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Alta Floresta – Homem é preso pela Polícia Militar após tentativa de fuga; objetos ligados a ataque contra ex-companheira são apreendidos – WEB TV ALTERNATIVA

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Porto Velho registrou uma queda de 32,8% nos focos de calor em 2026, pouco mais de um ano depois da criação de uma lei que endureceu as punições contra quem provoca queimadas ilegais. Mesmo com a redução, o combate ao fogo continua sendo um desafio, principalmente durante o período de estiagem.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), apontam que a capital registrou 680 focos de calor entre janeiro e o início de outubro de 2026.

No mesmo período de 2025, foram contabilizados 1.013 registros. A diferença representa 333 focos a menos.

Um dos principais instrumentos adotados pela Prefeitura foi a Lei Complementar nº 1.026/2025, sancionada há pouco mais de um ano. A legislação prevê multas que podem chegar a R$ 10 milhões, dependendo da gravidade da infração.

As penalidades valem para queimadas irregulares tanto na área urbana quanto na zona rural.

Lei mais rigorosa e fiscalização reforçada

Além das multas, o município ampliou as ações de monitoramento, prevenção e fiscalização ambiental.

As equipes também atuam na identificação de terrenos baldios com irregularidades, realizando notificações e autuações como parte das medidas para evitar queimadas na cidade.

O prefeito Léo Moraes destacou que a combinação de fiscalização, legislação e ações preventivas tem contribuído para enfrentar um problema histórico da capital.

“Por décadas, a população de Porto Velho sofre com queimadas ilegais que poluem o ar e prejudicam a qualidade de vida. Com inteligência, leis e iniciativas voltadas para essa pauta, estamos mostrando que é possível proteger o meio ambiente”, afirmou.

População pode denunciar queimadas

A Prefeitura também cobra a participação dos moradores para identificar situações irregulares e ajudar no trabalho de fiscalização.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Arthur Borin, destacou que as denúncias ajudam as equipes a localizar ocorrências e proteger a qualidade do ar e a saúde da população.

A orientação é que os moradores encaminhem informações sempre que identificarem queimadas ilegais ou situações de risco ambiental.

Veja como denunciar

A população pode utilizar os seguintes canais:

  • Sema (queimadas e irregularidades ambientais): WhatsApp (69) 98423-4092.

  • Corpo de Bombeiros: 193, em casos de incêndio ativo que ofereçam risco à população ou à vegetação.

Pelo WhatsApp da Sema, é possível enviar fotos, vídeos e a localização da ocorrência para facilitar a identificação do problema.

Apesar da queda nos registros, o alerta continua. Durante a estiagem, a vegetação seca e as condições climáticas favorecem a propagação do fogo, tornando a fiscalização e a colaboração dos moradores fundamentais para evitar novos incêndios.

Fonte:maisrondonia

Via: web tv alternativa

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Homem é condenado a 21 anos por homicídio na Avenida Amazonas, em Porto Velho – WEB TV ALTERNATIVA

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Em entrevista ao RuralCast, engenheiro agrícola Vinícius Hunke explica como juros elevados, queda dos preços das commodities e problemas climáticos afetam a saúde financeira

O crescimento do endividamento no agronegócio brasileiro, associado aos juros elevados, às oscilações dos preços das commodities e às dificuldades climáticas, tem ampliado a necessidade de planejamento financeiro e reestruturação das atividades rurais. Em determinadas situações, a recuperação judicial pode representar uma alternativa para reorganizar compromissos e permitir que produtores e empresas continuem suas operações.

O assunto foi destaque durante a segunda edição do Agro&Cont 2026, realizada nos dias 30 e 31 de outubro, no AgroHub da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), em Cacoal. O evento reuniu especialistas, empresários, produtores rurais, profissionais da contabilidade e representantes de instituições para discutir os desafios econômicos e tributários do setor.

Durante a cobertura especial do RuralCast, podcast do Grupo Amazun, o professor Charles Carminati entrevistou o engenheiro agrícola Vinícius Hunke, formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), pós-graduado em Gestão e Engenharia da Qualidade pela Universidade de São Paulo (USP) e sócio da Quist Investimentos.

Com mais de 15 anos de experiência na área financeira, Hunke apresentou sua visão sobre o tema “Recuperação Judicial no Agronegócio: Riscos, Estratégias e Continuidade do Negócio”.

Juros elevados, dificuldades climáticas e preços agrícolas pressionam produtores

Segundo o especialista, a combinação entre taxas de juros elevadas e redução dos preços de determinadas commodities tem prejudicado a capacidade financeira de produtores rurais.

Além das dificuldades econômicas, a atividade agropecuária está permanentemente exposta a fatores externos, como períodos de estiagem, excesso de chuvas e perdas de produtividade.

Quando esses acontecimentos se repetem em ciclos produtivos consecutivos, o produtor pode enfrentar dificuldades para pagar financiamentos, fornecedores e outras obrigações assumidas anteriormente.

Hunke ressaltou que o endividamento nem sempre está relacionado à falta de capacidade de gestão do agricultor. Muitas vezes, os problemas decorrem de circunstâncias econômicas e climáticas que ultrapassam seu controle.

O perigo de buscar ajuda somente quando já é tarde

Um dos principais alertas feitos pelo entrevistado está relacionado ao comportamento de produtores e empresários diante das primeiras dificuldades financeiras.

De acordo com Hunke, é comum que o empreendedor tente resolver sozinho os problemas, adiando a procura por orientação especializada.

Nesse processo, alguns produtores começam a vender equipamentos, propriedades e outros bens para manter os pagamentos em dia.

O problema, segundo o especialista, é que a venda de patrimônio em condições de urgência pode resultar em negociações muito abaixo do valor de mercado.

Essa situação pode comprometer não apenas a estrutura financeira, mas também a capacidade produtiva da atividade rural.

Para Hunke, é fundamental reconhecer os sinais de dificuldade e avaliar alternativas antes que o endividamento alcance um estágio mais grave.

Recuperação judicial não significa necessariamente o fim da atividade

Um dos pontos centrais da entrevista foi a necessidade de combater a percepção negativa que ainda existe sobre a recuperação judicial.

O especialista explicou que muitos empresários resistem a procurar esse mecanismo por receio da repercussão entre fornecedores, credores e pessoas próximas.

Entretanto, a recuperação judicial foi apresentada como um instrumento que pode permitir a reorganização de dívidas e a continuidade das atividades economicamente viáveis, observadas as condições previstas na legislação.

“Nós costumamos dizer que a recuperação judicial é uma segunda chance, porque todo mundo tem o direito de errar.”

A declaração de Hunke destaca a importância de compreender a crise empresarial como uma situação que pode exigir mudanças na gestão, renegociação de compromissos e apoio especializado.

O entrevistado também explicou que, em sua experiência profissional, alguns clientes reconhecem posteriormente que deveriam ter buscado orientação antes.

A mensagem central é que enfrentar os problemas financeiros de maneira antecipada pode ampliar as possibilidades de preservar o patrimônio e a atividade produtiva.

Reforma Tributária amplia desafios para a gestão empresarial

A Reforma Tributária também esteve entre os assuntos discutidos durante a entrevista.

Para Vinícius Hunke, as mudanças no sistema tributário brasileiro exigirão atenção das empresas, especialmente daquelas que já enfrentam dificuldades para cumprir suas obrigações fiscais.

“O impacto vai ser gigantesco. Eu não tenho dúvidas sobre isso hoje.”

O especialista destacou que ainda existem incertezas sobre os efeitos práticos da implementação das mudanças, sobretudo na relação entre as obrigações tributárias e os processos de reestruturação financeira.

Durante a conversa, ele ressaltou que os efeitos concretos precisarão ser acompanhados à medida que as novas regras forem implementadas.

Nesse cenário, a integração entre profissionais da contabilidade, gestores financeiros, especialistas jurídicos e produtores rurais tende a ganhar importância.

Três caminhos para reorganizar empresas e buscar soluções

Ao apresentar a atuação da Quist Investimentos, Hunke explicou que o trabalho desenvolvido pela empresa está estruturado em três frentes principais.

A primeira envolve consultoria e reestruturação financeira, incluindo situações de maior endividamento e processos de recuperação judicial.

A segunda está relacionada à busca de alternativas de crédito e investidores para empresas que enfrentam restrições nas linhas tradicionais de financiamento.

A terceira contempla operações de fusões e aquisições, auxiliando empresários interessados na compra ou venda de negócios.

O entrevistado também abordou a negociação de créditos inadimplidos, segmento do mercado financeiro que envolve operações com instituições e fundos especializados.

Planejamento e orientação especializada são fundamentais

Na parte final da entrevista, Vinícius Hunke deixou uma mensagem direcionada aos produtores e empresários de Rondônia que enfrentam dificuldades financeiras.

“Se você já não conseguir mais lidar com esse problema sozinho, contrate uma pessoa especialista que possa auxiliá-lo.”

O especialista também demonstrou expectativa de recuperação das condições de mercado, especialmente em relação aos preços das commodities, embora tenha reconhecido que os próximos movimentos ainda são incertos.

A entrevista reforçou uma reflexão importante para o agronegócio: produzir bem continua sendo indispensável, mas a continuidade de uma atividade rural também depende de planejamento, controle financeiro e capacidade de tomar decisões diante das adversidades.

A recuperação judicial não é uma solução automática para todos os casos. Sua viabilidade depende das condições financeiras e jurídicas de cada produtor ou empresa. Ainda assim, o debate evidencia a necessidade de discutir alternativas antes que as dificuldades comprometam definitivamente o negócio.

A entrevista integra a cobertura especial do RuralCast, do Grupo Amazun, realizada durante o Agro&Cont 2026, na UNIR, em Cacoal (RO), com conteúdos disponibilizados pelo canal Olá Rondônia, no YouTube.

Fonte: rolimnoticias.com.br

Via: web tv alternativa

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Homem em situação de rua é encontrado morto em posto de combustíveis em Vilhena – WEB TV ALTERNATIVA

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Em entrevista ao RuralCast, engenheiro agrícola Vinícius Hunke explica como juros elevados, queda dos preços das commodities e problemas climáticos afetam a saúde financeira

O crescimento do endividamento no agronegócio brasileiro, associado aos juros elevados, às oscilações dos preços das commodities e às dificuldades climáticas, tem ampliado a necessidade de planejamento financeiro e reestruturação das atividades rurais. Em determinadas situações, a recuperação judicial pode representar uma alternativa para reorganizar compromissos e permitir que produtores e empresas continuem suas operações.

O assunto foi destaque durante a segunda edição do Agro&Cont 2026, realizada nos dias 30 e 31 de outubro, no AgroHub da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), em Cacoal. O evento reuniu especialistas, empresários, produtores rurais, profissionais da contabilidade e representantes de instituições para discutir os desafios econômicos e tributários do setor.

Durante a cobertura especial do RuralCast, podcast do Grupo Amazun, o professor Charles Carminati entrevistou o engenheiro agrícola Vinícius Hunke, formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), pós-graduado em Gestão e Engenharia da Qualidade pela Universidade de São Paulo (USP) e sócio da Quist Investimentos.

Com mais de 15 anos de experiência na área financeira, Hunke apresentou sua visão sobre o tema “Recuperação Judicial no Agronegócio: Riscos, Estratégias e Continuidade do Negócio”.

Juros elevados, dificuldades climáticas e preços agrícolas pressionam produtores

Segundo o especialista, a combinação entre taxas de juros elevadas e redução dos preços de determinadas commodities tem prejudicado a capacidade financeira de produtores rurais.

Além das dificuldades econômicas, a atividade agropecuária está permanentemente exposta a fatores externos, como períodos de estiagem, excesso de chuvas e perdas de produtividade.

Quando esses acontecimentos se repetem em ciclos produtivos consecutivos, o produtor pode enfrentar dificuldades para pagar financiamentos, fornecedores e outras obrigações assumidas anteriormente.

Hunke ressaltou que o endividamento nem sempre está relacionado à falta de capacidade de gestão do agricultor. Muitas vezes, os problemas decorrem de circunstâncias econômicas e climáticas que ultrapassam seu controle.

O perigo de buscar ajuda somente quando já é tarde

Um dos principais alertas feitos pelo entrevistado está relacionado ao comportamento de produtores e empresários diante das primeiras dificuldades financeiras.

De acordo com Hunke, é comum que o empreendedor tente resolver sozinho os problemas, adiando a procura por orientação especializada.

Nesse processo, alguns produtores começam a vender equipamentos, propriedades e outros bens para manter os pagamentos em dia.

O problema, segundo o especialista, é que a venda de patrimônio em condições de urgência pode resultar em negociações muito abaixo do valor de mercado.

Essa situação pode comprometer não apenas a estrutura financeira, mas também a capacidade produtiva da atividade rural.

Para Hunke, é fundamental reconhecer os sinais de dificuldade e avaliar alternativas antes que o endividamento alcance um estágio mais grave.

Recuperação judicial não significa necessariamente o fim da atividade

Um dos pontos centrais da entrevista foi a necessidade de combater a percepção negativa que ainda existe sobre a recuperação judicial.

O especialista explicou que muitos empresários resistem a procurar esse mecanismo por receio da repercussão entre fornecedores, credores e pessoas próximas.

Entretanto, a recuperação judicial foi apresentada como um instrumento que pode permitir a reorganização de dívidas e a continuidade das atividades economicamente viáveis, observadas as condições previstas na legislação.

“Nós costumamos dizer que a recuperação judicial é uma segunda chance, porque todo mundo tem o direito de errar.”

A declaração de Hunke destaca a importância de compreender a crise empresarial como uma situação que pode exigir mudanças na gestão, renegociação de compromissos e apoio especializado.

O entrevistado também explicou que, em sua experiência profissional, alguns clientes reconhecem posteriormente que deveriam ter buscado orientação antes.

A mensagem central é que enfrentar os problemas financeiros de maneira antecipada pode ampliar as possibilidades de preservar o patrimônio e a atividade produtiva.

Reforma Tributária amplia desafios para a gestão empresarial

A Reforma Tributária também esteve entre os assuntos discutidos durante a entrevista.

Para Vinícius Hunke, as mudanças no sistema tributário brasileiro exigirão atenção das empresas, especialmente daquelas que já enfrentam dificuldades para cumprir suas obrigações fiscais.

“O impacto vai ser gigantesco. Eu não tenho dúvidas sobre isso hoje.”

O especialista destacou que ainda existem incertezas sobre os efeitos práticos da implementação das mudanças, sobretudo na relação entre as obrigações tributárias e os processos de reestruturação financeira.

Durante a conversa, ele ressaltou que os efeitos concretos precisarão ser acompanhados à medida que as novas regras forem implementadas.

Nesse cenário, a integração entre profissionais da contabilidade, gestores financeiros, especialistas jurídicos e produtores rurais tende a ganhar importância.

Três caminhos para reorganizar empresas e buscar soluções

Ao apresentar a atuação da Quist Investimentos, Hunke explicou que o trabalho desenvolvido pela empresa está estruturado em três frentes principais.

A primeira envolve consultoria e reestruturação financeira, incluindo situações de maior endividamento e processos de recuperação judicial.

A segunda está relacionada à busca de alternativas de crédito e investidores para empresas que enfrentam restrições nas linhas tradicionais de financiamento.

A terceira contempla operações de fusões e aquisições, auxiliando empresários interessados na compra ou venda de negócios.

O entrevistado também abordou a negociação de créditos inadimplidos, segmento do mercado financeiro que envolve operações com instituições e fundos especializados.

Planejamento e orientação especializada são fundamentais

Na parte final da entrevista, Vinícius Hunke deixou uma mensagem direcionada aos produtores e empresários de Rondônia que enfrentam dificuldades financeiras.

“Se você já não conseguir mais lidar com esse problema sozinho, contrate uma pessoa especialista que possa auxiliá-lo.”

O especialista também demonstrou expectativa de recuperação das condições de mercado, especialmente em relação aos preços das commodities, embora tenha reconhecido que os próximos movimentos ainda são incertos.

A entrevista reforçou uma reflexão importante para o agronegócio: produzir bem continua sendo indispensável, mas a continuidade de uma atividade rural também depende de planejamento, controle financeiro e capacidade de tomar decisões diante das adversidades.

A recuperação judicial não é uma solução automática para todos os casos. Sua viabilidade depende das condições financeiras e jurídicas de cada produtor ou empresa. Ainda assim, o debate evidencia a necessidade de discutir alternativas antes que as dificuldades comprometam definitivamente o negócio.

A entrevista integra a cobertura especial do RuralCast, do Grupo Amazun, realizada durante o Agro&Cont 2026, na UNIR, em Cacoal (RO), com conteúdos disponibilizados pelo canal Olá Rondônia, no YouTube.

Fonte: rolimnoticias.com.br

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Homem é encontrado morto em obra próxima ao Hospital de Amor, na BR-364 – WEB TV ALTERNATIVA

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Em entrevista ao RuralCast, engenheiro agrícola Vinícius Hunke explica como juros elevados, queda dos preços das commodities e problemas climáticos afetam a saúde financeira

O crescimento do endividamento no agronegócio brasileiro, associado aos juros elevados, às oscilações dos preços das commodities e às dificuldades climáticas, tem ampliado a necessidade de planejamento financeiro e reestruturação das atividades rurais. Em determinadas situações, a recuperação judicial pode representar uma alternativa para reorganizar compromissos e permitir que produtores e empresas continuem suas operações.

O assunto foi destaque durante a segunda edição do Agro&Cont 2026, realizada nos dias 30 e 31 de outubro, no AgroHub da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), em Cacoal. O evento reuniu especialistas, empresários, produtores rurais, profissionais da contabilidade e representantes de instituições para discutir os desafios econômicos e tributários do setor.

Durante a cobertura especial do RuralCast, podcast do Grupo Amazun, o professor Charles Carminati entrevistou o engenheiro agrícola Vinícius Hunke, formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), pós-graduado em Gestão e Engenharia da Qualidade pela Universidade de São Paulo (USP) e sócio da Quist Investimentos.

Com mais de 15 anos de experiência na área financeira, Hunke apresentou sua visão sobre o tema “Recuperação Judicial no Agronegócio: Riscos, Estratégias e Continuidade do Negócio”.

Juros elevados, dificuldades climáticas e preços agrícolas pressionam produtores

Segundo o especialista, a combinação entre taxas de juros elevadas e redução dos preços de determinadas commodities tem prejudicado a capacidade financeira de produtores rurais.

Além das dificuldades econômicas, a atividade agropecuária está permanentemente exposta a fatores externos, como períodos de estiagem, excesso de chuvas e perdas de produtividade.

Quando esses acontecimentos se repetem em ciclos produtivos consecutivos, o produtor pode enfrentar dificuldades para pagar financiamentos, fornecedores e outras obrigações assumidas anteriormente.

Hunke ressaltou que o endividamento nem sempre está relacionado à falta de capacidade de gestão do agricultor. Muitas vezes, os problemas decorrem de circunstâncias econômicas e climáticas que ultrapassam seu controle.

O perigo de buscar ajuda somente quando já é tarde

Um dos principais alertas feitos pelo entrevistado está relacionado ao comportamento de produtores e empresários diante das primeiras dificuldades financeiras.

De acordo com Hunke, é comum que o empreendedor tente resolver sozinho os problemas, adiando a procura por orientação especializada.

Nesse processo, alguns produtores começam a vender equipamentos, propriedades e outros bens para manter os pagamentos em dia.

O problema, segundo o especialista, é que a venda de patrimônio em condições de urgência pode resultar em negociações muito abaixo do valor de mercado.

Essa situação pode comprometer não apenas a estrutura financeira, mas também a capacidade produtiva da atividade rural.

Para Hunke, é fundamental reconhecer os sinais de dificuldade e avaliar alternativas antes que o endividamento alcance um estágio mais grave.

Recuperação judicial não significa necessariamente o fim da atividade

Um dos pontos centrais da entrevista foi a necessidade de combater a percepção negativa que ainda existe sobre a recuperação judicial.

O especialista explicou que muitos empresários resistem a procurar esse mecanismo por receio da repercussão entre fornecedores, credores e pessoas próximas.

Entretanto, a recuperação judicial foi apresentada como um instrumento que pode permitir a reorganização de dívidas e a continuidade das atividades economicamente viáveis, observadas as condições previstas na legislação.

“Nós costumamos dizer que a recuperação judicial é uma segunda chance, porque todo mundo tem o direito de errar.”

A declaração de Hunke destaca a importância de compreender a crise empresarial como uma situação que pode exigir mudanças na gestão, renegociação de compromissos e apoio especializado.

O entrevistado também explicou que, em sua experiência profissional, alguns clientes reconhecem posteriormente que deveriam ter buscado orientação antes.

A mensagem central é que enfrentar os problemas financeiros de maneira antecipada pode ampliar as possibilidades de preservar o patrimônio e a atividade produtiva.

Reforma Tributária amplia desafios para a gestão empresarial

A Reforma Tributária também esteve entre os assuntos discutidos durante a entrevista.

Para Vinícius Hunke, as mudanças no sistema tributário brasileiro exigirão atenção das empresas, especialmente daquelas que já enfrentam dificuldades para cumprir suas obrigações fiscais.

“O impacto vai ser gigantesco. Eu não tenho dúvidas sobre isso hoje.”

O especialista destacou que ainda existem incertezas sobre os efeitos práticos da implementação das mudanças, sobretudo na relação entre as obrigações tributárias e os processos de reestruturação financeira.

Durante a conversa, ele ressaltou que os efeitos concretos precisarão ser acompanhados à medida que as novas regras forem implementadas.

Nesse cenário, a integração entre profissionais da contabilidade, gestores financeiros, especialistas jurídicos e produtores rurais tende a ganhar importância.

Três caminhos para reorganizar empresas e buscar soluções

Ao apresentar a atuação da Quist Investimentos, Hunke explicou que o trabalho desenvolvido pela empresa está estruturado em três frentes principais.

A primeira envolve consultoria e reestruturação financeira, incluindo situações de maior endividamento e processos de recuperação judicial.

A segunda está relacionada à busca de alternativas de crédito e investidores para empresas que enfrentam restrições nas linhas tradicionais de financiamento.

A terceira contempla operações de fusões e aquisições, auxiliando empresários interessados na compra ou venda de negócios.

O entrevistado também abordou a negociação de créditos inadimplidos, segmento do mercado financeiro que envolve operações com instituições e fundos especializados.

Planejamento e orientação especializada são fundamentais

Na parte final da entrevista, Vinícius Hunke deixou uma mensagem direcionada aos produtores e empresários de Rondônia que enfrentam dificuldades financeiras.

“Se você já não conseguir mais lidar com esse problema sozinho, contrate uma pessoa especialista que possa auxiliá-lo.”

O especialista também demonstrou expectativa de recuperação das condições de mercado, especialmente em relação aos preços das commodities, embora tenha reconhecido que os próximos movimentos ainda são incertos.

A entrevista reforçou uma reflexão importante para o agronegócio: produzir bem continua sendo indispensável, mas a continuidade de uma atividade rural também depende de planejamento, controle financeiro e capacidade de tomar decisões diante das adversidades.

A recuperação judicial não é uma solução automática para todos os casos. Sua viabilidade depende das condições financeiras e jurídicas de cada produtor ou empresa. Ainda assim, o debate evidencia a necessidade de discutir alternativas antes que as dificuldades comprometam definitivamente o negócio.

A entrevista integra a cobertura especial do RuralCast, do Grupo Amazun, realizada durante o Agro&Cont 2026, na UNIR, em Cacoal (RO), com conteúdos disponibilizados pelo canal Olá Rondônia, no YouTube.

Fonte: rolimnoticias.com.br

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