O candidato ao Governo de Rondônia, Pedro Abib, participou de evento realizado na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em que foi assinado o “Pacto em Defesa da Democracia e Combate à Desinformação nas Eleições 2026”. A iniciativa tem como objetivo estabelecer o compromisso público dos candidatos ao Executivo estadual com a lisura, a ética e a transparência do processo eleitoral, além do combate à disseminação de notícias falsas.
Durante seu discurso, Pedro Abib destacou que sua presença no evento não tinha como objetivo apresentar propostas de governo, mas reafirmar um compromisso com a democracia e com a qualidade do processo eleitoral.
“Hoje não estou aqui para falar de propostas de governo. Estou aqui para falar de compromisso. E o tema deste evento é apaixonante para quem acredita na democracia”, afirmou.
Pedro também fez referência ao livro de sua autoria, “Democracia Sem Participação Popular”, e levantou uma reflexão sobre a relação entre democracia, participação popular e desenvolvimento, afirmando que não existe democracia sem participação popular.
Segundo o candidato, não existe apenas um modelo de democracia. Ele destacou que diferentes teorias democráticas apresentam distintas formas de compreender a participação popular e os limites que podem ser impostos ao exercício democrático. Entre esses desafios, citou a desinformação e as fake news.
“Lamentavelmente, a democracia não tem apenas as fake news como limite. Ela também enfrenta o poderio econômico”, afirmou.
Além de defender uma democracia com maior participação popular, Pedro Abib criticou o distanciamento entre cidadãos e política produzido, segundo ele, pelo modelo de democracia representativa. Para ele, a proteção das minorias e dos direitos fundamentais é essencial para o funcionamento democrático.
Entre esses direitos, Pedro destacou a liberdade de imprensa, ressaltando a importância de uma imprensa livre e comprometida com a divulgação correta das informações. Segundo ele, a disseminação de fake news provoca desinformação e cria uma assimetria informacional capaz de interferir no processo eleitoral.
O candidato também chamou atenção para a influência do poder econômico nas eleições e afirmou que o combate à desinformação é um dos grandes desafios contemporâneos para a democracia.
Pedro questionou, ainda, quem deve proteger o cidadão quando um candidato decide utilizar informações falsas como instrumento eleitoral. Na avaliação apresentada durante o evento, embora o pacto firmado pela OAB represente um compromisso importante, ele não é suficiente, por si só, para impedir que candidatos utilizem a desinformação.
Para Pedro, o enfrentamento às fake news precisa envolver também o debate público e o Poder Legislativo, não ficando restrito às decisões do Poder Judiciário ou do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Não podemos ter um modelo em que uma pessoa decida o que é fake news e o que não é. Isso precisa ser tratado com seriedade e discutido pelo Poder Legislativo”, afirmou.
Ao final, Pedro Abib reafirmou sua defesa da democracia, do princípio republicano, da transparência eleitoral, do combate à desinformação e da alternância de poder.
“Sou um apaixonado pela democracia e pelo princípio republicano. Entendo que precisamos ter transparência nas eleições, combater as fake news e garantir a alternância no poder”, declarou.
O motociclista encontrado morto na madrugada deste sábado (22), na BR-364, foi identificado como Valdemir Silva Soares, 48 anos. O corpo foi localizado próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Porto Velho, no sentido Candeias do Jamari.
Valdemir estava em uma Honda Titan. As informações iniciais apontam para a possibilidade de o motociclista ter perdido o controle da moto, atingido a proteção que divide as duas pistas e caído.
Imagens feitas no local mostram bastante sangue na região da cabeça da vítima. O capacete não aparece nos registros.
A dinâmica da morte, no entanto, ainda não está confirmada.
Em dois pareceres de pedidos de registro de candidaturas, a Procuradoria Regional Eleitoral de Rondônia tem alertado para omissão de informações de bens patrimoniais nas declarações dos candidatos. Kate Desiree de Souza Itajuba, candidata a deputada estadual pelo Podemos, disse não possuir bens, mas descobriu-se que ela exerceu o cargo de coordenadora Municipal de Cálculos Estratégicos da Prefeitura de Porto Velho. “Evidentemente, tais circunstâncias não permitem presumir a existência de patrimônio. Todavia, considerando a relevância da declaração de bens para a transparência das informações disponibilizadas à Justiça Eleitoral e ao eleitorado, mostra-se pertinente ressalvar à candidata a possibilidade de retificação da declaração, caso tenha utilizado, por equívoco, declaração padronizada de inexistência de bens ou verifique a existência de patrimônio sujeito à declaração”, manifestou-se o procurador em suas considerações sobre o registro da candidata. Para ele, a providência mostra-se recomendável porque a informação prestada no requerimento de registro de candidatura deve corresponder à realidade patrimonial da candidata, podendo eventual declaração falsa, se dolosamente inserida em documento destinado a produzir efeitos perante a Justiça Eleitoral, ensejar, em tese, apuração à luz do art. 350 do Código Eleitoral.
Em outro caso, o ex-deputado Edson Martins (Novo) havia declarado não possuir bens. Instado pela Procuradoria, corrigiu-se e disse possuir R$ 2.501.366,78 em bens. “A correção foi realizada ainda durante a instrução do pedido de registro e supriu a inconsistência documental anteriormente constatada, não se identificando, com os elementos disponíveis, obstáculo à registrabilidade decorrente da declaração de bens”. Para Câmara Federal, os atuais deputados Cristiane Lopes (Podemos) e Rafael Fera (Podemos) haviam declarado não possuir bens. Posteriormente, os dois fizeram correções nas declarações. Rafael lembrou que possui R$ 253,00 em conta bancária.
A relação política entre Bruno Bolsonaro Scheid (PL) e a família do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a ganhar destaque nesta quinta-feira. Depois de gravar uma mensagem pública de apoio ao candidato rondoniense, Michelle Bolsonaro compartilhou em suas próprias redes sociais uma publicação de Bruno, ampliando a exposição do candidato para além das fronteiras de Rondônia.
O gesto chama atenção pelo momento e, principalmente, por quem o protagoniza. Michelle é hoje um dos principais nomes nacionais ligados ao campo político de Jair Bolsonaro. Quando uma liderança dessa dimensão abre espaço em sua própria rede para um candidato estadual, a publicação deixa de ser apenas um compartilhamento: passa a ser mais um sinal público da proximidade política construída entre Bruno e a família Bolsonaro.
Esse apoio já havia sido manifestado de maneira direta. Em vídeo divulgado recentemente, Michelle convocou os rondonienses para o lançamento da candidatura de Bruno ao Senado e o apresentou como “o escolhido de Jair Messias Bolsonaro” para a disputa em Rondônia.
Poucos dias depois, Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, também gravou uma mensagem dirigida aos rondonienses convocando apoiadores para o lançamento de Bruno em Ji-Paraná.
A sequência desses movimentos ajuda a revelar algo que, até pouco tempo atrás, era conhecido principalmente nos bastidores: Bruno conquistou espaço e interlocução dentro do núcleo político nacional do bolsonarismo.
Não é uma relação construída apenas para a eleição de 2026. Bruno acompanha Jair Bolsonaro há anos e esteve próximo do ex-presidente em diferentes momentos políticos e pessoais. Essa trajetória já foi registrada pela imprensa de Rondônia, inclusive com relatos sobre a confiança conquistada por Scheid junto ao ex-presidente.
Agora, essa proximidade começa a aparecer de maneira cada vez mais pública.
Michelle declara apoio. Flávio participa da mobilização. Jair Bolsonaro é citado pela própria ex-primeira-dama como responsável pela escolha de Bruno para a disputa ao Senado. E Bruno passou a ocupar espaço em agendas nacionais do PL, tendo participado, ao lado de lideranças rondonienses, do lançamento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
De Rondônia para o centro das decisões
Para uma candidatura ao Senado, trânsito político em Brasília não é um detalhe.
O senador eleito precisa representar o Estado justamente onde são tomadas decisões nacionais, discutidos grandes investimentos e construídas articulações capazes de repercutir diretamente em Rondônia.
É nesse ponto que a trajetória de Bruno ganha uma dimensão diferente. Ele chega à disputa eleitoral já inserido em um grupo político de alcance nacional e com acesso a algumas das principais lideranças do PL.
O compartilhamento feito por Michelle Bolsonaro acrescenta mais um capítulo a essa história.
Em política, apoio público tem significado. Mas confiança demonstrada repetidamente tem um peso ainda maior.
E é exatamente essa sequência que Bruno vem apresentando: não apenas uma fotografia ou uma declaração isolada, mas sucessivas manifestações públicas vindas da família Bolsonaro.
Para Bruno Scheid, isso representa um ativo político importante. Para o eleitor rondoniense, mostra que o candidato que busca uma cadeira no Senado conseguiu construir relações que ultrapassam os limites do Estado e chegam diretamente ao centro da política nacional.
A campanha está apenas começando
Mas uma coisa já ficou evidente: Bruno Bolsonaro Scheid não chega a Brasília como um desconhecido do grupo político que representa. Ele disputa o Senado carregando uma relação de confiança construída com Jair Bolsonaro e que agora recebe demonstrações públicas de Michelle e Flávio Bolsonaro.
O novo compartilhamento de Michelle é pequeno no formato de uma rede social, mas politicamente significativo pelo contexto em que acontece.
Bruno está em Rondônia pedindo a confiança do eleitor. Em Brasília, porém, seu nome já circula entre algumas das lideranças mais importantes do seu campo político.
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