Os resultados abrangem cerca de 13 mil projetos/famílias incluindo as comunidades tradicionais – indígenas, quilombolas, extrativistas, pescadores, mulheres e jovens rurais atendidas pelo microcrédito rural
O acesso ao crédito rural tem se consolidado como uma das principais frentes de atuação do governo de Rondônia, por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO).
Com a intensificação dos atendimentos nos últimos meses, a instituição alcançou R$ 199.299.836,91 milhões em propostas de microcrédito rural, que se encontram em diferentes fases de tramitação. Desse total, R$ 102.629,00 mil já haviam sido contratados até 23 de outubro de 2026.
Os resultados abrangem cerca de 13 mil projetos/famílias incluindo as comunidades tradicionais – indígenas, quilombolas, extrativistas, pescadores, mulheres e jovens rurais atendidas pelo microcrédito rural, demonstrando o avanço das ações da Autarquia para aproximar os agricultores familiares das políticas públicas de financiamento oferecidas pelo governo, criando condições para investir na produção, ampliar a renda e melhorar a qualidade de vida no campo.
As demais linhas de crédito são disponibilizadas pelo Banco da Amazônia, por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO); Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), nas categorias Pronaf Mais Alimento e Pronaf Eco; Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), beneficiando 49 famílias em um total de R$ 3.958 milhões; e, pelo Banco do Brasil, onde foram elaborados 81 projetos totalizando um montante de R$ 6.439 milhões.
O atendimento nas comunidades fortalecem a estratégia de aproximação, tornando os serviços mais acessíveis
A intensificação dos trabalhos, com mutirões e atendimento direto nas comunidades rurais, reforça a estratégia de levar os serviços até as famílias que trabalham no campo, facilitando o acesso às informações, à elaboração dos projetos e aos procedimentos necessários para a contratação dos financiamentos.
O diretor-presidente da Emater-RO, Alessandro Pedralli da Silva, destacou que “realizar mutirões em vários locais do estado e chegar com muita intensidade com o crédito rural, especialmente o microcrédito, tem feito a diferença na vida das famílias rurais.”
OPORTUNIDADES PARA QUEM PRODUZ
O avanço do microcrédito rural integra os esforços do governo de Rondônia para fortalecer a agricultura familiar, ampliar a inclusão produtiva e estimular o desenvolvimento econômico dos municípios. A iniciativa articula o acesso ao financiamento com os serviços de assistência técnica e extensão rural, fundamentais para que os investimentos atendam às necessidades de cada propriedade.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o fortalecimento da agricultura familiar passa pelo acesso ao crédito e à assistência técnica, garantindo dignidade, desenvolvimento regional e mais oportunidades para as famílias rurais.
ASSISTÊNCIA TÉCNICA INTEGRADA
Mais do que encaminhar propostas de financiamento, a Emater-RO desempenha um papel estratégico na aproximação entre as políticas públicas e a realidade dos agricultores. Por meio dos extensionistas, as famílias recebem orientações sobre as linhas de crédito disponíveis, os critérios de enquadramento, a elaboração dos projetos e a aplicação dos recursos financiados.
Esse acompanhamento é essencial para que o crédito se transforme em investimento produtivo. Com planejamento e orientação técnica, os produtores podem melhorar a estrutura das propriedades, adquirir equipamentos e insumos, diversificar atividades, ampliar a produção e buscar alternativas para aumentar a renda familiar.
A parceria com instituições financeiras agiliza os procedimentos e amplia o acesso dos agricultores familiares ao microcrédito rural
A presença dos técnicos nas comunidades também contribui para identificar demandas, esclarecer dúvidas e reduzir dificuldades que muitas vezes impedem os agricultores de acessar o financiamento. Ao aproximar os serviços das famílias, a extensão rural ajuda a transformar necessidades em projetos e projetos em oportunidades de desenvolvimento.
O fortalecimento dessa política pública está diretamente relacionado à atuação integrada da assistência técnica e do crédito rural. A Emater-RO intensifica a elaboração das propostas e aproxima os serviços dos produtores. O financiamento, aliado à assistência técnica, ao planejamento e ao acompanhamento é fundamental para fortalecer a produção, gerar renda e promover o desenvolvimento rural em Rondônia.
ACESSO AO MICROCRÉDITO
Um dos avanços nesse trabalho é a parceria entre a Emater-RO e o Banco da Amazônia, formalizada por meio de Termo de Cooperação Técnica em março de 2026. O acordo busca agilizar os procedimentos e ampliar o acesso dos agricultores familiares ao microcrédito rural, especialmente por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), na linha B. Pelo termo de cooperação, a Emater-RO atua na recepção e no encaminhamento de propostas de abertura de contas, na emissão de instrumentos de pagamento e na elaboração e análise de propostas de crédito, entre outras atribuições previstas no plano de trabalho. A utilização de ferramentas digitais também integra os esforços para tornar o processo mais ágil e aproximar o atendimento das propriedades rurais.
A linha de microcrédito contempla agricultores familiares que atendam aos critérios do programa, incluindo públicos, como: mulheres e jovens rurais, indígenas, quilombolas, extrativistas e pescadores artesanais, conforme as regras de enquadramento aplicáveis. Os recursos podem financiar investimentos em atividades agrícolas, pecuárias, pesca artesanal, extrativismo e outras iniciativas produtivas desenvolvidas no meio rural. Dessa forma, o crédito contribui para ampliar as possibilidades de produção, incentivar novos empreendimentos e fortalecer atividades que sustentam a economia das comunidades.
Agricultores familiares interessados em acessar o microcrédito rural podem procurar o escritório local da Emater-RO em seu município para receber orientações sobre as linhas de financiamento, os critérios de enquadramento e os procedimentos para elaboração das propostas.
Fonte Texto: Wania Ressutti Fotos: Manolo Keller e Irene Mendes Secom – Governo de Rondônia
Uma facção é investigada por controlar a venda de drogas em Rolim de Moura e manter sob seu domínio atividades como rinhas de galos com apostas ilegais. A Polícia Civil de Rondônia informou que a Operação Quirinus cumpre, nesta sexta-feira (6), 7 mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão.
A estrutura investigada teria imposto um monopólio sobre o comércio de entorpecentes no município, com funções divididas entre fornecedores, intermediários e revendedores. A apuração também aponta o domínio territorial da facção na cidade e na região.
Uma das redes vendia maconha, cocaína e crack com serviço de entrega. Os pedidos e as entregas eram coordenados em tempo real, com fornecedores definidos e pagamentos via Pix. Outra frente atuava no fornecimento e na revenda de maconha, com um ponto fixo de venda e distribuição aos consumidores finais.
As negociações se repetiam durante semanas, enquanto os envolvidos acompanhavam de perto a atuação da facção na região. Foram reunidos registros de comercialização, imagens de grandes quantidades de drogas e de uma arma de fogo.
No núcleo ligado às rinhas e às apostas ilegais, 10 investigados receberam medidas cautelares. Entre as restrições estão a proibição de participar das rinhas e de manter contato entre si.
Executada pela DRACO2, a Quirinus é um desdobramento de uma ação anterior da unidade. A investigação continua com a análise do material apreendido.
A operação integra as ações da Renorcrim e teve apoio da SESDEC, do Ministério Público de Rondônia, com o GAECO, além da DECCO, do DPI, da IDARON e da Secretaria do Meio Ambiente.
Os investigados do núcleo de drogas podem responder por tráfico e associação para o tráfico. As penas máximas dos dois crimes, somadas, chegam a 25 anos de prisão.
Durante a pandemia, parecia que o escritório tinha os dias contados. Empresas mandaram funcionários para casa, devolveram andares inteiros e analistas chegaram a decretar o fim do espaço corporativo.
Cinco anos depois, o prédio comercial não acabou. O que aconteceu foi diferente: a forma de ocupar o espaço se reorganizou, e boa parte das companhias trocou o contrato fixo de longo prazo por arranjos que podem encolher ou crescer conforme a necessidade do momento.
O número que resume essa virada vem do setor de escritórios compartilhados. Segundo o Censo Coworking 2024, levantamento realizado pela Woba, o Brasil passou de 2.443 para 2.986 espaços de coworking ativos em um ano, uma alta de aproximadamente 20%.
A maior parte deles, 58,5%, está concentrada nas capitais. Estados como São Paulo, com 1.121 unidades, Minas Gerais, com 307, e Rio de Janeiro, com 251, lideram a oferta no país.
Esse avanço acontece no mesmo período em que grandes empresas revisam quanto espaço fixo realmente precisam manter. Os dois movimentos parecem contraditórios, mas contam a mesma história.
O escritório não morreu, mudou de formato
A leitura mais rápida do mercado aponta para um retorno ao presencial. Em São Paulo, a taxa de vacância dos escritórios de alto padrão caiu para 14,7% no fim de 2025, o menor patamar em 14 anos, segundo levantamentos do setor imobiliário corporativo.
Companhias como Amazon, JPMorgan e Dell apertaram as regras de presença, e no Brasil nomes como Nubank e Bradesco caminharam na mesma direção, com a reocupação gradual de seus espaços.
A diferença é grande em relação ao quadro de poucos anos atrás. No segundo trimestre de 2023, os edifícios comerciais de Manhattan registraram 22,4% de desocupação, e em São Francisco o índice chegou a 31,8%, segundo a consultoria Cushman & Wakefield. Era o auge da crise dos escritórios vazios, quando muitos previam a conversão de torres inteiras em moradia.
Mas a volta às mesas não significou volta ao modelo antigo. Pesquisa da WeWork mostra que 79% dos executivos de alto escalão ainda aceitam dividir o tempo de trabalho entre a empresa e a casa do funcionário.
Entre as companhias brasileiras, o híbrido segue como o arranjo mais comum, com 57% de adesão, segundo dados compilados pela Bloomberg Línea. O trabalho totalmente presencial aparece em parcela pequena das empresas, e o totalmente remoto, em uma fração ainda menor.
O resultado prático é uma conta diferente. Se a equipe vai ao escritório duas ou três vezes por semana, manter um andar inteiro ocupado todos os dias deixou de fazer sentido financeiro. Foi nesse espaço entre o home office e a sede tradicional que o modelo compartilhado encontrou seu lugar.
Por que o contrato fixo perdeu força
Manter um escritório próprio envolve aluguel, condomínio, IPTU, reforma, mobiliário, internet, recepção, limpeza e uma série de contas que se acumulam mesmo quando a sala fica vazia. Para uma empresa pequena ou média, esse custo fixo pesa todos os meses, independentemente de quanto ela faturou.
O modelo flexível inverte essa lógica. A companhia paga pelo que usa. Pode contratar uma estação por algumas horas, uma sala de reunião por uma tarde ou uma sala privativa por alguns meses, e ajustar o tamanho do espaço conforme a equipe cresce ou diminui.
A flexibilidade contratual foi apontada por 35,2% dos usuários como a maior vantagem do coworking no Censo 2024, à frente de qualquer outro fator avaliado.
Há ainda a questão do ponto de partida. Quem está abrindo uma empresa raramente tem caixa para alugar um ponto comercial só para conseguir registrar o negócio.
O espaço compartilhado resolve esse impasse ao oferecer estrutura pronta no dia em que o empreendedor chega, sem obra, sem fiador e sem investimento inicial alto. A redução imediata de custos fixos com aluguel é, segundo gestores do setor, o motivo mais citado por quem migra.
O coworking avança enquanto o aluguel tradicional recua
A projeção do próprio mercado reforça que não se trata de modismo passageiro. Estimativas do setor indicam que os escritórios flexíveis devem saltar de 5% para 30% do mercado imobiliário corporativo até 2030.
Seria uma fatia seis vezes maior em menos de uma década, puxada por flexibilidade contratual, redução de custos e infraestrutura compartilhada de qualidade.
O perfil dos espaços também amadureceu. Hoje 70,3% dos coworkings funcionam em prédios comerciais, e não mais em casas adaptadas, o que mostra que o setor profissionalizou a oferta.
As unidades deixaram de ser apenas fileiras de mesas e passaram a reunir salas privativas, salas de reunião com equipamento audiovisual, auditórios para treinamentos e serviços de recepção e copa.
Para empresas que cresceram contratando à distância e agora precisam reunir parte do time presencialmente, esse tipo de estrutura encaixa melhor do que um contrato de cinco anos em uma laje fixa que ficaria meio vazia. O espaço acompanha a empresa, e não o contrário.
Domicílio fiscal: o serviço que atrai quem nem usa a mesa
Boa parte da procura recente nem está ligada ao desejo de trabalhar no local. Está ligada à necessidade de ter um endereço para registrar a empresa.
O domicílio fiscal é o endereço que a Receita Federal reconhece como sede da companhia. É ele que aparece no CNPJ, nas notas fiscais eletrônicas e nas notificações oficiais.
Sem um endereço fiscal válido, não é possível abrir nem manter uma empresa regularizada no Brasil. Diferente do endereço comercial, onde a empresa de fato atua, o domicílio fiscal funciona como dado cadastral perante os órgãos públicos.
O problema é que registrar o negócio no endereço residencial expõe dados pessoais do dono e nem sempre é permitido, dependendo da atividade e das regras do condomínio ou do município.
Foi por isso que muitos empreendedores passaram a procurar coworkings com domicílio fiscal para registrar o CNPJ em um endereço comercial de verdade, com gestão de correspondência, sem precisar alugar uma sala que ficaria fechada a maior parte do tempo. O custo desse serviço costuma começar na faixa de R$ 60 a R$ 100 por mês, valor que dificilmente cobriria sequer o condomínio de uma sala própria.
Além da economia, há o ganho de imagem. Um endereço em região reconhecida transmite mais credibilidade a clientes, fornecedores e órgãos públicos do que um endereço residencial em bairro afastado.
Para advogados, contadores, consultorias e profissionais que atuam pela internet, como agências, criadores de conteúdo e afiliados, essa diferença pesa na hora de fechar contrato e emitir nota.
O que pesar antes de escolher
Nem todo espaço serve para qualquer empresa, e a escolha exige alguns cuidados. O primeiro é a confiabilidade do local. Se o coworking fechar as portas, o empresário terá custo e burocracia para transferir o endereço da empresa em todos os órgãos, da Junta Comercial à Receita Federal, o que pode travar a operação por semanas.
Vale conferir a localização real do endereço, a estrutura disponível para receber clientes quando preciso, o que está incluído no plano contratado e quais serviços extras existem, como linha telefônica exclusiva, atendimento personalizado, salas de reunião por hora e gestão de correspondência.
Confirmar se aquele endereço pode de fato ser usado para registro de CNPJ é outro passo que evita transtorno depois, já que nem todo espaço oferece esse serviço de forma regular.
A regra prática é direta: o contrato precisa caber no tamanho atual do negócio e acompanhar o crescimento sem prender a empresa a cláusulas longas demais.
Um movimento que passa das capitais
Embora a maior parte dos espaços esteja concentrada nas grandes cidades, o formato já alcança empreendedores de municípios menores e do interior, inclusive na Região Norte, que enxergam ali uma forma de profissionalizar a operação sem assumir o custo de um escritório próprio.
Microempreendedores individuais, prestadores de serviço e pequenas empresas que nasceram digitais formam boa parte dessa demanda crescente.
O que era visto como espaço para freelancers virou ferramenta de gestão de custos para empresas de portes variados. A pandemia derrubou a ideia de que toda companhia precisa de uma sede fixa ocupada de segunda a sexta.
O que ficou no lugar foi a percepção de que estrutura profissional e contrato flexível podem caminhar juntos, e que pagar por metro quadrado parado raramente é o melhor negócio.
Para muitas empresas brasileiras, a pergunta deixou de ser onde fica o escritório. Passou a ser quanto espaço vale a pena manter, e por quanto tempo.
A Prefeitura de Porto Velho informou que o Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso da Guarda Municipal está mantido para sábado (7) e domingo (8). Uma nova decisão judicial, proferida na manhã desta sexta-feira (6), revogou a suspensão anterior após um pedido de reconsideração.
A 1ª Vara de Fazenda e Saúde Pública da Comarca de Porto Velho autorizou os testes nas duas datas, condicionados à publicação de uma convocação retificada. O ajuste deve distribuir os exercícios entre os dois dias, respeitando as regras do edital de abertura.
A lista de candidatos convocados permanece a mesma. Os quatro exercícios serão organizados da seguinte forma:
Dia
Exercícios
Sábado (7)
Barra fixa e corrida de 50 metros
Domingo (8)
Flexão abdominal e corrida de 12 minutos
A publicação do edital retificado foi anunciada para a manhã desta sexta-feira (6), nos canais oficiais da Prefeitura e da organizadora IDECAN, além do Diário Oficial dos Municípios. Os candidatos devem conferir no novo documento os horários, os locais, a distribuição dos participantes e as orientações para os testes.
A mudança permite preservar as datas da avaliação física sem adiamento integral. Desde a ordem inicial de suspensão, a administração municipal e a banca procuravam uma alternativa que evitasse transtornos, especialmente para candidatos de outros municípios e estados que já haviam comprado passagens, reservado hospedagem e organizado compromissos pessoais e profissionais.
O prefeito Léo Moraes citou também a preparação dos participantes ao longo de meses e afirmou que a solução procurada deveria respeitar a decisão judicial e evitar prejuízos a quem se organizou para comparecer neste fim de semana.
A explicação apresentada pelo Município é que a discussão judicial se limitou a procedimentos de aplicação do edital, sobretudo à organização dos exercícios entre as datas previstas. A administração afirma que não houve questionamento sobre a lisura do concurso, a classificação dos candidatos ou os resultados anteriores.
A autorização preserva os convocados e os resultados das fases já realizadas, sem ordem de anulação dessas etapas. Prefeitura e IDECAN continuarão trabalhando com a previsão de divulgar o resultado final em 14 de maio de 2027, data que a administração pretende manter, sempre que possível.
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