No terceiro bloco do debate do grupo Rondovisão (Band), o candidato do PSB, Samuel Costa, fez duras críticas a precariedade dos empregos nas propriedades rurais que cultivam o soja. Ele lembrou que a Lei Kandir, criada no governo FHC, permanece até hoje, embora a sociedade tenha mudado desde então. Ele prometeu tomar uma medida impopular: tributar os barões da soja em seu Governo. “Podem me xingar, falar mal nas redes sociais, mas vou tributar”, disse Samuel. Por outro lado, o candidato Hildon Chaves entende que a produção de soja é vetor de desenvolvimento de Rondônia, como aconteceu nos municípios do Mato Grosso, estado vizinho. Para Hildon, é necessário cuidar das estradas.
Marcos Rogério lembra do legado de Cassol
Ainda no debate sobre o soja, o candidato do PL, Marcos Rogério, lembrou do legado do ex-governador Ivo Cassol, último governo a cuidar das estradas, mas esqueceu de dizer no ar que o ex-governador herdou um financiamento realizado pelo ex-governador José Bianco com a Comissão Andina de Fomento (CAF), justamente para refazer todas as estradas de Rondônia.
A Justiça Eleitoral deu prazo de três dias para Jair de Figueiredo Monte Junior comprovar que é conhecido como “Jair Montes” ou apresentar outro nome para aparecer na urna na disputa por uma vaga de deputado federal. A determinação da juíza Letícia Botelho, relatora do pedido de registro de candidatura, foi feita após parecer do procurador regional eleitoral Leonardo Trevizani Caberlon, que apontou risco de o eleitor confundir o candidato com o pai, o ex-deputado estadual Jair Montes.
No despacho de terça-feira (18), a relatora determinou que Jair Monte Junior se manifeste sobre o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), comprovando ser conhecido pelo nome indicado ou informando uma nova opção que permita sua identificação inequívoca. Encerrado o prazo, o processo deverá voltar à PRE para nova manifestação. Jair Monte Junior pediu registro para concorrer a deputado federal pelo Avante, número 7070, e escolheu “Jair Montes” como nome de urna. Caberlon questionou a denominação porque ela é a mesma pela qual o pai ficou conhecido na política de Rondônia. O ex-deputado também utilizou “Jair Montes” em eleições anteriores, inclusive na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa em 2022.
Para o procurador regional eleitoral, a utilização pelo filho do mesmo nome eleitoral do pai, sem qualquer elemento que permita diferenciá-los, pode provocar dúvida sobre quem efetivamente disputa a eleição. O parecer afirma que parte do eleitorado pode ter a percepção equivocada de que o candidato em 2026 é Jair Montes, o pai e ex-parlamentar. Caberlon destacou ainda que o próprio candidato utiliza “Jr.” em sua identificação pública e nas redes sociais para se distinguir do pai. O parecer reproduz uma imagem do perfil no Instagram identificado como “jairmontesjr” e considera que retirar essa referência especificamente do nome de urna elimina um elemento diferenciador já adotado pelo próprio candidato.
Na avaliação da PRE, a supressão do “Jr.” faz com que a identificação eleitoral do filho coincida integralmente com a denominação historicamente usada pelo pai. A Procuradoria ressalta que não questiona o direito de Jair Monte Junior utilizar o próprio nome nem o vínculo familiar, mas entende que a forma escolhida para apresentação aos eleitores não pode provocar dúvida sobre a identidade de quem está concorrendo.
O parecer também registra que Jair Montes, pai do candidato, está impedido de disputar as eleições de 2026.
Como precedente, Caberlon citou julgamento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, de 23 de julho deste ano, envolvendo pai e filho e uma controvérsia sobre identificação eleitoral. A PRE aproveitou do julgamento o entendimento de que, diante de nomes familiares semelhantes, deve existir transparência suficiente para que o eleitor consiga distinguir quem efetivamente concorre.
Ao concluir o parecer, o procurador regional eleitoral classificou a utilização de “Jair Montes”, sem um elemento capaz de distinguir filho e pai, como situação apta a confundir o eleitorado e afirmou haver “flagrante fraude à lisura do processo eleitoral”. Caberlon pediu que o TRE-RO não homologue o nome escolhido e determine ao candidato a indicação de outra denominação que permita sua individualização.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento glofitamabe (Columvi®), desenvolvido pela Roche.
A nova terapia é indicada para o tratamento de pacientes adultos com Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB) recidivado ou refratário, ou seja, quando o câncer retorna ou não responde aos tratamentos iniciais.
A aprovação beneficia pessoas que já passaram pela primeira linha de tratamento, e que não são candidatas ao transplante autólogo de células-tronco, além de pacientes que estão na terceira linha ou em etapas mais avançadas da doença.
O LDGCB é um tipo de câncer hematológico agressivo, de crescimento rápido, e representa cerca de 1 a cada 3 casos entre os linfomas não Hodgkin1, sendo o subtipo mais comum. No Brasil, a estimativa é de que cerca de 4 mil pessoas recebam o diagnóstico da doença por ano1,2.
Embora seja geralmente responsivo ao primeiro tratamento, com grandes chances curativas, até 40% dos pacientes apresentarão progressão da doença ou doença refratária ao tratamento, momento em que as opções de terapia de resgate são limitadas e a sobrevida é curta3,4.
A nova medicação pertence a uma classe terapêutica inovadora conhecida como anticorpos biespecíficos. “Na prática, o medicamento funciona como uma estrutura de conexão entre as células de defesa e as células doentes.
Uma extremidade se liga à célula tumoral e a outra se fixa à célula T (a célula de defesa do próprio corpo). Ao unir as duas, o medicamento faz com que o sistema imunológico reconheça o câncer, que antes conseguia driblar os mecanismos de defesa, e então o combata de forma direta e precisa.
Desta maneira, temos resultados surpreendentes quando comparados à melhor terapia até então disponível na prática clínica para a população do estudo”, diz Renato Tavares, hematologista e Membro da Diretoria da ABHH – Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e Terapia Celular.
A aprovação é baseada no estudo clínico global de Fase III, STARGLO. Na análise primária, Columvi, em combinação com quimioterapia, demonstrou uma melhora significativa na sobrevida global.
O estudo mostra uma redução de 41% no risco de morte em comparação ao protocolo tradicional. Além disso, também apontou que 50,3% dos participantes que receberam o novo esquema alcançaram a remissão completa da doença (contra 22% do grupo comparativo). Houve, ainda, uma redução de 63% no risco de progressão5.
A análise mais recente, com acompanhamento de 3 anos, confirmou a sustentabilidade e a consistência desse benefício clínico a longo prazo6.
“Hoje, no Brasil, para o paciente recidivado e refratário o potencial curativo só é uma realidade por meio de terapias celulares avançadas, como a terapia CAR-T, de difícil acesso. Com essa aprovação, uma grande quantidade de pessoas neste cenário passará a contar com este tratamento, que pode ser iniciado poucos dias após a recomendação médica, o que é essencial diante da agressividade da doença, que rapidamente progride”, afirma o especialista.
A terapia tem aplicação por infusão intravenosa e pode ser administrada em ambiente ambulatorial, sem necessidade de internação. O tratamento possui uma duração fixa de aproximadamente 8,3 meses. Após a conclusão dos 12 ciclos determinados pelo protocolo, a terapia termina, abrindo espaço para um período prolongado sem necessidade de medicação e com preservação da qualidade de vida do paciente.
“A aprovação do glofitamabe no Brasil traz inovação para pacientes inelegíveis ao transplante que, mesmo com pior prognóstico, agora têm uma opção de tratamento com potencial curativo.
Por ter duração fixa, ele permite resgatar a perspectiva de uma vida normal, livre de terapia — um marco que reforça nosso compromisso com o acesso a inovações transformadoras no país”, finaliza Michelle Fabiani, Diretora Médica da Roche Farma Brasil.
O ex-vereador Edwilson Negreiros apresentou renúncia à candidatura de deputado estadual pelo Podemos. Em seu lugar, entra a professora Gláucia Negreiros, ex-secretário municipal de Educação de Porto Velho, que concorre pela legenda à Ass…
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