Connect with us

NOTICIAS

Seca do rio Madeira dificulta acesso à água e à escola em comunidades ribeirinhas de RO: ‘Hoje não é mais rio’

Published

on

Rondônia entra no período mais crítico da estação seca, marcado pela redução das chuvas, temperaturas elevadas e maior ressecamento da vegetação. Essas condições aumentam a vulnerabilidade do território à ocorrência e à propagação de queimadas e incêndios florestais, exigindo atenção redobrada da população e dos órgãos públicos.

O cenário também sofre influência das condições climáticas de grande escala. Fenômenos como o El Niño podem alterar a circulação atmosférica e contribuir para períodos de estiagem mais prolongados na Amazônia. Em Porto Velho, o monitoramento climático tem apontado a possibilidade de períodos mais secos e quentes, com consequente aumento do risco de queimadas.

Fumaça não tem fronteiras

Um dos principais efeitos das queimadas é a emissão de material particulado e outros poluentes atmosféricos. Durante períodos de estiagem, grandes incêndios podem produzir extensas plumas de fumaça, que são transportadas pelos ventos e podem atingir localidades distantes dos pontos de origem.

Isso significa que a presença de fumaça em Rondônia não necessariamente indica que todos os incêndios responsáveis por sua formação estejam ocorrendo dentro do Estado. Incêndios registrados em estados vizinhos ou em outras áreas da Amazônia também podem contribuir significativamente para a deterioração da qualidade do ar em território rondoniense.

Além dos danos à vegetação, à fauna, ao solo e aos ecossistemas, a exposição à fumaça pode comprometer a qualidade do ar e representar riscos à saúde da população, especialmente em períodos de maior concentração de material particulado.

O fogo na vegetação não é permitido de forma indiscriminada

A legislação brasileira estabelece regras específicas para o uso do fogo.

O Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), em seu artigo 38, estabelece a proibição do uso de fogo na vegetação, admitindo exceções em situações legalmente previstas, como determinadas práticas agropastoris ou florestais, desde que observadas as exigências e autorizações cabíveis.

A Lei nº 14.944/2024, por sua vez, instituiu a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, estabelecendo uma abordagem baseada na prevenção, monitoramento, preparação, resposta e recuperação. A norma também prevê a articulação entre União, Estados, Municípios, sociedade civil e demais instituições para redução da incidência e dos danos provocados pelos incêndios florestais.

A legislação também reforça a importância da educação ambiental e da conscientização sobre os impactos ambientais e de saúde pública decorrentes do uso indiscriminado do fogo.
Já a Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais) prevê, em seu artigo 41, o crime de provocar incêndio em floresta ou nas demais formas de vegetação, com pena de reclusão e multa.

A mesma lei também disciplina situações de poluição que possam resultar em danos à saúde humana ou ao meio ambiente, conforme seu artigo 54.

Campanha – Rondônia consciente, natureza viva!Prevenção é responsabilidade de todos
Durante o período de estiagem, pequenas atitudes podem evitar grandes incêndios:
Não utilizar fogo para limpeza de terrenos ou descarte de resíduos;
Não queimar folhas, galhos ou lixo em áreas abertas;
Não descartar cigarros ou outros materiais inflamáveis em áreas de vegetação;
Evitar qualquer atividade que possa gerar faíscas ou iniciar um incêndio;
Comunicar rapidamente aos órgãos competentes a identificação de focos de incêndio;
Acompanhar os alertas e orientações dos órgãos ambientais e de proteção e defesa civil.
A prevenção é especialmente importante porque as condições climáticas podem favorecer a propagação do fogo, mas a ocorrência de incêndios não deve ser tratada como um fenômeno inevitável. A adoção de medidas preventivas, a fiscalização, o monitoramento e a resposta rápida são fundamentais para reduzir os danos ambientais e sociais.

Rondônia precisa de todos nós

Neste período de estiagem, proteger o meio ambiente também significa proteger a qualidade do ar, a biodiversidade, os recursos hídricos, o patrimônio público e a saúde da população.
Não coloque fogo. Não provoque incêndios.

Não seja parte do problema.

Prevenção, responsabilidade e cuidado: juntos, podemos proteger Rondônia.
Atuação integrada na Amazônia

Diante desse cenário, o Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) vem envidando esforços para fortalecer a articulação com instituições ambientais, órgãos de prevenção e combate aos incêndios e os Ministérios Públicos dos demais Estados da Amazônia, buscando promover uma atuação integrada e coordenada diante de eventos que ultrapassam os limites territoriais de cada Estado.

A coordenadora do Gaema, promotora de Justiça Valéria Giumelli Canestrini explicou que “a iniciativa parte da compreensão de que a Amazônia constitui um ecossistema interconectado, no qual incêndios ocorridos em uma determinada região podem produzir impactos em outras áreas, inclusive sobre a qualidade do ar, a saúde da população e a conservação da biodiversidade”.

Por isso, o enfrentamento das queimadas e dos incêndios florestais exige cooperação, compartilhamento de informações e ações preventivas articuladas entre as diferentes instituições e Estados.
Neste período de estiagem, proteger o meio ambiente também significa proteger a qualidade do ar, a biodiversidade, os recursos hídricos, o patrimônio público e a saúde da população.

Não coloque fogo.

Não provoque incêndios.

Não seja parte do problema.
Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Fonte: Via: florestanoticias

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

NOTICIAS

Vídeo: Flávio Bolsonaro chega a Miami com a família após viagem em avião particular – Nacional

Published

on

By

Sem cumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes, o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil e chegou a Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira (28). A viagem foi feita com a esposa e as filhas, após a família atravessar a fronteira com a Argentina e embarcar em um avião particular.

O governo argentino confirmou que o parlamentar e seus familiares entraram no país na noite de terça-feira (27). O comunicado, divulgado na madrugada desta quarta-feira, também confirmou que o grupo embarcou em uma aeronave particular que deixou a Argentina naquela noite.

O voo seguiu para os Estados Unidos sem atravessar o espaço aéreo brasileiro e fez escala no Equador. O percurso foi informado por fontes citadas na reportagem original.

A família viajou em um jatinho Gulfstream G400, que pousou no aeroporto executivo Opa-locka, em Miami, na manhã desta quarta-feira.

Rondoniagora.com

FonteVia: rondoniagora

Continue Reading

NOTICIAS

Após ação do MPRO, Justiça determina medidas para ampliar acesso à Carteira de Identidade Nacional em Rondônia

Published

on

By

O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) iniciou, em 2026, a expansão do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no interior do estado. Em 22 de maio de 2026, a Portaria n.º 598/PGJ designou promotores e promotoras de Justiça para representar o grupo em Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena.

Segundo o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Anderson Batista de Oliveira, a expansão busca aproximar o Gaeco dos órgãos de segurança pública, das instituições de fiscalização e da sociedade nos municípios do interior.

A presença de representantes locais também permite acompanhar as investigações desde o início, facilita a articulação entre as instituições e contribui para a agilidade na análise de informações e no encaminhamento de medidas investigativas, favorecendo a articulação de resposta integrada nas diversas regiões.

Expansão

A previsão de criação de cinco regionais do Gaeco já existia desde 2019, mas a implantação começou efetivamente em 2026, com a designação de promotores e promotoras de Justiça para representar o grupo no interior de Rondônia.

Segundo o coordenador do Gaeco, a expansão começou quando a instituição encontrou condições para dar início ao processo. A proposta é ampliar a presença do grupo no interior e facilitar o trabalho conjunto com as forças de segurança locais.

Para Anderson Batista, ter um representante do Gaeco no interior permite conhecer melhor a realidade de cada município e manter contato mais próximo com os profissionais que participam das investigações. Isso pode facilitar a troca de informações e agilizar o andamento dos casos, porque o promotor acompanha a situação desde o início e já conhece o contexto.

O coordenador explica que a confiança entre os profissionais é essencial para investigações que exigem sigilo. Em cidades menores, onde muitas pessoas se conhecem, é necessário ter cuidado com o compartilhamento de informações para evitar vazamentos que possam prejudicar o trabalho.

A regionalização também tem caráter preventivo. Organizações criminosas tendem a buscar territórios onde a presença do Estado é menos intensa, para estabelecer rotas, recrutar pessoas e se infiltrar em atividades econômicas e na administração pública. Ao manter representantes no interior, o Gaeco consegue perceber esses movimentos ainda no início, quando a intervenção é mais eficaz e o dano social é menor.

A expansão também favorece o contato com a população. Segundo o promotor, muitas pessoas do interior se sentem mais à vontade para procurar pessoalmente o Ministério Público e relatar situações suspeitas. A conversa direta permite esclarecer dúvidas e obter detalhes que ajudam a compreender os fatos apresentados.

“Nosso principal objetivo é exatamente a aproximação”, afirma Anderson Batista, ao explicar que a regionalização busca aproximar o Gaeco tanto da sociedade quanto dos órgãos responsáveis pela investigação e fiscalização.

Atuação local

De acordo com Anderson Batista, o conhecimento da realidade local contribui para o trabalho investigativo, especialmente em casos que exigem sigilo. A proximidade permite que o representante do Ministério Público conheça os atores institucionais da região e articule a colaboração entre equipes policiais.

Outro aspecto é o atendimento presencial. A presença de um representante do Gaeco no município amplia as possibilidades de contato direto com a população, que pode procurar o Ministério Público para apresentar informações e denúncias.

A estratégia também considera a necessidade de construir relações de confiança entre as instituições. Em localidades menores, o conhecimento prévio das dinâmicas locais ajuda a identificar possíveis conflitos de interesse e a definir os cuidados necessários para preservar o sigilo das investigações.

As regionais atuam de forma integrada. As informações levantadas em cada município e região são compartilhadas com a sede, em Porto Velho, o que permite cruzar dados e identificar conexões entre fatos que, vistos separadamente, pareceriam pontuais.

Um mesmo grupo criminoso pode atuar em mais de uma cidade ou região, e a leitura integrada permite compreender a estrutura da organização como um todo e orientar a atuação de forma mais estratégica.

Capacitação

Para apoiar a expansão, policiais militares de inteligência que atuam no interior participam de treinamento voltado à metodologia de investigação do Gaeco. A capacitação ocorre em articulação com a Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado, vinculada à estrutura estadual de segurança pública.

Para apoiar esse processo, nove policiais militares que atuam na área de inteligência no interior estão sendo capacitados para trabalhar com a metodologia do Gaeco. São três profissionais de Cacoal, três de Rolim de Moura e três de Vilhena. A proposta é que, após a capacitação, eles retornem às cidades de origem e contribuam com as atividades das regionais.

A proposta é preparar os profissionais para trabalhar de forma integrada com as regionais, especialmente na coleta, análise e cruzamento de informações relacionadas às organizações criminosas.
O trabalho dos analistas envolve, entre outras atividades, a pesquisa em fontes abertas na internet, o exame de documentos e a análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos.

A sede, em Porto Velho, permanece como referência para o suporte técnico e pericial especializado.

A coordenação do Gaeco também projeta ampliar a estrutura das regionais de forma gradual, conforme as necessidades operacionais. A perspectiva é aumentar a dedicação dos promotores ao grupo e fortalecer as equipes de apoio, sem comprometer a capacidade de atendimento da sede.

Estrutura, Tecnologia e Pessoal

O coordenador do Gaeco explicou ainda que a transição para uma persecução penal orientada por dados exige investimentos contínuos em infraestrutura de TI, estações de trabalho de altíssimo desempenho, softwares de inteligência forense e um quadro funcional especializado.

A partir de maio de 2021, o Gaeco ingressou em um plano sistemático de modernização e reestruturação. O processo de modernização operacional esteve fincado em três eixos vitais:
Hardware de Alta Performance: Substituição do parque tecnológico por estações de trabalho avançadas, dotadas de capacidade de processamento massivo.

O processamento de grandes volumes de dados de extrações eletrônicas inviabiliza o uso de computadores convencionais, os quais travam e paralisam as investigações.

Softwares Forenses Especializados: Aquisição e renovação contínua de licenças para sistemas de extração de dados, quebra de senhas, perícia digital forense, análise de vínculos (link analysis) e scanners de alta produtividade.

Ergonomia e Saúde Ocupacional: Reorganização dos espaços físicos de trabalho focando na ergonomia e no bem-estar dos servidores. A adequação ambiental reduziu o desgaste físico e psíquico decorrente da análise ininterrupta de dados brutos por longas jornadas, resultando na diminuição de licenças médicas, mitigação de erros operacionais e sensível incremento na precisão técnica dos relatórios de inteligência.

Participação da Sociedade

As investigações do Grupo têm três principais origens: a prospecção própria de inteligência, que envolve o monitoramento de informações e indícios de atividades criminosas; as denúncias recebidas pela Ouvidoria do MPRO; e os encaminhamentos de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) e a Polícia Federal.

Para que uma denúncia ajude o Gaeco a investigar um possível crime, é necessário apresentar informações concretas sobre os fatos. Relatos baseados apenas em suspeitas, sem indicar o que aconteceu ou quem pode estar envolvido, podem não ser suficientes para iniciar uma apuração.

O promotor explica que o Ministério Público precisa de elementos que permitam verificar se há indícios de irregularidades. A compra de um carro caro por um servidor público, por exemplo, não comprova, por si só, a prática de corrupção. É necessário apresentar informações que ajudem a esclarecer a possível origem ilícita do dinheiro ou a relação com algum crime.

Segundo Anderson Batista, o cidadão pode contribuir com a investigação informando, sempre que souber, quem são os envolvidos, qual irregularidade teria ocorrido, como ela foi praticada, onde e quando aconteceu.

Quanto mais precisos forem os dados apresentados, maiores serão as possibilidades de a equipe analisar a denúncia e identificar elementos que justifiquem o aprofundamento da investigação.

Como denunciar

A população pode denunciar possíveis irregularidades ao MPRO presencialmente, nas unidades da instituição em Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena; pelo telefone 127; pelos WhatsApps (69) 99977-0127 e (69) 99977-0180; ou pelo formulário eletrônico da Ouvidoria.

Endereços para atendimento presencial:
Porto Velho: Rua Jamari, 1555, Olaria.
Ariquemes: Avenida Tancredo Neves, 2700, Setor Institucional.
Ji-Paraná: Rua Seis de Maio, 485, Urupá.
Cacoal: Avenida São Paulo, 3477, Jardim Clodoaldo.
Rolim de Moura: Avenida João Pessoa, 4526, Centro.
Vilhena: Avenida Luís Maziero, 4480, Jardim América.

Série especial

Esta matéria integra a série “MP mais perto de você”, que apresenta ações do programa de aperfeiçoamento institucional do Ministério Público de Rondônia. A iniciativa reúne medidas voltadas à ampliação e ao aprimoramento dos serviços prestados pelo MPRO à população em diferentes regiões do Estado.

A série apresenta, em sequência, as ações do programa e mostra como as medidas adotadas ampliam a presença da instituição e qualificam o atendimento à população.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Fonte: Via: florestanoticias

Continue Reading

NOTICIAS

Com diagnóstico na Saúde pronto, futuro Governo reduzirá gastos da máquina e promete fortes ações nos 100 dias para reduzir filas de exames e cirurgias – Política

Published

on

By

O futuro Governo, liderado por Marcos Rogério (PL), fará um amplo corte de gastos da máquina pública, reduzindo cargos de confiança, contratos e despesas com passagens e diárias, e criará uma força-tarefa através do chamado Gabinete de Crise na Saúde nos primeiros 100 dias para reduzir filas de exames e cirurgias, uma das promessas de campanha do atual senador. O diagnóstico na Saúde já está pronto e será apresentado nos próximos dias ao governador eleito, garante o deputado federal reeleito Lúcio Mosquini (PL), coordenador da Transição do Governo. No Eixo Saúde, um dos 10 criados para estudar a atual máquina pública, foram detectados 47 contratos continuados e a recomendação será a continuidade para não parar as ações na Saúde, porque tratam-se de contratos de anestesistas, fornecimento de oxigênio, remédios essenciais, UTIs, entre outros.

Para Mosquini, a economia será possível para garantir investimentos onde há necessidade através da criação da futura Secretaria de Eficiência de Gasto Público, que substituirá a atual Secretaria de Gastos Públicos (Sugesp), mas com maior abrangência. Sobre o trabalho da transição, o coordenador explica que o grupo de 22 técnicos foi dividido em equipes para atuar na compilação de dados dos 10 eixos de abordagem. Por exemplo, o Eixo Produção envolveu a Seagri, Emater, Idaron e a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

O trabalho de Mosquini foi elogiado por membros da equipe de transição, a exemplo do advogado Edemir Monteiro Brasil Neto, membro da Procuradoria Geral do Estado (PGE). A futura primeira-dama Patrícia Rigotti também fez menção a boa condução dos trabalhos liderada pelo parlamentar reeleito. Patrícia e Edemir são dois nomes certos para configurar o primeiro escalão do Governo Marcos Rogério. Perguntado se abriria mão do mandato para ajudar a equipe do governador eleito, Lúcio preferiu não responder, mas explicou que será um “colaborador e apoiador” do futuro Governo.

Rondoniagora.com

FonteVia: rondoniagora

Continue Reading

Trending

Copyright © 2017 Zox News Theme. Theme by MVP Themes, powered by WordPress.