BELÉM (PA), JUNHO DE 2026 – A programação da II Semana do Clima da Amazônia contará com uma extensa agenda de eventos autogestionados, que ocorrerão nos dias 1 a 4 de julho de 2026, em diferentes espaços de Belém e também em formato online.
As atividades irão reunir organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa, empresas, coletivos, juventudes, povos indígenas, representantes do setor público e especialistas para debater temas ligados à justiça climática, bioeconomia, saúde, direitos humanos, sustentabilidade e transição energética.
Empresas e instituições interessadas em propor atividades podem realizar a inscrição por meio do site https://semanadoclimaamazonia.com.br, onde também está disponível a programação completa do evento.
Os eventos autogestionados fazem parte da proposta da Semana do Clima de ampliar a participação social e descentralizar os debates sobre o futuro da Amazônia, promovendo espaços de diálogo conectados às realidades dos territórios amazônicos.
Entre os destaques da programação está a série “ABC do Clima e Saúde”, promovida pela Afya Belém, com encontros nos dias 1º e 2 de julho. As atividades abordarão temas como prevenção de doenças relacionadas ao clima, impactos das escolhas alimentares na saúde planetária e formas de adaptação às mudanças climáticas.
Outro tema em evidência será a transição energética em territórios indígenas. O UNICEF e o Projeto Saúde & Alegria promoverão uma atividade dedicada à apresentação de experiências desenvolvidas nos territórios Yanomami, em Roraima, e Munduruku, no Pará.
A programação também contará com debates sobre desenvolvimento territorial sustentável na Amazônia, bioeconomia e protagonismo comunitário. Um dos eventos previstos é o “Programa Corredor: Parcerias multissetoriais para impulsionar o desenvolvimento territorial sustentável na Amazônia”, promovido pela Hydro, que reunirá representantes de comunidades, empresas, governos e organizações parceiras.
Outro destaque será o evento “Sociobioeconomia Viva: Povos e comunidades na liderança da transição justa nos territórios”, organizado pela Secretaria Adjunta de Bioeconomia da Semas-PA, no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia.
A atividade discutirá o papel das populações amazônicas na construção de modelos sustentáveis de desenvolvimento.
As discussões sobre bioeconomia também estarão presentes na “Edição BioBusiness na Semana do Clima da Amazônia”, promovida pela Semas-PA, voltada ao fortalecimento do diálogo entre capital, inteligência territorial e negócios sustentáveis.
A programação incluirá ainda atividades voltadas à infraestrutura sustentável e aos desafios logísticos da floresta, como o evento “A Infraestrutura Invisível da Floresta em Pé”, promovido pelo Fundo Vale no Instituto Tecnológico Vale (ITV), que discutirá gargalos relacionados à bioeconomia amazônica, como perdas pós-colheita e desafios estruturais para cadeias produtivas da floresta. A juventude amazônica também terá protagonismo em diferentes agendas da programação.
Entre elas está o encontro “Juventude, meio ambiente e terreiro: luta dos povos de terreiro acreanos”, realizado em formato online, promovendo debates sobre justiça socioambiental, juventude e valorização de saberes tradicionais.
Também serão realizados debates sobre moradia, justiça climática e preservação ambiental, como o evento “Juventudes da Amazônia entre o Direito à Moradia e a Justiça Climática: experiências de Roraima em áreas de preservação permanente”, promovido pelo Coletivo Jucia.
A programação do dia 3 de julho contará ainda com atividades voltadas à saúde mental e aos impactos da crise climática sobre as juventudes indígenas, como o evento online “O Peso do Clima: Saúde Mental e o Futuro das Juventudes Indígenas”, promovido pelo Instituto Witoto.
Outras agendas previstas incluem discussões sobre acesso à política pública para jovens agricultores da Amazônia Legal, com o evento “Acesso ao PRONAF Jovem: Caminho para a Transformação da Agricultura Familiar na Amazônia Legal”, além do encontro “Renovando o presente: da transição energética à resiliência nas novas cidades”, promovido pelo COJOVEM.
A agenda ainda abrirá espaço para debates relacionados a direitos humanos, sustentabilidade e justiça climática, com atividades como o “Festival +DH 2026”, do Instituto Ethos, e “Diálogos sobre Desenvolvimento, Direitos Humanos e Sustentabilidade”, promovido pela UNIQUITA.
Outro destaque será a atividade “Bússola para o Desenvolvimento Sustentável: conversa, troca e construção conjunta”, promovida pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), com debates sobre propostas socioambientais e construção coletiva de soluções para o país.
A programação inclui ainda o evento “Rota 26-30: ações prioritárias para 5 grandes debates para as Amazônias”, promovido pela Uma Concertação pela Amazônia, que propõe reflexões sobre caminhos estratégicos para o futuro da região.
Além das atividades presenciais em espaços como o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, ITV, Afya Belém e CESUPA, parte da programação será realizada de forma virtual, ampliando o alcance dos debates e permitindo a participação de diferentes territórios amazônicos.
Os eventos autogestionados integram a programação oficial da II Semana do Clima da Amazônia, que ocorrerá entre os dias 29 de junho e 4 de julho de 2026, em Belém. Primeiro encontro climático após a COP30.
A programação reunirá representantes do setor privado, agentes públicos, pesquisadores, organizações da sociedade civil e lideranças em diferentes espaços de Belém para debater caminhos voltados à sustentabilidade, justiça climática e desenvolvimento regenerativo.
Entre os objetivos da edição de 2026 estão o monitoramento dos compromissos firmados durante a COP30, a conexão entre lideranças globais e amazônicas, a atração de novos investimentos regenerativos e o fortalecimento da participação de juventudes, mulheres e povos originários no centro das discussões climáticas.
Segundo Lucimar Souza, diretora de Desenvolvimento Territorial do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), um dos correalizadores, a II Semana do Clima da Amazônia surge como um espaço fundamental para ampliar a participação da população amazônica nas discussões globais sobre mudanças climáticas.
“O principal legado da primeira edição foi trazer de forma estruturada para a Amazônia o debate sobre clima e a busca por soluções para os desafios da região. Durante muito tempo, as pessoas ouviam falar das Semanas do Clima acontecendo em outros países, e realizar esse encontro em Belém permitiu ampliar a participação da população amazônica nesse debate”, destacou.
A diretora também ressaltou que o evento busca fortalecer o protagonismo regional ao criar espaços de escuta, diálogo e proposição de soluções conectadas à realidade amazônica. “Além de discutir os desafios, a Semana do Clima também é um espaço de aprendizagem sobre o debate climático global, ajudando mais pessoas a compreenderem a importância desse tema”, afirmou.
A II Semana do Clima da Amazônia será estruturada em seis eixos temáticos da Agenda de Ação da COP30, considerados estratégicos para o futuro da floresta e da humanidade. O primeiro abordará os compromissos pós-COP30 e os chamados “Mapas do Caminho”, com debates sobre transição energética justa, afastamento dos combustíveis fósseis, adaptação climática e cooperação entre florestas tropicais.
Outro eixo será voltado às economias regenerativas e à sociobioeconomia, com discussões sobre soluções baseadas na natureza, restauração florestal, cadeias produtivas da biodiversidade e financiamento climático.
Também haverá espaço para debates sobre direitos territoriais, protagonismo de juventudes e povos originários, enfrentamento ao racismo ambiental e fortalecimento da cidadania. A programação ainda incluirá painéis sobre ciência, inovação e impactos das mudanças climáticas na saúde.
Entre as agendas previstas está a “Mesa Executiva da Bioeconomia – Beneficiamento do Açaí”, com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas-PA), programada para o dia 1º de julho, no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia (PBIA).
A atividade terá como tema “Açaí Amazônico: saúde, nutrição e novas aplicações” e reunirá especialistas, pesquisadores, chefs, comunicadores e representantes da cadeia produtiva para discutir o potencial do açaí amazônico como alimento funcional, suas aplicações culinárias e industriais, além de estratégias para ampliar sua presença no mercado nacional e internacional.
A agenda também contará com degustações, apresentações empresariais e visita técnica a unidades de beneficiamento do produto. Sobre a Semana do Clima.
O projeto reúne um amplo conjunto de organizações públicas, privadas e da sociedade civil com o propósito de debater soluções e propor ações estruturantes para enfrentar desafios ambientais, sociais, econômicos e culturais da Amazônia.
A iniciativa busca fortalecer uma visão de longo prazo para a região, alinhando políticas públicas e iniciativas privadas em prol de um desenvolvimento sustentável que equilibre conservação ambiental, geração de renda e bem-estar das populações locais.
Além disso, a programação coloca a Amazônia no contexto global das mudanças climáticas, destacando a importância da integração de esforços para a proteção desse bioma fundamental para o equilíbrio do planeta. A proposta é que a Semana do Clima da Amazônia aconteça anualmente, se expandindo para os demais estados da Amazônia Brasileira, fortalecendo a mobilização, o diálogo e a construção de soluções a partir dos territórios.
A primeira edição da Semana do Clima da Amazônia, realizada em 2025, demonstrou a dimensão e o impacto do evento ao reunir mais de 4 mil participantes, promover mais de 100 horas de programação e realizar mais de 35 eventos em Belém, contando ainda com a participação de mais de 30 organizações parceiras.
A edição de 2026 contará com patrocínio das empresas Hydro e Vale. O evento também reúne uma ampla rede de correalizadores, entre eles Afya, ASSOBIO, BRC Biodiversity Research Consortium, Certi, CESUPA, Cojovem, Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, CONTAG, Embrapa, Emergent, FIEPA, Governo do Estado / Secretaria do Meio Ambiente do Pará, Hydro, Instituto Clima e Sociedade (ICS), Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto Peabiru, IPAM Amazônia, Instituto Sincronicidade (ISPIS), Instituto Tecnológico Vale (ITV), Museu Emílio Goeldi, Natura, Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), Prefeitura de Belém, Projeto Guardiãs da Floresta, Projeto Saúde & Alegria (PSA), Rede de Trabalho Amazônico – GTA, Saint-Gobain, Uma Concertação pela Amazônia e Vale.
Serviço:
II Semana do Clima da Amazônia 📅 Data: 29 de junho a 4 de julho de 2026 📍 Local: Belém (PA) 📝 Inscrições para painéis: já disponíveis ✅ Inscrições para eventos autogestionados: já disponíveis 📌 Eventos autogestionados: 1 a 4 de julho 📌 Programação principal: 29 e 30 de junho 🌐 Mais informações e inscrições: Semana do Clima da Amazônia
A Justiça de Rondônia condenou 20 réus por participação em organização criminosa armada, com atuação dentro e fora do sistema prisional e ligação com outro grupo criminoso independente. A sentença, proferida pela 1ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho, estabeleceu penas de mais de 8 anos, em processo ajuizadom pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
Dos 20 condenados após investigação da Operação Conúbio, 15 deverão começar a cumprir as penas em regime fechado e cinco no semiaberto. As duas maiores condenações foram de 8 anos, 8 meses e 3 dias de reclusão, além de multa. Outros cinco réus receberam penas de 7 anos, 4 meses e 24 dias.
A denúncia apresentada à Justiça incluía inicialmente 50 pessoas. Nesta sentença, 44 réus tiveram suas acusações analisadas, resultando em 20 condenações.
A decisão reconheceu que a organização criminosa mantinha uma estrutura hierárquica, com divisão de tarefas entre os integrantes. As atividades envolviam coordenação da facção, aplicação de regras internas, controle de armas e munições, tráfico de drogas e movimentação financeira.
Também havia integrantes responsáveis por transmitir ordens, cadastrar membros e prestar apoio a pessoas presas ou em liberdade.
A investigação identificou ainda uma ligação entre duas organizações criminosas independentes. Integrantes dos grupos compartilhavam canais de comunicação utilizados para trocar informações sobre rivais, ameaças, armamentos e comercialização de drogas.
Investigação e operação
O processo teve origem em uma investigação da Polícia Federal, realizada pela Delegacia de Repressão a Drogas da Superintendência Regional em Rondônia e pelo Grupo de Investigações Sensíveis.
A apuração começou após o compartilhamento de provas de outra investigação, autorizado pela Justiça, e também recebeu informações produzidas pela Polícia Civil de Rondônia.
A Operação Conúbio foi deflagrada em 20 de setembro de 2022, com apoio da Polícia Civil. Na ocasião, foram expedidas 104 ordens judiciais, incluindo 50 mandados de prisão preventiva e 54 de busca e apreensão.
As medidas foram cumpridas em Porto Velho, Ariquemes, Cujubim, Cacoal, Espigão do Oeste e Vilhena, além do estado de São Paulo.
Após a apresentação da denúncia, o GAECO passou a atuar no processo e acompanhou a produção das provas até a sentença.
Perda de bens e recurso
A Justiça também determinou a perda dos bens e valores vinculados aos condenados, em favor do Estado, com destinação à Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas.
A sentença prevê a destruição de bens considerados antieconômicos, celulares relacionados aos condenados e drogas eventualmente apreendidas. As armas de fogo deverão ser encaminhadas ao Exército Brasileiro para destruição.
O Ministério Público recorrerá dos pontos da decisão em que a acusação não foi integralmente acolhida, buscando a responsabilização pelos fatos que considera comprovados durante o processo.
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A Justiça de Rondônia proibiu a Óticas Diniz, em Ariquemes, de anunciar consultas e exames de vista, gratuitos ou pagos, em redes sociais, no próprio estabelecimento ou por qualquer outro meio de divulgação. A empresa também terá 48 horas, a partir da intimação, para retirar as publicações já divulgadas e poderá pagar multa diária de R$ 1 mil caso descumpra a determinação.
A decisão é do juiz José de Oliveira Barros Filho, da 2ª Vara Cível de Ariquemes, decidida em ação civil pública apresentada pela Associação Rondoniense de Oftalmologia (AROFT) contra a Optiva Comércio de Produtos Óticos Ltda., responsável pelo estabelecimento que utiliza o nome fantasia Óticas Diniz Ariquemes.
A ação teve como base publicações nas redes sociais da ótica oferecendo “10 consultas grátis”, acompanhadas de expressões como “exame completo”, “avaliação da sua visão” e “orientação especializada”. Na mesma publicidade, a empresa anunciava lentes por R$ 1,99 na compra da armação. Outra publicação repetia a oferta de consultas gratuitas, com vagas limitadas e agendamento pelo contato da loja.
Para a associação, a divulgação de consultas e exames dentro de um estabelecimento comercial contraria a legislação e pode levar consumidores a confundir a avaliação oferecida pela ótica com uma consulta médica, colocando em risco a saúde ocular.
Ao analisar as publicações, o juiz considerou que havia elementos suficientes para determinar a suspensão da publicidade. A decisão aponta que a legislação proíbe estabelecimentos de venda de lentes de grau de oferecer consultas gratuitas e anunciar exames de vista, restrição que também alcança publicações em redes sociais.
O magistrado avaliou que associar consultas gratuitas à venda de óculos pode induzir consumidores a acreditar que o atendimento oferecido no comércio substitui uma consulta médica. A decisão ressalta que a proibição da publicidade independe, nesta fase do processo, da identidade ou da qualificação do profissional responsável pelo atendimento anunciado.
Além de interromper novos anúncios, a ótica deverá excluir, no prazo de 48 horas, as publicações com esse conteúdo que estejam nos perfis sob seu controle. A retirada deverá ser comprovada no processo nos cinco dias seguintes. A multa por descumprimento foi fixada em R$ 1 mil por dia, limitada inicialmente a R$ 30 mil.
A Justiça também determinou que a Vigilância Sanitária de Ariquemes fiscalize o estabelecimento no prazo de 30 dias. O órgão deverá verificar a existência de licença sanitária, livro de registro de prescrições médicas, consultório, gabinete ou equipamentos destinados a exames dos olhos, além de informar sobre eventual aviamento de prescrições de profissionais não médicos.
A associação também pediu que a empresa fosse proibida de manter parcerias com optometristas e médicos oftalmologistas para a realização de atendimentos. O juiz, porém, negou essa parte do pedido por enquanto, por considerar que ainda não existem informações suficientes sobre os profissionais envolvidos, sua formação e as condições dos atendimentos.
A decisão não impede a comercialização de óculos, armações e lentes. A restrição se limita à publicidade de consultas, exames de vista e serviços relacionados ao tratamento de problemas oculares previstos na ordem judicial.
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