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Estiagem reforça importância do consumo consciente e de investimentos em segurança hídrica
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2 meses agoon
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celio
BELÉM (PA), JUNHO DE 2026 – A programação da II Semana do Clima da Amazônia contará com uma extensa agenda de eventos autogestionados, que ocorrerão nos dias 1 a 4 de julho de 2026, em diferentes espaços de Belém e também em formato online.
As atividades irão reunir organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa, empresas, coletivos, juventudes, povos indígenas, representantes do setor público e especialistas para debater temas ligados à justiça climática, bioeconomia, saúde, direitos humanos, sustentabilidade e transição energética.
Empresas e instituições interessadas em propor atividades podem realizar a inscrição por meio do site https://semanadoclimaamazonia.com.br, onde também está disponível a programação completa do evento.
Os eventos autogestionados fazem parte da proposta da Semana do Clima de ampliar a participação social e descentralizar os debates sobre o futuro da Amazônia, promovendo espaços de diálogo conectados às realidades dos territórios amazônicos.
Entre os destaques da programação está a série “ABC do Clima e Saúde”, promovida pela Afya Belém, com encontros nos dias 1º e 2 de julho. As atividades abordarão temas como prevenção de doenças relacionadas ao clima, impactos das escolhas alimentares na saúde planetária e formas de adaptação às mudanças climáticas.
Outro tema em evidência será a transição energética em territórios indígenas. O UNICEF e o Projeto Saúde & Alegria promoverão uma atividade dedicada à apresentação de experiências desenvolvidas nos territórios Yanomami, em Roraima, e Munduruku, no Pará.
A programação também contará com debates sobre desenvolvimento territorial sustentável na Amazônia, bioeconomia e protagonismo comunitário. Um dos eventos previstos é o “Programa Corredor: Parcerias multissetoriais para impulsionar o desenvolvimento territorial sustentável na Amazônia”, promovido pela Hydro, que reunirá representantes de comunidades, empresas, governos e organizações parceiras.
Outro destaque será o evento “Sociobioeconomia Viva: Povos e comunidades na liderança da transição justa nos territórios”, organizado pela Secretaria Adjunta de Bioeconomia da Semas-PA, no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia.
A atividade discutirá o papel das populações amazônicas na construção de modelos sustentáveis de desenvolvimento.
As discussões sobre bioeconomia também estarão presentes na “Edição BioBusiness na Semana do Clima da Amazônia”, promovida pela Semas-PA, voltada ao fortalecimento do diálogo entre capital, inteligência territorial e negócios sustentáveis.
A programação incluirá ainda atividades voltadas à infraestrutura sustentável e aos desafios logísticos da floresta, como o evento “A Infraestrutura Invisível da Floresta em Pé”, promovido pelo Fundo Vale no Instituto Tecnológico Vale (ITV), que discutirá gargalos relacionados à bioeconomia amazônica, como perdas pós-colheita e desafios estruturais para cadeias produtivas da floresta.
A juventude amazônica também terá protagonismo em diferentes agendas da programação.
Entre elas está o encontro “Juventude, meio ambiente e terreiro: luta dos povos de terreiro acreanos”, realizado em formato online, promovendo debates sobre justiça socioambiental, juventude e valorização de saberes tradicionais.
Também serão realizados debates sobre moradia, justiça climática e preservação ambiental, como o evento “Juventudes da Amazônia entre o Direito à Moradia e a Justiça Climática: experiências de Roraima em áreas de preservação permanente”, promovido pelo Coletivo Jucia.
A programação do dia 3 de julho contará ainda com atividades voltadas à saúde mental e aos impactos da crise climática sobre as juventudes indígenas, como o evento online “O Peso do Clima: Saúde Mental e o Futuro das Juventudes Indígenas”, promovido pelo Instituto Witoto.
Outras agendas previstas incluem discussões sobre acesso à política pública para jovens agricultores da Amazônia Legal, com o evento “Acesso ao PRONAF Jovem: Caminho para a Transformação da Agricultura Familiar na Amazônia Legal”, além do encontro “Renovando o presente: da transição energética à resiliência nas novas cidades”, promovido pelo COJOVEM.
A agenda ainda abrirá espaço para debates relacionados a direitos humanos, sustentabilidade e justiça climática, com atividades como o “Festival +DH 2026”, do Instituto Ethos, e “Diálogos sobre Desenvolvimento, Direitos Humanos e Sustentabilidade”, promovido pela UNIQUITA.
Outro destaque será a atividade “Bússola para o Desenvolvimento Sustentável: conversa, troca e construção conjunta”, promovida pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), com debates sobre propostas socioambientais e construção coletiva de soluções para o país.
A programação inclui ainda o evento “Rota 26-30: ações prioritárias para 5 grandes debates para as Amazônias”, promovido pela Uma Concertação pela Amazônia, que propõe reflexões sobre caminhos estratégicos para o futuro da região.
Além das atividades presenciais em espaços como o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, ITV, Afya Belém e CESUPA, parte da programação será realizada de forma virtual, ampliando o alcance dos debates e permitindo a participação de diferentes territórios amazônicos.
Os eventos autogestionados integram a programação oficial da II Semana do Clima da Amazônia, que ocorrerá entre os dias 29 de junho e 4 de julho de 2026, em Belém.
Primeiro encontro climático após a COP30.
A programação reunirá representantes do setor privado, agentes públicos, pesquisadores, organizações da sociedade civil e lideranças em diferentes espaços de Belém para debater caminhos voltados à sustentabilidade, justiça climática e desenvolvimento regenerativo.
Entre os objetivos da edição de 2026 estão o monitoramento dos compromissos firmados durante a COP30, a conexão entre lideranças globais e amazônicas, a atração de novos investimentos regenerativos e o fortalecimento da participação de juventudes, mulheres e povos originários no centro das discussões climáticas.
Segundo Lucimar Souza, diretora de Desenvolvimento Territorial do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), um dos correalizadores, a II Semana do Clima da Amazônia surge como um espaço fundamental para ampliar a participação da população amazônica nas discussões globais sobre mudanças climáticas.
“O principal legado da primeira edição foi trazer de forma estruturada para a Amazônia o debate sobre clima e a busca por soluções para os desafios da região. Durante muito tempo, as pessoas ouviam falar das Semanas do Clima acontecendo em outros países, e realizar esse encontro em Belém permitiu ampliar a participação da população amazônica nesse debate”, destacou.
A diretora também ressaltou que o evento busca fortalecer o protagonismo regional ao criar espaços de escuta, diálogo e proposição de soluções conectadas à realidade amazônica. “Além de discutir os desafios, a Semana do Clima também é um espaço de aprendizagem sobre o debate climático global, ajudando mais pessoas a compreenderem a importância desse tema”, afirmou.
A II Semana do Clima da Amazônia será estruturada em seis eixos temáticos da Agenda de Ação da COP30, considerados estratégicos para o futuro da floresta e da humanidade. O primeiro abordará os compromissos pós-COP30 e os chamados “Mapas do Caminho”, com debates sobre transição energética justa, afastamento dos combustíveis fósseis, adaptação climática e cooperação entre florestas tropicais.
Outro eixo será voltado às economias regenerativas e à sociobioeconomia, com discussões sobre soluções baseadas na natureza, restauração florestal, cadeias produtivas da biodiversidade e financiamento climático.
Também haverá espaço para debates sobre direitos territoriais, protagonismo de juventudes e povos originários, enfrentamento ao racismo ambiental e fortalecimento da cidadania. A programação ainda incluirá painéis sobre ciência, inovação e impactos das mudanças climáticas na saúde.
Entre as agendas previstas está a “Mesa Executiva da Bioeconomia – Beneficiamento do Açaí”, com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas-PA), programada para o dia 1º de julho, no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia (PBIA).
A atividade terá como tema “Açaí Amazônico: saúde, nutrição e novas aplicações” e reunirá especialistas, pesquisadores, chefs, comunicadores e representantes da cadeia produtiva para discutir o potencial do açaí amazônico como alimento funcional, suas aplicações culinárias e industriais, além de estratégias para ampliar sua presença no mercado nacional e internacional.
A agenda também contará com degustações, apresentações empresariais e visita técnica a unidades de beneficiamento do produto.
Sobre a Semana do Clima.
O projeto reúne um amplo conjunto de organizações públicas, privadas e da sociedade civil com o propósito de debater soluções e propor ações estruturantes para enfrentar desafios ambientais, sociais, econômicos e culturais da Amazônia.
A iniciativa busca fortalecer uma visão de longo prazo para a região, alinhando políticas públicas e iniciativas privadas em prol de um desenvolvimento sustentável que equilibre conservação ambiental, geração de renda e bem-estar das populações locais.
Além disso, a programação coloca a Amazônia no contexto global das mudanças climáticas, destacando a importância da integração de esforços para a proteção desse bioma fundamental para o equilíbrio do planeta. A proposta é que a Semana do Clima da Amazônia aconteça anualmente, se expandindo para os demais estados da Amazônia Brasileira, fortalecendo a mobilização, o diálogo e a construção de soluções a partir dos territórios.
A primeira edição da Semana do Clima da Amazônia, realizada em 2025, demonstrou a dimensão e o impacto do evento ao reunir mais de 4 mil participantes, promover mais de 100 horas de programação e realizar mais de 35 eventos em Belém, contando ainda com a participação de mais de 30 organizações parceiras.
A edição de 2026 contará com patrocínio das empresas Hydro e Vale. O evento também reúne uma ampla rede de correalizadores, entre eles Afya, ASSOBIO, BRC Biodiversity Research Consortium, Certi, CESUPA, Cojovem, Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, CONTAG, Embrapa, Emergent, FIEPA, Governo do Estado / Secretaria do Meio Ambiente do Pará, Hydro, Instituto Clima e Sociedade (ICS), Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto Peabiru, IPAM Amazônia, Instituto Sincronicidade (ISPIS), Instituto Tecnológico Vale (ITV), Museu Emílio Goeldi, Natura, Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), Prefeitura de Belém, Projeto Guardiãs da Floresta, Projeto Saúde & Alegria (PSA), Rede de Trabalho Amazônico – GTA, Saint-Gobain, Uma Concertação pela Amazônia e Vale.
Serviço:
II Semana do Clima da Amazônia
📅 Data: 29 de junho a 4 de julho de 2026
📍 Local: Belém (PA)
📝 Inscrições para painéis: já disponíveis
✅ Inscrições para eventos autogestionados: já disponíveis
📌 Eventos autogestionados: 1 a 4 de julho
📌 Programação principal: 29 e 30 de junho
🌐 Mais informações e inscrições: Semana do Clima da Amazônia
Fonte: Via: florestanoticias
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Alta Floresta – Homem fica ferido na perna após discussão com mulher na Praça Castelo Branco – WEB TV ALTERNATIVA
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51 minutos agoon
novembro 2, 2026By
celio
Em entrevista ao RuralCast, engenheiro agrícola Vinícius Hunke explica como juros elevados, queda dos preços das commodities e problemas climáticos afetam a saúde financeira
O crescimento do endividamento no agronegócio brasileiro, associado aos juros elevados, às oscilações dos preços das commodities e às dificuldades climáticas, tem ampliado a necessidade de planejamento financeiro e reestruturação das atividades rurais. Em determinadas situações, a recuperação judicial pode representar uma alternativa para reorganizar compromissos e permitir que produtores e empresas continuem suas operações.
O assunto foi destaque durante a segunda edição do Agro&Cont 2026, realizada nos dias 30 e 31 de outubro, no AgroHub da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), em Cacoal. O evento reuniu especialistas, empresários, produtores rurais, profissionais da contabilidade e representantes de instituições para discutir os desafios econômicos e tributários do setor.
Durante a cobertura especial do RuralCast, podcast do Grupo Amazun, o professor Charles Carminati entrevistou o engenheiro agrícola Vinícius Hunke, formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), pós-graduado em Gestão e Engenharia da Qualidade pela Universidade de São Paulo (USP) e sócio da Quist Investimentos.
Com mais de 15 anos de experiência na área financeira, Hunke apresentou sua visão sobre o tema “Recuperação Judicial no Agronegócio: Riscos, Estratégias e Continuidade do Negócio”.
Juros elevados, dificuldades climáticas e preços agrícolas pressionam produtores
Segundo o especialista, a combinação entre taxas de juros elevadas e redução dos preços de determinadas commodities tem prejudicado a capacidade financeira de produtores rurais.
Além das dificuldades econômicas, a atividade agropecuária está permanentemente exposta a fatores externos, como períodos de estiagem, excesso de chuvas e perdas de produtividade.
Quando esses acontecimentos se repetem em ciclos produtivos consecutivos, o produtor pode enfrentar dificuldades para pagar financiamentos, fornecedores e outras obrigações assumidas anteriormente.
Hunke ressaltou que o endividamento nem sempre está relacionado à falta de capacidade de gestão do agricultor. Muitas vezes, os problemas decorrem de circunstâncias econômicas e climáticas que ultrapassam seu controle.
O perigo de buscar ajuda somente quando já é tarde
Um dos principais alertas feitos pelo entrevistado está relacionado ao comportamento de produtores e empresários diante das primeiras dificuldades financeiras.
De acordo com Hunke, é comum que o empreendedor tente resolver sozinho os problemas, adiando a procura por orientação especializada.
Nesse processo, alguns produtores começam a vender equipamentos, propriedades e outros bens para manter os pagamentos em dia.
O problema, segundo o especialista, é que a venda de patrimônio em condições de urgência pode resultar em negociações muito abaixo do valor de mercado.
Essa situação pode comprometer não apenas a estrutura financeira, mas também a capacidade produtiva da atividade rural.
Para Hunke, é fundamental reconhecer os sinais de dificuldade e avaliar alternativas antes que o endividamento alcance um estágio mais grave.
Recuperação judicial não significa necessariamente o fim da atividade
Um dos pontos centrais da entrevista foi a necessidade de combater a percepção negativa que ainda existe sobre a recuperação judicial.
O especialista explicou que muitos empresários resistem a procurar esse mecanismo por receio da repercussão entre fornecedores, credores e pessoas próximas.
Entretanto, a recuperação judicial foi apresentada como um instrumento que pode permitir a reorganização de dívidas e a continuidade das atividades economicamente viáveis, observadas as condições previstas na legislação.
“Nós costumamos dizer que a recuperação judicial é uma segunda chance, porque todo mundo tem o direito de errar.”
A declaração de Hunke destaca a importância de compreender a crise empresarial como uma situação que pode exigir mudanças na gestão, renegociação de compromissos e apoio especializado.
O entrevistado também explicou que, em sua experiência profissional, alguns clientes reconhecem posteriormente que deveriam ter buscado orientação antes.
A mensagem central é que enfrentar os problemas financeiros de maneira antecipada pode ampliar as possibilidades de preservar o patrimônio e a atividade produtiva.
Reforma Tributária amplia desafios para a gestão empresarial
A Reforma Tributária também esteve entre os assuntos discutidos durante a entrevista.
Para Vinícius Hunke, as mudanças no sistema tributário brasileiro exigirão atenção das empresas, especialmente daquelas que já enfrentam dificuldades para cumprir suas obrigações fiscais.
“O impacto vai ser gigantesco. Eu não tenho dúvidas sobre isso hoje.”
O especialista destacou que ainda existem incertezas sobre os efeitos práticos da implementação das mudanças, sobretudo na relação entre as obrigações tributárias e os processos de reestruturação financeira.
Durante a conversa, ele ressaltou que os efeitos concretos precisarão ser acompanhados à medida que as novas regras forem implementadas.
Nesse cenário, a integração entre profissionais da contabilidade, gestores financeiros, especialistas jurídicos e produtores rurais tende a ganhar importância.
Três caminhos para reorganizar empresas e buscar soluções
Ao apresentar a atuação da Quist Investimentos, Hunke explicou que o trabalho desenvolvido pela empresa está estruturado em três frentes principais.
A primeira envolve consultoria e reestruturação financeira, incluindo situações de maior endividamento e processos de recuperação judicial.
A segunda está relacionada à busca de alternativas de crédito e investidores para empresas que enfrentam restrições nas linhas tradicionais de financiamento.
A terceira contempla operações de fusões e aquisições, auxiliando empresários interessados na compra ou venda de negócios.
O entrevistado também abordou a negociação de créditos inadimplidos, segmento do mercado financeiro que envolve operações com instituições e fundos especializados.
Planejamento e orientação especializada são fundamentais
Na parte final da entrevista, Vinícius Hunke deixou uma mensagem direcionada aos produtores e empresários de Rondônia que enfrentam dificuldades financeiras.
“Se você já não conseguir mais lidar com esse problema sozinho, contrate uma pessoa especialista que possa auxiliá-lo.”
O especialista também demonstrou expectativa de recuperação das condições de mercado, especialmente em relação aos preços das commodities, embora tenha reconhecido que os próximos movimentos ainda são incertos.
A entrevista reforçou uma reflexão importante para o agronegócio: produzir bem continua sendo indispensável, mas a continuidade de uma atividade rural também depende de planejamento, controle financeiro e capacidade de tomar decisões diante das adversidades.
A recuperação judicial não é uma solução automática para todos os casos. Sua viabilidade depende das condições financeiras e jurídicas de cada produtor ou empresa. Ainda assim, o debate evidencia a necessidade de discutir alternativas antes que as dificuldades comprometam definitivamente o negócio.
A entrevista integra a cobertura especial do RuralCast, do Grupo Amazun, realizada durante o Agro&Cont 2026, na UNIR, em Cacoal (RO), com conteúdos disponibilizados pelo canal Olá Rondônia, no YouTube.
Fonte: rolimnoticias.com.br
Fonte: Via: web tv alternativa
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Recuperação judicial pode ser uma segunda chance para produtores rurais endividados, destaca especialista durante Agro&Cont em Cacoal – WEB TV ALTERNATIVA
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2 dias agoon
novembro 1, 2026By
celio
Em entrevista ao RuralCast, engenheiro agrícola Vinícius Hunke explica como juros elevados, queda dos preços das commodities e problemas climáticos afetam a saúde financeira
O crescimento do endividamento no agronegócio brasileiro, associado aos juros elevados, às oscilações dos preços das commodities e às dificuldades climáticas, tem ampliado a necessidade de planejamento financeiro e reestruturação das atividades rurais. Em determinadas situações, a recuperação judicial pode representar uma alternativa para reorganizar compromissos e permitir que produtores e empresas continuem suas operações.
O assunto foi destaque durante a segunda edição do Agro&Cont 2026, realizada nos dias 30 e 31 de outubro, no AgroHub da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), em Cacoal. O evento reuniu especialistas, empresários, produtores rurais, profissionais da contabilidade e representantes de instituições para discutir os desafios econômicos e tributários do setor.
Durante a cobertura especial do RuralCast, podcast do Grupo Amazun, o professor Charles Carminati entrevistou o engenheiro agrícola Vinícius Hunke, formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), pós-graduado em Gestão e Engenharia da Qualidade pela Universidade de São Paulo (USP) e sócio da Quist Investimentos.
Com mais de 15 anos de experiência na área financeira, Hunke apresentou sua visão sobre o tema “Recuperação Judicial no Agronegócio: Riscos, Estratégias e Continuidade do Negócio”.
Juros elevados, dificuldades climáticas e preços agrícolas pressionam produtores
Segundo o especialista, a combinação entre taxas de juros elevadas e redução dos preços de determinadas commodities tem prejudicado a capacidade financeira de produtores rurais.
Além das dificuldades econômicas, a atividade agropecuária está permanentemente exposta a fatores externos, como períodos de estiagem, excesso de chuvas e perdas de produtividade.
Quando esses acontecimentos se repetem em ciclos produtivos consecutivos, o produtor pode enfrentar dificuldades para pagar financiamentos, fornecedores e outras obrigações assumidas anteriormente.
Hunke ressaltou que o endividamento nem sempre está relacionado à falta de capacidade de gestão do agricultor. Muitas vezes, os problemas decorrem de circunstâncias econômicas e climáticas que ultrapassam seu controle.
O perigo de buscar ajuda somente quando já é tarde
Um dos principais alertas feitos pelo entrevistado está relacionado ao comportamento de produtores e empresários diante das primeiras dificuldades financeiras.
De acordo com Hunke, é comum que o empreendedor tente resolver sozinho os problemas, adiando a procura por orientação especializada.
Nesse processo, alguns produtores começam a vender equipamentos, propriedades e outros bens para manter os pagamentos em dia.
O problema, segundo o especialista, é que a venda de patrimônio em condições de urgência pode resultar em negociações muito abaixo do valor de mercado.
Essa situação pode comprometer não apenas a estrutura financeira, mas também a capacidade produtiva da atividade rural.
Para Hunke, é fundamental reconhecer os sinais de dificuldade e avaliar alternativas antes que o endividamento alcance um estágio mais grave.
Recuperação judicial não significa necessariamente o fim da atividade
Um dos pontos centrais da entrevista foi a necessidade de combater a percepção negativa que ainda existe sobre a recuperação judicial.
O especialista explicou que muitos empresários resistem a procurar esse mecanismo por receio da repercussão entre fornecedores, credores e pessoas próximas.
Entretanto, a recuperação judicial foi apresentada como um instrumento que pode permitir a reorganização de dívidas e a continuidade das atividades economicamente viáveis, observadas as condições previstas na legislação.
“Nós costumamos dizer que a recuperação judicial é uma segunda chance, porque todo mundo tem o direito de errar.”
A declaração de Hunke destaca a importância de compreender a crise empresarial como uma situação que pode exigir mudanças na gestão, renegociação de compromissos e apoio especializado.
O entrevistado também explicou que, em sua experiência profissional, alguns clientes reconhecem posteriormente que deveriam ter buscado orientação antes.
A mensagem central é que enfrentar os problemas financeiros de maneira antecipada pode ampliar as possibilidades de preservar o patrimônio e a atividade produtiva.
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Para Vinícius Hunke, as mudanças no sistema tributário brasileiro exigirão atenção das empresas, especialmente daquelas que já enfrentam dificuldades para cumprir suas obrigações fiscais.
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Nesse cenário, a integração entre profissionais da contabilidade, gestores financeiros, especialistas jurídicos e produtores rurais tende a ganhar importância.
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Ao apresentar a atuação da Quist Investimentos, Hunke explicou que o trabalho desenvolvido pela empresa está estruturado em três frentes principais.
A primeira envolve consultoria e reestruturação financeira, incluindo situações de maior endividamento e processos de recuperação judicial.
A segunda está relacionada à busca de alternativas de crédito e investidores para empresas que enfrentam restrições nas linhas tradicionais de financiamento.
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A recuperação judicial não é uma solução automática para todos os casos. Sua viabilidade depende das condições financeiras e jurídicas de cada produtor ou empresa. Ainda assim, o debate evidencia a necessidade de discutir alternativas antes que as dificuldades comprometam definitivamente o negócio.
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Fonte: rolimnoticias.com.br
Fonte: Via: web tv alternativa
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SUS detecta quase 10 mil testes positivos para HPV de alto risco – WEB TV ALTERNATIVA
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2 dias agoon
outubro 31, 2026By
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Durante a cobertura especial do RuralCast, podcast do Grupo Amazun, o professor Charles Carminati entrevistou o engenheiro agrícola Vinícius Hunke, formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), pós-graduado em Gestão e Engenharia da Qualidade pela Universidade de São Paulo (USP) e sócio da Quist Investimentos.
Com mais de 15 anos de experiência na área financeira, Hunke apresentou sua visão sobre o tema “Recuperação Judicial no Agronegócio: Riscos, Estratégias e Continuidade do Negócio”.
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Além das dificuldades econômicas, a atividade agropecuária está permanentemente exposta a fatores externos, como períodos de estiagem, excesso de chuvas e perdas de produtividade.
Quando esses acontecimentos se repetem em ciclos produtivos consecutivos, o produtor pode enfrentar dificuldades para pagar financiamentos, fornecedores e outras obrigações assumidas anteriormente.
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De acordo com Hunke, é comum que o empreendedor tente resolver sozinho os problemas, adiando a procura por orientação especializada.
Nesse processo, alguns produtores começam a vender equipamentos, propriedades e outros bens para manter os pagamentos em dia.
O problema, segundo o especialista, é que a venda de patrimônio em condições de urgência pode resultar em negociações muito abaixo do valor de mercado.
Essa situação pode comprometer não apenas a estrutura financeira, mas também a capacidade produtiva da atividade rural.
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“Nós costumamos dizer que a recuperação judicial é uma segunda chance, porque todo mundo tem o direito de errar.”
A declaração de Hunke destaca a importância de compreender a crise empresarial como uma situação que pode exigir mudanças na gestão, renegociação de compromissos e apoio especializado.
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O especialista destacou que ainda existem incertezas sobre os efeitos práticos da implementação das mudanças, sobretudo na relação entre as obrigações tributárias e os processos de reestruturação financeira.
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Nesse cenário, a integração entre profissionais da contabilidade, gestores financeiros, especialistas jurídicos e produtores rurais tende a ganhar importância.
Três caminhos para reorganizar empresas e buscar soluções
Ao apresentar a atuação da Quist Investimentos, Hunke explicou que o trabalho desenvolvido pela empresa está estruturado em três frentes principais.
A primeira envolve consultoria e reestruturação financeira, incluindo situações de maior endividamento e processos de recuperação judicial.
A segunda está relacionada à busca de alternativas de crédito e investidores para empresas que enfrentam restrições nas linhas tradicionais de financiamento.
A terceira contempla operações de fusões e aquisições, auxiliando empresários interessados na compra ou venda de negócios.
O entrevistado também abordou a negociação de créditos inadimplidos, segmento do mercado financeiro que envolve operações com instituições e fundos especializados.
Planejamento e orientação especializada são fundamentais
Na parte final da entrevista, Vinícius Hunke deixou uma mensagem direcionada aos produtores e empresários de Rondônia que enfrentam dificuldades financeiras.
“Se você já não conseguir mais lidar com esse problema sozinho, contrate uma pessoa especialista que possa auxiliá-lo.”
O especialista também demonstrou expectativa de recuperação das condições de mercado, especialmente em relação aos preços das commodities, embora tenha reconhecido que os próximos movimentos ainda são incertos.
A entrevista reforçou uma reflexão importante para o agronegócio: produzir bem continua sendo indispensável, mas a continuidade de uma atividade rural também depende de planejamento, controle financeiro e capacidade de tomar decisões diante das adversidades.
A recuperação judicial não é uma solução automática para todos os casos. Sua viabilidade depende das condições financeiras e jurídicas de cada produtor ou empresa. Ainda assim, o debate evidencia a necessidade de discutir alternativas antes que as dificuldades comprometam definitivamente o negócio.
A entrevista integra a cobertura especial do RuralCast, do Grupo Amazun, realizada durante o Agro&Cont 2026, na UNIR, em Cacoal (RO), com conteúdos disponibilizados pelo canal Olá Rondônia, no YouTube.
Fonte: rolimnoticias.com.br
Fonte: Via: web tv alternativa
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