraste, espaçamento e definição dos caracteres, características que favorecem a leitura e ajudam a explicar a percepção positiva observada durante os testes com usuários.
Barra de progresso orienta eleitor durante o voto
A inclusão de uma barra fixa na parte superior da tela da urna eletrônica serve como um indicador visual das etapas da votação, mostrando ao eleitor quais cargos já receberam voto e quais ainda serão apresentados.
Segundo o chefe da Seção de Voto Informatizado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rodrigo Coimbra, a ferramenta torna o processo mais intuitivo, especialmente em eleições com vários cargos em disputa. “A barra de progresso funciona como um guia visual. Ela permite que o eleitor saiba exatamente em que etapa da votação está e quais cargos ainda faltam ser apresentados”, explica.
Soluções inspiradas em propostas da USP
Parte das mudanças implementadas na nova interface teve origem em propostas elaboradas por estudantes da Universidade de São Paulo (USP) em um concurso voltado ao aperfeiçoamento da acessibilidade e da experiência de uso da urna eletrônica. As sugestões apresentadas serviram de base para estudos conduzidos pela Justiça Eleitoral e contribuíram para o desenvolvimento de algumas das melhorias que estreiam nas Eleições 2026.
Segundo a professora Lucia Vilela Leite Filgueiras, da Escola Politécnica da USP, recursos voltados à legibilidade, à organização visual das informações e à orientação do eleitor durante a votação tendem a beneficiar todo o eleitorado. “Recursos como maior legibilidade, melhor organização visual das informações e mecanismos mais claros de acompanhamento do processo de votação contribuem para uma experiência mais simples e compreensível para qualquer pessoa”, afirma.
Os benefícios, destaca a pesquisadora, são especialmente relevantes para grupos que podem encontrar mais dificuldades durante a votação, como pessoas idosas, pessoas com baixa visão e eleitores com menor familiaridade com tecnologias digitais.
Mais recursos de acessibilidade
Para as Eleições 2026, também foram ampliados os recursos de acessibilidade já presentes na urna eletrônica. Além de informar o cargo em votação, os intérpretes de Libras passam a indicar situações como voto em branco, voto nulo e voto de legenda.
As novidades reforçam o compromisso da Justiça Eleitoral com a acessibilidade e o aperfeiçoamento contínuo da experiência de votação.
O Sindsef/RO prepara uma intensa agenda de debates e deliberações, a partir desta terça-feira, 11 de agosto, com um amplo calendário de reuniões presenciais em suas Coordenações Regionais. Os primeiros municípios a receberem os encontros são Guajará Mirim, terça-feira (11), e Nova Mamoré, na quarta-feira, dia 12. Em ambas as localidades, as atividades estão marcadas para começar pontualmente às 8h30 da manhã, diretamente nas sedes das respectivas coordenações.
Convocada oficialmente pelo presidente do Sindsef/RO, Almir José Silva, esta grande rodada de assembleias tem o objetivo de aproximar a diretoria da base e tratar de uma pauta extensa e vital para a categoria. Durante os encontros, os filiados poderão debater e buscar atualizações sobre o reenquadramento de níveis (NA x NI), questões cruciais da carreira de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT), além de detalhes sobre Dedicação Exclusiva (DE) e Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC). A diretoria também aproveitará as reuniões para discutir temas de impacto direto no bolso e no futuro dos servidores, como imposto de renda, progressão funcional e aposentadoria, além de realizar a retirada de Delegados de Base.
Logo após a abertura dos trabalhos na região de fronteira com Guajará Mirim e Nova Mamoré, o sindicato seguirá uma rota contínua pelo interior de Rondônia, estendendo-se até o final do mês. A partir do dia 17 de agosto, as mobilizações chegam a Ariquemes e Presidente Médici, avançando nos dias seguintes para Jaru, Alvorada, Ouro Preto e Costa Marques.
A agenda prossegue de forma intensa na segunda quinzena de agosto, passando no dia 20 por Ji-Paraná, São Francisco e São Miguel. Na reta final do mês, as reuniões contemplarão ainda os filiados de Nova Brasilândia, Alta Floresta, Rolim de Moura, Cabixi, Cerejeiras, Espigão do Oeste, Pimenta Bueno e Colorado. O encerramento deste ciclo estadual de encontros está previsto para o dia 27 de agosto, quando ocorrem as últimas reuniões, marcadas para as 8h30 nas coordenações de Cacoal e Vilhena.
A direção do Sindsef/RO reforça que a presença de qualquer número de filiados é válida para as deliberações, mas destaca que a participação massiva da categoria é fundamental. É nesses espaços presenciais que os servidores têm a oportunidade de esclarecer dúvidas, apresentar demandas locais e fortalecer a unidade necessária para as lutas e conquistas da classe.
Após participar, na sexta-feira (7), do encontro técnico “Os desafios dos próximos 4 anos: O que as evidências do controle externo revelam sobre Rondônia”, realizado pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO), o candidato ao governo Adailton Furia, elogiou a iniciativa como forma de ajudar a orientar os planos de governo dos candidatos, mas observou que um plano real de governo precisa levar em consideração as aspirações e expectativas de sua população. O evento do TCE apresentou um diagnóstico detalhado das contas públicas do estado de Rondônia, a situação fiscal e capacidade de investimentos, além trazer indicadores sociais.
Candidato pelo PSD, em aliança com Avante e a Federação Renovação Solidária (composta por PRD e Solidariedade), Furia concorre pela coligação “Gente que Gosta de Gente”. A escolha da frase que vai compor a base de partidos não foi uma ação aleatória. “Para ser um bom governante, o governador tem que gostar de gente, tem que estar no meio do povo, cara a cara, olho no olho, e assim, ouvindo a população, as lideranças, prefeitos e vereadores, vamos complementar nosso plano de governo.”
O diagnóstico apresentado pelo TCE-RO chega em um momento importante do processo eleitoral, quando os candidatos começam a apresentar suas propostas à população. “Muitas promessas vão surgir a partir das eleições, mas é importante que sejam promessas de acordo com aquilo que é a realidade orçamentária do Estado de Rondônia”, afirmou Furia.
Aos 39 anos, Adailton já exerceu os cargos de vereador, deputado estadual e prefeito eleito e reeleito com quase 90% dos votos da população de Cacoal. A partir dessa semana o candidato vai impor novo ritmo em suas andanças, visitando cada município, cada distrito e pequenas comunidades.
“Ao longo da campanha vamos estar em todos as regiões do Estado, levando nossa mensagem de otimismo e esperança. Vamos mostrar à população de Rondônia que pode confiar em nossas propostas e podem sonhar com dias melhores para todos”, destacou.
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