O candidato a governador pelo PSB, Samuel Costa, pediu o registro de candidatura ao Tribunal Regional Eleitoral nesta quinta-feira e apresentou, como determina legislação, o Plano de Governo. Marcos Rogério (PL) e Hildon Chaves (Federação União Progressista) também pediram seus registros com suas respectivas propostas. Já Adailton Fúria (PSD) e Expedito Netto (PT) não enviaram junto com o pedido de registro o Plano de Governo. Fúria já regularizou sua situação e Netto foi notificado pela área técnica do TRE.
Suscinto, o Plano de Governo de Samuel Costa contempla todas as áreas com avanços. Ele promete implantar 100 escolas de tempo integral nos 4 anos de Governo e criar a Universidade Estadual de Rondônia, ideia já lançada em outras campanhas, inclusive vitoriosas. A ideia nunca saiu do papel. Um outro ponto destacado por Samuel é a construção do novo hospital João Paulo II, em Porto Velho, na área onde hoje está localizado o esqueleto da abandonada sede da Polícia Rodoviária Federal.
O trabalho de articulação e destinação de recursos para os municípios do interior de Rondônia está entre as principais frentes de atuação do deputado estadual Marcelo Cruz (Avante), candidato à reeleição para a Assembleia Legislativa. No Cone Sul do Estado, o parlamentar destaca investimentos destinados a Vilhena, Colorado do Oeste, Corumbiara e Chupinguaia, com ações voltadas principalmente ao fortalecimento dos serviços públicos e à melhoria da estrutura oferecida à população.
A atuação nos municípios tem como foco atender demandas apresentadas pelas administrações locais e pelas comunidades, direcionando recursos para áreas consideradas essenciais. Entre as ações estão investimentos na saúde pública, aquisição de veículos e equipamentos, além de recursos destinados à estruturação dos municípios. Para Marcelo Cruz, a presença do mandato no interior é fundamental para que os recursos públicos possam chegar às regiões que mais precisam.
Vilhena
Em Vilhena, os investimentos destinados por Marcelo Cruz chegam a R$ 100 mil, com recursos direcionados ao fortalecimento da saúde pública. Entre as ações está a aquisição de um veículo para atender demandas da rede municipal de saúde, ampliando a estrutura disponível para o atendimento da população.
Segundo Marcelo Cruz, investir na estrutura da saúde significa contribuir diretamente para melhorar o atendimento oferecido aos moradores. “Vilhena é uma cidade estratégica para o desenvolvimento do Cone Sul e precisa ter uma estrutura de saúde preparada para atender sua população. Nosso compromisso é trabalhar para que os recursos cheguem até a ponta e possam resultar em melhores condições de atendimento e mais qualidade de vida para as famílias”, afirmou.
A iniciativa reforça a atenção do parlamentar às demandas dos municípios e representa uma ação voltada diretamente ao cotidiano da população. Com mais estrutura e mobilidade, as equipes de saúde passam a contar com melhores condições para realizar deslocamentos e desenvolver ações de atendimento fora das unidades.
Colorado do Oeste
Os investimentos destacados pelo parlamentar na cidade ultrapassam R$ 1,7 milhão, com recursos destinados principalmente à saúde pública. O município recebeu investimentos para ampliar a estrutura de atendimento e oferecer melhores condições para pacientes e profissionais.
Entre as ações está a aquisição de uma van para transporte de pacientes, proporcionando mais conforto, segurança e agilidade nos deslocamentos para consultas, exames e tratamentos especializados. Também foram destinados recursos para a aquisição de ambulâncias, equipamentos de média complexidade e melhorias na estrutura da saúde municipal.
O conjunto de investimentos busca ampliar a capacidade de atendimento da rede pública e oferecer melhores condições para os moradores que dependem dos serviços de saúde. O transporte adequado de pacientes também representa uma medida importante para garantir deslocamentos mais seguros, especialmente em situações que exigem atendimento fora do município.
“Colorado do Oeste tem uma população que precisa de uma saúde estruturada e de condições adequadas para atender quem procura o serviço público. Nosso trabalho é buscar recursos e transformar essas demandas em investimentos concretos. Cada veículo, cada equipamento e cada melhoria representam uma oportunidade de oferecer um atendimento mais digno à população”, destacou Marcelo Cruz.
Além da saúde, Colorado do Oeste também recebeu R$ 32.465,38 para a área da agricultura, destinados à aquisição de um distribuidor de calcário e adubo e de uma roçadeira hidráulica. Os equipamentos foram direcionados ao fortalecimento das atividades desenvolvidas no município e representam apoio à estrutura utilizada no atendimento das demandas do setor rural.
Corumbiara
Os investimentos destinados por Marcelo Cruz ultrapassam R$ 720 mil em Corumbiara, contemplando ações nas áreas de saúde e infraestrutura de apoio às atividades rurais. Os recursos foram aplicados em equipamentos que atendem necessidades do município e contribuem para ampliar a capacidade de prestação de serviços à população.
Na saúde, foram destinados R$ 270 mil para a aquisição de uma ambulância Tipo B. O veículo fortalece a estrutura de atendimento e oferece melhores condições para o transporte de pacientes, principalmente em situações que exigem deslocamento para consultas, exames e tratamentos em unidades de referência.
A ambulância também beneficia moradores de comunidades mais distantes e da zona rural, onde o deslocamento até os serviços de saúde pode representar uma dificuldade adicional. Com o novo equipamento, o município amplia sua capacidade de resposta e melhora as condições de transporte de pacientes.
“Em Corumbiara, ouvimos as necessidades do município e buscamos transformar essas demandas em ações. A saúde é uma prioridade porque estamos falando diretamente da vida das pessoas. Uma ambulância significa mais segurança, mais agilidade e melhores condições para atender quem precisa”, afirmou Marcelo Cruz.
O município também recebeu R$ 450 mil destinados à aquisição de uma retroescavadeira. O equipamento amplia a capacidade de execução de serviços e pode ser utilizado em ações como manutenção de estradas vicinais, abertura de acessos, construção de açudes e tanques e outras atividades de apoio à infraestrutura rural.
Chupinguaia
Já em Chupinguaia, Marcelo Cruz destinou R$ 80 mil para a aquisição de equipamentos de informática, com o objetivo de modernizar a estrutura de trabalho e melhorar as condições de atendimento da população.
A aquisição de equipamentos contribui para dar mais agilidade às atividades administrativas e aos serviços desenvolvidos pelo município. A modernização da estrutura também pode facilitar o trabalho das equipes e melhorar os processos internos relacionados ao atendimento das demandas da população.
Para Marcelo Cruz, a melhoria dos serviços públicos também passa pela modernização das estruturas utilizadas diariamente pelos servidores. “Chupinguaia também precisa estar inserida nesse processo de modernização. Muitas vezes, investimentos em equipamentos podem parecer simples, mas fazem diferença no dia a dia de quem trabalha e de quem procura o serviço público. Nosso objetivo é contribuir para que o município tenha melhores condições de atender sua população”, explicou.
A atuação em Chupinguaia integra uma estratégia mais ampla de destinação de recursos para os municípios rondonienses. O parlamentar destaca que áreas como saúde, educação, infraestrutura, segurança, cultura e esporte também fazem parte das demandas acompanhadas pelo mandato.
Trabalho próximo dos municípios
As ações apresentadas nos quatro municípios mostram uma atuação direcionada a diferentes necessidades. Enquanto Vilhena recebeu recursos para fortalecer a estrutura da saúde, Colorado do Oeste concentrou investimentos superiores a R$ 1,7 milhão, principalmente na área da saúde, além de recursos para equipamentos. Em Corumbiara, os investimentos foram direcionados para ambulância e equipamento de apoio às atividades municipais. Já Chupinguaia recebeu recursos para modernização da estrutura de trabalho.
Para Marcelo Cruz, a atuação parlamentar precisa estar conectada às necessidades reais de cada município. “Rondônia é um Estado formado por municípios com realidades diferentes. Por isso, não existe uma única solução. É preciso ouvir prefeitos, vereadores, lideranças e principalmente a população para entender onde o recurso pode fazer mais diferença. É assim que temos procurado trabalhar”, afirmou.
O parlamentar também destaca que os investimentos no interior fazem parte de uma visão de desenvolvimento regional. A proposta é fortalecer os municípios para que eles tenham melhores condições de prestar serviços, atender suas comunidades e enfrentar os desafios locais.
Quem precisa atravessar Rondônia para conseguir uma consulta, exame ou cirurgia conhece um dos problemas que o primeiro eixo do plano de governo de Marcos Rogério pretende enfrentar: a distância entre o paciente e o atendimento.
Segundo o Plano de Governo registrado na Justiça Eleitoral, a saúde é a primeira das dez áreas prioritárias da chapa formada por Marcos Rogério e pelo candidato a vice-governador, deputado estadual Delegado Rodrigo Camargo, da Coligação Juntos por Rondônia.
Ao todo, são 23 projetos e frentes de atuação, que incluem redução de filas, reorganização da regulação, regionalização do atendimento, telemedicina, saúde ribeirinha e indígena, saúde mental, atendimento a pessoas com deficiência e neurodivergência, saúde bucal, hospitais e reabilitação.
Gabinete de crise e redução das filas
A primeira medida prevista é o Gabinete de Crise da Saúde, sob coordenação direta do governador. A estrutura deverá levantar gargalos de gestão, contratos, estoques, situação dos hospitais e capacidade de atendimento. A Central de Regulação também será analisada para dimensionar as filas e a capacidade disponível na rede pública e complementar.
Nos primeiros 100 dias, o plano prevê concluir o diagnóstico, qualificar as filas e publicar um plano emergencial.
O S.O.S. Saúde terá duração inicial de 180 dias para reduzir o passivo de consultas especializadas, exames e cirurgias eletivas. A proposta prevê utilizar capacidade ociosa da rede pública e, quando necessário, contratar serviços privados e filantrópicos, inclusive à noite e nos fins de semana.
O Cirurgia Já seria permanente, com produção cirúrgica durante todo o ano, metas regionais, acompanhamento de prazos e auditoria dos resultados.
Regulação e regionalização
O SIRO é apresentado como uma nova geração da regulação estadual, conectando os 52 municípios e os distritos. A plataforma deverá organizar solicitações por protocolos clínicos, risco e tempo de espera e acompanhar leitos, consultas e exames.
O modelo será acompanhado pela Comissão Estadual de Inteligência e Monitoramento em Saúde (CEIMS). Também está prevista a utilização do FluxSUS, ou solução equivalente, para identificar onde os pacientes procuram atendimento e quais regiões enviam demanda para outros municípios.
O programa Saúde Perto de Casa prevê a chamada Tabela SUS Rondoniense, com complementação estadual de valores para determinados procedimentos, vinculada a metas, qualidade e auditoria. A proposta é ofertar consultas e exames, como endoscopia, colonoscopia e ecocardiograma, mais perto da residência do paciente.
O plano prevê Ambulatórios Médicos de Especialidades em Vilhena, Cacoal, Rolim de Moura, Ji-Paraná, Ariquemes, São Francisco do Guaporé e Guajará-Mirim, além dos Contratos de Gestão Regionalizada da Saúde, com metas de acesso, segurança, qualidade e eficiência.
Telemedicina, carretas e atendimento pelos rios
Saúde Digital, Telemedicina, Teleconsultoria e Telematriciamento permitirão que médicos da atenção básica discutam casos com especialistas de outras regiões.
Os Containers Consultórios seriam unidades modulares com acessibilidade, climatização, privacidade e conexão segura, inclusive por satélite. As Carretas da Saúde levariam exames avançados e pequenos procedimentos às regiões com demanda reprimida.
A Política Estadual de Saúde Ribeirinha prevê atendimento médico e odontológico, vacinação, exames, ultrassonografia, eletrocardiograma, medicamentos e acompanhamento de doenças crônicas nas áreas de maior dificuldade de acesso.
Já a Política Estadual de Saúde dos Povos Indígenas prevê articulação entre Estado, Secretaria Especial de Saúde Indígena, Distritos Sanitários Especiais Indígenas e municípios para organizar o acesso a urgências, consultas, exames, cirurgias e internações.
Profissionais, saúde mental e neurodivergência
O Programa Estadual de Força de Trabalho deverá dimensionar a necessidade de profissionais por unidade e região, com previsão de concursos planejados, substituição gradual de vínculos precários, distribuição das equipes e educação continuada.
O Centro Logístico de Abastecimento e Distribuição (CELAD) pretende centralizar medicamentos, materiais e insumos, com controle digital de estoques, validade, lotes e distribuição. Na saúde mental, o plano prevê o Centro Estadual de Saúde Mental, como retaguarda para CAPS, atenção primária e leitos de saúde mental em hospitais gerais, além de prevenção ao suicídio e atenção às crises.
A Política Estadual para Pessoas com Deficiência e Neurodivergência prevê identificação precoce de sinais de atraso no desenvolvimento e integração entre saúde, educação e assistência social. O plano prevê estudos para implantação de Centros Especializados em Autismo e Neurodesenvolvimento em Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena.
O Sorriso Rondoniense prevê organização da rede de saúde bucal, incluindo próteses, cirurgias e atendimento especializado. O Mulher Plena cria uma linha de atendimento para a menopausa, com ginecologia, endocrinologia, nutrição e psicologia, além da Caravana Mulher Plena.
Hospitais, trauma e reabilitação
O novo Hospital de Urgência de Porto Velho está entre as prioridades e substituiria a estrutura atual do João Paulo II, com alta complexidade, centro cirúrgico, terapia intensiva, trauma e diagnóstico por imagem.
Em Ariquemes, a proposta é retomar e concluir o Hospital Regional. O Plano Integrado de Modernização da Rede Hospitalar deverá orientar a ampliação de leitos e novas estruturas a partir de dados sobre demanda, ocupação, filas, profissionais e custos. Ji-Paraná aparece entre os pontos a serem fortalecidos.
A 23ª proposta é o Complexo Estadual de Trauma e Reabilitação, com Hospital Estadual de Trauma e Centro Estadual de Reabilitação. O projeto prevê ainda modernização do Banco Estadual de Órteses e Próteses e criação de um Centro de Formação em Trauma para equipes do SAMU, Corpo de Bombeiros e profissionais médicos.
No desenho apresentado por Marcos Rogério e Delegado Rodrigo Camargo, a saúde reúne regulação, profissionais, logística, atendimento regional, hospitais, prevenção e reabilitação. A régua proposta é simples: quanto tempo o paciente esperou, quantos quilômetros precisou percorrer e se conseguiu, de fato, ser atendido.
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