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Mercado Brustolin anuncia vagas para contratação de novos colaboradores – WEB TV ALTERNATIVA

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Imagem de pixabay

A recuperação da cirurgia de catarata costuma ser progressiva. Muitos pacientes percebem melhora da visão nas primeiras 24 a 48 horas e já conseguem realizar atividades leves nos primeiros dias, enquanto a cicatrização e a estabilização visual continuam durante as semanas seguintes.

Nos primeiros dias, é possível apresentar visão embaçada, sensibilidade à luz, lacrimejamento, leve ardência ou sensação de areia. Esses sintomas costumam diminuir conforme o olho se recupera.

Em uma evolução habitual, a visão fica cada vez mais funcional durante a primeira semana e tende a se estabilizar melhor ao longo de aproximadamente quatro a seis semanas. Esse período, porém, varia de acordo com o olho, a catarata operada, a lente implantada e a presença de outras doenças oculares.

A recuperação não deve ser medida apenas pela velocidade com que a pessoa começa a enxergar melhor. Uso correto dos colírios, proteção do olho e acompanhamento pós-operatório continuam importantes mesmo quando o resultado visual já parece muito bom.

O que acontece logo depois da cirurgia de catarata?

Na cirurgia, o cristalino que ficou opaco é removido e substituído por uma lente intraocular transparente.

O procedimento moderno costuma ser realizado por uma pequena incisão e, na maioria das situações, o paciente recebe alta no mesmo dia.

A visão imediatamente após a cirurgia nem sempre é perfeita.

Algumas pessoas percebem melhora rapidamente. Outras enxergam tudo mais embaçado nas primeiras horas.

Isso não é contraditório.

O olho acabou de passar por um procedimento, a pupila pode continuar dilatada e existe uma resposta inflamatória normal da recuperação.

Também pode ocorrer alteração temporária da superfície ocular.

A primeira imagem que o paciente vê depois da cirurgia, portanto, não deve ser utilizada isoladamente para julgar o resultado final.

Como fica a visão nas primeiras 24 horas?

Durante o primeiro dia, a visão pode oscilar.

É possível perceber:

maior luminosidade;

cores mais vivas;

visão parcialmente embaçada;

sensibilidade à luz;

halos;

lacrimejamento;

leve sensação de areia.

A intensidade varia muito.

Alguns pacientes acordam no dia seguinte impressionados com a diferença de nitidez.

Outros precisam de mais alguns dias para perceber uma melhora significativa.

Essa variação pode ser completamente compatível com uma recuperação normal.

O que importa é a tendência de evolução e a ausência de sinais de alerta.

Como é a recuperação entre 24 e 48 horas?

Nas primeiras 48 horas, muitos pacientes já percebem que a visão está melhor do que logo após o procedimento.

Atividades leves podem ser retomadas gradualmente.

Ainda assim, o olho está apenas no começo do processo de cicatrização.

O paciente precisa manter os colírios no horário indicado, evitar esfregar o olho e seguir as restrições fornecidas pela equipe médica.

É também uma fase em que a claridade pode incomodar mais.

Óculos escuros ajudam algumas pessoas a sair de casa com maior conforto.

O que acontece durante a primeira semana?

A primeira semana costuma concentrar uma parte importante da melhora percebida pelo paciente.

A visão pode ficar progressivamente mais nítida e os sintomas de irritação tendem a diminuir.

Muitas pessoas já conseguem ler, utilizar computador, assistir televisão e desempenhar tarefas comuns.

Isso não significa que o olho esteja completamente recuperado.

Atividades físicas intensas e situações que aumentam risco de trauma ou contaminação ainda podem permanecer restritas.

O uso dos colírios também continua.

Um erro frequente nessa fase é abandonar os cuidados porque “já estou enxergando bem”.

O resultado visual rápido não elimina a necessidade do restante do pós-operatório.

E depois da primeira semana?

Nas semanas seguintes, a inflamação residual tende a diminuir e a visão costuma se tornar mais estável.

Pequenas oscilações podem continuar ocorrendo.

Olho seco, por exemplo, pode alterar a nitidez ao longo do dia.

Algumas pessoas percebem uma visão excelente ao acordar e um pouco mais turva depois de horas usando telas ou permanecendo em ambiente com ar-condicionado.

Isso não significa necessariamente que a lente mudou de posição ou que a catarata voltou.

A superfície ocular influencia bastante a qualidade da imagem.

Quanto tempo leva para a visão ficar totalmente normal?

Essa pergunta depende do que significa “normal”.

Se a referência for perceber melhora suficiente para atividades cotidianas, isso pode acontecer nos primeiros dias.

Se a referência for uma visão mais estabilizada, com redução da inflamação e possibilidade de avaliar com maior precisão a necessidade de óculos, podem ser necessárias algumas semanas.

Há uma explicação específica sobre o tempo para a visão normalizar depois da cirurgia de catarata que ajuda a distinguir melhora inicial de estabilização visual.

Essa diferença é importante porque muitos pacientes criam uma expectativa baseada no primeiro ou segundo dia.

A cirurgia pode estar evoluindo adequadamente mesmo que a visão ainda não tenha atingido sua melhor nitidez.

Por que a visão pode ficar embaçada depois da cirurgia?

Existem várias explicações possíveis para embaçamento inicial.

A própria inflamação pós-operatória pode participar.

A córnea pode apresentar edema temporário.

A pupila pode permanecer dilatada por algum tempo.

A superfície ocular pode estar mais seca.

Além disso, o cérebro precisa lidar com uma nova condição óptica depois da retirada do cristalino opaco.

Quando o embaçamento melhora progressivamente, ele pode fazer parte da recuperação.

Quando a visão piora, fica muito abaixo do esperado ou apresenta mudança abrupta, a situação é diferente e deve ser avaliada.

É normal enxergar as cores mais fortes?
Sim.

A catarata modifica progressivamente a transparência do cristalino e pode alterar a percepção das cores.

Como essa mudança acontece lentamente, o cérebro se acostuma.

Depois da cirurgia, uma lente transparente passa a permitir novamente a entrada da luz sem a mesma opacidade.

Alguns pacientes ficam impressionados com o brilho e com a intensidade das cores.

Brancos podem parecer mais brancos.

Tons azulados podem chamar mais atenção.

O ambiente pode parecer muito mais claro.

Essa percepção costuma se tornar natural com a adaptação.

É normal ter sensibilidade à luz?

Uma maior sensibilidade pode ocorrer no começo da recuperação.

A pupila pode continuar dilatada nas primeiras horas e o olho está se adaptando a receber luz através de uma lente intraocular transparente.

Óculos escuros podem melhorar o conforto fora de casa.

Permanecer no escuro, porém, não é uma exigência da recuperação habitual.

Assistir televisão, ler ou usar uma iluminação doméstica confortável não prejudica a cirurgia simplesmente por expor o olho à luz.

É normal ver halos depois da cirurgia?

Alguns pacientes percebem halos ou reflexos ao redor das luzes durante a fase inicial.

A experiência pode ser influenciada pela recuperação da córnea, pela superfície ocular e pelo tipo de lente intraocular.

Lentes com diferentes desenhos ópticos também podem gerar experiências visuais distintas.

Halos persistentes devem ser discutidos durante o acompanhamento, principalmente se estiverem interferindo em tarefas como dirigir à noite.

Nem todo halo, entretanto, significa uma complicação.

O olho fica dolorido?

A recuperação geralmente está mais associada a desconforto leve do que a dor forte.

Ardência, sensação de areia, coceira discreta e lacrimejamento podem acontecer.

A tendência é melhorar.

Dor intensa, especialmente quando acompanhada de piora da visão ou vermelhidão crescente, não deve ser tratada simplesmente como parte normal da cirurgia.

Nessa situação, o contato com o serviço responsável precisa ser rápido.

É normal o olho ficar vermelho?

Uma pequena vermelhidão pode aparecer no período pós-operatório.

Ela deve diminuir ao longo da recuperação.

O padrão de evolução é importante.

Um olho que fica progressivamente mais vermelho, doloroso e com visão pior merece avaliação.

O paciente não precisa saber identificar qual complicação poderia estar acontecendo.

Precisa apenas reconhecer que piora progressiva é diferente de recuperação progressiva.

Para que servem os colírios depois da cirurgia?

Os colírios fazem parte do controle da inflamação e da proteção do olho durante a recuperação, conforme o esquema determinado pelo cirurgião.

Existem diferentes protocolos.

Alguns envolvem combinações e reduções graduais ao longo das semanas.

Por isso, copiar a receita de outra pessoa não funciona.

Mesmo dois pacientes operados pelo mesmo procedimento podem receber esquemas diferentes dependendo de suas características clínicas.

O princípio mais importante é seguir dose e duração prescritas.

O que acontece se esquecer um colírio?

Um episódio isolado deve ser conduzido conforme a orientação fornecida pela equipe médica ou pela bula do medicamento prescrito.

O paciente não deve simplesmente dobrar todas as doses seguintes sem orientação.

Se os esquecimentos estão acontecendo repetidamente, vale organizar os horários.

Alarmes no celular, uma folha com os horários ou ajuda de um familiar podem evitar erros.

A adesão ao tratamento é parte da recuperação.

Por que não pode esfregar o olho?

Esfregar produz pressão e pode irritar uma superfície que ainda está cicatrizando.

Nos primeiros dias, também existe a possibilidade de o olho coçar ou parecer ter areia.

Esse desconforto não deve ser resolvido pressionando as pálpebras.

Se a sensação estiver intensa ou persistente, o melhor é informar o oftalmologista.

Precisa usar proteção para dormir?

Alguns protocolos utilizam um escudo plástico sobre o olho nas primeiras noites.

A principal função é impedir que o paciente esfregue ou pressione involuntariamente a região durante o sono.

O período necessário varia.

A recomendação entregue depois da cirurgia deve ser seguida porque o cirurgião conhece as particularidades do procedimento realizado.

Pode assistir televisão durante a recuperação?

Pode, desde que a visão permita e não haja orientação individual em contrário.

Televisão não causa abertura da cirurgia.

O mesmo princípio vale para celular e computador.

O que pode acontecer é maior cansaço visual ou ressecamento.

Pausas ajudam quando o desconforto aparece.

Pode ler?

Sim, quando estiver confortável.

A capacidade de leitura depois da cirurgia também depende da estratégia escolhida para a lente.

Se o olho foi planejado para enxergar melhor de longe com uma lente monofocal, óculos para perto podem continuar necessários.

Não conseguir ler letras pequenas sem óculos não significa automaticamente que houve falha cirúrgica.

Quando pode voltar a trabalhar?

O retorno depende da profissão.

Atividades administrativas podem ser retomadas relativamente cedo quando a visão estiver adequada.

Trabalhos com poeira, esforço intenso, risco de trauma, produtos químicos ou necessidade de visão extremamente precisa podem exigir mais tempo.

Quem dirige profissionalmente também precisa considerar a segurança visual.

O oftalmologista deve conhecer a atividade profissional do paciente para orientar o retorno de forma realista.

Quando pode dirigir?

A condução não deve ser retomada apenas porque determinado número de dias se passou.

É necessário enxergar adequadamente e estar seguro para realizar a atividade.

Visão embaçada, diferença importante entre os dois olhos, halos intensos ou sensibilidade exagerada à luz podem comprometer a condução.

A liberação deve considerar a evolução individual.

Quando pode fazer exercício?

Atividades leves costumam retornar antes de exercícios intensos.

Musculação pesada, esportes de contato e modalidades com risco de trauma exigem mais cautela.

Piscina também possui uma particularidade: contato com água.

Por isso, voltar a caminhar e voltar a nadar são decisões diferentes.

O cronograma dado pelo cirurgião deve ser respeitado mesmo que o paciente se sinta totalmente bem.

Quando pode lavar o rosto e o cabelo?

A higiene continua sendo necessária.

O cuidado é evitar que água, shampoo, sabonete ou outros produtos entrem diretamente no olho durante a fase inicial.

Esfregar as pálpebras também deve ser evitado.

A equipe que realizou a cirurgia pode orientar quando a rotina de higiene pode voltar completamente ao habitual.

Quando pode usar maquiagem?

Produtos próximos dos olhos podem ser restringidos temporariamente.

Além da manipulação das pálpebras para aplicar e retirar maquiagem, existe preocupação com partículas e contaminação.

A liberação varia conforme a recuperação.

Não é recomendável antecipá-la simplesmente porque a vermelhidão desapareceu.

Quanto tempo leva para voltar a enxergar bem de perto?

Isso depende muito da lente implantada e do objetivo planejado antes da cirurgia.

Uma lente monofocal normalmente oferece foco principal em uma distância definida.

Se o foco foi planejado para longe, pode haver necessidade de óculos para perto.

Lentes com outros desenhos ópticos tentam ampliar a faixa de visão, mas também apresentam características próprias de adaptação.

Por isso, perguntar se a cirurgia “devolveu a visão de perto” não tem uma resposta única.

É necessário saber qual lente foi implantada e qual era a meta refrativa.

Quando os óculos podem ser feitos novamente?

A receita logo após a cirurgia pode não representar o grau definitivo.

O olho continua em processo de recuperação e a refração pode se alterar durante as semanas seguintes.

Por isso, a prescrição definitiva costuma ser avaliada quando há maior estabilidade.

Quem realizará cirurgia nos dois olhos também pode receber orientação para aguardar a segunda operação antes de confeccionar determinados óculos.

A necessidade final depende do tipo de lente e do resultado refrativo.

Por que a recuperação é diferente em cada pessoa?
A cirurgia remove a catarata, mas não transforma dois olhos diferentes em olhos iguais.

Diversos fatores interferem no resultado e na velocidade da recuperação:

condição da córnea;

grau da catarata;

olho seco;

glaucoma;

alterações da retina;

degeneração macular;

retinopatia diabética;

cirurgias anteriores;

complexidade do procedimento;

tipo de lente intraocular;

resposta inflamatória.

Por isso, comparar o próprio segundo dia com o segundo dia de um amigo raramente é uma boa maneira de avaliar o resultado.

Diabetes pode deixar a recuperação mais lenta?

O diabetes pode estar associado a alterações oculares que influenciam o resultado visual, principalmente quando existe retinopatia diabética ou comprometimento da mácula.

O acompanhamento precisa considerar essas condições.

A remoção da catarata melhora a transparência do sistema óptico, mas não elimina automaticamente doenças existentes na retina.

Esse raciocínio vale para outras alterações oculares.

Quem tem glaucoma recupera igual?

Muitos pacientes com glaucoma podem realizar cirurgia de catarata e apresentar boa recuperação.

Entretanto, o resultado visual depende também da condição do nervo óptico.

A catarata e o glaucoma prejudicam a visão por mecanismos diferentes.

Remover a catarata não recupera fibras do nervo óptico já lesionadas pelo glaucoma.

O uso dos colírios de pressão ocular também precisa ser organizado no pós-operatório conforme a orientação médica.

E quem tem degeneração macular?

A lógica é semelhante.

A cirurgia deixa de ter o cristalino opaco como obstáculo à entrada da luz.

Mas a capacidade de formar uma imagem depende também da retina, principalmente da mácula.

Se existe doença macular, o resultado visual pode ser limitado por ela.

Isso não significa necessariamente que a cirurgia falhou.

Significa que havia mais de uma causa para a redução da visão.

A catarata pode voltar depois da cirurgia?
A catarata propriamente dita não volta porque o cristalino opaco foi removido.

O que pode acontecer meses ou anos depois é a cápsula que sustenta a lente intraocular tornar-se opaca.

Essa condição é conhecida como opacificação da cápsula posterior.

O paciente pode perceber novamente uma piora gradual da nitidez.

Isso não significa que nasceu uma nova catarata.

Quando existe indicação, essa opacidade costuma ser tratada com um procedimento a laser chamado capsulotomia.

Por que a visão pode piorar depois de ter melhorado?

Uma piora após melhora inicial precisa ser levada a sério e avaliada.

Existem causas simples e causas que exigem tratamento rápido.

O paciente não deve tentar distinguir sozinho todas elas.

O princípio é observar a trajetória.

Uma recuperação esperada tende a caminhar para melhora, mesmo que existam pequenas oscilações.

Piora importante ou súbita muda esse padrão.

O que é edema de córnea após cirurgia de catarata?

A córnea pode apresentar inchaço temporário após o procedimento.

Isso pode deixar a visão embaçada, especialmente nos primeiros dias.

Em muitos casos, melhora conforme o olho se recupera.

A intensidade e duração dependem das características do olho e da cirurgia.

Quando o edema é maior ou persiste, precisa de acompanhamento específico.

O que é edema macular depois da cirurgia?

A mácula é a região central da retina responsável pela visão de detalhes.

Em alguns pacientes, pode ocorrer acúmulo de líquido nessa região depois de uma cirurgia.

Isso pode comprometer a nitidez central.

É uma das razões pelas quais visão que não evolui como esperado deve ser examinada, em vez de simplesmente atribuir tudo ao “tempo de cicatrização”.

É normal aparecer mosca volante?
Algumas pessoas passam a perceber manchas que já existiam, mas ficaram mais visíveis depois que a catarata foi removida.

O ponto crítico é a mudança súbita.

O aparecimento repentino de muitas moscas volantes, principalmente acompanhado de flashes de luz ou sombra semelhante a uma cortina, exige avaliação oftalmológica rápida.

Esses sintomas podem estar relacionados à retina.

Quais são os principais sinais de alerta após a cirurgia?

O paciente deve procurar orientação rapidamente se apresentar:

dor intensa ou crescente;

queda súbita da visão;

piora visual importante depois de uma melhora inicial;

vermelhidão crescente;

secreção significativa;

flashes luminosos novos;

aumento repentino de moscas volantes;

sombra, cortina ou perda de parte do campo visual.

Esses sintomas não devem aguardar passivamente uma revisão marcada para semanas depois.

Como saber se a recuperação está indo bem?

Uma recuperação habitual apresenta tendência de melhora.

O desconforto diminui.

A visão se torna gradualmente mais funcional.

A vermelhidão reduz.

O paciente consegue retomar atividades leves.

Os colírios seguem sendo usados de acordo com a orientação.

Existem oscilações, mas não uma deterioração progressiva.

As consultas pós-operatórias servem justamente para confirmar que a cicatrização está acontecendo da maneira esperada.

O resultado final aparece em quantos dias?

Não há um único dia em que todos os pacientes acordam com o resultado “pronto”.

A cirurgia pode proporcionar uma melhora perceptível muito rapidamente.

Já a estabilização depende de um processo que continua durante as semanas seguintes.

Em muitos casos, a avaliação mais definitiva da refração e da necessidade de óculos é feita quando o olho está mais estável.

Por isso, existem três tempos diferentes que frequentemente são confundidos:

tempo para perceber melhora;

tempo para voltar a atividades cotidianas;

tempo para o olho cicatrizar e a visão se estabilizar.

Eles não terminam necessariamente no mesmo dia.

Como tornar a recuperação da catarata mais segura?

Não existe truque capaz de acelerar artificialmente a cicatrização.

O que existe é a possibilidade de evitar problemas previsíveis.

Use os colírios exatamente como foram prescritos.

Não esfregue o olho.

Evite atividades não liberadas.

Proteja o olho conforme a orientação recebida.

Compareça às avaliações.

Informe qualquer piora inesperada.

Não reutilize receitas de outras cirurgias.

Não suspenda medicamentos apenas porque a visão já está boa.

Essas medidas simples têm mais valor do que tentar encontrar formas de “forçar” uma recuperação rápida.

Como é, então, a recuperação completa da cirurgia de catarata?

Na maioria das cirurgias sem complicações, a recuperação começa rapidamente, mas acontece em etapas.

Nas primeiras horas, é possível enxergar embaçado e sentir maior sensibilidade à luz.

Nos primeiros dias, a visão costuma ganhar nitidez e o desconforto tende a diminuir.

Durante a primeira semana, muitas atividades leves já podem ser retomadas.

Nas semanas seguintes, o olho continua cicatrizando e a visão tende a se tornar mais estável.

Ao longo desse período, algumas restrições vão sendo retiradas e torna-se mais claro qual foi o resultado refrativo e se haverá necessidade de óculos.

A parte mais importante é não usar apenas o calendário como medida de segurança.

Cada olho possui condições próprias.

Uma boa recuperação não é aquela em que o paciente tenta voltar a tudo no menor número possível de dias. É aquela em que a visão melhora progressivamente, os cuidados são mantidos pelo período recomendado e qualquer alteração fora do esperado é identificada cedo.

Via: web tv alternativa

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Homem sai para colher castanhas e encontra ossos humanos em Ariquemes – WEB TV ALTERNATIVA

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Com o objetivo de preservar as condições de uso das estradas e contribuir para o deslocamento da população, a RO-479 no trecho entre Rolim de Moura sentido a BR-364, recebeu serviços de manutenção asfáltica em 37 quilômetros de extensão. A obra foi executada pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER-RO), através da Usina de Asfalto de Cacoal.Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a conservação das rodovias estaduais é fundamental para facilitar o transporte de pessoas e mercadorias, além de fortalecer a atividade produtiva. Essas melhorias também contribuem para o desenvolvimento econômico e para o atendimento das necessidades da população em diferentes regiões do estado

De acordo com o diretor-geral do DER-RO, Diego Muniz, a execução dos serviços de manutenção é essencial para conservar o pavimento e ampliar as condições de circulação nas vias. “Temos trabalhado para manter a malha viária em condições adequadas de uso, atendendo trechos importantes para a mobilidade da população. A obra executada demonstra a atuação das equipes na conservação das estradas e no atendimento às necessidades de trafegabilidade”, ressaltou.

O coordenador de Usinas de Asfalto (COUSA), Lucas Albuquerque, explicou que os serviços de manutenção são importantes para preservar as condições do pavimento e contribuir para uma circulação mais segura e confortável ao longo do trecho atendido.

“Manter o asfalto em boas condições exige acompanhamento e serviços realizados de acordo com as necessidades de cada rodovia. Na RO-479, os serviços contribuem para melhorar a superfície de rolamento e oferecer condições mais adequadas para os motoristas que passam nesse trajeto”, pontuou.

O gerente da Usina de Asfalto de Cacoal, Sebastião Cardoso, destacou a importância da manutenção para quem passa pela rodovia diariamente. “A manutenção desse trajeto é importante porque contribui para melhorar a tráfego e facilitar o acesso entre a região de Rolim de Moura e a BR-364 para atividades diária.”

Via: web tv alternativa

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Caminhonete e van de transporte de detentos se envolvem em acidente na BR-429, próximo a Alvorada do Oeste – WEB TV ALTERNATIVA

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Com o objetivo de preservar as condições de uso das estradas e contribuir para o deslocamento da população, a RO-479 no trecho entre Rolim de Moura sentido a BR-364, recebeu serviços de manutenção asfáltica em 37 quilômetros de extensão. A obra foi executada pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER-RO), através da Usina de Asfalto de Cacoal.Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a conservação das rodovias estaduais é fundamental para facilitar o transporte de pessoas e mercadorias, além de fortalecer a atividade produtiva. Essas melhorias também contribuem para o desenvolvimento econômico e para o atendimento das necessidades da população em diferentes regiões do estado

De acordo com o diretor-geral do DER-RO, Diego Muniz, a execução dos serviços de manutenção é essencial para conservar o pavimento e ampliar as condições de circulação nas vias. “Temos trabalhado para manter a malha viária em condições adequadas de uso, atendendo trechos importantes para a mobilidade da população. A obra executada demonstra a atuação das equipes na conservação das estradas e no atendimento às necessidades de trafegabilidade”, ressaltou.

O coordenador de Usinas de Asfalto (COUSA), Lucas Albuquerque, explicou que os serviços de manutenção são importantes para preservar as condições do pavimento e contribuir para uma circulação mais segura e confortável ao longo do trecho atendido.

“Manter o asfalto em boas condições exige acompanhamento e serviços realizados de acordo com as necessidades de cada rodovia. Na RO-479, os serviços contribuem para melhorar a superfície de rolamento e oferecer condições mais adequadas para os motoristas que passam nesse trajeto”, pontuou.

O gerente da Usina de Asfalto de Cacoal, Sebastião Cardoso, destacou a importância da manutenção para quem passa pela rodovia diariamente. “A manutenção desse trajeto é importante porque contribui para melhorar a tráfego e facilitar o acesso entre a região de Rolim de Moura e a BR-364 para atividades diária.”

Via: web tv alternativa

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prevenir a violência contra mulheres exige educação, conscientização e uma rede de proteção – Especiais – WEB TV ALTERNATIVA

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Por meio de projetos educativos junto às escolas, ações de conscientização e serviços de acolhimento, o Ministério Público de Rondônia atua na prevenção da violência de gênero e no fortalecimento da rede de proteção.

Projeto do MP de Rondônia, Maria da Penha Vai à Escola

A violência contra meninas e mulheres nem sempre começa com uma agressão física. O controle sobre as roupas, a vigilância do celular, o afastamento de amigos e familiares, a humilhação e o ciúme excessivo também podem indicar comportamentos abusivos. Quando essas atitudes são interpretadas como demonstrações de amor ou cuidado, reconhecer os primeiros sinais de violência se torna mais difícil.

A prevenção passa pela educação, pelo diálogo e pela participação de diferentes setores da sociedade. Família, escola, comunidade e instituições de proteção têm papéis importantes na construção de relações baseadas no respeito, no consentimento e na igualdade de direitos.

Em Rondônia, iniciativas como o projeto Maria da Penha Vai à Escola, do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), levam o debate sobre violência contra meninas e mulheres ao ambiente escolar. Ao mesmo tempo, profissionais da educação e especialistas destacam a necessidade de ações contínuas, formação dos educadores e participação das famílias para que a prevenção não se limite a atividades pontuais.

Como os adolescentes aprendem sobre relacionamentos?

A família costuma ser o primeiro espaço em que crianças observam como as pessoas se relacionam, demonstram afeto e lidam com conflitos. Na adolescência, essas referências se somam às experiências na escola, às amizades e aos conteúdos consumidos nas redes sociais.

Segundo a psicóloga Julyana Pereira Bishop Camata, a necessidade de pertencimento pode levar adolescentes a reproduzir comportamentos e opiniões para serem aceitos por um grupo. As redes sociais também ampliam o acesso à informação, mas podem reforçar estereótipos e padrões irreais de relacionamento.

Essa combinação de referências ajuda a compreender por que alguns jovens interpretam o ciúme excessivo, o controle do celular e as restrições às amizades como demonstrações de amor. Durante as primeiras experiências afetivas, eles ainda estão construindo suas opiniões sobre relacionamentos e aprendendo a diferenciar cuidado de controle.

“Entre os sinais de alerta estão humilhações, ameaças, manipulações emocionais, chantagem, invasão de privacidade e desrespeito à recusa. Essas atitudes podem surgir antes de uma agressão física e, quando são tratadas como naturais, tornam mais difícil reconhecer uma relação abusiva.” Afirma a psicóloga Julyana Camata.

A forma como os meninos aprendem a lidar com as próprias emoções também merece atenção. De acordo com a psicóloga, em determinados contextos eles são ensinados a esconder sentimentos para corresponder a expectativas de masculinidade. Essa dificuldade pode prejudicar a comunicação, a resolução de conflitos e a aceitação de rejeições e limites.

Por isso, prevenir a violência não significa apenas ensinar meninas a identificar situações de risco. Também é necessário ajudar meninos a reconhecer os próprios sentimentos, respeitar os limites de outras pessoas e lidar com frustrações sem recorrer ao controle ou à agressividade.

A escola como espaço de prevenção

A escola pode contribuir para a prevenção da violência ao oferecer espaços de diálogo, estimular o pensamento crítico e discutir comportamentos que muitas vezes são naturalizados nas relações sociais.

Julyana defende que as abordagens sejam adequadas a cada faixa etária. Na infância, é importante ensinar sobre o direito ao próprio corpo e o respeito aos limites. Na pré-adolescência, as conversas podem incluir emoções, privacidade e estereótipos. Já na adolescência, é possível aprofundar temas como consentimento, relacionamentos afetivos, pressão dos grupos, violência e uso responsável das redes sociais.

Quando um adolescente reproduz uma fala machista ou um comportamento de controle, a família e a escola podem intervir.

Diálogo, orientação e reflexão acerca daquele comportamento são boas formas de intervenção, evitando apenas punições ou julgamentos que dificultem a compreensão do problema.

Desde 2021 a legislação brasileira, através da Lei Federal nº 14.164/2021, incluiu conteúdos sobre a prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica e instituiu a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher, realizada anualmente em março.

Para que esse trabalho aconteça ao longo do ano, são necessários planejamento, formação dos profissionais e recursos para desenvolver atividades pedagógicas. Maricélia do Lago, secretária de Assuntos Municipais do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (SINTERO), destaca que a prevenção precisa envolver as equipes pedagógicas e preparar os professores para abordar o tema com os estudantes.

“Em nosso estado, esse é um tema que sempre está em evidência. Há muita violência contra mulheres e meninas, agredidas na família, na rua e também na escola, onde sofrem bullying. Esse é um trabalho que precisa ser desenvolvido nas escolas, por meio das equipes pedagógicas”, afirma Maricélia.

A preocupação ganha ainda mais relevância diante dos dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, segundo os quais Rondônia registrou, em 2025, uma taxa de 2,9 feminicídios por 100 mil mulheres, com 25 vítimas. O cenário reforça a importância de manter a prevenção em evidência durante todo o ano, com ações educativas contínuas, formação dos profissionais e participação das famílias.

A arte como caminho para discutir a violência

Além das palestras e rodas de conversa, professores também recorrem a novas estratégias para aproximar os estudantes do tema e tornar a aprendizagem mais significativa. 

Teatro, cinema, redação e outras formas de expressão artística podem aproximar os estudantes de temas complexos por meio da experiência, da criação e do debate. Em vez de apenas receber informações, os jovens têm a oportunidade de questionar comportamentos, interpretar situações e imaginar outras formas de convivência.

Para a professora Taiane Sales, a arte permite abordar questões sociais sem limitar a experiência educativa a discursos moralizantes ou respostas prontas.

As linguagens artísticas podem estimular os estudantes a investigar as causas da violência, reconhecer manifestações que foram naturalizadas e pensar em possibilidades de transformação. Nas artes cênicas, por exemplo, o encontro entre quem cria e quem assiste pode favorecer uma reflexão coletiva sobre experiências e relações sociais.

Durante o mês de agosto, Taiane acompanhou o Projeto Agosto Lilás do MPRO para desenvolver atividades com turmas da educação básica para discutir a violência contra as mulheres. Com estudantes do 9º ano, utilizou o curta-metragem “Contraste”, produzido por meio da Lei Paulo Gustavo, com apoio da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL). O projeto pode ser assistido clicando aqui. 

Professora Taiane Sales utilizou o curta-metragem Contraste em atividade sobre violência contra mulheres durante o Agosto Lilás. Captura de tela: YouTube, 2026.

O filme tem como protagonista a Palhaça Firmina, personagem que utiliza humor, ironia e performance para provocar reflexões sobre questões sociais, especialmente a violência contra as mulheres. A obra apresenta estatísticas e referências a casos de feminicídio, contrastando a comicidade da personagem com a gravidade da realidade denunciada.

A atividade foi desenvolvida durante um estudo sobre arte pública e suas possibilidades de intervenção nos espaços urbanos. Segundo Taiane, os estudantes participaram com mais entusiasmo, relacionaram o conteúdo artístico a questões sociais presentes no cotidiano e demonstraram interesse pela obra. 

A professora avalia que esse tipo de aproximação pode abrir espaço para conversas sobre assuntos difíceis em um ambiente menos formal. A partir da experiência, é possível discutir violência psicológica, moral e física, além de atitudes machistas que acabam sendo tratadas como normais nas relações cotidianas.

Não basta ensinar meninas a reconhecer a violência. Precisamos também educar meninos para que não a reproduzam. A escola tem um papel importante nessa construção, não apenas ao apresentar informações, mas ao criar espaços seguros de escuta, reflexão e responsabilização. Afinal, reconhecer uma violência também significa compreender que podemos ser instrumentos de proteção, tanto para nós mesmos quanto para outras pessoas.”

Professora Taiane Sales durante atividade sobre violência contra mulheres no Agosto Lilás

O acesso à cultura também faz parte desse debate. Taiane chama atenção para as desigualdades nas oportunidades de participação cultural, especialmente nas periferias e nos municípios do interior de Rondônia. Espetáculos teatrais, oficinas de cinema, dança e circo, projetos de grafite e iniciativas de comunicação escolar são algumas das experiências que podem ampliar o repertório dos jovens.

Para ela, projetos desse tipo permitem exercitar habilidades importantes para a convivência, como escutar, negociar, respeitar limites, acolher diferenças e lidar com frustrações. Embora uma atividade isolada não resolva problemas estruturais como o machismo, experiências coletivas podem criar oportunidades para refletir sobre a maneira como cada pessoa se relaciona com as outras.

A professora também defende a cultura como um direito e uma oportunidade de ampliar perspectivas.

Por isso, defender o acesso à cultura não é defender um privilégio ou uma atividade complementar. É defender um direito e uma possibilidade concreta de ampliar horizontes, fortalecer vínculos e construir outras perspectivas de futuro.

A atuação do MPRO na prevenção e no acolhimento 

Além das iniciativas desenvolvidas nas escolas, instituições públicas têm atribuições importantes na conscientização, na prevenção e no atendimento de situações de violência.

O MPRO desenvolve o projeto Maria da Penha Vai à Escola, voltado à discussão dos direitos das mulheres, à desconstrução de comportamentos machistas e à prevenção da violência de gênero. Estudantes têm acesso a palestras, rodas de conversa, oficinas, distribuição de cartilhas, vídeos educativos, dinâmicas para identificar comportamentos abusivos e caixas de perguntas anônimas.

O respeito que precisa ser ensinado: prevenir a violência contra mulheres exige educação, conscientização e uma rede de proteção
Auditório da Escola Estadual Josino Brito, em Cacoal, durante atividade de prevenção à violência contra meninas e mulheres. Foto: MPRO. 

Os conteúdos abordam diferentes formas de violência — física, psicológica, sexual, patrimonial e moral —, além de consentimento, limites nos relacionamentos, violência no namoro e riscos relacionados à exposição de imagens íntimas e a outras formas de violência digital.

Dados do Ministério Público registram atividades em diferentes localidades do estado. Em 2024, mais de 2.235 alunos e participantes foram contabilizados em ações realizadas em mais de 30 instituições de ensino, distribuídas por 14 municípios. Em 2025, aproximadamente 1.100 estudantes e professores foram atendidos diretamente em palestras realizadas em mais de 18 escolas e em 12 comarcas participantes.

Para 2026, o documento informa a adesão de 20 Promotorias de Justiça ao projeto e o envio prévio de 10 mil cartilhas educativas. O ciclo de palestras teve início em março e finaliza em novembro deste ano.

O respeito que precisa ser ensinado: prevenir a violência contra mulheres exige educação, conscientização e uma rede de proteção

O projeto também utiliza atividades culturais para discutir o tema. Uma das iniciativas citadas pelo MPRO foi o concurso de teatro “Uma Vida sem Violência é Direito de Todas as Mulheres”, realizado na comarca de Alta Floresta d’Oeste, com participação de estudantes da Escola Juscelino Kubitschek de Oliveira. A peça vencedora foi apresentada no auditório da Câmara Municipal.

A iniciativa teve repercussão na comunidade e contribuiu para impulsionar a aprovação da Lei Municipal nº 008/2024, que estabelece restrições à nomeação para cargos públicos municipais de pessoas condenadas com base na Lei Maria da Penha. 

O respeito que precisa ser ensinado: prevenir a violência contra mulheres exige educação, conscientização e uma rede de proteção
Trecho do Projeto de Lei nº 8/2024, que proibe nomeação para cargos públicos de pessoas condenadas pela Lei Maria da Penha

Na rede estadual de ensino, a Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (SEDUC-RO) desenvolve o Projeto Educação de Paz (Epaz), implantado em 2023. A iniciativa busca fortalecer a cultura de paz, promover o acolhimento e contribuir para identificar situações de risco no ambiente escolar.

Segundo a Secretaria, o projeto envolve equipes pedagógicas e técnicas, psicólogos, assistentes sociais e profissionais das forças de segurança. Entre as ações estão atividades educativas, acompanhamento de ocorrências, atendimento multiprofissional, capacitação de gestores e articulação com a rede de proteção.

Quando a suspeita chega à rede de proteção

Para o Conselho Tutelar, a escola também tem papel fundamental na identificação de possíveis situações de violência. Professores e equipes pedagógicas podem perceber mudanças de comportamento, isolamento, queda no rendimento escolar ou sinais de sofrimento que merecem atenção. Segundo Ana Paula Lima Brito da Silva, conselheira tutelar, as escolas públicas e privadas podem comunicar suspeitas de violência sem precisar comprovar o ocorrido. A partir do encaminhamento, o Conselho avalia a situação e articula as medidas de proteção necessárias com os serviços de saúde, assistência social e demais órgãos competentes.

A avaliação da conselheira reforça a importância de aproximar as instituições que atuam na proteção de crianças e adolescentes .“A prevenção e o enfrentamento da violência exigem identificação precoce, acolhimento sem julgamento, comunicação adequada e atuação integrada da rede de proteção. O fortalecimento dessas parcerias institucionais permite respostas mais rápidas e efetivas, reduz a possibilidade de agravamento das situações e contribui para garantir os direitos, a segurança e o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.” afirma a Conselheira.

Nesse processo, o Ministério Público de Rondônia (MPRO) também tem papel relevante ao levar o debate sobre a violência contra meninas e mulheres. A continuidade dessas ações, aliada à formação dos educadores e à articulação com a rede de proteção, é fundamental para que a conscientização se transforme em prática cotidiana.

Prevenir é construir caminhos antes da violência

A prevenção da violência contra meninas e mulheres não se limita ao ambiente escolar. Embora a educação seja fundamental para questionar comportamentos abusivos desde cedo, o enfrentamento também depende de informação acessível, acolhimento às vítimas, formação dos profissionais e articulação entre as instituições responsáveis pela proteção.

Em Rondônia, o Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) desenvolve, há anos, iniciativas de conscientização e enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além do projeto Maria da Penha Vai à Escola, que leva o debate sobre violência de gênero ao ambiente escolar, a instituição mantém ações voltadas ao atendimento das vítimas e à ampliação do acesso aos serviços de proteção.

O respeito que precisa ser ensinado: prevenir a violência contra mulheres exige educação, conscientização e uma rede de proteção

Entre essas iniciativas estão o MP – Mulher Protegida, que aproxima os serviços do Ministério Público e da rede de proteção de mulheres que vivem em comunidades afastadas das sedes das comarcas; a Sala Lilás, voltada ao atendimento humanizado; a Ouvidoria das Mulheres; e o Núcleo de Atendimento às Vítimas (NAVIT), que atua no acolhimento, na orientação e no encaminhamento de vítimas e familiares aos serviços necessários. O Mapa da Violência Doméstica, por sua vez, reúne dados sobre o problema em Rondônia e pode contribuir para dimensionar a situação e subsidiar o planejamento de ações públicas.

Em 2026, quando a Lei Maria da Penha completa 20 anos, a programação do Agosto Lilás inclui iniciativas para ampliar o acesso à informação e aos serviços de proteção. Entre as iniciativas anunciadas pelo MPRO estão o Portal de Proteção, que reúne informações sobre serviços e canais de atendimento, e uma cooperação com a empresa Urbano Norte para facilitar o deslocamento de mulheres em situação de violência até os órgãos da rede de proteção.

A persistência da violência também foi lembrada por Benedita Nascimento, representante da Rede Lilás, durante o evento de abertura do “Agosto Lilás”. Ao refletir sobre o tempo transcorrido desde a criação da Lei Maria da Penha, ela expressou a indignação diante da permanência da violência doméstica e do feminicídio.

“É muito desagradável estar ainda, após 19 anos da Lei Maria da Penha, tentando encontrar uma saída para enfrentar o feminicídio e a violência doméstica.”

A fala evidencia o tamanho do desafio: mesmo com avanços legais e a ampliação dos serviços de proteção, ainda é necessário encontrar caminhos para impedir que a violência continue atravessando a vida de meninas e mulheres.

Prevenir exige mais do que agir depois da agressão. É ensinar, desde cedo, que respeito não combina com controle, que ciúme não justifica humilhação e que nenhuma pessoa tem o direito de decidir sobre a vida de outra. É garantir que a informação chegue a quem precisa, que o acolhimento não culpe a vítima e que a rede de proteção esteja preparada para agir.

Prevenir é abrir caminhos antes que a violência os feche. É permitir que meninas cresçam sem confundir controle com amor, que mulheres façam suas escolhas sem temer represálias e que nenhuma vítima precise enfrentar sozinha aquilo que a sociedade tem o dever de combater.

Porque uma menina livre é aquela que pode imaginar o próprio futuro sem medo. E uma mulher livre é aquela que pode vivê-lo com voz, autonomia e segurança. Construir essa realidade é fazer com que meninas e mulheres possam viver por inteiro, em todos os espaços, sem que a liberdade lhes custe a própria segurança.

* Jéssica de Carvalho Arrais é Acadêmica da Universidade Federal de Rondônia

Rondoniagora.com

Via: web tv alternativa

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