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Contra reajuste da pauta fiscal do gado, Delegado Camargo cobra explicações do Governo de Rondônia – WEB TV ALTERNATIVA

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Deputado se posiciona contra a atualização dos valores de referência de bovinos e questiona alterações que atingiram 22 categorias, com reajuste de aproximadamente 33% em um dos casos. Requerimento cobra critérios técnicos, estudos e avaliação dos impactos para os produtores rurais.

O deputado estadual Delegado Camargo (Podemos) se posicionou contra a atualização da pauta fiscal dos bovinos em Rondônia e apresentou um requerimento na Assembleia Legislativa cobrando explicações do Governo do Estado sobre os novos valores de referência utilizados no cálculo do ICMS.

A mudança foi estabelecida pela Instrução Normativa nº 55/2026, da Coordenadoria da Receita Estadual (CRE), publicada no Diário Oficial do Estado em 29 de outubro e em vigor desde 1º de novembro. A norma substituiu a Instrução Normativa nº 51/2026, que estabelecia os valores utilizados durante o mês de outubro.

Ao todo, 22 categorias de bovinos tiveram seus valores de referência alterados. Desse total, 19 registraram aumento e três apresentaram redução. Em uma das categorias, a elevação chegou a aproximadamente 33%.

Para Delegado Camargo, a atualização é preocupante e precisa ser revista diante dos possíveis reflexos sobre os custos tributários da atividade pecuária. O parlamentar questiona os critérios utilizados pelo Governo e cobra transparência sobre os estudos que fundamentaram os novos valores.

Reajuste de até 33% em uma categoria

Entre as alterações, o valor de referência do boi gordo passou de R$ 5.833 para R$ 5.959 por cabeça, uma elevação de aproximadamente 2,2%.

O maior aumento ocorreu na categoria de bovino mestiço ou cruzado, macho, de 9 a 12 meses. Nesse caso, o valor passou de R$ 1.904 para R$ 2.532 por cabeça, uma diferença de R$ 628, equivalente a aproximadamente 33%.

A atualização não atingiu todas as categorias da mesma forma. A vaca gorda, por exemplo, teve redução de R$ 3.393 para R$ 3.348. O bezerro macho de corte também registrou diminuição no valor de referência, de aproximadamente 7%.

Embora a instrução normativa apresente novamente a pauta fiscal estadual completa, as alterações de valores ficaram concentradas nas 22 categorias de bovinos. Outros produtos e categorias agropecuárias mantiveram os parâmetros anteriores.

O que muda com a pauta fiscal?

A pauta fiscal estabelece valores mínimos de referência utilizados pelo Estado na apuração do ICMS sobre determinadas operações de comercialização e movimentação de mercadorias.

Isso não significa que a alíquota do ICMS tenha sido aumentada. A mudança ocorreu nos valores de referência que podem ser utilizados como base de cálculo do imposto.

Pelas regras da instrução normativa, quando o valor efetivo da operação é superior ao valor estabelecido na pauta, o cálculo considera o valor da operação. Quando o valor negociado fica abaixo do parâmetro fiscal, a pauta pode ser utilizada como referência para a tributação.

Na prática, a elevação desses valores pode aumentar o recolhimento de ICMS em determinadas operações, dependendo do preço negociado, da categoria do animal e das regras aplicáveis.

É justamente esse possível impacto que Delegado Camargo quer esclarecer. O deputado avalia que os produtores precisam conhecer os fundamentos da atualização e seus efeitos antes de serem submetidos a novos custos tributários.

Requerimento cobra metodologia e estudos do Governo

No documento encaminhado ao Governo de Rondônia, com questionamentos direcionados também à Casa Civil e à Secretaria de Estado de Finanças (SEFIN), Delegado Camargo apresenta 32 perguntas relacionadas às alterações tributárias sobre bovinos e combustíveis.

Na parte específica da pecuária, o parlamentar solicita informações detalhadas sobre a metodologia utilizada pela Coordenadoria da Receita Estadual para definir os novos valores.

Entre os questionamentos estão quais critérios técnicos e econômicos foram considerados, quais fontes de pesquisa serviram de base para a atualização e se os valores refletem os preços efetivamente praticados no mercado pecuário de Rondônia.

O deputado também quer saber se foram realizados levantamentos junto a frigoríficos, produtores rurais e entidades representativas do setor.

Um dos principais pontos da cobrança é a justificativa para o reajuste de aproximadamente 33% aplicado ao bovino mestiço ou cruzado, macho, de 9 a 12 meses. Camargo solicita que o Governo apresente os dados e os parâmetros que fundamentaram essa variação.

O requerimento também pede um demonstrativo dos valores anteriores e atuais das 22 categorias, acompanhado dos respectivos percentuais de alteração.

Preocupação com pequenos e médios pecuaristas

Outro ponto levantado pelo deputado é o impacto da atualização sobre os pequenos e médios produtores rurais.

A preocupação envolve os custos de comercialização e movimentação dos animais, especialmente nas operações em que o valor de referência da pauta fiscal seja superior ao preço efetivamente negociado.

Camargo questiona se a SEFIN realizou estudos para avaliar esses efeitos e se existe uma estimativa de aumento ou redução da arrecadação estadual em decorrência da mudança.

O parlamentar também cobra informações sobre a realização de consultas ou reuniões com sindicatos rurais, associações pecuárias, frigoríficos e representantes dos produtores antes da publicação da nova instrução normativa.

Outro aspecto importante é a possibilidade de contestação dos valores. O deputado quer saber quais procedimentos administrativos estão disponíveis aos contribuintes que comprovarem que o preço efetivamente praticado em determinada operação é inferior ao valor estabelecido na pauta fiscal.

Por que a atualização ficou concentrada nos bovinos?

Delegado Camargo também questiona por que os valores de referência de 22 categorias de bovinos foram alterados enquanto outros produtos e segmentos agropecuários permaneceram com os parâmetros anteriores.

O documento solicita esclarecimentos sobre os critérios utilizados para selecionar as categorias que passaram pela revisão e se existe um planejamento para atualizar os valores dos demais produtos.

O deputado ainda cobra informações sobre qual unidade administrativa da SEFIN é responsável pela elaboração, revisão e validação da pauta fiscal.

Camargo defende transparência e questiona novos custos para o produtor

Como presidente da Comissão de Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa, Delegado Camargo utiliza o requerimento para cobrar transparência sobre uma decisão que pode produzir efeitos tributários para o setor pecuário.

O posicionamento do parlamentar é contrário à atualização da pauta fiscal nos moldes estabelecidos pelo Governo. Ele cobra a apresentação dos estudos que justifiquem os novos valores e uma avaliação concreta dos impactos sobre os produtores rurais.

A iniciativa busca obter respostas documentadas da SEFIN e do Governo de Rondônia, permitindo que a Assembleia Legislativa fiscalize os critérios adotados e acompanhe os efeitos da medida sobre a pecuária estadual.

Para o deputado, os produtores precisam ter segurança sobre os critérios utilizados pelo Estado e não podem ser surpreendidos por mudanças que elevem seus custos sem justificativa técnica devidamente apresentada.

TEXTO: WELIK SOARES

Via: web tv alternativa

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BOPE prende três homens e apreende adolescente com 88 porções de drogas durante Operação Maximus na zona leste – WEB TV ALTERNATIVA

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O estado do Pará registrou 60.664 hectares de exploração madeireira entre agosto de 2024 e julho de 2025, a maior área desde o ciclo . Além disso, o resultado representa um aumento de mais de 40% em relação ao ciclo anterior, de agosto de 2023 a julho de 2024.

Divulgados nesta quarta-feira (4), os dados são do Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), da Rede Simex, formada por três instituições de pesquisa ambiental: Imazon, Instituto Centro de Vida (ICV) e Imaflora.

Os pesquisadores cruzaram os registros de áreas de exploração madeireira, identificados por meio de imagens de satélite, com as autorizações para a atividade emitidas pelos órgãos competentes.

Do total mapeado, 41.538 hectares (68%) foram explorados em áreas autorizadas e 19.126 hectares (32%) de forma ilegal.

O levantamento mostrou ainda que, enquanto a atividade autorizada cresceu mais de 83% em relação ao último ciclo, a realizada sem autorização diminuiu cerca de 6%.

Segundo a pesquisadora do Imazon, Camila Damasceno, a redução da extração ilegal é algo positivo. No entanto, a área ainda representa uma extensão equivalente a mais de 19 mil campos de futebol de florestas afetadas.

“Os números mostram que há muito a avançar. Precisamos fortalecer a fiscalização, ampliar as ações de combate e responsabilização dos infratores e criar mecanismos de incentivo ao manejo florestal, principalmente o comunitário”, afirmou a pesquisadora, em nota.

Para o coordenador do programa de monitoramento da Amazônia do Imazon, Carlos Souza Jr., apenas comemorar a queda percentual da área explorada de forma ilegal significaria ignorar o impacto concreto dessa perda na floresta.

“Considerando um cenário conservador de extração de duas a três árvores por hectare, foram derrubadas e inseridas no fluxo comercial entre 38 mil e 57 mil árvores, sem plano de manejo, vistoria ou rastreabilidade de sua procedência”, explica Carlos.

Ele acrescenta que, quando essa quantidade massiva de madeira chega ao mercado sem garantia de origem, todo o setor florestal é prejudicado. “[Isso enfraquece] os esforços de transparência e os investimentos de quem opera de forma regularizada no estado.”

Terras indígenas

O levantamento indicou que as terras indígenas do estado concentram apenas 2% de toda a atividade sem autorização detectada. De acordo com os especialistas do Imazon, o resultado reforça a importância desses territórios como barreiras à expansão de crimes ambientais.

Foram 424 hectares de extração de madeira ilegal entre agosto de 2024 e julho de 2025 nas terras indígenas. Segundo a Rede Simex, esse é o segundo menor volume da série histórica, ficando atrás apenas do calendário de agosto de 2019 a julho de 2020, quando foram identificados 158 hectares.

“A redução da extensão afetada não significa que o problema esteja resolvido. A ocorrência de exploração ilegal em uma área protegida é extremamente sensível e exige atenção urgente”, alertou Camila.

Os dados mostram que a ilegalidade identificada no período ficou concentrada em um único local: a Terra Indígena Amanayé. Segundo a pesquisadora, esta é a quinta vez consecutiva em que a TI aparece nos boletins da Rede Simex, o que evidencia a continuidade das invasões na região.

Ela ressalta que, além dos danos ambientais, essa exploração representa violações aos direitos dos povos originários. “Expõe as comunidades a conflitos, ameaças e restrições ao direito de circular livremente em sua própria terra, com possíveis impactos sobre a saúde e os modos de vida tradicionais.”

Fonte: Agencia Brasil

Via: web tv alternativa

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Caminhonete da Prefeitura de Chupinguaia capota durante forte chuva na BR-364

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Veículo caiu em uma ribanceira no km 456; um dos quatro ocupantes foi socorrido ao Hospital Municipal de Jaru com dores no tórax.

Uma caminhonete Toyota Hilux pertencente à frota da Prefeitura de Chupinguaia capotou na tarde de terça-feira, dia 3 de novembro de 2026, na altura do km 456 da rodovia BR-364, no trecho compreendido entre os municípios de Ariquemes e Jaru.

De acordo com as informações apuradas, o veículo trafegava no sentido Ariquemes transportando quatro pessoas no momento em que uma tempestade atingia a região. O condutor perdeu o controle da direção sob a pista molhada, fazendo com que a caminhonete capotasse, saísse do leito viário e caísse em uma ribanceira às margens da rodovia federal.

Equipes de resgate rodoviário foram acionadas para prestar o socorro inicial no local do acidente. Um dos passageiros, que apresentava dores intensas na região do tórax, foi imobilizado e encaminhado ao Hospital Municipal de Jaru para avaliação e cuidados médicos. Os demais três ocupantes não sofreram lesões corporais e recusaram remoção hospitalar. A ocorrência foi registrada para investigação das causas e perícia dos danos materiais causados ao veículo oficial.

Fonte: newsrondonia

Via: web tv alternativa

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PF prende três pessoas por extração ilegal de madeira em terra indígena em Rondônia – WEB TV ALTERNATIVA

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O estado do Pará registrou 60.664 hectares de exploração madeireira entre agosto de 2024 e julho de 2025, a maior área desde o ciclo . Além disso, o resultado representa um aumento de mais de 40% em relação ao ciclo anterior, de agosto de 2023 a julho de 2024.

Divulgados nesta quarta-feira (4), os dados são do Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), da Rede Simex, formada por três instituições de pesquisa ambiental: Imazon, Instituto Centro de Vida (ICV) e Imaflora.

Os pesquisadores cruzaram os registros de áreas de exploração madeireira, identificados por meio de imagens de satélite, com as autorizações para a atividade emitidas pelos órgãos competentes.

Do total mapeado, 41.538 hectares (68%) foram explorados em áreas autorizadas e 19.126 hectares (32%) de forma ilegal.

O levantamento mostrou ainda que, enquanto a atividade autorizada cresceu mais de 83% em relação ao último ciclo, a realizada sem autorização diminuiu cerca de 6%.

Segundo a pesquisadora do Imazon, Camila Damasceno, a redução da extração ilegal é algo positivo. No entanto, a área ainda representa uma extensão equivalente a mais de 19 mil campos de futebol de florestas afetadas.

“Os números mostram que há muito a avançar. Precisamos fortalecer a fiscalização, ampliar as ações de combate e responsabilização dos infratores e criar mecanismos de incentivo ao manejo florestal, principalmente o comunitário”, afirmou a pesquisadora, em nota.

Para o coordenador do programa de monitoramento da Amazônia do Imazon, Carlos Souza Jr., apenas comemorar a queda percentual da área explorada de forma ilegal significaria ignorar o impacto concreto dessa perda na floresta.

“Considerando um cenário conservador de extração de duas a três árvores por hectare, foram derrubadas e inseridas no fluxo comercial entre 38 mil e 57 mil árvores, sem plano de manejo, vistoria ou rastreabilidade de sua procedência”, explica Carlos.

Ele acrescenta que, quando essa quantidade massiva de madeira chega ao mercado sem garantia de origem, todo o setor florestal é prejudicado. “[Isso enfraquece] os esforços de transparência e os investimentos de quem opera de forma regularizada no estado.”

Terras indígenas

O levantamento indicou que as terras indígenas do estado concentram apenas 2% de toda a atividade sem autorização detectada. De acordo com os especialistas do Imazon, o resultado reforça a importância desses territórios como barreiras à expansão de crimes ambientais.

Foram 424 hectares de extração de madeira ilegal entre agosto de 2024 e julho de 2025 nas terras indígenas. Segundo a Rede Simex, esse é o segundo menor volume da série histórica, ficando atrás apenas do calendário de agosto de 2019 a julho de 2020, quando foram identificados 158 hectares.

“A redução da extensão afetada não significa que o problema esteja resolvido. A ocorrência de exploração ilegal em uma área protegida é extremamente sensível e exige atenção urgente”, alertou Camila.

Os dados mostram que a ilegalidade identificada no período ficou concentrada em um único local: a Terra Indígena Amanayé. Segundo a pesquisadora, esta é a quinta vez consecutiva em que a TI aparece nos boletins da Rede Simex, o que evidencia a continuidade das invasões na região.

Ela ressalta que, além dos danos ambientais, essa exploração representa violações aos direitos dos povos originários. “Expõe as comunidades a conflitos, ameaças e restrições ao direito de circular livremente em sua própria terra, com possíveis impactos sobre a saúde e os modos de vida tradicionais.”

Fonte: Agencia Brasil

Via: web tv alternativa

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