O candidato a deputado federal Júnior Lopes (PSD), ex-jogador e ex-secretário de Esporte, tornou pública sua insatisfação com a condução da campanha do candidato ao Governo de Rondônia, Adailton Fúria. Em denúncias que ganharam repercussão nas redes sociais, Lopes acusou Fúria de privilegiar a candidatura da esposa, Joliane Fúria, que também disputa uma vaga na Câmara Federal pela mesma legenda. Em um vídeo, ele fez várias acusações e repudiou as atividades de Fúria.
Desde a pré-campanha, Joliane acompanha o marido nas agendas políticas pelo estado e participa de peças e inserções eleitorais ligadas à candidatura ao Governo. Para Júnior Lopes, essa exposição, somada à distribuição dos recursos partidários, evidencia um tratamento desigual entre os candidatos da nominata do PSD.
Lopes afirmou que Joliane Fúria recebeu R$ 1,5 milhão do fundo eleitoral. Já a candidatura dele teria sido contemplada com apenas R$ 100 mil, quantia que, segundo ele, corresponderia ao mínimo destinado ao cumprimento das regras de financiamento de candidaturas negras. Outra candidata do partido, Rosária Helena, teria recebido R$ 800 mil.
Lopes relatou ainda que procurou Adailton Fúria e Expedito Júnior, apontado como mentor e coordenador político da campanha, para questionar os critérios utilizados na distribuição dos recursos.
Segundo o candidato, Fúria teria sido direto na resposta: “Procure o governador Marcos Rocha. Você é candidato por causa do governador”.
Expedito Júnior, por sua vez, teria informado que a divisão do fundo eleitoral foi definida pela direção nacional do PSD, presidida por Gilberto Kassab. Júnior Lopes contestou a explicação e questionou se Kassab conheceria Rosária Helena e teria participado diretamente da decisão de beneficiá-la com R$ 800 mil.
A reclamação abriu uma disputa interna no PSD sobre a divisão do fundo eleitoral e da estrutura de campanha, levantando questionamentos públicos sobre os critérios adotados na distribuição do fundo eleitoral e do espaço de campanha. A principal dúvida é se as decisões foram tomadas com base em critérios objetivos de competitividade eleitoral ou se a estrutura montada para a disputa ao Governo estaria sendo usada para impulsionar, de maneira desproporcional, a candidatura de Joliane Fúria.
O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) negou, por unanimidade, o registro da candidatura de Ezequiel Neiva (PL) a deputado federal. O julgamento ocorreu na tarde desta quinta-feira (10), e os integrantes da Corte acompanharam a relatora, juíza Ursula Gonçalves Theodoro de Faria Souza, e o parecer do Ministério Público Eleitoral.
O registro era contestado pela Procuradoria Regional Eleitoral por causa de condenação colegiada de Ezequiel por ato doloso de improbidade administrativa. Na ação apresentada ao TRE-RO, o Ministério Público Eleitoral pediu que fosse reconhecida a inelegibilidade e, consequentemente, negada a candidatura nas eleições de 2026.
A condenação apontada na impugnação foi determinada pela 1ª Câmara Especial do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), em 20 de outubro de 2025. Ezequiel recebeu suspensão dos direitos políticos por oito anos, multa civil equivalente a 10 salários mínimos, proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos pelo mesmo período e ressarcimento solidário do dano causado.
Os embargos apresentados contra o acórdão foram rejeitados pelo TJRO em 30 de julho deste ano. A partir dessa condenação colegiada, a Procuradoria Eleitoral argumentou que Ezequiel se enquadrava na causa de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa para condenações por ato doloso de improbidade administrativa envolvendo lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito.
Caso envolve a Construtora Ouro Verde
A ação de improbidade que resultou na condenação envolve a Construtora Ouro Verde e uma arbitragem relacionada ao Departamento de Estradas de Rodagem de Rondônia (DER). Ezequiel era diretor-geral do departamento na época dos fatos.
A decisão arbitral havia determinado o pagamento de R$ 46,3 milhões à construtora, dos quais R$ 18,5 milhões chegaram a ser repassados. A arbitragem acabou anulada pela Justiça.
No julgamento da apelação, o TJRO concluiu que Ezequiel e Luciano José da Silva atuaram em conjunto na manipulação do processo administrativo. Segundo o acórdão reproduzido pela Procuradoria Eleitoral na ação contra o registro, eles deram baixa em uma multa da Ouro Verde inscrita em dívida ativa, desistiram da execução fiscal da cobrança e reorganizaram folhas do processo para fazer parecer que a construtora estava em condições de contratar com a administração pública e levar a controvérsia à arbitragem.
O Tribunal considerou que houve atuação dolosa e consciente para favorecer a empresa. A decisão também determinou a Ezequiel o ressarcimento solidário do dano.
Enriquecimento de terceiro entrou na discussão
Um dos pontos centrais da impugnação apresentada ao TRE-RO envolvia o requisito do enriquecimento ilícito. A Procuradoria não afirmou que Ezequiel recebeu os R$ 18,5 milhões. O argumento foi de enriquecimento ilícito de terceiro, decorrente da vantagem patrimonial obtida pela Construtora Ouro Verde e pelo sócio Luiz Carlos Gonçalves da Silva.
A sentença de primeira instância havia determinado que a construtora e Luiz Carlos devolvessem os R$ 18,5 milhões aos cofres do DER. No julgamento posterior da apelação, o TJRO reconheceu a prática de ato doloso de improbidade e manteve a obrigação de ressarcimento da empresa e do empresário.
Na ação eleitoral, a Procuradoria também citou entendimento do Tribunal Superior Eleitoral segundo o qual o enriquecimento ilícito de terceiro pode preencher o requisito da Lei da Ficha Limpa, sem que a vantagem econômica tenha sido recebida pelo próprio agente público condenado.
Havia ainda uma discussão provocada pela alteração da Lei da Ficha Limpa em 2025. A nova redação passou a exigir que a lesão ao patrimônio público e o enriquecimento ilícito estejam presentes concomitantemente na parte dispositiva da decisão usada para caracterizar a inelegibilidade.
A própria Procuradoria reconheceu na impugnação que o dispositivo do acórdão do TJRO não reproduzia literalmente as expressões “lesão ao patrimônio público” e “enriquecimento ilícito”. Argumentou, porém, que a decisão deveria ser analisada em conjunto com a fundamentação e com a sentença confirmada pelo Tribunal.
O prefeito de Ji-Paraná, Affonso Cândido, exonerou o secretário municipal de Fazenda, Anderson Cavalcante Oliveira, investigado na Operação Dreno, deflagrada na quarta-feira (9) pela Polícia Federal. Os policiais fizeram buscas no escritório de sua propriedade no centro da cidade e no gabinete da Prefeitura.
A PF apura o uso indevido de recursos do “fundão” eleitoral oriundo do Partido Liberal (PL). Na campanha de 2024, os candidatos a prefeito receberam recursos da direção estadual da legenda e repassaram recursos integrais ao escritório Acotec Contabilidade, cuja propriedade aparece no nome de Anderson, agora ex-secretário.
Tanto Sharleston como Anderson são pessoas do núcleo de confiança do senador Marcos Rogério, candidato ao Governo pelo PL. Rogério, dirigente estadual do PL, autorizou Sharleston a fazer repasses aos prefeitos com recursos do partido.
O corpo de Valdirlei Gonçalves da Silva, de 50 anos, foi encontrado nesta quinta-feira (10) em um pé de tamarindo na residência onde ele morava, no cruzamento das ruas José Bonifácio e Álvaro Maia, bairro Olaria, região central de Porto Velho.
Valdirlei estava desaparecido e o corpo já apresentava sinais de decomposição. Moradores perceberam um forte odor vindo da árvore e, ao verificarem o local, encontraram o homem morto entre os galhos.
Pessoas próximas relataram que Valdirlei tinha o costume de subir no tamarindeiro para colher os frutos. Uma sacola foi encontrada perto do corpo, indicando que ele poderia estar novamente apanhando tamarindos quando morreu.
A suspeita inicial é de que Valdirlei tenha sofrido um infarto enquanto estava na árvore.O corpo de Valdirlei Gonçalves da Silva, de 50 anos, foi encontrado nesta quinta-feira (10) em um pé de tamarindo na residência onde ele morava, no cruzamento das ruas José Bonifácio e Álvaro Maia, bairro Olaria, região central de Porto Velho.
Valdirlei estava desaparecido e o corpo já apresentava sinais de decomposição. Moradores perceberam um forte odor vindo da árvore e, ao verificarem o local, encontraram o homem morto entre os galhos.
Pessoas próximas relataram que Valdirlei tinha o costume de subir no tamarindeiro para colher os frutos. Uma sacola foi encontrada perto do corpo, indicando que ele poderia estar novamente apanhando tamarindos quando morreu.
A suspeita inicial é de que Valdirlei tenha sofrido um infarto enquanto estava na árvore.
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