Em dois pareceres de pedidos de registro de candidaturas, a Procuradoria Regional Eleitoral de Rondônia tem alertado para omissão de informações de bens patrimoniais nas declarações dos candidatos. Kate Desiree de Souza Itajuba, candidata a deputada estadual pelo Podemos, disse não possuir bens, mas descobriu-se que ela exerceu o cargo de coordenadora Municipal de Cálculos Estratégicos da Prefeitura de Porto Velho. “Evidentemente, tais circunstâncias não permitem presumir a existência de patrimônio. Todavia, considerando a relevância da declaração de bens para a transparência das informações disponibilizadas à Justiça Eleitoral e ao eleitorado, mostra-se pertinente ressalvar à candidata a possibilidade de retificação da declaração, caso tenha utilizado, por equívoco, declaração padronizada de inexistência de bens ou verifique a existência de patrimônio sujeito à declaração”, manifestou-se o procurador em suas considerações sobre o registro da candidata. Para ele, a providência mostra-se recomendável porque a informação prestada no requerimento de registro de candidatura deve corresponder à realidade patrimonial da candidata, podendo eventual declaração falsa, se dolosamente inserida em documento destinado a produzir efeitos perante a Justiça Eleitoral, ensejar, em tese, apuração à luz do art. 350 do Código Eleitoral.
Em outro caso, o ex-deputado Edson Martins (Novo) havia declarado não possuir bens. Instado pela Procuradoria, corrigiu-se e disse possuir R$ 2.501.366,78 em bens. “A correção foi realizada ainda durante a instrução do pedido de registro e supriu a inconsistência documental anteriormente constatada, não se identificando, com os elementos disponíveis, obstáculo à registrabilidade decorrente da declaração de bens”. Para Câmara Federal, os atuais deputados Cristiane Lopes (Podemos) e Rafael Fera (Podemos) haviam declarado não possuir bens. Posteriormente, os dois fizeram correções nas declarações. Rafael lembrou que possui R$ 253,00 em conta bancária.
O motociclista encontrado morto na madrugada deste sábado (22), na BR-364, foi identificado como Valdemir Silva Soares, 48 anos. O corpo foi localizado próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Porto Velho, no sentido Candeias do Jamari.
Valdemir estava em uma Honda Titan. As informações iniciais apontam para a possibilidade de o motociclista ter perdido o controle da moto, atingido a proteção que divide as duas pistas e caído.
Imagens feitas no local mostram bastante sangue na região da cabeça da vítima. O capacete não aparece nos registros.
A dinâmica da morte, no entanto, ainda não está confirmada.
A relação política entre Bruno Bolsonaro Scheid (PL) e a família do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a ganhar destaque nesta quinta-feira. Depois de gravar uma mensagem pública de apoio ao candidato rondoniense, Michelle Bolsonaro compartilhou em suas próprias redes sociais uma publicação de Bruno, ampliando a exposição do candidato para além das fronteiras de Rondônia.
O gesto chama atenção pelo momento e, principalmente, por quem o protagoniza. Michelle é hoje um dos principais nomes nacionais ligados ao campo político de Jair Bolsonaro. Quando uma liderança dessa dimensão abre espaço em sua própria rede para um candidato estadual, a publicação deixa de ser apenas um compartilhamento: passa a ser mais um sinal público da proximidade política construída entre Bruno e a família Bolsonaro.
Esse apoio já havia sido manifestado de maneira direta. Em vídeo divulgado recentemente, Michelle convocou os rondonienses para o lançamento da candidatura de Bruno ao Senado e o apresentou como “o escolhido de Jair Messias Bolsonaro” para a disputa em Rondônia.
Poucos dias depois, Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, também gravou uma mensagem dirigida aos rondonienses convocando apoiadores para o lançamento de Bruno em Ji-Paraná.
A sequência desses movimentos ajuda a revelar algo que, até pouco tempo atrás, era conhecido principalmente nos bastidores: Bruno conquistou espaço e interlocução dentro do núcleo político nacional do bolsonarismo.
Não é uma relação construída apenas para a eleição de 2026. Bruno acompanha Jair Bolsonaro há anos e esteve próximo do ex-presidente em diferentes momentos políticos e pessoais. Essa trajetória já foi registrada pela imprensa de Rondônia, inclusive com relatos sobre a confiança conquistada por Scheid junto ao ex-presidente.
Agora, essa proximidade começa a aparecer de maneira cada vez mais pública.
Michelle declara apoio. Flávio participa da mobilização. Jair Bolsonaro é citado pela própria ex-primeira-dama como responsável pela escolha de Bruno para a disputa ao Senado. E Bruno passou a ocupar espaço em agendas nacionais do PL, tendo participado, ao lado de lideranças rondonienses, do lançamento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
De Rondônia para o centro das decisões
Para uma candidatura ao Senado, trânsito político em Brasília não é um detalhe.
O senador eleito precisa representar o Estado justamente onde são tomadas decisões nacionais, discutidos grandes investimentos e construídas articulações capazes de repercutir diretamente em Rondônia.
É nesse ponto que a trajetória de Bruno ganha uma dimensão diferente. Ele chega à disputa eleitoral já inserido em um grupo político de alcance nacional e com acesso a algumas das principais lideranças do PL.
O compartilhamento feito por Michelle Bolsonaro acrescenta mais um capítulo a essa história.
Em política, apoio público tem significado. Mas confiança demonstrada repetidamente tem um peso ainda maior.
E é exatamente essa sequência que Bruno vem apresentando: não apenas uma fotografia ou uma declaração isolada, mas sucessivas manifestações públicas vindas da família Bolsonaro.
Para Bruno Scheid, isso representa um ativo político importante. Para o eleitor rondoniense, mostra que o candidato que busca uma cadeira no Senado conseguiu construir relações que ultrapassam os limites do Estado e chegam diretamente ao centro da política nacional.
A campanha está apenas começando
Mas uma coisa já ficou evidente: Bruno Bolsonaro Scheid não chega a Brasília como um desconhecido do grupo político que representa. Ele disputa o Senado carregando uma relação de confiança construída com Jair Bolsonaro e que agora recebe demonstrações públicas de Michelle e Flávio Bolsonaro.
O novo compartilhamento de Michelle é pequeno no formato de uma rede social, mas politicamente significativo pelo contexto em que acontece.
Bruno está em Rondônia pedindo a confiança do eleitor. Em Brasília, porém, seu nome já circula entre algumas das lideranças mais importantes do seu campo político.
O ex-prefeito Hildon Chaves terá o maior tempo entre os 6 candidatos ao Governo de Rondônia no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão. A primeira distribuição oficial da Justiça Eleitoral, prevista para 28 de agosto, reserva 2 minutos e 32 segundos à coligação do candidato em cada período. No outro extremo está Samuel Costa, do PSB, com apenas 23 segundos.
Hildon disputa pela coligação Rondônia com a Força do Trabalho e da União, que reúne Republicanos e Federação União Progressista (União Brasil/PP). O grupo soma 145 representantes considerados no cálculo da Justiça Eleitoral e ficou com 9 segundos da parcela igualitária e 2 minutos e 23,23 segundos da proporcional, chegando aos 2 minutos e 32 segundos.
O segundo maior tempo será de Marcos Rogério, candidato pela coligação Juntos por Rondônia, formada por Podemos e PL. Serão 2 minutos e 5 segundos. A composição contabiliza 118 representantes — 20 do Podemos e 98 do PL — e recebeu 1 minuto e 56,56 segundos na divisão proporcional, além dos 9 segundos igualitários.
Expedito Netto aparece em terceiro na distribuição. A coligação Fé Rondônia, formada pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) e Federação PSOL Rede, terá 1 minuto e 43 segundos. São 96 representantes considerados no cálculo, dos quais 81 pertencem à primeira federação e 15 à segunda.
Na quarta posição está Adailton Fúria, da coligação Gente que Gosta de Gente, com 1 minuto e 9 segundos. PSD, Avante e Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade) somam 61 representantes. A parcela proporcional ficou em 1 minuto e 0,26 segundo, acrescida dos 9 segundos da divisão igualitária.
Pedro Abib, da coligação Experiência, Fé e Autoridade — Rondônia Forte de Verdade, terá 1 minuto e 5 segundos. PDT e MDB contabilizam 57 representantes — 16 do PDT e 41 do MDB. A parcela proporcional é de 56,30 segundos.
O menor tempo será de Samuel Costa. O PSB aparece sozinho na distribuição e terá 23 segundos. O partido conta com 15 representantes para efeito do cálculo, garantindo 14,82 segundos proporcionais, além dos 9 segundos da parcela igualitária.
A propaganda eleitoral gratuita será exibida entre 28 de agosto e 1º de outubro de 2026. Se houver segundo turno, a veiculação ocorrerá de 9 a 23 de outubro.
Os programas em bloco serão transmitidos de segunda-feira a sábado. No horário de Rondônia, a propaganda no rádio irá ao ar das 6 horas às 6h25 e das 11 às 11h25. Na televisão, os programas serão exibidos das 12 às 12h25 e das 19h30 às 19h55.
No mesmo período, as emissoras de rádio e televisão também terão, de segunda-feira a domingo, 70 minutos diários de propaganda gratuita em inserções de 30 ou 60 segundos, a critério de cada partido, federação ou coligação.
Tempo de cada candidato
Candidato
Partido/coligação
Tempo
Hildon Chaves
Rondônia com a Força do Trabalho e da União
2min32s
Marcos Rogério
Juntos por Rondônia
2min05s
Expedito Netto
Fé Rondônia
1min43s
Adailton Fúria
Gente que Gosta de Gente
1min09s
Pedro Abib
Experiência, Fé e Autoridade — Rondônia Forte de Verdade
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