É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do Senhor LAERTE RIBEIRO DE OLIVEIRA, ocorrido no dia 04 de novembro de 2026, aos 58 anos de idade.
Seu corpo está sendo velado na Capela da Funerária do Seu Valdemar, em Alta Floresta do Oeste.
O sepultamento será realizado amanhã, dia 05 de novembro, por volta das 07h00, com passagem pela igreja para a celebração de uma última homenagem e, em seguida, seguindo para o Cemitério Municipal de Alta Floresta do Oeste.
Neste momento de dor, expressamos nossos mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos.
2 Timóteo 4:7:
“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé!
Chuva derrubou árvores em Maringá — Foto: Alex Magosso/RPC
O Paraná enfrentou momentos de tensão entre a tarde de domingo (1º) e a madrugada desta segunda-feira (2 de novembro), após fortes tempestades provocarem uma série de estragos em diferentes regiões do estado.
Os temporais foram acompanhados de rajadas de vento, chuvas intensas e queda de granizo, causando prejuízos em residências, estabelecimentos comerciais e prédios públicos.
Conforme balanço divulgado pela Defesa Civil Estadual na tarde desta segunda-feira, 21 municípios foram atingidos, aproximadamente 4 mil pessoas foram afetadas e 28 precisaram ser encaminhadas para abrigos. O levantamento também aponta 456 residências danificadas e uma completamente destruída.
As cidades de Maringá, no Noroeste, e Marquinho, na região Centro-Sul, estão entre as localidades que sofreram os maiores prejuízos.
Ventos ultrapassam 109 km/h e provocam destruição
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a maior rajada de vento foi registrada em Altônia, no Noroeste do estado, onde a velocidade chegou a impressionantes 109,1 quilômetros por hora.
Em Maringá, o vendaval derrubou árvores, danificou imóveis, comprometeu a rede de energia elétrica e deixou ruas e avenidas interditadas.
Um dos locais atingidos foi o quartel do Corpo de Bombeiros. A força do vento arrancou parte da cobertura da unidade, provocando danos na estrutura e atingindo móveis, documentos e equipamentos eletrônicos.
Segundo uma avaliação preliminar do Simepar, Maringá pode ter sido atingida por uma supercélula, fenômeno meteorológico caracterizado pela formação de tempestades intensas e organizadas, capazes de produzir ventos extremamente fortes e destrutivos.
Granizo destrói telhados e causa prejuízos em Marquinho
No município de Marquinho, os moradores também enfrentaram momentos de preocupação. Uma intensa chuva de granizo atingiu casas, escolas, unidades de saúde, estabelecimentos comerciais e prédios pertencentes à administração municipal.
As pedras de gelo perfuraram coberturas e permitiram a entrada de água em diversos imóveis. Além dos danos estruturais, foram registrados prejuízos em móveis, eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos, incluindo computadores utilizados em unidades escolares.
Equipes de emergência foram mobilizadas para prestar assistência às famílias atingidas e realizar o levantamento dos prejuízos.
Mais de 113 mil imóveis ficam sem energia
Os impactos das tempestades também atingiram o fornecimento de eletricidade em diferentes regiões do Paraná.
Segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel), mais de 113 mil imóveis permaneciam sem energia elétrica na tarde desta segunda-feira.
A concessionária informou que equipes técnicas trabalham para reparar os danos na rede e restabelecer o fornecimento nas localidades afetadas.
Defesa Civil mantém atenção diante do risco de novas tempestades
O Governo do Paraná mobilizou equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros para auxiliar os municípios atingidos, realizar a retirada de árvores e prestar atendimento à população.
A previsão meteorológica indica que o estado poderá enfrentar novos episódios de instabilidade ao longo da semana, exigindo atenção redobrada dos moradores.
A Defesa Civil recomenda que a população acompanhe os alertas oficiais, evite permanecer próxima de árvores e postes durante os temporais e não atravesse áreas alagadas.
Fonte: Defesa Civil do Paraná, Simepar, Copel e Governo do Estado e G1.
O Programa REM MT publicou o Relatório Executivo 2026, documento que apresenta os principais resultados da Fase I e os avanços iniciais da Fase II. A publicação reúne as principais informações sobre os investimentos, projetos apoiados e ações desenvolvidas para redução do desmatamento, fortalecimento da conservação ambiental, promoção do desenvolvimento sustentável e apoio às comunidades no estado.
O relatório também apresenta os investimentos previstos para a continuidade das ações iniciadas durante a Fase I do programa e os resultados alcançados pelos quatro subprogramas: Fortalecimento Institucional e Políticas Públicas Estruturantes (FIPPE), Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCT), Territórios Indígenas (TI) e Produção Sustentável (PS).
Na Fase I, o REM MT recebeu R$ 267 milhões, incluindo rendimentos, dos quais R$ 249 milhões foram investidos e R$ 18 milhões transferidos para a segunda fase. Entre os resultados, estão 155 projetos apoiados, 104 organizações de base fortalecidas, 43 povos indígenas com ações do programa e 44,2 mil pessoas beneficiadas diretamente.
Para a Fase II, o programa conta com R$ 171 milhões em novos investimentos dos governos da Alemanha e do Reino Unido. Os recursos estão distribuídos entre os quatro subprogramas, com previsão de R$ 65,3 milhões para Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais, R$ 25,4 milhões para Territórios Indígenas, R$ 20,2 milhões para Produção Sustentável e R$ 59,7 milhões para Fortalecimento Institucional e Políticas Públicas Estruturantes.
FORTALECIMENTO DA FISCALIZAÇÃO E DO COMBATE AO DESMATAMENTO
O Subprograma FIPPE amplia o apoio às instituições responsáveis pelo comando, controle e fiscalização ambiental em Mato Grosso. Na Fase II, a iniciativa prevê fortalecer a atuação de organizações governamentais, aprimorar o monitoramento da cobertura vegetal e contribuir para a consolidação do Sistema Integrado de Comando e Controle para Redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa.
Entre os avanços apresentados no relatório está o investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão na aquisição de equipamentos de internet via satélite. Os dispositivos foram destinados a instituições que atuam no controle e combate ao desmatamento ilegal, ampliando a conectividade das equipes durante operações em áreas remotas.
A iniciativa também incluiu treinamento técnico para os representantes das instituições beneficiadas, com orientações sobre instalação, operação e suporte dos equipamentos. A ação busca melhorar as condições de trabalho das equipes de fiscalização e ampliar a eficiência das operações ambientais.
BIOECONOMIA E FORTALECIMENTO DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS
O Subprograma AFPCT direciona as ações ao fortalecimento da agricultura familiar, dos povos e comunidades tradicionais e das iniciativas de bioeconomia. Na Fase II, foram destinados R$ 10,2 milhões a uma chamada pública de projetos, além de R$ 10,8 milhões para a continuidade de 18 iniciativas da primeira fase.
Outra frente de atuação é a parceria de 18 meses com o Sebrae, voltada ao fortalecimento de mais de 40 organizações que desenvolvem iniciativas de bioeconomia em Mato Grosso. A parceria prevê consultorias especializadas, capacitações e elaboração de planos de negócios, com foco na governança, gestão financeira, precificação e gestão de pessoas.
Em setembro de 2026, dois workshops realizados em Cuiabá e Alta Floresta reuniram representantes de 43 organizações para discutir planejamento e construção de planos de negócios. A expectativa é que REM MT apoie cerca de 15 organizações, com projetos de até R$ 600 mil, contribuindo para a sustentabilidade dos empreendimentos e a valorização dos produtos da sociobiodiversidade.
FORMAÇÃO E AUTONOMIA DOS POVOS INDÍGENAS
O Subprograma TI lançou uma chamada pública de projetos com R$ 8,6 milhões destinados a iniciativas de conservação ambiental, proteção territorial e fortalecimento da autonomia dos povos indígenas de Mato Grosso. Além disso, o Subprograma prevê ações de apoio às organizações indígenas e à Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), de fortalecimento da gestão territorial e ambiental, da prevenção e o combate aos incêndios florestais e da ampliação da participação das mulheres indígenas nos espaços de decisão.
Um dos destaques é a parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) para estruturar um curso superior de tecnologia em Gestão Ambiental voltado à formação de agentes ambientais indígenas. A proposta, aprovada pela Comissão de Governança Indígena do Subprograma e pela universidade, prevê duração de dois anos de formação e turmas iniciais de 30 estudantes indígenas.
Essa ação busca integrar conhecimentos tradicionais e formação técnica, ampliando a capacidade das comunidades de monitorar, conservar e defender seus territórios.
PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL E INOVAÇÃO NO MONITORAMENTO AMBIENTAL
O Subprograma PS atua no incentivo a práticas produtivas de baixa emissão de carbono, no fortalecimento da assistência técnica, na regularização ambiental e na recuperação de áreas degradadas.
Entre os resultados apresentados estão a conclusão de seis módulos do programa de capacitação PISA, a formação de 32 extensionistas de 19 municípios na metodologia e a capacitação de 57 produtores e 278 estudantes. Também foram implantadas duas Unidades Demonstrativas Tecnológicas e apoio a regularização ambiental de quatro assentamentos rurais.
Outro avanço foi a realização, nos dias 14 e 15 de outubro de 2026, da Oficina Técnica Geotecnologias e Inteligência Artificial Aplicadas ao Monitoramento da Restauração no Programa de Regularização Ambiental (PRA) de Mato Grosso. Promovido pela SEMA-MT, em parceria com o REM MT, o Instituto Centro de Vida (ICV) e o WRI Brasil. O encontro reuniu representantes de mais de 15 instituições e iniciativas.
A oficina resultou na construção de uma Matriz de Potencial Tecnológico, que organiza possibilidades de aplicação de imagens de satélite, geotecnologias e inteligência artificial no monitoramento da restauração ambiental. O material deverá orientar as próximas etapas de trabalho e contribuir para o aprimoramento dos indicadores, protocolos e sistemas utilizados na gestão ambiental do estado.
TRANSPARÊNCIA E CONTINUIDADE DAS AÇÕES
Além de apresentar os resultados alcançados, o Relatório Executivo 2026 reúne informações sobre os investimentos planejados, as chamadas públicas de projetos e as iniciativas previstas para a continuidade do programa.
A publicação reforça o compromisso do REM MT com a transparência e a prestação de contas à sociedade, aos financiadores e às instituições parceiras, contribuindo para o planejamento e o fortalecimento das políticas de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável em Mato Grosso.
O documento completo está disponível para consulta e download na versão digital no site do Programa REM MT. Acesse o Relatório Executivo 2026 do Programa REM MT: https://rem.sema.mt.gov.br/wp-content/uploads/2026/11/REM-MT-RELATORIO-EXECUTIVO-1-FASE-2.pdf
CONHEÇA O REM MT
O Programa REM MT é uma premiação dos governos da Alemanha e do Reino Unido, por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), ao Estado de Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento.
Na fase I, entre 2022 e 2025, o Programa REM MT apoiou 155 projetos, beneficiando 131 organizações sociais, entre elas, 104 associações ou cooperativas. Os projetos abrangem os três biomas de Mato Grosso: Amazônia, Cerrado e Pantanal.
Dentre os resultados alcançados, destacam-se as mais de 500 aldeias atendidas, onde vivem 43 povos indígenas, os 108 municípios mato-grossenses beneficiados, as mais de 44 mil pessoas atendidas e os 160 mil hectares de desmatamento evitados em Mato Grosso por meio da atuação do REM MT, nos anos de 2021 e 2022.
Atualmente, o Programa REM MT encontra-se em execução da Fase II, com editais já publicados para Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais e para Territórios Indígenas.
O Programa REM MT é coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e tem como gestor financeiro a Fundação Amazônia Sustentável (FAS). Para sugestões, reclamações ou esclarecimentos, fale com a ouvidoria da SEMA pelo telefone: 0800 065 3838 ou (65) 99321-9997 (WhatsApp).
Uma equipe de fiscalização formada por agentes da PF, Ibama e Funai foi atacada a tiros nesta sexta-feira (6), quando deixava a Terra Indígena Sete de Setembro, após uma operação contra a extração ilegal de madeira. A ação terminou com uma pessoa presa e a inutilização de veículos e toras de madeira na área que abrange Cacoal, em Rondônia, e Rondolândia, em Mato Grosso.
Na saída da terra indígena, os agentes encontraram a estrada bloqueada por árvores derrubadas para impedir a passagem da fiscalização. Em seguida, foram feitos disparos de arma de fogo contra a equipe. Ninguém ficou ferido.
O ataque ocorreu após a Operação Lenha Fria, que resultou na prisão em flagrante de uma pessoa suspeita de explorar ilegalmente floresta em terra pública.
Durante a fiscalização, os agentes encontraram um trator e 2 motocicletas utilizados na retirada ilegal de madeira. Os veículos foram inutilizados pelo Ibama, que também destruiu 14 toras de madeira, cortadas para a execução da medida.
As equipes apreenderam ainda uma motosserra, 2 aparelhos celulares e uma antena de internet via satélite.
A Terra Indígena Sete de Setembro é tradicionalmente ocupada pelo povo Paiter Suruí. Como a área pertence à União, a retirada de madeira sem autorização é um crime de competência da Justiça Federal.
A pessoa presa foi autuada em flagrante por desmatamento ou exploração econômica de floresta em terras de domínio público sem autorização, crime previsto no artigo 50-A da Lei nº 9.605/1998, com pena de 2 a 4 anos de prisão e multa.
A PF também vai investigar os disparos feitos contra a equipe de fiscalização.
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