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Após condenação colegiada no TJRO, MP Eleitoral entra com ação para TRE-RO negar registro de candidatura a Ezequiel Neiva – Eleições

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Dias após ter mantida condenação por órgão colegiado do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) por ato doloso de improbidade administrativa, o deputado estadual Ezequiel Neiva (PL) enfrenta agora uma Ação de Impugnação ao Registro de Candidatura impetrada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) para impedir sua candidatura à Câmara Federal nas eleições desse ano. O procurador regional eleitoral Leonardo Trevizani Caberlon assina a petição para que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO) reconheça a inelegibilidade do parlamentar e negue seu registro para deputado federal. A defesa do parlamentar já se pronunciou antes sobre o assunto e nega que ele esteja inelegível.

Ezequiel Neiva foi escolhido pelo PL para disputar uma das 8 vagas de Rondônia na Câmara dos Deputados e apresentou o pedido de registro à Justiça Eleitoral.

O MPE entende que o parlamentar está enquadrado na causa de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa para condenados por órgão judicial colegiado à suspensão dos direitos políticos por ato doloso de improbidade administrativa que envolva lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito.

A condenação usada para fundamentar a impugnação foi imposta pela 1ª Câmara Especial do TJRO em 20 de outubro do ano passado, no julgamento da ação de improbidade envolvendo o deputado e outros réus. Os desembargadores reformaram parcialmente a sentença de primeira instância e o condenaram à suspensão dos direitos políticos por 8 anos, multa civil equivalente a 10 salários-mínimos, proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos pelo mesmo período e ressarcimento solidário do dano causado.

Ele e os outros acusados apresentaram embargos de declaração contra o acórdão, mas os recursos foram rejeitados pelo TJRO no último dia 30. O procurador argumenta que, para a incidência da inelegibilidade, não é necessário que a condenação tenha transitado em julgado, uma vez que a legislação também alcança decisões proferidas por órgão judicial colegiado.

Caso envolve acordo milionário com a Ouro Verde

O processo que resultou na condenação envolve a Construtora Ouro Verde e uma arbitragem relacionada ao DER. Na época dos fatos, Ezequiel era diretor-geral do órgão. A decisão arbitral havia determinado que o DER pagasse R$ 46,3 milhões à construtora, dos quais R$ 18,5 milhões chegaram a ser repassados. A arbitragem posteriormente foi anulada pela Justiça.

No julgamento da apelação, o TJRO concluiu que Ezequiel e Luciano José da Silva atuaram em conjunto na manipulação do processo administrativo. Conforme o acórdão reproduzido pela Procuradoria, eles deram baixa em uma multa da Ouro Verde inscrita em dívida ativa, desistiram da execução fiscal da cobrança e alteraram a organização das folhas do processo para aparentar que a construtora estava em condições de contratar com a administração pública e levar a controvérsia para arbitragem.

A decisão colegiada considerou que houve atuação dolosa e consciente para favorecer a empresa. Para a Procuradoria Eleitoral, esse reconhecimento afasta a possibilidade de tratar as condutas apenas como erro de gestão ou irregularidade administrativa e atende ao requisito de dolo específico exigido para a aplicação da causa de inelegibilidade.

Enriquecimento ilícito de terceiro

Uma parte importante da ação do MPE trata do requisito do enriquecimento ilícito. O procurador não afirma que Ezequiel Neiva tenha recebido os R$ 18,5 milhões. A tese apresentada é de que houve enriquecimento ilícito de terceiro, representado pela vantagem patrimonial proporcionada à Construtora Ouro Verde e ao sócio Luiz Carlos Gonçalves da Silva.

A sentença de primeira instância determinou que a construtora e Luiz Carlos devolvessem os R$ 18,5 milhões aos cofres do DER. Posteriormente, no julgamento da apelação, o TJRO reconheceu a prática de ato doloso de improbidade e manteve a condenação da empresa e do empresário ao ressarcimento.

Na ação, o MPE cita entendimento do TSE de que o enriquecimento ilícito de terceiro pode preencher o requisito da Lei da Ficha Limpa, sem necessidade de que a vantagem econômica tenha sido recebida pelo próprio agente público condenado.”

Mudança recente na Lei da Ficha Limpa

O Ministério Público destaca ainda uma alteração feita pela Lei Complementar 219/2025 passou a prever que a lesão ao patrimônio público e o enriquecimento ilícito devem constar concomitantemente “na parte dispositiva da decisão” que fundamenta a inelegibilidade.

O próprio pedido da Procuradoria reconhece que o dispositivo do acórdão do TJRO não reproduz literalmente as expressões “lesão ao patrimônio público” e “enriquecimento ilícito”. O órgão argumenta que a decisão deve ser interpretada em conjunto com sua fundamentação e com a sentença confirmada pelo Tribunal.

No caso de Ezequiel Neiva, a decisão registra expressamente a condenação por ato doloso de improbidade previsto no artigo 10 da Lei de Improbidade e determina o ressarcimento solidário do dano. Já a vantagem patrimonial obtida pela Ouro Verde e pelo sócio aparece, segundo a Procuradoria, na sentença e na fundamentação do acórdão.

A Procuradoria também menciona parecer apresentado pelo procurador-geral da República na ADI 7.881, no qual é questionada a constitucionalidade da exigência de que esses elementos estejam especificamente na parte dispositiva. Na ação contra o deputado rondoniense, o argumento é de que fazer a inelegibilidade depender exclusivamente da forma como o dispositivo foi redigido daria prevalência a uma questão formal sobre o conteúdo efetivamente decidido. Veja a íntegra do pedido:

Rondoniagora.com

Fonte: Via: rondoniagora

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Samuel Costa pede registro de candidatura e anuncia em Plano de Governo implantação de 100 escolas de tempo integral – Eleições

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O candidato a governador pelo PSB, Samuel Costa, pediu o registro de candidatura ao Tribunal Regional Eleitoral nesta quinta-feira e apresentou, como determina legislação, o Plano de Governo. Marcos Rogério (PL) e Hildon Chaves (Federação União Progressista) também pediram seus registros com suas respectivas propostas. Já Adailton Fúria (PSD) e Expedito Netto (PT) não enviaram junto com o pedido de registro o Plano de Governo. Fúria já regularizou sua situação e Netto foi notificado pela área técnica do TRE.

Suscinto, o Plano de Governo de Samuel Costa contempla todas as áreas com avanços. Ele promete implantar 100 escolas de tempo integral nos 4 anos de Governo e criar a Universidade Estadual de Rondônia, ideia já lançada em outras campanhas, inclusive vitoriosas. A ideia nunca saiu do papel. Um outro ponto destacado por Samuel é a construção do novo hospital João Paulo II, em Porto Velho, na área onde hoje está localizado o esqueleto da abandonada sede da Polícia Rodoviária Federal.

Rondoniagora.com

Fonte: Via: rondoniagora

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Plano de Marcos Rogério reúne 23 propostas para reduzir filas e regionalizar atendimento – Geral

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Quem precisa atravessar Rondônia para conseguir uma consulta, exame ou cirurgia conhece um dos problemas que o primeiro eixo do plano de governo de Marcos Rogério pretende enfrentar: a distância entre o paciente e o atendimento.

Segundo o Plano de Governo registrado na Justiça Eleitoral, a saúde é a primeira das dez áreas prioritárias da chapa formada por Marcos Rogério e pelo candidato a vice-governador, deputado estadual Delegado Rodrigo Camargo, da Coligação Juntos por Rondônia.

Ao todo, são 23 projetos e frentes de atuação, que incluem redução de filas, reorganização da regulação, regionalização do atendimento, telemedicina, saúde ribeirinha e indígena, saúde mental, atendimento a pessoas com deficiência e neurodivergência, saúde bucal, hospitais e reabilitação.

Gabinete de crise e redução das filas

A primeira medida prevista é o Gabinete de Crise da Saúde, sob coordenação direta do governador. A estrutura deverá levantar gargalos de gestão, contratos, estoques, situação dos hospitais e capacidade de atendimento. A Central de Regulação também será analisada para dimensionar as filas e a capacidade disponível na rede pública e complementar.

Nos primeiros 100 dias, o plano prevê concluir o diagnóstico, qualificar as filas e publicar um plano emergencial.

O S.O.S. Saúde terá duração inicial de 180 dias para reduzir o passivo de consultas especializadas, exames e cirurgias eletivas. A proposta prevê utilizar capacidade ociosa da rede pública e, quando necessário, contratar serviços privados e filantrópicos, inclusive à noite e nos fins de semana.

O Cirurgia Já seria permanente, com produção cirúrgica durante todo o ano, metas regionais, acompanhamento de prazos e auditoria dos resultados.

Regulação e regionalização

O SIRO é apresentado como uma nova geração da regulação estadual, conectando os 52 municípios e os distritos. A plataforma deverá organizar solicitações por protocolos clínicos, risco e tempo de espera e acompanhar leitos, consultas e exames.

O modelo será acompanhado pela Comissão Estadual de Inteligência e Monitoramento em Saúde (CEIMS). Também está prevista a utilização do FluxSUS, ou solução equivalente, para identificar onde os pacientes procuram atendimento e quais regiões enviam demanda para outros municípios.

O programa Saúde Perto de Casa prevê a chamada Tabela SUS Rondoniense, com complementação estadual de valores para determinados procedimentos, vinculada a metas, qualidade e auditoria. A proposta é ofertar consultas e exames, como endoscopia, colonoscopia e ecocardiograma, mais perto da residência do paciente.

O plano prevê Ambulatórios Médicos de Especialidades em Vilhena, Cacoal, Rolim de Moura, Ji-Paraná, Ariquemes, São Francisco do Guaporé e Guajará-Mirim, além dos Contratos de Gestão Regionalizada da Saúde, com metas de acesso, segurança, qualidade e eficiência.

Telemedicina, carretas e atendimento pelos rios

Saúde Digital, Telemedicina, Teleconsultoria e Telematriciamento permitirão que médicos da atenção básica discutam casos com especialistas de outras regiões.

Os Containers Consultórios seriam unidades modulares com acessibilidade, climatização, privacidade e conexão segura, inclusive por satélite. As Carretas da Saúde levariam exames avançados e pequenos procedimentos às regiões com demanda reprimida.

A Política Estadual de Saúde Ribeirinha prevê atendimento médico e odontológico, vacinação, exames, ultrassonografia, eletrocardiograma, medicamentos e acompanhamento de doenças crônicas nas áreas de maior dificuldade de acesso.

Já a Política Estadual de Saúde dos Povos Indígenas prevê articulação entre Estado, Secretaria Especial de Saúde Indígena, Distritos Sanitários Especiais Indígenas e municípios para organizar o acesso a urgências, consultas, exames, cirurgias e internações.

Profissionais, saúde mental e neurodivergência

O Programa Estadual de Força de Trabalho deverá dimensionar a necessidade de profissionais por unidade e região, com previsão de concursos planejados, substituição gradual de vínculos precários, distribuição das equipes e educação continuada.

O Centro Logístico de Abastecimento e Distribuição (CELAD) pretende centralizar medicamentos, materiais e insumos, com controle digital de estoques, validade, lotes e distribuição.
Na saúde mental, o plano prevê o Centro Estadual de Saúde Mental, como retaguarda para CAPS, atenção primária e leitos de saúde mental em hospitais gerais, além de prevenção ao suicídio e atenção às crises.

A Política Estadual para Pessoas com Deficiência e Neurodivergência prevê identificação precoce de sinais de atraso no desenvolvimento e integração entre saúde, educação e assistência social. O plano prevê estudos para implantação de Centros Especializados em Autismo e Neurodesenvolvimento em Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena.

O Sorriso Rondoniense prevê organização da rede de saúde bucal, incluindo próteses, cirurgias e atendimento especializado. O Mulher Plena cria uma linha de atendimento para a menopausa, com ginecologia, endocrinologia, nutrição e psicologia, além da Caravana Mulher Plena.

Hospitais, trauma e reabilitação

O novo Hospital de Urgência de Porto Velho está entre as prioridades e substituiria a estrutura atual do João Paulo II, com alta complexidade, centro cirúrgico, terapia intensiva, trauma e diagnóstico por imagem.

Em Ariquemes, a proposta é retomar e concluir o Hospital Regional. O Plano Integrado de Modernização da Rede Hospitalar deverá orientar a ampliação de leitos e novas estruturas a partir de dados sobre demanda, ocupação, filas, profissionais e custos. Ji-Paraná aparece entre os pontos a serem fortalecidos.

A 23ª proposta é o Complexo Estadual de Trauma e Reabilitação, com Hospital Estadual de Trauma e Centro Estadual de Reabilitação. O projeto prevê ainda modernização do Banco Estadual de Órteses e Próteses e criação de um Centro de Formação em Trauma para equipes do SAMU, Corpo de Bombeiros e profissionais médicos.

No desenho apresentado por Marcos Rogério e Delegado Rodrigo Camargo, a saúde reúne regulação, profissionais, logística, atendimento regional, hospitais, prevenção e reabilitação.
A régua proposta é simples: quanto tempo o paciente esperou, quantos quilômetros precisou percorrer e se conseguiu, de fato, ser atendido.

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Clelianne-Chrystinne Suarez Monteiro de Oliveira Lobato – Pedido de renovação da Licença Ambiental Simplificada

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Clelianne-Chrystinne Suarez Monteiro de Oliveira Lobato, inscrita sob o CPF, o 349.322.592-04, torna público através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA), o pedido de renovação da Licença Ambienta…

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Fonte: Via: rondoniagora

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