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Em nova decisão, ministro do STF vê possível nulidade em condenação e restabelece elegibilidade de Acir Gurgacz – Política – WEB TV ALTERNATIVA

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Luiz Roberto/TSE

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os efeitos da condenação criminal contra o ex-senador Acir Gurgacz e restabeleceu sua elegibilidade para as eleições de 2026. A decisão provisória permite que ele registre a candidatura e participe da disputa nesse ano até o julgamento definitivo da revisão criminal apresentada pela defesa. É a segunda vitória do político nas últimas horas. Ele já havia garantido liminar para suspender decisão do TRE que o impedia de registrar candidatura.

A medida foi concedida nesta segunda-feira (3) na Revisão Criminal 6.089. Nunes Marques também determinou o envio urgente de ofício ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) para o cumprimento da decisão. A medida ainda será submetida ao referendo da Segunda Turma do STF, em sessão do Plenário Virtual.

Acir foi condenado pela Primeira Turma do STF a 4 anos e 6 meses de prisão. Na mesma ação penal, ele foi absolvido das acusações de obtenção de financiamento mediante fraude e estelionato por falta de provas suficientes para a condenação. A defesa informou na revisão criminal que a decisão já havia transitado em julgado, que a pena privativa de liberdade foi cumprida e que o dano foi reparado.

Nulidade

A possível nulidade apontada por Nunes Marques está relacionada à competência do STF para julgar o processo. Os fatos que deram origem à condenação ocorreram entre 2003 e 2004, quando Acir ainda não exercia o mandato de senador, e não tinham relação com a atividade parlamentar que ele desempenharia posteriormente.

Durante o julgamento da ação penal, em fevereiro de 2018, a defesa questionou a competência do Supremo para analisar o caso. A questão foi debatida pelos ministros Alexandre de Moraes, Marco Aurélio e Luís Roberto Barroso, mas não chegou a ser submetida à votação formal do colegiado. Os ministros Luiz Fux e Rosa Weber não tiveram os votos colhidos sobre essa preliminar, e a Turma avançou diretamente para o mérito da acusação.
Ao analisar o pedido urgente, Nunes Marques afirmou que há plausibilidade na alegação de violação à lei processual penal e ao devido processo legal. O ministro destacou que o acórdão condenatório não apresentou fundamentos para afastar a alegação de incompetência absoluta do STF, apesar de a defesa ter levantado a questão antes do julgamento.

A revisão sustenta que a ausência de uma decisão formal sobre a competência contrariou o artigo 381, inciso III, do Código de Processo Penal, que exige a indicação dos fundamentos de fato e de direito nas decisões judiciais. Para o relator, essa tese se enquadra, em análise inicial, na hipótese de revisão criminal contra condenação contrária ao texto expresso da lei penal.

Argumento novo

Nunes Marques também considerou que o argumento apresentado agora é juridicamente novo. A questão sobre a ausência de decisão formal a respeito da competência não havia sido levantada nem examinada nas revisões criminais anteriores apresentadas por Acir, afastando, nesta análise preliminar, a possibilidade de simples repetição de pedidos.

O ministro citou o entendimento firmado pelo STF em 2018, quando estabeleceu que o foro por prerrogativa de função se aplica apenas a crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas.

Embora a condenação de Acir tenha sido decidida em fevereiro de 2018, antes da definição dessa orientação, a ação ainda não estava encerrada. Embargos de declaração apresentados pela defesa e pelo Ministério Público só foram julgados em 25 de setembro de 2019. Na avaliação do relator, o STF deveria ter examinado a incompetência da Corte pelo menos durante o julgamento desses recursos, quando o novo entendimento já estava consolidado.

A decisão também cita julgamentos posteriores quando o Supremo reafirmou que o foro especial permanece, mesmo depois da saída do cargo, somente quando os crimes tiverem sido praticados durante o mandato e em razão das funções exercidas. Em maio de 2026, o STF esclareceu ainda que as regras de competência absoluta têm aplicação imediata aos processos em andamento, inclusive aos casos já sentenciados que estejam em fase recursal.

No caso de Acir, o suposto crime ocorreu antes de ele assumir o mandato e não tinha relação com a função parlamentar. Por isso, Nunes Marques considerou plausível a tese de que o Supremo não seria o órgão competente para processar e julgar a ação penal.

MPF favorável

O Ministério Público Federal também se manifestou favoravelmente à revisão criminal. Em parecer apresentado ao STF, o órgão defendeu o reconhecimento da incompetência da Corte, a anulação da condenação e de seus efeitos penais e o envio do processo ao juízo competente, que deverá decidir sobre eventual prescrição e sobre a continuidade da ação.
A defesa havia pedido a suspensão imediata de todos os efeitos da condenação após o parecer favorável do Ministério Público. O argumento foi de que Acir permanecia inelegível, no mínimo, até 2030, o que o impediria de disputar as eleições de 2026.

Para reconhecer a urgência, Nunes Marques considerou a proximidade dos prazos eleitorais. A decisão registra que as convenções partidárias terminam em 5 de agosto e que partidos têm até 15 de agosto para formalizar os registros de candidatura na Justiça Eleitoral.

Segundo o relator, aguardar o julgamento definitivo poderia tornar ineficaz uma eventual decisão favorável a Acir, pois ele perderia a possibilidade de registrar a candidatura. A suspensão foi concedida para preservar o resultado útil da revisão criminal.

Via: web tv alternativa

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Operação da Draco 2 mira facção ligada ao tráfico e ataques contra provedores de internet em Rondônia – Polícia – WEB TV ALTERNATIVA

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A Polícia Federal cumpre mandados em Rondônia nesta quinta-feira (6) durante a Operação Heritage, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos superiores a R$ 308 milhões. Ao todo, 25 ordens de busca e apreensão expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) são executadas também em Mato Grosso, São Paulo e Ceará.

Além das buscas, a operação inclui quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bloqueio e indisponibilidade de bens até aproximadamente R$ 316 milhões, recolhimento de passaportes, proibição de saída do país e restrição de contato entre os alvos, além de outras medidas cautelares autorizadas pelo STF.

A investigação começou após a análise de um acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e uma empresa privada de telefonia para restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária. A apuração aponta indícios de que essa operação financeira teria sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos públicos.

Os investigadores identificaram uma estrutura composta por fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas, que teria servido para ocultar e dissimular a origem, a movimentação e o destino dos recursos envolvidos.

Os fatos apurados podem configurar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.

FonteVia: rondoniagora

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PF cumpre mandados em Rondônia durante operação contra desvio de mais de R$ 308 milhões – Polícia – WEB TV ALTERNATIVA

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Os investigadores identificaram uma estrutura composta por fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas, que teria servido para ocultar e dissimular a origem, a movimentação e o destino dos recursos envolvidos.

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FonteVia: rondoniagora

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Cinco pessoas morrem em colisão frontal entre carro e bitrem na BR-364, em Porto Velho – Polícia – WEB TV ALTERNATIVA

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Os estudantes dos Colégios Tiradentes da Polícia Militar de Rondônia alcançaram notas acima da média estadual no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador da qualidade da educação básica no país. Os resultados colocam em destaque as unidades de Porto Velho e de Jaci-Paraná.

Na Unidade I, em Porto Velho, o desempenho foi de 6,8 nos anos iniciais do Ensino Fundamental, 6,1 nos anos finais e 5,4 no Ensino Médio. Nesta última etapa, o resultado ficou acima da média da rede estadual, que alcançou 4,2.

A Unidade II, localizada no distrito de Jaci-Paraná, registrou nota 5,5 no Ensino Médio, desempenho também superior ao índice estadual informado no levantamento.

O governador Marcos Rocha afirmou que os resultados reforçam o papel dos Colégios Tiradentes na educação estadual e atribuiu o desempenho à gestão, ao trabalho dos profissionais, à participação das famílias e ao comprometimento dos estudantes.

O comandante-geral da Polícia Militar de Rondônia, coronel PM Glauber Souto, informou que os índices refletem o investimento da instituição na formação das novas gerações e destacou que o modelo alia disciplina, valores e qualidade pedagógica.

O diretor da Unidade I, major PM Lucas Nogueira, afirmou que o resultado é consequência do trabalho desenvolvido por professores, estudantes, famílias e equipe pedagógica e avaliou que os índices demonstram o desenvolvimento acadêmico dos alunos.

FonteVia: rondoniagora

Via: web tv alternativa

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