A audiência pública realizada na quinta-feira (18), na Assembleia Legislativa de Rondônia para discutir a atualização do Zoneamento Socioeconômico-Ecológico terminou sob forte reação de produtores rurais e lideranças do setor produtivo diante do esvaziamento do plenário ao longo das falas de quem aguardava espaço para relatar a realidade do campo. O encontro reuniu parlamentares, entidades, produtores e representantes do Ministério Público de Rondônia, Procuradoria-Geral do Estado, Sedam, OAB-RO e Defensoria Pública para tratar de uma pauta com influência direta sobre produção rural, segurança jurídica, uso do solo e desenvolvimento regional.
Depois das exposições iniciais, produtores que aguardavam o momento de fala passaram a denunciar que parte das autoridades havia deixado o auditório antes do encerramento. A reação foi registrada no próprio plenário, quando uma participante resumiu o sentimento de frustração ao dizer que, depois de horas ouvindo deputados e representantes do Ministério Público, quem estava ali para relatar a realidade do setor rural ficou sem escuta. Na mesma fala, ela associou o vazio no auditório à perda de confiança da população na política.
Foi nesse ambiente que a permanência de Marcos Rogério ganhou importância política na audiência. Em manifestação no evento, o senador afirmou que tinha outros compromissos no dia, mas decidiu deixar a agenda em segundo plano para acompanhar a discussão até o fim. “Eu desmarquei a minha agenda inteira porque o meu compromisso não é com o relógio ou com a vaidade, é com o rondoniense que está aqui clamando por socorro. Um líder de verdade é aquele que senta e escuta”, afirmou.
A posição foi reforçada no plenário por outras manifestações. O prefeito de Candeias do Jamari, Lindomar Garçom, registrou ao microfone que o senador Marcos Rogério seguia no local “até no finalzinho” ouvindo os participantes. Em seguida, um produtor rural destacou, também ao microfone, o fato de o senador ainda permanecer no auditório acompanhando os depoimentos, em contraste com a saída de outras autoridades antes do encerramento.
O episódio ampliou a tensão em torno de uma pauta já sensível para o setor produtivo. O zoneamento é tratado em Rondônia como uma das bases para definir o que pode ser produzido, onde se pode investir e quais áreas permanecem submetidas a restrições. Por isso, o esvaziamento da audiência foi interpretado por parte dos produtores como sinal de indiferença diante de um tema que afeta diretamente a vida econômica de milhares de famílias.
O ex-prefeito de Porto Velho e pré-candidato ao Governo de Rondônia, Hildon Chaves, da Federação União Progressistas, se reuniu nesta quinta-feira (2), em Buritis, com lideranças políticas e do setor produtivo de diversos municípios e distritos do Vale do Jamari e Vale do Mamoré.
Hildon, que estava acompanhado do deputado estadual Ismael Crispin, importante liderança da região, compareceu ao encontro com as caravanas de lideranças organizadas para ouvir as principais demandas dessas regiões, com vistas à elaboração de seu plano de governo para o Estado.
Hildon destacou a importância de interagir com a população. “Antes de fazer nosso plano de governo, queremos ouvir as pessoas, em todo o estado, saber as dores, os pedidos, as vontades, por meio de uma escuta ativa, primeiro vamos escutar pra depois juntos fazermos o plano de governo”, disse Hildon.
A reunião contou com a presença de dezenas de parlamentares, empresários, comerciantes, pecuaristas, produtores rurais, dirigentes de associações e moradores de Buritis, Campo Novo de Rondônia, Nova Mamoré, Guajará-Mirim, Alto Paraíso e de distritos como Jacinópolis, Nova Dimensão, União Bandeirantes e Rio Pardo.
REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA
Entre as inúmeras questões levantadas na reunião de Buritis, a regularização fundiária teve destaque. Diversos vereadores e lideranças presentes afirmaram que as pessoas não têm segurança jurídica para produzir nessas áreas. Eles relataram que os produtores “se sentem abandonados pelo Estado, pois não podem sequer fazer um fomento, porque o zoneamento considera que estão cultivando em áreas ilegais”.
Disseram ainda que estão sendo “praticadas diversas injustiças nessas reservas e as pessoas estão desanimadas, desamparadas, inseguras, sem saber se hoje ou amanhã não terão que enfrentar uma intervenção da Polícia Militar e dos órgãos ambientais, tirando essas pessoas de dentro de casa e fazendo com que elas não possam mais produzir em Rondônia”.
Sobre esse tema, Hildon relembrou que, “na década de 1980, por ocasião da criação do Estado de Rondônia, o governo estadual deveria ter arrecadado uma imensidão de terras da União, mas isso não foi feito”, explicou. “Esse foi um erro gravíssimo, que continua gerando problemas até hoje, pois temos milhares de hectares com a União que já deveriam estar de posse do Estado”, disse Hildon.
“A verdade é que o Governo Federal não dá conta, então é preciso fazer uma grande mobilização, junto com nossos parlamentares. O governador precisa estar em Brasília para reivindicar uma solução, não adianta ficar isolado dentro do Palácio”, declarou o pré-candidato.
CONVENÇÕES
Importante liderança da região, o deputado Ismael Crispin lembrou que faltam poucos dias para a realização das convenções partidárias que irão escolher os candidatos para as eleições de outubro. “Ao reunir as diversas caravanas de lideranças políticas e empresariais hoje, aqui em Buritis, estamos declarando nosso apoio à pré-candidatura de Hildon Chaves para o Governo do Estado, sem sombra de dúvidas o mais experiente e preparado para o desafio de administrar Rondônia”, afirmou o parlamentar.
O deputado alertou que “não se pode entregar o Estado nas mãos de um amador, de alguém que acredita que vai conseguir resolver, mas não tem a mínima experiência”. Disse ainda que “tem candidato que usa a política do “pão e circo”, pois é mais fácil fugir da responsabilidade quando se tem essa habilidade de enganar muita gente, mesmo sendo incompetente, porque consegue iludir, mas não resolve os inúmeros problemas que precisam ser enfrentados. Para ser governador é preciso coragem para enfrentar os problemas, e mais do que isso, ter capacidade para resolver, e isso o Hildon já mostrou que tem de sobra”.
Um foragido foi baleado após atirar contra uma equipe da Polícia Militar durante patrulhamento da Operação Maximus na madrugada desta quarta-feira (5), no bairro Mariana, zona leste de Porto Velho.
A guarnição fazia patrulhamento pela rua Eça de Queiroz, esquina com a rua Menino de Deus, quando percebeu pessoas em atitude suspeita em uma residência. Ao notar a aproximação dos policiais, um dos homens fugiu com uma arma de fogo na mão e disparou. Houve reação e o criminoso foi ferido.
O baleado foi identificado como Dieimisson M. M., que também possuía um mandado de prisão em aberto. Depois que o confronto terminou, os próprios policiais prestaram os primeiros socorros e o encaminharam ao Pronto-Socorro João Paulo II.
Durante a continuidade da ocorrência, os militares encontraram, na varanda do imóvel, cinco homens, uma mulher e uma adolescente preparando e fracionando entorpecentes para comercialização.
Conforme os relatos dos suspeitos, as drogas pertenceriam a uma mulher. O nome do responsável pela venda dos entorpecentes também foi informado. Com apoio do Canil do BPChoque, os policiais fizeram buscas no apartamento, localizado em frente à residência onde ocorreu a primeira abordagem.
No imóvel, os cães localizaram duas porções grandes de maconha e parte do dinheiro proveniente da venda de drogas.
Ao final das buscas, a PM apreendeu 242 invólucros de maconha, cocaína e crack, além de duas porções grandes de maconha e duas de crack. Também foram encontrados R$ 1.207,70 em dinheiro,
Os envolvidos foram presos e encaminhados ao Departamento de Flagrantes.
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